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Advento - Dia 02 - O Deus Que Exalta os Humildes - Lc 1.46-55

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura547 palavras

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“Então Maria disse: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador. Porque ele observou a humilde condição da sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bendita. Pois o Poderoso me fez grandes coisas; e santo é o seu nome. E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem. Com o seu braço manifestou poder; dispersou os soberbos no pensamento dos seus corações. Derrubou os poderosos dos tronos, e elevou os humildes. Encheu de bens aos famintos, e despediu vazios os ricos. Auxiliou ao seu servo Israel, lembrando-se da sua misericórdia, como falou aos nossos ancestrais, a Abraão, e à sua descendência, para sempre.”

(Lucas 1:46-55, Bíblia Livre)

Maria, a jovem de Nazaré, tinha plena consciência de sua pequenez diante de Deus. Sabia que era uma pessoa simples, sem mérito nem oferta espiritual que pudesse impressionar o Criador do universo. Mesmo assim, foi sobre ela que Deus derramou a Sua graça. O Altíssimo escolheu a humilde serva para ser o vaso pelo qual o Salvador viria ao mundo.

Pintura renascentista circular da Virgem Maria entre anjos, com o Menino no colo, escrevendo o cântico Magnificat num livro
Sandro Botticelli, Madonna do Magnificat, c. 1481. Galeria dos Uffizi, Florença. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Favorecida por Deus, Maria sabia que também precisava de redenção. “O meu espírito se alegra em Deus meu Salvador”, canta ela, e reconhece que o menino que carregava era o Salvador do mundo e também o seu próprio Salvador. A obra de Deus em nossa vida não reflete a nossa grandeza, mas a Sua misericórdia e a Sua graça, que vêm antes de qualquer resposta nossa.

Maria é modelo de humildade, submissão e fé. Respondeu ao chamado divino com obediência pronta e confiança firme (Lucas 1.38). Sua experiência é única, mas a fé que a sustentou é a de todo cristão: Deus atentou para a condição humilde dela e continua a exaltar os que se aproximam d’Ele com o coração quebrantado e contrito (Salmo 51.17). O Deus que fez grandes coisas por ela faz grandes coisas por nós e derrama a Sua graça sobre os que O temem. Ela mesma ecoa o cântico de Ana (1 Samuel 2.1-10): o Senhor derruba os soberbos e levanta os humildes.

Ao meditarmos no cântico de Maria, somos chamados a olhar para a nossa própria condição. Quantas vezes buscamos mérito diante de Deus e esquecemos que tudo o que temos e somos depende da Sua misericórdia? Que possamos nos colocar diante d’Ele como Maria: humildes, submissos e cheios de louvor, certos de que Ele é fiel para fazer grandes coisas por aqueles que se curvam diante d’Ele.

Oração: Senhor, como Maria, reconhecemos a nossa pequenez diante de Ti e a nossa total dependência da Tua graça. Que os nossos corações sejam humildes, obedientes e submissos à Tua vontade. Louvamos a Ti pelas grandes coisas que tens feito por nós e pela Tua misericórdia, que se estende de geração em geração. Amém.

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