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MembrosOs fascículos de cada episódio do canal Crer Para Compreender

Êxodo 30

  1. 1 Farás também um altar para queimar incenso: de madeira de acácia o farás.

    Wesley

    O altar do incenso devia ter cerca de uma jarda de altura e meia jarda em quadro, com pontas nos cantos, uma coroa de ouro em derredor, e anéis e varas de ouro para a comodidade de transportá-lo (Êxodo 30:1-5). Não parece que houvesse neste altar grelha alguma para a cinza cair e poder ser retirada; mas, quando queimavam o incenso, trazia-se um incensário de ouro com brasas e colocava-se sobre o altar, e nesse incensário se queimava o incenso, e com ele se retiravam todas as brasas, de modo que nem brasas nem cinza caíam sobre o altar. O altar do incenso no templo de Ezequiel é o dobro do que é aqui (Ezequiel 41:22), e ali é chamado altar de madeira, sem menção de ouro, para significar que o incenso nos tempos do evangelho seria espiritual, o culto simples e o serviço de Deus ampliado. Foi posto diante do véu, do lado de fora daquela divisão, mas diante do propiciatório, que estava dentro do véu. Pois, embora quem ministrava naquele altar não pudesse ver o propiciatório, por causa do véu interposto, devia contudo olhar para ele e dirigir o seu incenso para aquele lado, para nos ensinar que, embora não possamos ver com os olhos do corpo o trono da graça, aquele bendito propiciatório, devemos contudo, na oração, pela fé, pôr-nos diante dele, dirigir a ele a nossa oração e olhar para o alto.

  2. 2 Seu comprimento será de um côvado, e sua largura de um côvado: será quadrado: e sua altura de dois côvados: e suas pontas serão do mesmo.

  3. 3 E o cobrirás de ouro puro, sua parte superior, e suas paredes em derredor, e suas pontas: e lhe farás em derredor uma coroa de ouro.

  4. 4 Tu lhe farás também dois anéis de ouro debaixo de sua coroa a seus dois cantos em ambos lados seus, para meter as varas com que será levado.

  5. 5 E farás as varas de madeira de acácia, e os cobrirás de ouro.

  6. 6 E o porás diante do véu que está junto à arca do testemunho, diante do propiciatório que está sobre o testemunho, onde eu te testificarei de mim.

  7. 7 E queimará sobre ele Arão incenso de aroma cada manhã quando preparar as lâmpadas o queimará.

    Wesley

    Arão devia queimar incenso aromático sobre este altar cada manhã e cada tarde, o que se destinava não só a tirar o mau cheiro da carne que se queimava diariamente no altar de bronze, mas à honra de Deus, e a mostrar quão aceitáveis lhe eram os serviços do seu povo. Assim como pelas ofertas no altar de bronze se fazia satisfação pelo que se fizera de desagradável a Deus, assim pela oferta neste o que eles faziam de bom era, por assim dizer, recomendado à aceitação divina.

  8. 8 E quando Arão acender as lâmpadas ao anoitecer, queimará o incenso: rito perpétuo diante do SENHOR por vossas idades.

  9. 9 Não oferecereis sobre ele incenso estranho, nem holocausto, nem oferta de cereais; nem tampouco derramareis libação sobre ele.

  10. 10 E sobre suas pontas fará Arão expiação uma vez no ano com o sangue da expiação para as reconciliações: uma vez no ano fará expiação sobre ele em vossas idades: será muito santo ao SENHOR.

    Wesley

    Este altar era purificado com o sangue da oferta pelo pecado posto sobre as suas pontas todos os anos, no dia da expiação (veja Levítico 16:18-19). O sumo sacerdote devia fazer isto no caminho, ao sair do santo dos santos. Isto era para indicar que os pecados dos sacerdotes que ministravam neste altar, e do povo pelo qual ministravam, punham sobre ele uma impureza cerimonial, da qual devia ser purificado pelo sangue da expiação. Este altar figurava a mediação de Cristo: o altar de bronze no átrio era figura de Cristo morrendo na terra; o altar de ouro no santuário era figura de Cristo intercedendo no céu. Este altar estava diante do propiciatório, pois Cristo sempre comparece por nós na presença de Deus, e a sua intercessão é para Deus de cheiro suave. E figurava as devoções dos santos, cujas orações se diz que são postas diante de Deus como incenso (Salmos 141:2). Assim como a fumaça do incenso subia, assim devem subir os nossos desejos, acesos com o fogo do santo amor. Enquanto o sacerdote queimava o incenso, o povo orava (Lucas 1:10), para significar que a oração é o verdadeiro incenso. Este incenso era um incenso perpétuo, pois devemos orar sempre. As lâmpadas eram preparadas ou acesas ao mesmo tempo em que se queimava o incenso, para nos ensinar que a leitura das Escrituras (que são a nossa luz e a nossa lâmpada) é parte da nossa obra diária e deve normalmente acompanhar as nossas orações e louvores. As devoções das almas santificadas são agradáveis a Deus, de cheiro suave; as orações dos santos são comparadas a perfumes suaves (Apocalipse 5:8), mas é o incenso que Cristo lhes acrescenta que as torna aceitáveis, e é o seu sangue que expia a culpa que se apega aos nossos melhores serviços. Contudo, se o coração e a vida não forem santos, até o incenso é abominação (Isaías 1:13).

