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Advento - Dia 17 - A Nova Aliança e o Perdão Consumado - Jr 31.31

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura538 palavras

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Jeremias 31.31: “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que farei um novo pacto com a casa de Jacó e a casa de Judá.” (Bíblia Livre)

A Nova Aliança, proclamada por Jeremias e cumprida em Cristo, é a resposta definitiva de Deus ao problema do pecado. John Piper nos lembra que Deus, em Sua santidade e justiça, não ignora os pecados, mas os coloca sobre Seu próprio Filho. Em Cristo, nossos pecados são julgados e consumidos, de modo que Deus pode tratar conosco com misericórdia sem comprometer Sua santidade.

Detalhe do afresco de Michelangelo em que o profeta Jeremias, de barba branca, apoia o rosto na mão em atitude de dor e meditação
Michelangelo, O profeta Jeremias (detalhe), 1508-1512. Capela Sistina, Vaticano. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Hebreus 9.28 afirma que Cristo “se ofereceu uma vez para tirar os pecados de muitos”. Isso significa que Ele levou nossos pecados em Seu corpo (1 Pedro 2.24), tomou sobre Si o nosso julgamento (Romanos 8.3) e removeu a nossa condenação (Romanos 8.1). O resultado dessa obra perfeita é que Deus, em Sua justiça, não nos condena, porque nossos pecados foram consumidos na morte de Cristo. Quando a Escritura diz que Deus não se lembra mais dos nossos pecados (Jeremias 31.34), significa que Ele não os mantém como base para condenação. Eles foram definitivamente removidos.

A Nova Aliança e Israel

Jeremias 31.31 deixa claro que essa Nova Aliança foi prometida primeiro à casa de Israel e à casa de Judá. É crucial compreender que essa promessa não significa a substituição de Israel pela igreja, mas a inclusão dos gentios no plano de Deus por meio de Cristo. Romanos 11 adverte contra qualquer orgulho espiritual que leve ao antissemitismo ou à ideia de que Deus rejeitou Seu povo de forma definitiva. Paulo afirma que Israel continua sendo parte do plano redentor de Deus, e a plenitude da Nova Aliança ainda está para se cumprir em relação à nação literal de Israel.

A teologia da Nova Aliança nos chama a considerar a profundidade do amor e da justiça de Deus. Ele resolveu o problema do pecado de forma definitiva, e assim tanto judeus quanto gentios, pela fé, podem entrar em um relacionamento vivo com Ele. Em Cristo, experimentamos a realidade dessa Nova Aliança: o perdão pleno e o acesso à presença de Deus.

Aplicação prática

A Nova Aliança nos chama a viver com gratidão e humildade. Reconheçamos o preço do sacrifício de Cristo e estendamos aos outros o mesmo perdão e a mesma misericórdia que recebemos. Rejeitemos também qualquer forma de orgulho espiritual ou visão estreita do plano de Deus, lembrando que a salvação é pela graça, não por mérito ou linhagem.

Oração

Senhor, louvamos-Te pela Nova Aliança em Cristo, que levou nossos pecados na cruz e nos garantiu plena reconciliação contigo. Ajuda-nos a viver em gratidão por tão grande salvação e a refletir Tua misericórdia em nossas vidas. Dá-nos humildade para reconhecer Teu plano redentor para todos os povos, judeus e gentios, e para vivermos como testemunhas da Tua graça. Amém.

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