
Oscar II: O Rei Convertido da Suécia
No dia 8 de dezembro de 1907, Oscar II, rei da Suécia, passou para a presença do Rei dos reis. O monarca, notável por ser um rei convertido e neto, por parte de pai, de Bernadotte, o marechal francês que se tornou o rei Carlos XIV João, deixou um legado espiritual significativo.
Uma vida de fé
Oscar II não era apenas um rei, mas também um cristão devoto. Segundo o relato de Josiah Nix, publicado em um periódico da época (a nota não indica a fonte exata), o rei estava prestes a partir para Estocolmo quando um grupo de visitantes da Politécnica o aplaudiu com entusiasmo. O rei perguntou a Mr. Nix, condutor do grupo: “Você gosta do meu país?” “Não, Sua Majestade”, respondeu Nix, “nós o amamos, e também ao seu povo.”
Mr. Nix agradeceu ao rei Oscar pela mensagem enviada à YMCA em Londres durante uma celebração, e também pelos cumprimentos da rainha. “Você é um discípulo?”, perguntou o rei. “Sim, Sua Majestade, o menor de todos os discípulos”, respondeu Nix. O rei disse então, com calma: “Por favor, não se refira a mim como ‘Sua Majestade’. Somos um em Cristo Jesus.” A resposta ecoa o que Paulo escreveu aos gálatas: em Cristo não há distinção entre os que o seguem (Gálatas 3:28).
Os últimos momentos
Conta-se, em relatos comoventes da imprensa da época, o momento solene em que o Rei dos Terrores, a morte (embora, neste caso, não o terror dos reis), entrou na câmara real. Às duas horas da tarde de sábado, Sua Majestade recobrou a consciência por um instante, reconheceu a família e disse em voz clara: “Deus abençoe a todos vocês.” A rainha respondeu: “Sim, o Senhor te levará; Sua misericórdia é tão grande.” O rei acrescentou: “Sim, Sua misericórdia é grande.”
A rainha então se inclinou sobre a cama do marido e sussurrou em seu ouvido as palavras da Primeira Epístola de João:
“Porém, se andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.”
(1 João 1:7, Bíblia Livre)
O rei disse em voz distinta: “GRAÇAS A JESUS.” Foram as últimas palavras do rei Oscar. Às quatro horas, ele estava “com Cristo, o que é muito melhor” (Filipenses 1:23).
Reflexões e lições
A história de Oscar II nos oferece três lições:
- Humildade na liderança: mesmo como rei, Oscar II via-se como igual a qualquer outro cristão, e isso nos lembra que, diante de Deus, todos somos iguais.
- Importância da família e da fé: nos últimos momentos, o apoio espiritual da família foi essencial. A rainha, em particular, teve o papel de lembrá-lo das promessas de Deus.
- Testemunho de fé: a vida e a morte de Oscar II testemunham a graça de Deus em Cristo. Suas últimas palavras foram de gratidão a Jesus. O rei descansou, não no trono nem em suas obras, mas no sangue que purifica de todo pecado.
Palavras-chave e tópicos relacionados
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Conclusão
Oscar II, um rei humilde e devoto, deixou um legado que vai além do trono. Sua vida dedicada a Cristo e suas últimas palavras nos lembram de que a vida cristã começa e termina na graça. Que a história de Oscar II nos ensine que até quem ocupa uma posição de grande poder pode servir a Deus com humildade, e que a nossa esperança, como a do rei, está no sangue de Jesus.
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