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Diário2 Coríntios

Voltar ao simples

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura541 palavras

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Hoje me sinto no limite. Não é por causa de ninguém em particular, mas, no momento, estou no limite com a minha vida, o meu ministério e a igreja. Sinto saudade da simplicidade.

Esta tarde, eu pensava na minha vida como era há quase 20 anos. Eu era um jovem casado e havia encontrado uma nova igreja havia pouco tempo. A igreja ficava em uma área movimentada do bairro e experimentou um crescimento numérico significativo. Muitas pessoas da vila se aproximaram, e os amigos de amigos também vieram. Aos poucos, essa igreja ia se parecendo com as pessoas de sua comunidade.

Um casal de camponeses para de trabalhar no campo ao fim do dia, de cabeças baixas, em oração, ao lado de uma carriola e de cestos de batatas
Jean-François Millet, O Angelus, 1857-1859. Museu d'Orsay, Paris. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Foi nessa igreja que aprendi o significado da amizade cristã. Foi nessa igreja que experimentei fazer um ministério real na comunidade, semana após semana.

Agora, quase vinte anos depois, anseio pela simplicidade daqueles anos. Meu ministério, a igreja e minha vida muitas vezes parecem cada vez mais complexos. Perdoe a expressão, mas às vezes sinto que estou mascando chicletes gigantes com os pés. Seguir em frente pode parecer muito difícil.

Às vezes esqueço o pequeno, o óbvio e o simples. Não faz muito tempo, percebi que estava falando e discutindo mais sobre ministério do que realmente fazendo. Eu não quero ser assim. Há uma grande diferença entre viver em Cristo e apenas falar sobre isso. O apóstolo Paulo temia que a mente dos coríntios se corrompesse “da simplicidade que está em Cristo” (2 Coríntios 11:3, Bíblia Livre).

Desejo e imagino muito mais. Quero crescer até valorizar a Deus mais do que qualquer coisa ou qualquer pessoa na minha vida. Quero ser uma pessoa inteiramente entregue a Jesus. Ainda não cheguei lá. Quero ver a igreja ser verdadeiramente o corpo de Cristo, mostrando a própria vida de Jesus quando cumprimos nossas vocações todos os dias.

Quero que nós, como cristãos, aprendamos a depender de Deus, confiando em seu Espírito Santo como nosso poder. Quero que sejamos um povo apaixonado por levar o Evangelho ao mundo inteiro. Desejo ser uma pessoa cuja primeira inclinação é orar, deixando para trás a impotência de depender da carne.

Anseio pelo dia em que acreditemos que a vida de Cristo é o cerne do nosso ministério, e não reuniões, orçamentos, papelada e coisas do tipo. Essas coisas precisam ser incidentais, e não o foco principal. Se todos os ministérios organizados em nossa igreja fossem encerrados amanhã, ainda poderíamos ter um ministério frutífero nesta comunidade apenas por sermos a presença viva de Jesus onde estamos.

Eu poderia continuar escrevendo, mas…

Talvez você também precise voltar a pensar na simplicidade. Como era a vida no Senhor antes de torná-la tão complicada? O que realmente significa ser uma comunidade de crentes no Senhor?


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Publicado em 10 de janeiro de 2024 · Atualizado em 24 de outubro de 2026

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