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2 Tessalonicenses 3 - Estudo Bíblico Indutivo

2 Tessalonicenses 3 — Oração, trabalho, disciplina e perseverança Texto-base 2 Tessalonicenses 3:1–18 Esboço I. Oração, fidelidade de Deus e perseverança — 2 Tessalonicenses 3:1–5 II. Trabalho, disciplina e responsabilidade cristã — 2 Tessalonicenses 3:6–15 III. Paz, autenticidade e graça — 2 Tessalonicenses 3:16–18 I. Oração, fidelidade de Deus e perseverança 2 Tessalonicenses 3:1–5 Perguntas para discussão Quais são os pedidos finais que Paulo faz aos tessalonicenses? 2 Tessalonicenses 3:1–2 Por que Paulo pede oração para que a Palavra do Senhor se propague? O que significa a expressão “como também está acontecendo entre vocês”? 1 Tessalonicenses 1:5–8 Quem poderiam ser os “homens perversos e maus” mencionados no versículo 2? Que contraste existe entre o final do versículo 2 e o início do versículo 3? O que Deus promete fazer pelos cristãos segundo o versículo 3? Para onde Paulo deseja que o Senhor conduza o coração dos tessalonicenses? 2 Tessalonicenses 3:5 1. “Irmãos, orem por nós”...

A confiança que vem do dever

"Vocês, irmãos, foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião à carne; ao contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor. Pois toda a Lei se resume num só mandamento: 'Ame o seu próximo como a si mesmo'." (Gálatas 5:13-14 - NVI)

Existe uma paz que não depende de tudo estar bem. Depende de saber que você está fazendo o que devia fazer.

O Dr. Bronson Ray era cirurgião cerebral. Homem de fé, discreto, o tipo que aparece sem fanfarra e some depois que o trabalho está feito. Certo dia, ele caminhava pela cidade quando viu um rapaz em uma scooter bater de frente em uma árvore. O capacete se partiu. O menino ficou no chão, inconsciente, com uma hemorragia interna na cabeça. Ray não hesitou. Fez uma pequena incisão na têmpora pra aliviar a pressão no crânio, usou o lenço pra estancar o sangue, organizou a cabeça do rapaz numa posição segura.

Foi então que um menino mais novo apareceu na multidão e disse, com calma: "É melhor eu assumir agora, senhor. Sou escoteiro e conheço primeiros socorros." Ray olhou pro menino. Uniforme de escoteiro. Distintivo de primeiros socorros. Expressão firme, sem arrogância — só determinação. O médico entregou o canivete e o lenço pro garoto.

Era reconhecimento, não imprudência. Ray sabia ver quem estava pronto.

No hospital, depois que o rapaz se recuperou, Ray perguntou ao menino onde tinha aprendido tanta coisa. O menino respondeu sem enrolar: "No escotismo. É o meu dever estar pronto pra ajudar. E na igreja. Deus está comigo, e isso me dá coragem pra fazer o que é certo." Ray ficou em silêncio por um momento. Ele também tinha sido escoteiro. Tinha aprendido as mesmas coisas. E tinha seguido os mesmos princípios há décadas, sem parar.

Dever cumprido gera algo que o mundo não consegue fabricar: confiança. A confiança de quem não precisa provar nada, porque já está fazendo o que tem que fazer.

Paulo escreveu pra Gálatas, e pra nós, que a liberdade cristã não é liberdade de algo: é liberdade para servir. "Sirvam uns aos outros mediante o amor" (Gálatas 5:13 - NVI). Esse é o dever que nos define. E eu também preciso ouvir isso. Quantas vezes eu usei a liberdade pra me poupar, em vez de usá-la pra me dar? Quantas vezes eu vi alguém precisando e esperei que outra pessoa fosse primeiro?

A confiança que aquele escoteiro mostrou naquele dia não veio do nada. Veio de anos de preparo. De pequenos deveres cumpridos quando ninguém estava olhando. Quando a hora chegou, ele já sabia o que fazer, porque já era o tipo de pessoa que fazia.

Oração:

Senhor, que eu não use a liberdade que recebi pra me fechar no meu próprio conforto. Faz de mim alguém que enxerga o próximo, que age quando precisa agir, que cumpre o dever do amor sem esperar reconhecimento. Que nesse dever eu encontre a paz que só vem de andar com você. Amém.

Por Diego Gonçalves, Teólogo e Evangelista, Autor no www.bibliadeestudos.com.br – Todos os direitos reservados

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