
DevocionaisDevocionais em João2 de 5
Jo 8:1-11Recriados pela Graça
Gosto de refletir sobre essa história, e sempre que o faço, ela mexe comigo. Imagine a cena: uma mulher, surpreendida em adultério, é levada até Jesus. A Lei de Moisés ordena que ela seja apedrejada. Jesus se inclina, escreve com o dedo na terra e depois os questiona: “Aquele de vós que está sem pecado, seja o primeiro que atire pedra contra ela” (João 8:7, Bíblia Livre).
Os acusadores, acusados pela própria consciência, saem um a um, dos mais velhos até os últimos. Enquanto isso, Jesus, com calma, volta a escrever na terra. Isso pode lembrar a criação: do barro da terra, Deus moldou o homem (Gênesis 2:7). É só uma imagem, o texto não o afirma, mas aqui temos uma mulher marcada pelo pecado e, diante de Jesus, parece que Ele a está recriando diante de nós.
Quando o último acusador sai, restam apenas Jesus e a mulher. Ele, a luz do mundo, não lança pedras e derrama graça sobre ela:
“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? E disse ela: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai, e não peques mais.”
(João 8:10-11, Bíblia Livre)
Vemos uma mulher antes manchada pelo pecado, agora restaurada pela graça de Jesus, que a perdoa antes de lhe pedir qualquer mudança (Efésios 2:8-9).
Muitos leem essa história e dizem: “Que demonstração de graça de Jesus!” E, de fato, é. Mas e se olhássemos por outra perspectiva? E se essa mulher representasse a igreja? Quantas vezes a igreja, nós, nos desviamos, buscando outros interesses além de Jesus? E quantas vezes as pessoas nos criticam, dizendo: “Eles se dizem seguidores de Jesus, mas não agem como Ele.” Isso me faz lembrar que Gandhi teria dito que gostava de Jesus, mas não dos cristãos.
A beleza está em reconhecer que, apesar das falhas e das críticas, a mensagem de Jesus é constante: a graça está disponível, e Ele está sempre pronto para nos moldar e recriar. Assim como disse àquela mulher, Ele nos diz: “vai, e não peques mais.” É um chamado, não apenas à redenção, mas a refletir a luz de Cristo em nossas vidas.
Abracemos, então, essa luz e compartilhemos a mensagem de graça e esperança que Jesus nos ofereceu desde o princípio.
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