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Advento - Dia 07 - O Rei de todas as Nações - Mt 2.1-2

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura557 palavras

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“E sendo Jesus já nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do oriente a Jerusalém, dizendo: Onde está o Rei nascido dos Judeus? Porque vimos sua estrela no oriente, e viemos adorá-lo.”

(Mateus 2:1-2, Bíblia Livre)

O nascimento de Jesus é um convite universal à adoração. Desde os primeiros momentos da encarnação, o Evangelho deixa claro que Cristo não veio apenas para os judeus, mas para todas as nações. Mateus, que escreve a uma audiência judaica, apresenta os magos do Oriente, gentios e estrangeiros, que viajaram longas distâncias para adorar o Rei dos judeus. O gesto aponta para o plano de Deus: a salvação que alcança todas as fronteiras, culturas e etnias, como Deus havia prometido a Abraão (Gênesis 12:3).

Os magos mostram aquilo que o próprio povo de Deus não quis enxergar. Os sacerdotes e escribas, com todas as profecias à disposição, sabiam dizer que o Cristo nasceria em Belém (Mateus 2:4-6), mas permaneceram indiferentes. Os magos, guiados apenas por uma estrela, vieram. Não exigiram sinais adicionais, não esperaram milagres nem ouviram as palavras de Jesus. Tudo o que tinham era a certeza, dada por Deus ao coração, de que aquele menino frágil e indefeso era o Rei.

O contraste entre os magos e os religiosos de Jerusalém nos confronta. Os que possuíam o conhecimento das Escrituras recusaram-se a adorar o Rei; os que vinham de longe, sem a herança das promessas, renderam-se em adoração genuína. Isso nos ensina que a fé verdadeira não depende de privilégios externos, mas de um coração que reconhece a majestade de Cristo, mesmo quando ela vem em forma humilde.

Pintura circular da adoração dos magos: os três magos ajoelhados diante de Maria com o Menino Jesus, José ao lado, o estábulo ao centro e uma multidão de acompanhantes à esquerda
Fra Angelico e Fra Filippo Lippi, A adoração dos magos, c. 1440-1460. National Gallery of Art, Washington. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Os magos não apenas souberam quem Jesus era; eles se curvaram diante Dele. Mateus conta que, ao entrar na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e “prostrando-se o adoraram. E abrindo seus tesouros, ofereceram-lhe presentes: ouro, incenso, e mirra” (Mateus 2:11, Bíblia Livre). Os presentes expressavam a entrega de si mesmos. A adoração é a resposta devida ao Salvador que veio ao mundo, o Rei não apenas dos judeus, mas de todas as nações.

Hoje somos chamados a adorar como os magos: com fé que supera a dúvida, com humildade que reconhece a nossa pequenez e com devoção que entrega tudo ao Rei. Que proclamemos com a vida o que eles declararam na viagem: Jesus é digno de adoração por todos os povos, em todas as eras.

Oração: Senhor, louvamos-Te porque o Teu Filho não é apenas o Rei dos judeus, mas o Rei de todas as nações. Dá-nos um coração humilde e cheio de fé como o dos magos, que, mesmo sem ver milagres, adoraram com sinceridade. Que possamos proclamar ao mundo que Jesus é o Salvador de todos. Amém.

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