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Povo ribeirinho: missões na Amazônia e apoio a missionários

O povo ribeirinho

Diego Gonçalves2 min de leitura457 palavras

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Jesus lhes disse: “Vão ao mundo inteiro e anunciem as boas-novas a todos.”

(Mc 16:15, NVT)

O ribeirinho habita em comunidades tradicionais ao longo dos rios e igarapés. O peixe e a farinha são itens essenciais na mesa desse povo. A pesca artesanal, a caça e o cultivo são parte da sobrevivência, que essencialmente retira daquilo que se encontra na natureza. Existem mais de dez mil comunidades ribeirinhas na região amazônica sem qualquer luz do evangelho, e a maioria é de difícil acesso.

No decorrer da viagem missionária, encontramos outros missionários. Havia uma equipe voltada para jovens e crianças, equipada com ferramentas que atraem os pequenos e os jovens para Cristo. Também vi missionários fazendo viagens na área de saúde e assistência aos ribeirinhos. Há um barco bem grande equipado com uma unidade básica de saúde. Há ainda o barco de evangelismo, que expande o trabalho para novas comunidades e presta assistência àqueles que não têm uma presença missionária.

No entanto, percebi que uma família de missionários morando numa comunidade faz uma grande diferença. E a nossa missão, a Mais Amor, fundada pelo Mesquita, preza exatamente isso. O contato no dia a dia, os relacionamentos que se estabelecem e tantos outros cuidados são indispensáveis. Parece que poucas missões dispõem dessa estratégia.

Enfim, apesar de todo o trabalho, permanece a tônica bíblica: “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9:37).

Quem acolhe e sustenta missionários

Amado, você é fiel quando cuida dos irmãos que passam por aí, embora não os conheça. Eles falaram à igreja daqui a respeito de sua amizade afetuosa. Peço que continue a suprir as necessidades deles de modo agradável a Deus. Pois eles viajam a serviço do Senhor e não aceitam coisa alguma dos que são de fora. Assim, nós mesmos devemos sustentá-los, a fim de nos tornarmos seus cooperadores quando eles ensinarem a verdade.

(3Jo 1:5-8, NVT)

Na carta anterior, João advertiu a igreja contra qualquer tipo de apoio ou incentivo àqueles que ele chamou de anticristos. Neste trecho, vemos o outro lado da moeda. Os irmãos de quem ele fala eram provavelmente missionários itinerantes, que viajavam pelo país espalhando o evangelho, de maneira parecida com o que Paulo fazia. Eles chegaram à igreja onde Gaio servia, e ele acolheu e apoiou esses missionários, ao contrário de Diótrefes, que não queria nada com eles.

Embora não devamos encorajar os anticristos participando do que eles fazem, devemos apoiar aqueles que proclamam a verdadeira mensagem de Cristo. Ao apoiá-los, nos tornamos participantes do que eles estão fazendo.

Você pode não ser chamado para o campo missionário, mas pode apoiar um missionário: orar por ele, escrever para ele, oferecer apoio financeiro, acolhê-lo quando visitar. Pode ser um colaborador com ele pela verdade.