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Efésios 2:4-5as duas palavras que mudaram o nosso destino

Efésios 2: As duas palavras que mudaram o nosso destino

Diego Gonçalves4 min de leitura728 palavras

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“Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos.”(Efésios 2:4-5)

Se você entrar num hospital e caminhar até a ala de terapia intensiva, vai encontrar pacientes em situações graves: alguns respirando com a ajuda de aparelhos, outros sedados, mas todos sob cuidados intensos. Por mais frágil que seja o estado de uma pessoa ali, os médicos continuam tentando: ajustam a medicação, aplicam massagem cardíaca, usam aparelhos modernos. Enquanto há um fio de pulso, existe esperança médica.

Agora, se você descer mais um andar e entrar no necrotério, a conversa muda por completo. Ali não há remédio que faça efeito, não há conselho que ajude e não há médico que possa intervir. O morto não coopera, não ouve, não sente e não tem capacidade de dar um passo sequer. A morte encerra qualquer possibilidade humana de reação.

O apóstolo Paulo usa exatamente esse choque de realidade nos primeiros versículos de Efésios 2 para descrever a nossa condição espiritual antes de Cristo: nós não estávamos apenas fracos, doentes ou desorientados; nós estávamos mortos nos nossos delitos e pecados.

A religiosidade humana detesta ouvir essa verdade.

A gente prefere acreditar que o ser humano é basicamente bom e que só comete alguns deslizes por falta de oportunidade ou de instrução. A gente gosta de pensar que o evangelho é uma espécie de treinamento moral: você faz a sua parte, se esforça para ser uma pessoa decente, e Deus vem por cima e completa o que faltou.

Só que alguém que está morto não faz a sua parte. Alguém que está sem vida não estende a mão para pedir socorro. Se a nossa reconciliação com o céu dependesse do nosso primeiro passo moral, a humanidade inteira continuaria para sempre no cemitério do pecado.

É aí que o texto dá a virada mais impressionante de toda a Bíblia em apenas duas palavras: “Mas Deus…”.

Essa pequena expressão muda completamente o rumo da nossa história. Quando o diagnóstico era de morte irreversível, quando não existia nenhuma faísca de pureza em nós para atrair o favor do céu, Deus não ficou de braços cruzados nos olhando com indiferença. Ele tomou a iniciativa.

E por que Ele agiu? Paulo faz questão de fechar a porta para qualquer tentativa nossa de reivindicar méritos: “sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou”.

Deus não nos resgatou porque viu que éramos simpáticos, inteligentes ou promissores. Ele não olhou para a terra e pensou que a gente seria muito útil para a causa d’Ele. Não havia nada de admirável num coração rebelde, egoísta e completamente cego para as coisas do alto. A única razão pela qual fomos alcançados está na riqueza inesgotável da compaixão do próprio Deus. Ele nos amou porque essa é a essência d’Ele.

E qual foi a ação dessa misericórdia? “Nos deu vida juntamente com Cristo”.

A salvação cristã não é uma reforma de fachada onde você troca meia dúzia de manias ruins por um comportamento de igreja. Salvação bíblica é ressurreição. É o sopro do Espírito Santo entrando onde só existia frieza e ruína, gerando um coração novo, motivações limpas e uma ligação real com Cristo. “Pela graça sois salvos” — é a garantia definitiva de que a iniciativa e o poder pertencem a Deus do começo ao fim.

Se foi Deus quem nos tirou da morte quando nós não podíamos fazer nada, que espaço sobra para a nossa vaidade?

Ninguém pode estufar o peito nesta igreja e dizer que está de pé por competência própria. A graça derruba qualquer arrogância e arranca da nossa alma a mania feia de olhar com desprezo para quem ainda está tropeçando no erro. Aquelas pessoas não são piores do que nós éramos; elas apenas continuam no mesmo túmulo de onde o amor do Pai nos resgatou.

O convite de Cristo para a sua vida hoje é para você parar de tentar se salvar sozinho. Pare de fingir uma força que você não tem e pare de barganhar com Deus apresentando o seu bom comportamento. Renda-se diante dessa misericórdia que não tem fim. Deixe que Aquele que ressuscitou a Jesus arranque a culpa do seu peito, sopre vida nova nas suas decisões e faça você caminhar em paz a partir de hoje.