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DevocionaisPáscoa11 de 11

Ressurreição e Semana Santa: uma alegria que desconcerta

Uma alegria que desconcerta o mundo

Diego Gonçalves4 min de leitura714 palavras

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Hoje o nosso coração se enche de uma alegria que o mundo não conhece e nem consegue explicar. Ao longo dos dias da Semana Santa, a gente caminhou pela dor, pelo julgamento e pelo silêncio. Agora a retrospectiva nos leva a um lugar de exaltação: nós servimos a um Deus que não apenas “passou” pela história, mas que a governa por inteiro.

Muitas vezes a nossa mente tenta entender a Deus pela lógica humana, mas a lógica de Deus é outra. Tudo começa com Jesus entrando em Jerusalém. Ali ele foi aclamado como Rei, mas de um jeito que ninguém esperava. Não veio para inflar o ego daqueles que queriam poder. Veio montado num jumentinho para mostrar que a verdadeira força está na mansidão. Ele desarmou as expectativas daquela multidão e, hoje, quer desarmar as nossas também.

Depois vimos que, mesmo quando o cenário parecia de derrota, com Jesus traído por um beijo e abandonado pelos amigos mais próximos, ele estava no controle absoluto de tudo. Nada fugiu ao seu olhar. As Escrituras afirmam que as profecias estavam se cumprindo, e isso fala diretamente ao coração ansioso. Quantas vezes você sentiu que a sua vida saiu dos trilhos? Quantas vezes a sua família enfrentou uma crise e você achou que Deus tinha se esquecido de vocês?

Olhe para a prisão de Jesus. No momento em que os homens achavam que o estavam prendendo, era ele quem entregava a sua vida voluntariamente. Se Jesus estava no controle da própria prisão e da própria morte, também está no controle dos seus dias mais difíceis. A nossa mente pode descansar quando entende que não precisa ser “gerente do universo”. O trono não é nosso, é dele.

Depois, fomos levados ao sepultamento. Jesus foi colocado num túmulo emprestado, selado por uma pedra enorme e vigiado por soldados. Humanamente, era o fim. O ego dos inimigos de Jesus estava satisfeito: “Nós o calamos”, pensaram. Mas o túmulo foi apenas o cenário do maior milagre da história. A pedra não foi removida para Jesus sair, pois ele já havia ressuscitado. Foi removida para que a gente pudesse olhar para dentro e ver que ele não estava mais lá (Mt 28:2-6).

Sabe o que isso significa para a sua vida hoje? Significa que a nossa fé não se baseia num mestre do passado, num filósofo bonzinho ou num homem que morreu e deixou saudades. Nossa fé se baseia num Deus que vive. Se Jesus ressuscitou, nenhuma dor é definitiva. A traição que feriu o seu coração não é o ponto final da sua história. Nenhum “túmulo” de depressão, de luto ou de falência pode segurar os planos de Deus para você.

O problema é que muitas vezes a gente vive como se Jesus ainda estivesse morto. Vive preocupado, ansioso, carregando o peso do mundo nas costas, e isso nada mais é do que o nosso ego tentando ser Deus, tentando resolver tudo com a própria força. Quando vivemos assim, a mente adoece e o coração se fecha.

Por isso o convite de hoje é outro: o convite para apenas adorar. Adorar é dizer: “Senhor, eu desisto de tentar controlar tudo. Eu aceito que o Senhor venceu a morte, então o Senhor pode vencer os meus medos também.” Adorar é reconhecer que o trono da nossa vida pertence a ele.

Não importa quão pesada seja a “pedra” que colocaram sobre a sua esperança. Talvez seja a pedra da descrença, da doença ou de um problema familiar que parece não ter solução. Escute bem: o anjo do Senhor já desceu (Mt 28:2). A morte foi vencida, o medo foi derrotado, o véu foi rasgado (Mt 27:51) e o Rei da Glória vive em nós.

Que a glória da ressurreição transforme a sua casa. Que em vez de silêncio e tristeza haja um ambiente de festa e gratidão, e que a sua família sinta que o Cristo vivo habita entre vocês. Nós não viemos aqui para lamentar uma morte, mas para celebrar a Vida que nunca mais terá fim.

Feche os olhos por um instante e imagine o túmulo vazio. Onde havia escuridão, agora há luz. Onde havia fim, agora há eternidade. Entregue ao Senhor a ansiedade e o peso que você tem carregado sem necessidade, e adore ao Rei que vive.

Ele ressuscitou! Ele verdadeiramente ressuscitou!