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Jesus, o Único | Devocional
“Convinha que aquele, para quem são todas as coisas e por quem todas as coisas existem, trazendo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse pelas aflições o autor da salvação deles.”— Hebreus 2:10
Veja meu story aqui: https://diegon.org/web-stories/jesus-o-unico/
Em 1999, o filme Matrix movimentou muita gente. A premissa central era simples: existe um mundo que não é o que parece, e em algum momento surgirá alguém chamado O Único, que libertará os presos e mudará tudo. Boa ficção, mas a ideia de O Único não nasceu em Hollywood.
A maioria dos grandes líderes da história chegou à liderança com algum tipo de base. Moisés foi criado como príncipe egípcio. Maomé era líder tribal reconhecido. Sidarta Gautama era filho de rei antes de buscar a iluminação. Confúcio exerceu cargos de governo. Joana d’Arc passou de camponesa a comandante militar. Quase todos tinham algum ponto de partida no poder ou na influência.
Jesus era um professor itinerante pobre, de uma cidade sem prestígio, que morreu como condenado entre criminosos. Sem cargo, sem patrono, sem exército, sem legado político. O que restou depois da morte foi um punhado de pescadores assustados. A história esquece os camponeses pobres e os auxiliares dos grandes. Esqueceria também este.
Mas esse carpinteiro de Nazaré não ficou morto. Ressuscitou no terceiro dia, conforme as Escrituras (1 Coríntios 15:3-4). E aqueles pescadores assustados saíram pregando pelo mundo, não como homens que tinham encontrado uma boa filosofia, mas como pessoas que tinham visto alguém levantar-se do túmulo. O mundo foi feito por Ele e para Ele, mas não O conheceu quando veio. O Verbo se fez carne e habitou entre nós (João 1:14).
Isaías 53:2 diz que Ele não tinha aparência que o tornasse desejável. Poderia ter vindo de outra forma, com um brilho que ninguém pudesse negar, com um poder que dispensasse a fé para ser reconhecido. Mas Paulo escreve: “Sendo rico, por amor de vós se fez pobre; para que pela sua pobreza enriquecêsseis” (2 Coríntios 8:9). Escolheu a vergonha da cruz. Foi levantado dentre os mortos, e hoje é o nome mais influente que o mundo já conheceu.
Perto do fim da vida, Napoleão Bonaparte escreveu: “Alexandre, César, Carlos Magno e eu fundamos impérios. Mas sobre o que repousamos as criações do nosso gênio? Sobre pura força. Só Jesus Cristo fundou Seu império sobre o amor; e neste momento milhões de homens morrerão por Ele. Em qualquer outra existência que não a de Cristo, quantas imperfeições!”
Todos os impérios vão sumir nas brumas do tempo. Os nomes vão se tornar sílabas estranhas na boca de crianças entediadas em aula. Mas Cristo é eterno, exaltado para sempre, e de Seu reino não haverá fim. Quando João Batista mandou perguntar se Ele era mesmo O Único, Jesus não ofereceu um argumento filosófico. Disse: “Os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres é pregado o evangelho” (Lucas 7:22). As obras testemunham por Ele.
Senhor Jesus, obrigado porque o Teu reino não se sustenta sobre força, mas sobre amor. Que possamos reconhecer em Ti O Único que de fato cumpre o que todo outro “único” da história apenas prometeu. Em Teu nome. Amém.
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