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Colossenses 1:3-8Sobre a fé, o amor e a esperança

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura595 palavras

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“Agradecemos ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, sempre orando por vós; pois ouvimos falar da vossa fé em Cristo Jesus, e do amor que tendes para com todos os santos; por causa da esperança que está reservada para vós nos céus.”

(Colossenses 1:3-5, Bíblia Livre)

Há uma sensação muito específica quando recebemos notícias boas de alguém que está longe. Vai além do conteúdo da notícia: é o alívio de saber que a pessoa está bem, que está crescendo, que o que foi investido nela não foi em vão. E junto com o alívio vem a gratidão.

Paulo estava preso quando escreveu aos Colossenses. Ele não podia ir até eles, mas Epafras foi e voltou com relatos (Colossenses 1:7-8). Esses relatos fizeram Paulo agradecer a Deus. Não porque a igreja fosse grande, nem porque tivesse convertido muitos ou construído algo impressionante. O que fez Paulo agradecer foi uma combinação de três coisas: a fé deles em Cristo Jesus, o amor que demonstravam pelos santos e a esperança firmada no que Deus prometeu (Colossenses 1:4-5).

Pintura de Paulo sentado à mesa, com a espada ao lado, escrevendo uma carta à luz de uma vela
Valentin de Boulogne, São Paulo escrevendo suas epístolas, c. 1618-1620. Museu de Belas Artes de Boston. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Esse trio não é aleatório. Fé, amor e esperança aparecem juntos em outros textos. Em 1 Coríntios 13:13, Paulo escreve que “agora, pois, permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor” (1 Coríntios 13:13, ARA). São como três pernas de um banco: retire uma, e o banco cai. Uma vida cristã sem fé é ativismo sem fundamento. Sem amor, é doutrina sem coração. Sem esperança, é resistência sem horizonte.

O que chama atenção é a origem da esperança que Paulo descreve. Ele diz que ela está “reservada nos céus”. Não foi algo que os colossenses criaram: Deus a guardou para eles. Ou seja, a esperança cristã não nasce do otimismo humano nem da força de vontade. É uma herança segura, guardada por Deus num lugar aonde nada pode chegar, e recebida pela graça, em Cristo.

E essa esperança, segundo Paulo, sustentava o amor que eles demonstravam. Quem sabe que tem tudo garantido lá na frente consegue abrir mão das coisas daqui com mais leveza. A esperança liberta para amar de verdade, sem cálculo, sem medo de sair perdendo.

Eu preciso me perguntar o mesmo que Paulo viu nos colossenses: o que alguém que me observa de fora conseguiria relatar sobre a minha vida? Veria a minha fé em Cristo, não só afirmada em palavras, mas viva nas escolhas? O amor que tenho demonstrado pelos irmãos, concreto, com custo? A esperança, se eu me comporto como alguém que acredita no que Deus prometeu?

A carta chega porque Epafras foi ver com os próprios olhos. O que ele viu levou Paulo a agradecer. A pergunta para mim é: o que quem me vê de perto levaria de volta para relatar?

Oração:

Senhor, que a minha vida seja uma notícia que leva outras pessoas a te agradecer. Que a fé que professo apareça nas minhas decisões, que o amor que digo ter se veja nas minhas ações, e que a esperança que tenho em você mude o jeito como eu vivo hoje. Amém.

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Publicado em 6 de dezembro de 2023 · Atualizado em 24 de outubro de 2026

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