  11. 11 E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

    Wesley

    Talvez a repetição destas palavras, “falou o SENHOR a Moisés”, aqui e depois (Êxodo 30:17; Êxodo 30:22; Êxodo 30:34), indique que Deus não deu estes preceitos a Moisés num discurso contínuo, mas com muitas interrupções, dando-lhe tempo ou para escrever o que lhe era dito, ou ao menos para gravá-lo na memória.

  12. 12 Quando tomares o número dos filhos de Israel conforme a conta deles, cada um dará ao SENHOR o resgate de sua pessoa, quando os contares, e não haverá neles mortandade por havê-los contado.

    Wesley

    Alguns pensam que isto se refere só à primeira contagem deles, quando o tabernáculo foi erguido, e que este tributo servia para completar o que faltava nas contribuições voluntárias. Outros pensam que devia ser pago sempre que o povo fosse contado, e que Davi pecou por não exigi-lo quando contou o povo. Mas muitos dos escritores judeus são de opinião que devia ser um tributo anual, só que começou quando Moisés contou o povo pela primeira vez. Era este o dinheiro do tributo que Cristo pagou para não escandalizar os seus adversários. O tributo a pagar era meio siclo, cerca de quinze pence da nossa moeda. Nas outras ofertas os homens deviam dar segundo as suas posses, mas este, que era o resgate da alma, devia ser igual para todos; pois os ricos têm tanta necessidade de Cristo quanto os pobres, e os pobres são tão bem-vindos a ele quanto os ricos.

    o resgate de sua pessoa… e não haverá neles mortandade. Devia ser pago como resgate da alma, para que não houvesse praga entre eles. Com isto reconheciam que recebiam de Deus a sua vida, que tinham perdido para ele o direito à vida e que dependiam do seu poder e da sua paciência para que ela continuasse; e assim prestavam homenagem ao Deus da sua vida e suplicavam que fossem afastadas as pragas que os seus pecados haviam merecido. Este dinheiro era empregado no serviço do tabernáculo: com ele compravam sacrifícios, farinha, incenso, vinho, azeite, combustível, sal, vestes dos sacerdotes e todas as demais coisas de que toda a congregação participava.

  13. 13 Isto dará qualquer um que passar pela contagem, meio siclo conforme o siclo do santuário. O siclo é de vinte óbolos: a metade de um siclo será a oferta ao SENHOR.

  14. 14 Qualquer um que passar pela contagem, de vinte anos acima, dará a oferta ao SENHOR.

  15. 15 Nem o rico aumentará, nem o pobre diminuirá de meio siclo, quando derem a oferta ao SENHOR para fazer expiação por vossas pessoas.

  16. 16 E tomarás dos filhos de Israel o dinheiro das expiações, e o darás para a obra do tabernáculo do testemunho: e será por memória aos filhos de Israel diante do SENHOR, para expiar vossas pessoas.

  17. 17 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

  18. 18 Farás também uma pia de bronze, com sua base de bronze, para lavar; e a porás entre o tabernáculo do testemunho e o altar; e porás nela água.

    Wesley

    uma pia de bronze. A pia, ou fonte, era um grande vaso, que podia conter boa quantidade de água. A base de bronze, supõe-se, era feita de modo a receber a água que se deixava sair da pia por bicas ou torneiras. Eles tinham então uma pia só para os sacerdotes se lavarem, mas para nós agora há uma fonte aberta para Judá e Jerusalém (Zacarias 13:1), uma fonte inesgotável de água viva, de modo que é culpa nossa se permanecermos na nossa impureza. Arão e seus filhos deviam lavar as mãos e os pés nesta pia todas as vezes que entrassem para ministrar. Para isso se punha água limpa na pia, renovada cada dia. Por mais limpos que se lavassem em suas próprias casas, isso não bastava: deviam lavar-se na pia. Isto se destinava a ensinar-lhes pureza em todas as suas ministrações e a enchê-los de reverência pela santidade de Deus e de temor das impurezas do pecado. Não só deviam lavar-se e ser purificados quando foram consagrados pela primeira vez, mas deviam lavar-se e manter-se limpos sempre que entrassem para ministrar. Só estará no santo lugar de Deus aquele que tem mãos limpas e coração puro (Salmos 24:3-4). E era para nos ensinar a nós, que devemos servir a Deus diariamente, a renovar cada dia o nosso arrependimento do pecado e a nossa aplicação, pela fé, do sangue de Cristo às nossas almas para remissão.

