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Mateus 27

James Tissot, Pilatos lava as mãos
James Tissot, Pilatos lava as mãos, 1886–1894. Brooklyn Museum, Nova York. Domínio público, via Wikimedia Commons.
  1. 1 Vinda a manhã, todos os chefes dos sacerdotes e anciãos do povo juntamente se aconselharam contra Jesus, para o matarem.

    Wesley

    Vinda a manhã. Como o sinédrio costumava reunir-se num dos átrios do templo, que nunca se abria à noite, foram obrigados a esperar até de manhã para poderem proceder regularmente, segundo a resolução que haviam tomado de matá-lo. Marcos 15:1; Lucas 22:66; Lucas 23:1; João 18:28.

  2. 2 E o levaram amarrado, e o entregaram a Pilatos, o governador.

    Wesley

    E o levaram amarrado. Já o haviam amarrado quando foi preso pela primeira vez. Mas o fizeram agora de novo, para evitar qualquer risco de fuga enquanto ele passava pelas ruas de Jerusalém.

  3. 3 Então Judas, o que o havia traído, ao ver que Jesus já estava condenado, devolveu, sentindo remorso, as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos;

    Wesley

    Então Judas, o que o havia traído, ao ver que Jesus já estava condenado. O que provavelmente pensava que Cristo teria impedido por um milagre.

  4. 4 e disse: Pequei, traindo sangue inocente. Porém eles disseram: Que nos interessa? Isso é problema teu!

    Wesley

    Porém eles disseram: Que nos interessa?. Com que facilidade conseguiam engolir sangue inocente! E, contudo, tinham consciência!

    Não é lícito pô-las no tesouro das ofertas. Dizem eles. Mas matar o inocente é muito lícito!

  5. 5 Então ele lançou as moedas de prata no templo, saiu, e foi enforcar-se.

    Wesley

    Naquela parte do templo onde o sinédrio se reunia.

  6. 6 Os chefes dos sacerdotes tomaram as moedas de prata, e disseram: Não é lícito pô-las no tesouro das ofertas, pois isto é preço de sangue.

  7. 7 Então juntamente se aconselharam, e compraram com elas o campo do oleiro, para ser cemitério dos estrangeiros.

    Wesley

    e compraram com elas o campo do oleiro. Bem conhecido, ao que parece, por esse nome. Era um preço pequeno para um campo tão perto de Jerusalém. Mas a terra provavelmente havia sido escavada para fazer vasos de oleiro, de modo que já não servia nem para lavoura nem para pasto, e por isso valia pouco.

    estrangeiros. Especialmente pagãos, dos quais havia então grande número em Jerusalém.

  8. 8 Por isso aquele campo tem sido chamado campo de sangue até hoje.

  9. 9 Assim se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que disse: Tomaram as trinta moedas de prata, preço avaliado pelos filhos de Israel, o qual eles avaliaram;

    Wesley

    Assim se cumpriu. O que fora representado figuradamente na antiguidade era agora realmente cumprido.

    o que foi dito pelo profeta Jeremias. A palavra Jeremias, que foi acrescentada ao texto em cópias posteriores e daí recebida em muitas traduções, é evidentemente um engano: pois quem disse o que Mateus aqui cita (ou antes, parafraseia) não foi Jeremias, mas Zacarias (Zacarias 11:12).

  10. 10 e as deram pelo campo do oleiro, conforme o que o Senhor me mandou. Zacarias 11:12-13; Jeremias 19:1-13; 32:6-9

    Wesley

    conforme o que o Senhor me mandou. Escrever, registrar.

  11. 11 Jesus esteve diante do governador, e o governador lhe perguntou: És tu o Rei dos Judeus? E Jesus respondeu: Tu o dizes.

    Wesley

    És tu o Rei dos Judeus?. Jesus, diante de Caifás, declara ser o Cristo; diante de Pilatos, ser rei; mostrando claramente com isso que não responder mais não se devia a medo algum.

