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DevocionaisDevocionais em Deuteronômio10 de 14

Deuteronômio 6.12O Perigo Da Prosperidade

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura417 palavras

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“E será, quando o SENHOR teu Deus te houver introduzido na terra que jurou a teus pais Abraão, Isaque, e Jacó, que te daria; em cidades grandes e boas que tu não edificaste, e casas cheias de todo bem, que tu não encheste, e cisternas cavadas, que tu não cavaste, vinhas e olivais que não plantaste: logo que comeres e te fartares, guarda-te que não te esqueças do SENHOR, que te tirou da terra do Egito, de casa de servos.”

(Deuteronômio 6:10-12, Bíblia Livre)

Há uma cena neste texto que precisamos imaginar para entender o peso da advertência.

Israel entrou em Canaã e herdou cidades que não construiu. Casas com móveis que outros escolheram. Cisternas que outros cavaram. Vinhedos que outros plantaram e cuidaram por anos. Eles chegaram, e a mesa estava posta.

Deus mostra a Moisés, do alto do monte, a terra prometida estendida diante dele
Carl Ludwig Kuhbeil, Deus mostra a Moisés a terra prometida, 1818. Domínio público, via Wikimedia Commons.

E Moisés diz: cuidado para não se esquecerem de onde vieram.

A advertência não é contra a prosperidade, pois Moisés não está dizendo que a terra era armadilha. Ela é contra o que a prosperidade faz com a memória. Quando a mesa está sempre posta, começamos a achar que sempre esteve assim. Quando a casa é segura, esquecemos que houve Egito. Quando o celeiro está cheio, a sensação de necessidade vai sumindo devagar, e com ela a clareza de quem sustenta tudo isso.

Esse processo não é dramático, e ninguém decide abandonar Deus. É gradual, quase imperceptível. Um dia a oração fica mais curta porque “está tudo bem”. No outro, a gratidão some porque “eu trabalhei para isso”. No seguinte, Deus vai ficando num cantinho da vida, visitado nos domingos e convocado nas crises.

Nós fazemos isso. Eu faço isso.

A palavra de Moisés não era só para Israel na beira do Jordão. Era para qualquer um que já recebeu mais do que merecia e sentiu que era natural receber. Tudo o que temos é graça: dom de Deus, e não conquista nossa.

Senhor, que o conforto não nos anestesie. Que a fartura não apague a memória do que éramos antes de Tu agires. E que nunca nos esqueçamos de quem cavou a cisterna. Amém.

Publicado em 18 de dezembro de 2024 · Atualizado em 21 de outubro de 2026

Nesta série

Devocionais em Deuteronômio

10 de 14 · 71%

Ver a série completa (14 textos)

Todos os textos
  1. Amar a Deus com tudo
  2. Faça silêncio antes de responder
  3. Lealdades que puxam em direções contrárias
  4. Fé no ritmo da vida comum
  5. A próxima geração precisa da história inteira
  6. Quando os dons escondem o Doador
  7. O segundo mandamento se parece com o primeiro
  8. Deuteronômio 1:29-31 A batalha é do Senhor
  9. Deuteronômio 6:4-9 Deleitando-se na Palavra de Deus
  10. Deuteronômio 6:12 O Perigo Da Prosperidade
  11. Deuteronômio 13:1-4 Você passa no teste
  12. Deuteronômio 15:10 Dai Generosamente Aos Pobres
  13. Deuteronômio 26:12 Dando o dízimo
  14. Deuteronômio 31:3-4 Ser usado por Deus

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