  19. 19 E dela se lavarão Arão e seus filhos suas mãos e seus pés:

  20. 20 Quando entrarem no tabernáculo do testemunho, se hão de lavar com água, e não morrerão: e quando se achegarem ao altar para ministrar, para acender ao SENHOR a oferta que se há de consumir ao fogo,

  21. 21 Também se lavarão as mãos e os pés, e não morrerão. E o terão por estatuto perpétuo ele e sua semente por suas gerações.

  22. 22 Falou mais o SENHOR a Moisés, dizendo:

  23. 23 E tu tomarás das principais especiarias; de mirra excelente quinhentos siclos, e de canela aromática a metade, isto é, duzentos e cinquenta, e de cálamo aromático duzentos e cinquenta,

    Wesley

    Os intérpretes não estão de acordo quanto a estes ingredientes. As especiarias, que pesavam ao todo perto de meio quintal, deviam ser postas em infusão no azeite, que seria cerca de cinco ou seis quartos de galão, e depois coadas, deixando no azeite um aroma admirável. Com este azeite deviam ser ungidos a tenda de Deus e todos os seus móveis; devia ser usado também na consagração dos sacerdotes. Devia ser conservado por todas as suas gerações (Êxodo 30:31). Salomão foi ungido com ele (1 Reis 1:39), e alguns outros reis, e todos os sumos sacerdotes, com tal quantidade dele que escorria até as orlas das vestes; e lemos sobre a sua preparação (1 Crônicas 9:30). Contudo, todos concordam que no segundo templo não havia este santo azeite, o que provavelmente se devia a uma ideia que tinham de que não era lícito prepará-lo; dispondo a Providência essa falta como presságio da unção melhor do Espírito Santo nos tempos do evangelho, cuja variedade de dons era figurada por estes ingredientes aromáticos.

  24. 24 E de cássia quinhentos, ao peso do santuário, e de azeite de olivas um him:

  25. 25 E farás disso o azeite da santa unção, superior unguento, obra de perfumista, o qual será o azeite da unção sagrada.

  26. 26 Com ele ungirás o tabernáculo do testemunho, e a arca do testemunho,

  27. 27 E a mesa, e todos os seus utensílios, e o candelabro, e todos os seus utensílios, e o altar do incenso,

  28. 28 E o altar do holocausto, todos os seus utensílios, e a pia e sua base.

  29. 29 Assim os consagrarás, e serão coisas santíssimas: tudo o que tocar neles, será santificado.

  30. 30 Ungirás também a Arão e a seus filhos, e os consagrarás para que sejam meus sacerdotes.

  31. 31 E falarás aos filhos de Israel, dizendo: Este será meu azeite da santa unção por vossas idades.

  32. 32 Sobre carne de homem não será untado, nem fareis outro semelhante, conforme sua composição: santo é; por santo haveis de tê-lo vós.

  33. 33 Qualquer um que compuser unguento semelhante, e que puser dele sobre estranho, será cortado de seus povos.

  34. 34 Disse ainda o SENHOR a Moisés: Toma para ti aromas, resina de estoraque e um material odorífero e gálbano aromático e incenso limpo; de tudo em igual peso:

    Wesley

    O incenso que se queimava sobre o altar de ouro era preparado também de especiarias aromáticas, embora não tão raras e ricas como aquelas de que se compunha o azeite da unção. Era preparado uma vez por ano (dizem os judeus), uma libra para cada dia do ano, e três libras a mais para o dia da expiação. Quando era usado, devia ser moído muito fino; assim agradou ao Senhor moer o Redentor, quando ele se ofereceu em sacrifício de cheiro suave. Quanto a ambas estas preparações, dá-se aqui a mesma lei: que não se fizesse outra semelhante para nenhum uso comum. Assim Deus queria conservar na mente do povo a reverência pelas suas próprias instituições, e ensinar-nos a não profanar nem abusar de coisa alguma pela qual Deus se dá a conhecer.

  35. 35 E farás disso uma mistura aromática de obra de perfumista, bem misturada, pura e santa:

  36. 36 E moerás alguma dela pulverizando-a, e a porás diante do testemunho no tabernáculo do testemunho, onde eu te testificarei de mim. Isso vos será coisa santíssima.

  37. 37 Como a mistura que farás, não vos fareis outra segundo sua composição: te será coisa sagrada para o SENHOR.

  38. 38 Qualquer um que fizer outra como ela para cheirá-la, será cortado de seus povos.