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EstudosVersiculos chave2 de 2

1 João 4:7-12Deus é amor e nos chama a amar

1 João 4: Como um Deus invisível se torna visível no mundo?

Diego Gonçalves2 min de leitura496 palavras

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“Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. […] Ninguém jamais viu a Deus; se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é aperfeiçoado em nós.”(1 João 4:7-8, 12)

Amar a humanidade em abstrato é uma das coisas mais fáceis da vida. Quase todo mundo concorda que o mundo precisa de mais carinho, publica frases inspiradoras nas redes sociais e se comove com causas humanitárias distantes. A complicação aparece quando a humanidade ganha rosto de gente de verdade e cruza o nosso caminho na rotina: aquele parente com quem é difícil conversar, o colega de trabalho que tenta puxar o seu tapete ou o irmão de comunidade que cometeu uma grosseria com você. Amar pessoas reais, cheias de manias e arestas, exige um esforço que o nosso egoísmo natural detesta fazer.

Na sua primeira carta, o apóstolo João não deixa margem para esse amor teórico. Ele é desconcertantemente direto: quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Essa declaração corta pela raiz qualquer ilusão religiosa. Não adianta nada dominar conceitos teológicos complexos, manter uma rotina rígida de oração ou impressionar a todos no púlpito se, dentro de casa ou nos bastidores da vida comum, você é uma pessoa azeda, impaciente e incapaz de perdoar.

João recorda onde esse amor tem início. Ele não brota da nossa capacidade moral, mas da iniciativa do Pai: Deus nos amou primeiro e enviou o Seu Filho para tirar a culpa que nos condenava. Jesus não aguardou a gente se tornar perfeito para nos estender a mão; Ele nos acolheu no meio da nossa confusão. Se nós fomos resgatados por uma misericórdia tão imensa e imerecida, como podemos nos dar ao luxo de fechar o coração e guardar ressentimento contra quem tropeça ao nosso lado?

O apóstolo conclui com uma observação profunda: ninguém jamais viu a Deus, mas, se amamos uns aos outros, o Senhor permanece em nós. O Criador é invisível aos olhos humanos, só que Ele se torna perceptível e concreto para um mundo cético através do amor prático dos Seus filhos. Quando um cristão prefere perder o argumento para preservar a paz, quando reparte o que tem com alegria e quando perdoa quem não merece, as pessoas ao redor finalmente conseguem vislumbrar como Deus realmente é.

Senhor Deus, Pai bondoso e paciente, perdoa a facilidade com que falamos sobre amor enquanto mantemos o coração duro e defensivo na rotina. Livra a nossa alma da vaidade de defender uma ortodoxia teórica que não se traduz em compaixão e cuidado prático com as pessoas. Que o sacrifício de Cristo na cruz desarme as nossas mágoas e transforme as nossas motivações, para que o teu amor se torne palpável em cada gesto de acolhimento e perdão que oferecermos aos que caminham conosco. Em nome de Jesus. Amém.