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Efésios 2:8-9o presente que o orgulho não compra
O Presente que Orgulho Nenhum Consegue Comprar: Meditação em Efésios 2.8-9
“Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.”(Efésios 2.8-9)
O ser humano aprende desde muito cedo a lógica fria da troca. Na escola, a gente estuda para merecer a nota boa; no trabalho, bate metas para garantir o salário e a comissão no fim do mês; nas relações sociais, costumamos ser gentis esperando receber simpatia em dobro. Esse sistema de mérito e recompensa governa o comércio e as instituições humanas com razoável eficácia.
A tragédia acontece quando a gente tenta pegar essa mesma mentalidade comercial e empurrá-la para dentro do relacionamento com o Criador.
Existe no coração de todo homem uma teimosia quase incurável de querer negociar com Deus. A gente quer apresentar um relatório moral impecável, exibir frequência assídua nos cultos, ostentar esmolas e mostrar boas ações como se fossem moedas de ouro para comprar a nossa entrada no céu. Paulo corta essa pretensão pela raiz com uma contundência cirúrgica: a salvação é inteiramente pela graça, recebida mediante a fé, e não vem de nós; é dom de Deus.
A Mão Vazia do Mendigo
Para compreender o peso dessas palavras, precisamos lembrar do diagnóstico que o apóstolo apresenta logo no início do mesmo capítulo: antes de sermos alcançados por Cristo, estávamos mortos em nossas ofensas e pecados. Um cadáver não colabora com a própria ressurreição, não estende a mão para negociar remédios e não tem fôlego para fazer acordos. A iniciativa de resgatar o ser humano do abismo da condenação partiu exclusivamente do amor soberano e compassivo do Pai.
A fé bíblica não é uma obra virtuosa que a gente fabrica no peito para impressionar a Deus. A fé é simplesmente a mão estendida e vazia do mendigo, que nada tem a oferecer além de sua própria miséria, descansando no sacrifício perfeito que Jesus consumou na cruz. Se a salvação dependesse de uma vírgula sequer do nosso esforço pessoal, o céu seria um ambiente insuportável de vaidade, onde cada um disputaria espaço exibindo suas medalhas religiosas. Como foi tudo pela graça, toda a jactância humana é varrida do mapa.
As boas obras continuam tendo um valor imenso na vida cristã, só que no lugar correto. Elas não são a raiz da nossa redenção, mas o fruto inevitável de um coração transformado. A gente não ama o próximo e não pratica a justiça para tentar ser salvo; a gente vive em santidade porque já foi salvo, perdoado e adotado pelo sangue do Cordeiro.
Oração
Senhor Deus e Pai eterno, prostramo-nos diante da tua majestade reconhecendo que nada temos em nós mesmos que nos torne dignos do teu favor. Confessamos a nossa arrogância diária de tentar justificar nossas faltas e a tola pretensão de barganhar com a tua santidade. Louvamos-te com a alma inteira pela cruz do teu Filho amado, nosso Senhor Jesus Cristo, na qual o preço de nossa redenção foi pago por inteiro. Arranca do nosso peito todo orgulho farisaico e concede-nos descansar na suficiência da tua graça imerecida. Que a gratidão pelo teu perdão transborde em obras de justiça, amor aos necessitados e serviço fiel à tua igreja, para a única e perpétua glória do teu santo nome. Por Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.
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