  12. 12 E, sendo ele foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos anciãos, nada respondeu.

  13. 13 Pilatos, então, lhe disse: Não ouves quantas coisas estão testemunhando contra ti?

  14. 14 Mas Jesus não lhe respondeu uma só palavra, de maneira que o governador ficou muito maravilhado.

  15. 15 Na festa o governador costuma soltar um preso ao povo, qualquer um que quisessem.

    Wesley

    Na festa. Todos os anos, na festa da Páscoa. Marcos 15:6; Lucas 23:17; João 18:39.

  16. 16 E tinham então um preso bem conhecido, chamado Barrabás.

  17. 17 Quando, pois, se ajuntaram, Pilatos lhes perguntou: Qual quereis que vos solte? Barrabás, ou Jesus, que é chamado Cristo?

  18. 18 Pois ele sabia que foi por inveja que o entregaram.

    Wesley

    Pois ele sabia que foi por inveja que o entregaram. Assim como por malícia e vingança; tinham inveja dele, porque o povo o engrandecia.

  19. 19 E, enquanto ele estava sentado no assento de juiz, sua mulher lhe enviou a seguinte mensagem: Nada faças com aquele justo, pois hoje sofri muito em sonhos por causa dele.

  20. 20 Mas os chefes dos sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a pedirem Barrabás, e a exigirem a morte de Jesus.

  21. 21 O governador lhes perguntou: Qual destes dois quereis que vos solte? E responderam: Barrabás!

  22. 22 Pilatos lhes disse: Que, pois, farei de Jesus, que é chamado Cristo? Todos disseram: Seja crucificado!

    Wesley

    Todos disseram: Seja crucificado!. O castigo que Barrabás havia merecido; e provavelmente foi isso que os fez pensar nele. Mas, na sua malícia, esqueceram-se de que perigoso precedente forneciam ao governador romano. E, de fato, no espaço de poucos anos, isso se voltou terrivelmente contra eles mesmos.

  23. 23 E o governador perguntou: Ora, que mal ele fez? Porém gritavam mais: Seja crucificado!

  24. 24 Quando, pois, Pilatos viu que nada adiantava, em vez disso se fazia mais tumulto, ele pegou água, lavou as mãos diante da multidão, e disse: Estou inocente do sangue dele. A responsabilidade é vossa.

    Wesley

    ele pegou água, lavou as mãos. Era um costume frequentemente usado entre os pagãos, assim como entre os judeus, em sinal de inocência.

  25. 25 E todo o povo respondeu: O sangue dele venha sobre nós, e sobre os nossos filhos.

    Wesley

    O sangue dele venha sobre nós, e sobre os nossos filhos. Assim como esta imprecação foi terrivelmente atendida na ruína que tão depressa sobreveio à nação judaica, e nas calamidades que desde então têm perseguido esse povo infeliz, assim também se cumpriu de modo particular por Tito, o general romano, nos judeus que ele capturou durante o cerco de Jerusalém. Tantos foram crucificados ao redor de toda a cidade, depois de terem sido açoitados de modo terrível, que dentro em pouco não havia espaço junto ao muro para as cruzes ficarem lado a lado. Provavelmente isso sucedeu a alguns dos que agora se juntaram a este clamor, como certamente sucedeu a muitos dos seus filhos: o próprio dedo de Deus apontando assim o seu crime de crucificar o seu Filho.

  26. 26 Então soltou-lhes Barrabás, enquanto que mandou açoitar Jesus, e o entregou para ser crucificado.

    Wesley

    e o entregou para ser crucificado. O crucificado era pregado à cruz enquanto ela estava deitada no chão, através de cada mão, estendida ao máximo, e através dos dois pés juntos. Então a cruz era levantada, e o pé dela enfiado, com um choque violento, num buraco preparado para ela no chão. Esse choque deslocava as juntas do corpo, cujo peso inteiro ficava pendurado nos pregos, até que a pessoa expirasse pela simples força da dor. Esse tipo de morte era usado somente pelos romanos, e por eles aplicado somente a escravos e aos criminosos mais vis.

