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Gênesis 3.6Lidando com a tentação

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura498 palavras

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“A mulher viu que a árvore era linda e que seu fruto parecia delicioso, e desejou a sabedoria que ele lhe daria. Assim, tomou do fruto e o comeu. Depois, deu ao marido, que estava com ela, e ele também comeu.”(Gênesis 3:6)

O texto traz uma sequência de verbos: ela viu, desejou, tomou, comeu e deu. São cinco verbos em cadência, cada um levando ao próximo. Não houve uma decisão dramática de rebeldia contra Deus, mas um olhar que pousou no lugar errado, um desejo que cresceu e uma ação que pareceu natural quando chegou a hora.

Gravura de Adão e Eva ao lado da árvore, com a serpente nos galhos, em detalhe minucioso
Albrecht Dürer, Adão e Eva, 1504. Gravura em metal. Domínio público, via Wikimedia Commons.

A serpente não disse “desobedeça a Deus.” Perguntou se a proibição fazia sentido (Gênesis 3:1), disse que os olhos de Eva se abririam e que ela seria como Deus (3:5). Plantou uma dúvida sobre os motivos de Deus, e foi suficiente. A tentação raramente se apresenta como tentação, mas como uma análise razoável da situação.

Eva viu que a árvore era boa para comer, agradável aos olhos e desejável para adquirir sabedoria. Três critérios sensatos, não? O problema não estava no fruto em si, mas no fato de que Deus tinha dito não. A serpente conseguiu convencê-la de que o não de Deus era caprichoso ou, pior, de que escondia algo que seria bom para ela.

Adão estava com ela durante tudo isso, e o texto o diz com clareza. Segundo Paulo, em 1 Timóteo 2:14, ele não foi enganado da mesma forma que Eva, e comeu sabendo o que fazia. Às vezes a tentação não vem embalada em argumento filosófico, mas na facilidade de seguir o que a pessoa ao lado está fazendo.

Em Mateus 4, quando Jesus foi tentado no deserto, Ele respondeu a cada investida com “está escrito”, e não com uma análise de prós e contras. Onde o primeiro Adão cedeu, Cristo, o último Adão, permaneceu obediente (Romanos 5:19), e o fez por nós. Isso muda a equação: em vez de recalcular a cada nova tentação se vale a pena obedecer, a obediência já está decidida de antemão, sustentada pela graça de Deus e pela Palavra que Ele deu.

A tentação vai continuar aparecendo. O que muda é o ponto de partida da resposta. Partindo de uma confiança já estabelecida em quem Deus é, fica mais difícil para a dúvida encontrar onde se instalar.

Oração:

Senhor, ajuda-me a reconhecer quando estou olhando para o lugar errado. Que minha resposta à tentação não seja calcular se compensa, mas lembrar do que o Senhor disse. E que a confiança no Senhor seja sólida o suficiente para não precisar ser recalculada a cada vez. Amém.

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