
EstudosLições para células e pequenos grupos1 de 1
Alegria de verdade quando a vida não está perfeita (João 15:9-11)
Lição para células e pequenos grupos de jovens, com dinâmicas, perguntas para conversa e desafio da semana
Neste estudo
- Para quem conduz
- Dinâmica de abertura: quanto tempo dura? (10 minutos)
- Dinâmica: rouba ou alimenta? (15 minutos)
- Leitura e explicação (15 minutos)
- Perguntas para discussão
- Em equipes (20 minutos)
- Equipe 1: Salmo 16:11
- Equipe 2: Filipenses 4:4-7
- Equipe 3: Hebreus 12:1-3
- Equipe 4: 1 Tessalonicenses 5:16-18
- Conclusão (5 minutos)
- Momento de resposta (10 minutos)
- Desafio da semana: sete dias perto da videira
- Oração final
- Perguntas para discussão (3)
Para quem conduz
Texto central: João 15:9-11 Duração: cerca de 70 minutos Material: um maço de flores cortadas (pode ser do mercado), um vaso com uma planta viva, fichas de papel ou post-its, canetas, duas folhas grandes escritas ROUBA e ALIMENTA, Bíblias ou celulares com a Bíblia aberta.
Esta lição foi pensada para uma noite em casa, num culto de célula ou num pequeno grupo de jovens. O objetivo é que os jovens falem mais do que quem conduz. Por isso, faça perguntas, espere a resposta e aguente o silêncio de alguns segundos sem responder no lugar deles. Os trechos em destaque ao longo da lição são sugestões do que dizer. Leia antes, adapte ao seu jeito e fale com as suas palavras.
Como a noite funciona:
- A imagem do começo e do fim. Você deixa um maço de flores cortadas e um vaso com uma planta viva no meio da sala, sem explicar nada. As flores estão bonitas, mas já foram cortadas da raiz. Essa imagem abre a noite e volta na conclusão.
- Abertura “quanto tempo dura?”. Você lê situações conhecidas, como cair o Pix, o time ganhar o clássico ou ganhar uma discussão no grupo da família. O grupo diz quanto tempo dura a alegria de cada uma, e daí sai a ideia de que quase toda alegria tem prazo de validade.
- Rouba ou alimenta? Um jogo de fichas com coisas que roubam e coisas que alimentam a alegria, mais algumas fichas sem resposta certa (celular, namoro, vestibular, ir ao culto) para gerar debate. Elas levam à ideia de que muita coisa boa vira ladrão quando ocupa o lugar de Deus.
- João 15. O grupo lê o texto em roda, e você explica em quatro pontos, segurando a flor numa mão e o vaso na outra. Depois vêm as perguntas em duplas.
- Quatro equipes. Cada equipe recebe um texto (Salmo 16, Filipenses 4, Hebreus 12 e 1 Tessalonicenses 5) e apresenta aos outros o que descobriu, e você complementa com um comentário curto que já está escrito.
- Momento de resposta. Cada um escreve um ladrão de alegria e uma fonte na mesma ficha e rasga no meio. O ladrão vai para o lixo, e a fonte fica na capinha do celular. Depois cada um ora pelo colega, em duplas.
- Desafio de sete dias e oração final.
Antes de todos chegarem, coloque as flores e o vaso no meio da sala, à vista de todos, e não explique nada. Alguém vai perguntar para que servem. Diga só que mais tarde eles vão entender.
Dinâmica de abertura: quanto tempo dura? (10 minutos)
Vamos começar com um jogo rápido. Eu vou falar uma situação, e vocês me dizem quanto tempo dura a alegria que ela traz: cinco minutos, um dia, uma semana ou a vida inteira. Pode levantar a mão, pode discordar do colega.
Situações para ler, uma de cada vez:
- Chegar a resposta daquela pessoa que você estava esperando.
- Cair o Pix que você estava esperando.
- O seu time ganhar o clássico no domingo.
- Comprar o tênis que você queria havia meses.
- Tirar nota boa na prova em que você tinha certeza de que ia mal.
- Uma foto sua passar de mil curtidas.
- Ganhar uma discussão no grupo da família.
- Sexta-feira à noite sem nenhum compromisso.
Deixe que riam e discutam. Depois retome:
Repararam numa coisa? Quase tudo que nos alegra tem prazo de validade. O time ganha no domingo e perde na quarta. O tênis novo vira tênis velho. A curtida de hoje ninguém lembra amanhã.
E não há nada de errado em ficar feliz com essas coisas. Deus não é contra o nosso sorriso. O problema começa quando colocamos todo o peso da nossa alegria em coisas que vencem.
Olhem estas flores. Estão lindas. Só que elas já morreram e ainda não perceberam. Foram cortadas da raiz, e daqui a três ou quatro dias a água do vaso não vai mais segurar. Muita gente vive assim: bonita por fora, sorrindo nas fotos, e cortada da raiz por dentro.