  27. 27 Em seguida, os soldados do governador levaram Jesus consigo ao pretório, ajuntaram-se a ele toda a unidade militar.

    Wesley

    toda a unidade militar. Ou coorte. Era um corpo de infantaria comandado pelo governador, destinado a impedir desordens e tumultos, especialmente em ocasiões solenes. Marcos 15:16; João 19:2.

  28. 28 Eles o despiram e o cobriram com um manto vermelho.

    Wesley

    e o cobriram com um manto vermelho. Como o que usavam os reis e os generais; provavelmente um manto velho e esfarrapado.

  29. 29 E, depois de tecerem uma coroa de espinhos, puseram-na sobre a sua cabeça, e uma cana em sua mão direita. Em seguida, puseram-se de joelhos diante dele, zombando-o, e diziam: Felicitações, Rei dos Judeus!

  30. 30 E cuspiram nele, tomaram a cana, e deram-lhe golpes na cabeça.

  31. 31 Depois de terem o zombado, despiram-lhe a capa, vestiram-no com suas roupas, e o levaram para crucificar.

  32. 32 Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, por nome Simão; e obrigaram-no a levar sua cruz.

    Wesley

    e obrigaram-no a levar sua cruz. Ele mesmo a levou até cair sob o seu peso (João 19:17).

  33. 33 E quando chegaram ao lugar chamado Gólgota, que significa “o lugar da caveira”,

    Wesley

    ao lugar chamado Gólgota, que significa “o lugar da caveira”. Gólgota, em siríaco, significa caveira ou cabeça. Provavelmente foi chamado assim a partir dessa ocasião; era uma elevação sobre o monte Calvário, não longe dos jardins do rei. Marcos 15:22; Lucas 23:33; João 19:17.

  34. 34 deram-lhe de beber vinho misturado com fel. E, depois de provar, não quis beber.

    Wesley

    deram-lhe de beber vinho misturado com fel. Por zombaria; e ele, por mais nauseante que fosse, o recebeu e o provou. Marcos menciona também uma mistura diferente que lhe foi dada, “vinho misturado com mirra”, como era costume dar aos criminosos que iam morrer, para torná-los menos sensíveis aos seus sofrimentos; mas esta nosso Senhor se recusou a provar, determinado a suportar toda a força das suas dores.

  35. 35 E havendo-o crucificado, repartiram suas roupas, lançando sortes.

    Wesley

    repartiram suas roupas. Este era o costume dos romanos. Os soldados faziam o ofício de carrascos e dividiam entre si os despojos dos criminosos.

    “A minha túnica”: isto é, a minha veste interior (Salmos 22:18).

  36. 36 Então se sentaram, e ali o vigiavam.

  37. 37 E puseram, por cima de sua cabeça, sua acusação escrita: ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.

  38. 38 Então foram crucificados com ele dois criminosos, um à direita, e outro à esquerda.

  39. 39 Os que passavam blasfemavam dele, balançando suas cabeças,

  40. 40 e dizendo: Tu, que derrubas o Templo, e em três dias o reconstróis, salva a ti mesmo! Se és Filho de Deus, desce da cruz.

  41. 41 E da mesma maneira também os chefes dos sacerdotes, com os escribas e os anciãos, escarnecendo dele, diziam:

  42. 42 Salvou outros, a si mesmo não pode salvar. Ele é Rei de Israel, desça agora da cruz, e creremos nele.

  43. 43 Confiou em Deus, livre-o agora, se lhe quer bem; pois disse: “Sou Filho de Deus”.

  44. 44 E os ladrões que estavam crucificados com ele também lhe insultavam.

  45. 45 Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até a hora nona.

