AssineApoie

DevocionaisHebreus

A lição da abóbora e do carvalho: como cultivar uma fé que persevera

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura464 palavras

Leitura automática pelo seu navegador; pode haver erros de pronúncia.

Áudio em preparo — assine para ser avisado

“A fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.”(Hebreus 11:1 - NVI)

Alguns anos atrás, minha sogra comprou uma chácara em Pinhalzinho e plantou algumas sementes, entre elas abóboras. O que ela colheu daí virou uma das histórias que mais me fizeram pensar sobre fé.

A história é simples. Um agricultor, no caminho de volta da cidade, deixou cair uma semente de abóbora. Não longe dali, havia outra semente — mas ninguém sabia o que era. Em poucos dias, a abóbora começou a brotar. Cresceu rápido, chamou atenção, produziu frutos em questão de semanas. Enquanto isso, a outra semente não mostrava nada. Nada por semanas. Nada por meses. Parecia morta.

Mas não estava. Era uma bolota. E muitos anos depois, enquanto a abóbora havia sido colhida, comida e esquecida, aquela semente discreta havia se transformado em um carvalho robusto: oferecia sombra, abrigava animais, resistia às tempestades e crescia a cada ano que passava.

A imagem é direta. Algumas pessoas têm uma fé que lembra a abóbora: rápida, vistosa, efusiva. Experiências intensas, emoção nas reuniões, aparência de bênção constante. Só que quando o clima muda, quando a seca vem, quando a decepção bate, essa fé não tem raiz profunda suficiente pra aguentar. Murcha.

Outras pessoas têm uma fé que parece o carvalho. Discreta, às vezes até invisível. Crescem devagar. Não têm os momentos espetaculares. Mas vão fundo. Quando a tempestade chega, ficam de pé. E ao longo do tempo, são essas as pessoas que sustentam outros, que resistem, que dão frutos duradouros.

A Bíblia diz que sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11:6 - NVI). Mas também que a fé verdadeira é a certeza do que ainda não se vê (Hebreus 11:1 - NVI). Ou seja: a fé do carvalho confia na Palavra de Deus mesmo quando o solo parece vazio. Ela não depende de ver rápido; depende de confiar fundo.

E eu preciso me perguntar: que tipo de fé estou cultivando? Uma fé que cresce quando a emoção empurra, ou uma fé que permanece quando tudo fica em silêncio? Uma fé que precisa de resultado imediato, ou uma fé que espera o tempo de Deus? A pergunta vale pra mim tanto quanto pra quem lê isso.

Oração:

Senhor, me ajuda a cultivar uma fé que vai fundo, que não depende das aparências nem dos momentos espetaculares. Que a minha fé seja como o carvalho: lenta, firme, duradoura. E que nos momentos em que parece que nada está acontecendo, eu confie na sua Palavra. Amém.

Todos os direitos reservados S.B.CAMPO – SP