
DevocionaisDevocionais em Deuteronômio12 de 14
Deuteronômio 15.10Dai Generosamente Aos Pobres
Deuteronômio 15:10 NVT Deem aos pobres com generosidade, e não com má vontade, pois o SENHOR, seu Deus, os abençoará em tudo que fizerem.
O detalhe que chama atenção nesse versículo não está no “deem aos pobres”, que é o mandamento óbvio. Está no “não com má vontade”.
Moisés pressupõe que a tentação existe. Haverá hora em que daremos, mas de um jeito que mostra que preferíamos não dar. O gesto é certo, e o coração está reclamando.
Deuteronômio 15 vem num contexto específico: a lei do ano sabático, que incluía o perdão de dívidas. A cada sete anos, as dívidas eram canceladas. O texto reconhece que, conforme o sétimo ano se aproximava, as pessoas podiam ficar relutantes em emprestar, afinal a dívida logo sumiria. Moisés diz: não endureçam o coração por causa disso. Abram a mão.
“Abrir a mão” é a imagem que o texto usa em hebraico: mão aberta, não fechada. Não é a mão que dá porque foi forçada a dar, e sim a que dá porque o coração já abriu primeiro.
Vivemos num tempo em que a generosidade tem muitos competidores. Há sempre uma conta chegando, uma meta de poupança, uma insegurança razoável sobre o futuro. E no meio disso, a criança que pede dinheiro na saída do mercado, o colega que está passando aperto, a oferta da igreja para um projeto social. A mão fecha rápido.
A promessa de Moisés não vale só para Israel, porque expressa a lógica do Reino: quem dá com generosidade não empobrece, e sim participa de uma economia diferente, onde Deus abençoa o que sai da mão aberta. Isso não é transação religiosa. É consequência de viver em sintonia com o coração de Deus, que, desde o Egito, nunca fechou a mão para quem precisava.
Senhor, que não demos só quando é fácil. Que, quando a mão quiser fechar, o coração lembre que Tu nunca fechaste a mão para nós. E que a generosidade seja um reflexo do que recebemos, e não uma obrigação pesada. Amém.
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