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Vocação e propósito: quando o chamado muda de lugar

Seja qual for o seu chamado, lembre-se do seu propósito

Diego Gonçalves2 min de leitura472 palavras

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Não desprezem os começos humildes, pois o Senhor se alegra ao ver a obra começar.

(Zc 4:10, NVT)

Quando a gente é criança, todo mundo pergunta o que vai ser quando crescer. Aos oito anos, a resposta é bombeiro. Aos doze, jogador de futebol. Aos dezessete, a pergunta ficou séria demais: é hora de escolher o curso, e parece que a escolha vale para a vida inteira. Tem gente que se forma, trabalha uns anos na área e percebe que o coração não está mais ali. Aí vem a culpa. Estudei tanto, gastei tanto, será que errei o caminho?

Você não precisa fazer a mesma coisa para o resto da vida. Deus deu a cada um uma ampla gama de dons, talentos e paixões, e a vontade dele não é que a gente ache uma carreira e fique nela por trinta anos. O que ele quer é usar o que a gente tem, no lugar para onde ele chamar. E pode chamar para dois, três ou quatro lugares diferentes. Quando Deus manda ir, ele já colocou a bênção ali, e o caminho se ilumina conforme a gente anda.

Muita gente se aflige porque confunde duas coisas. O propósito responde ao “por quê”. A vocação responde ao “como” e ao “onde”. A vocação pode mudar de endereço, mas o propósito fica: viver como filho amado de Deus e levar a Boa Notícia de Cristo a um mundo quebrado, ferido e perdido. Quando alguém pergunta “qual é o meu propósito?”, muitas vezes quer dizer “eu não sei o que fazer da minha vida”. Faça o que fizer, faça com propósito.

A Bíblia está cheia de gente que mudou de rumo. Pedro era pescador, virou discípulo em tempo integral e depois passou a ensinar e a pregar (Mt 4:18-19). Davi cuidava de ovelhas e acabou rei (1Sm 16:11-13). Mateus cobrava impostos (Mt 9:9), Lucas era médico (Cl 4:14) e Paulo era fariseu (Fp 3:5). Nenhum deles se achou um fracassado por mudar de curso. Eles viram alguém que podia dar à vida muito mais do que o emprego dava. E quando Jesus lidera, a gente se livra da preocupação de acertar o trabalho “certo”. Se você leva Jesus para onde trabalha, está no lugar certo.

Então pense: que habilidades e experiências só você tem para Deus usar? Que tipo de gente você alcança melhor do que ninguém? Seu trabalho talvez não renda milhões, mas o Reino não se constrói com dinheiro. Seu ministério está onde você está, seja como bancário, professora, advogado, motorista de aplicativo, bombeiro ou zeladora.

Aquele menino de oito anos que queria ser bombeiro nunca precisou saber como a vida toda ia ser. Precisava só de alguém de confiança segurando a mão dele. Tomara que a gente também aprenda a seguir sem medo de mudar de ideia, sabendo que quem anda onde Jesus chama nunca anda sem propósito.