Hoje vamos falar de uma alegria que Jesus promete e que não tem prazo de validade. Uma alegria que continua de pé mesmo quando a vida não está perfeita.
Dinâmica: rouba ou alimenta? (15 minutos)
Escreva cada item numa ficha e misture tudo. Coloque a folha ROUBA de um lado da sala e a folha ALIMENTA do outro.
Leia uma ficha em voz alta. Cada um vai para o lado que acha certo. Pergunte para uma ou duas pessoas: “Por que você veio para este lado?” Peça respostas honestas e práticas, e não resposta de escola dominical.
Fichas que roubam a alegria: comparar a minha vida com as fotos dos outros; ficar no celular até de madrugada; fofoca no grupo de WhatsApp; pecado escondido; querer agradar todo mundo; mágoa guardada; reclamar de tudo; ansiedade com o futuro; “só mais um episódio”.
Fichas que alimentam a alegria: oração; ler a Bíblia; pedir perdão; cantar louvor; culto nas casas; ajudar alguém sem esperar nada em troca; agradecer; obedecer mesmo sem vontade; dormir cedo.
Fichas para dar debate: celular; namoro; estudar para o vestibular; ir ao culto; ficar sozinho; futebol com os amigos.
As fichas de debate não têm resposta certa, e é provável que alguém fique parado no meio da sala. Deixe. Pergunte o que faria essa coisa mudar de lado.
Se queremos alegria, precisamos parar de dar comida para os ladrões e ficar perto da fonte. E repararam nas fichas do meio? Muita coisa boa vira ladrão de alegria quando ocupa o lugar que é de Deus. O culto pode virar só obrigação, o namoro pode virar o centro de tudo, e o estudo pode virar a medida do meu valor.
Leitura e explicação (15 minutos)
Peça para alguém ler João 15:1-11 em voz alta. Se o grupo quiser, cada pessoa lê um versículo, em roda.
Depois, pegue uma das flores numa mão e o vaso com a planta na outra.
Jesus disse essas palavras na última noite antes da cruz. Ele sabia o que vinha pela frente: traição, prisão, açoite, morte. E justamente nessa noite ele fala de alegria. Repare no versículo 11: “Tenho-lhes dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.”
Em primeiro lugar, alegria tem a ver com ficar perto. Jesus liga a alegria a um verbo que aparece o tempo todo neste texto: permanecer. Permanecer quer dizer ficar, continuar morando, não ir embora. O ramo não faz força para dar uva. Ele só precisa continuar ligado à videira, e a seiva faz o resto. E como se permanece? O versículo 10 responde: obedecendo, do mesmo jeito que Jesus obedeceu ao Pai.
Em segundo lugar, a alegria é dele antes de ser nossa. Jesus diz “a minha alegria”. Ele não está mandando que nós fabriquemos alegria na força do pensamento positivo, mas está oferecendo a alegria que ele mesmo tem com o Pai.
Em terceiro lugar, Jesus fala em alegria completa. Ele não está oferecendo um intervalo entre um problema e outro, mas uma alegria que fica inteira mesmo quando a semana não ajuda.
Por fim, permanecer não se faz uma vez por semana. Ninguém coloca o celular na tomada só no domingo e espera que ele dure a semana inteira.
A diferença entre esta flor e esta planta não está na beleza, porque hoje as duas estão bonitas, mas na raiz.
Agora divida o grupo em duplas ou trios por cinco minutos, para conversar sobre as perguntas abaixo. Depois abra para quem quiser contar o que conversou.
Perguntas para discussão
- Na dinâmica de abertura, qual situação vocês acharam que dava a alegria mais curta? Por que ela parece tão importante na hora? ¶
- Jesus falou de alegria na noite em que seria traído. O que isso mostra sobre o tipo de alegria que ele tinha? ¶
- Se alguém olhasse a sua última semana, diria que você viveu mais como a flor do buquê ou como a planta do vaso? ¶
Na terceira pergunta, ninguém precisa responder em voz alta. Deixe alguns segundos de silêncio antes de seguir.
Em equipes (20 minutos)
Divida o grupo em quatro equipes e entregue para cada uma uma ficha com o texto e as duas perguntas. Elas têm oito minutos para ler e conversar, e depois cada equipe tem dois minutos para contar aos outros o que descobriu. Se a célula for pequena, escolha dois textos ou leiam todos juntos.
Depois que cada equipe falar, complemente com o comentário que está logo abaixo das perguntas.
Equipe 1: Salmo 16:11
- Quando você está triste ou entediado, qual é a primeira coisa que você pega para preencher o vazio?
- Em que momento da sua vida você mais sentiu que Deus estava perto?
Davi diz que na presença de Deus há “plenitude de alegria”. Plenitude quer dizer cheio até a borda. Quando nos sentimos vazios, quase sempre corremos para alguma coisa que distrai, e a distração passa. Davi descobriu que a alegria mora perto de Deus, e esse lugar não fecha.
Equipe 2: Filipenses 4:4-7
- Qual é a diferença entre se alegrar “no Senhor” e se alegrar porque tudo deu certo?
- O que costuma tirar o seu sono, e o que mudaria se você entregasse isso a Deus em oração hoje?
Paulo escreveu essa carta preso, sem saber se ia sair vivo. Mesmo assim, manda a igreja se alegrar “no Senhor”, porque a alegria dele estava presa a Jesus, e não às grades. E repare que ele não promete que o problema vai sumir, mas que a paz de Deus vai guardar o coração e a mente. Guardar, aqui, é como uma sentinela no portão: a preocupação até bate, mas não entra para morar.
Equipe 3: Hebreus 12:1-3
- Você conhece alguém que passou por uma fase muito difícil sem perder a fé? O que essa pessoa tinha?
- Se a sua semana fosse uma corrida, o que está pesando nas suas costas e precisa ficar no caminho?
O texto diz que Jesus, “em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz”. Ele sabia o que vinha depois da cruz: a ressurreição, a volta para o Pai e um povo salvo. A cruz doeu de verdade, e mesmo assim Jesus correu até o fim olhando para a linha de chegada. Por isso o autor manda olhar para ele quando a nossa corrida fica pesada.
Equipe 4: 1 Tessalonicenses 5:16-18
- Façam juntos, em dois minutos, uma lista de dez coisas pelas quais vocês podem agradecer hoje. Qual foi a mais difícil de lembrar?
- Em que momentos do seu dia cabe uma oração curta, de dez segundos?
Paulo diz para dar graças “em tudo”, e não “por tudo”. Ninguém precisa agradecer pela doença ou pela briga em casa, mas dá para agradecer a Deus no meio delas, porque ele não saiu de perto. E gratidão se treina, como músculo: quem agradece todo dia passa a reparar em coisas que antes nem via.
Conclusão (5 minutos)
Confesso que eu também sou especialista em procurar alegria no lugar errado. Já fiquei de mau humor o dia inteiro porque uma coisa pequena não saiu do meu jeito, e já tentei resolver um vazio rolando a tela do celular. Funciona por cinco minutos. Depois o vazio volta, e geralmente com sono.
Talvez você esteja passando por uma fase difícil agora. Problema em casa, pressão de prova, uma amizade que acabou, ou aquela sensação de sorrir para todo mundo e chegar em casa vazio. Jesus não pede que você finja que está tudo bem, mas que fique perto dele. A alegria vem da raiz.
Esta flor vai murchar até o fim da semana, por mais bonita que esteja hoje. A planta do vaso vai continuar viva, mesmo que alguém esqueça de regar um dia, porque tem raiz. Tomara que nenhum de nós precise murchar para descobrir onde estava a raiz.
Momento de resposta (10 minutos)
Entregue uma ficha para cada pessoa. Na metade de cima, cada um escreve um ladrão de alegria que quer parar de alimentar. Na metade de baixo, uma fonte de alegria de que quer chegar mais perto nesta semana. Ninguém precisa mostrar o que escreveu.
Depois, cada um rasga a ficha no meio. O ladrão vai para o lixo, e a fonte vai junto com a pessoa, dentro da capinha do celular ou da carteira.
Para terminar, formem duplas e cada um ora pelo outro, de forma simples e curta. Quem quiser pode contar ao colega o que escreveu, para que a oração seja mais específica.
Desafio da semana: sete dias perto da videira
Durante os próximos sete dias:
- De manhã: ler um ou dois versículos de João 15:1-11. O texto é curto, e no fim da semana você terá lido tudo.
- Durante o dia: repetir uma oração curta sempre que lembrar: “Senhor Jesus, hoje eu quero ficar ligado a ti, como o ramo na videira. Que a tua alegria seja a minha força.”
- À noite: antes de dormir, anotar uma coisa boa que Deus fez no dia, por menor que seja.
- Uma vez na semana: ligar ou mandar um áudio para alguém da célula que sumiu nas últimas semanas.
Combine que no próximo encontro cada um vai contar um dia da semana em que o desafio fez diferença. Se a célula tiver grupo no WhatsApp, vale mandar um lembrete curto por dia.
Oração final
Senhor Jesus, tu és a videira, e nós somos os ramos. Confessamos que muitas vezes tentamos viver cortados de ti, procurando alegria em coisas que murcham em poucos dias. Perdoa-nos. Mantém-nos ligados a ti, na semana boa e na semana difícil. Quando a ansiedade bater à porta, que a tua paz fique de sentinela. Que a tua alegria esteja em nós, e que ela seja completa. Em teu nome, amém.
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