    Wesley

    Desde a hora sexta houve trevas sobre toda a terra até a hora nona. A tal ponto que até um filósofo pagão, vendo-as e sabendo que não podia ser um eclipse natural, porque era tempo de lua cheia e durou três horas seguidas, exclamou: “Ou o Deus da natureza sofre, ou a estrutura do mundo se dissolve”. Por meio dessas trevas Deus testemunhou a sua aversão à maldade que então se cometia. Elas também indicavam os duros conflitos de Cristo com a justiça divina e com todos os poderes das trevas.

  46. 46 E perto da hora nona, Jesus gritou em alta voz: Eli, Eli, lemá sabactâni?, Isto é: Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?

    Wesley

    E perto da hora nona, Jesus gritou em alta voz. A grande agonia de nosso Senhor provavelmente continuou durante essas três horas inteiras, ao fim das quais ele assim clamou, enquanto sofria da parte do próprio Deus o que não se pode exprimir.

    Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?. Com isso nosso Senhor expressa ao mesmo tempo a sua confiança em Deus e um sentimento angustiante de que Deus soltava sobre ele os poderes das trevas, retirava as manifestações consoladoras da sua presença e enchia a sua alma de um terrível sentimento da ira devida aos pecados que ele estava carregando. Salmos 22:1.

  47. 47 E alguns dos que ali estavam, quando ouviram, disseram: Ele está chamando Elias.

  48. 48 Logo um deles correu e tomou uma esponja. Então a encheu de vinagre, colocou-a em uma cana, e lhe dava de beber.

    Wesley

    tomou uma esponja. Então a encheu de vinagre. Vinagre com água era a bebida habitual dos soldados romanos. Não parece que isso lhe tenha sido dado por zombaria, mas antes com intenção amistosa, para que ele não morresse antes que Elias viesse. João 19:28.

  49. 49 Porém os outros disseram: Deixa, vejamos se Elias vem livrá-lo.

  50. 50 Jesus gritou outra vez em alta voz, e entregou o espírito.

    Wesley

    Jesus gritou outra vez em alta voz. Para mostrar que a sua vida ainda estava inteira nele.

    e entregou o espírito. Despediu o seu espírito: assim se pode traduzir literalmente a expressão original. Expressão admiravelmente adequada às palavras de nosso Senhor em João 10:18: “Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou”. Ele morreu por um ato voluntário seu, e de um modo que só a ele pertence. Somente ele, de todos os homens que já existiram, poderia ter continuado vivo, mesmo nas maiores torturas, por quanto tempo quisesse, ou ter se retirado do corpo sempre que julgasse conveniente. E como isso ilustra o amor que ele manifestou na sua morte! Visto que não usou o seu poder para deixar o corpo assim que foi pregado na cruz, deixando apenas um cadáver insensível à crueldade dos seus assassinos, mas continuou a habitar nele, com firme resolução, enquanto foi conveniente. Então se retirou dele, com uma majestade e uma dignidade nunca conhecidas nem por conhecer em nenhuma outra morte: morrendo, se assim se pode dizer, como o Príncipe da vida.

  51. 51 E eis que o véu do Templo se rasgou em dois, de cima até embaixo, a terra tremeu, e as pedras se fenderam.

    Wesley

    Imediatamente depois da sua morte, enquanto o sol ainda estava escurecido, o véu do templo, que separava o Santo dos Santos do átrio dos sacerdotes, embora feito da mais rica e mais forte tapeçaria, rasgou-se em dois, de cima até embaixo; de modo que, enquanto o sacerdote ministrava no altar de ouro (pois era a hora do sacrifício), o oráculo sagrado, por um poder invisível, ficou inteiramente exposto à vista. Com isso Deus significava a pronta remoção do véu das cerimônias judaicas; a derrubada do muro de separação, de modo que judeus e gentios eram agora admitidos a privilégios iguais; e a abertura de um caminho, através do véu da sua carne, para todos os crentes entrarem no lugar santíssimo.

    a terra tremeu. Houve um terremoto geral por todo o globo, embora principalmente perto de Jerusalém: Deus testemunhando com isso a sua ira contra a nação judaica pela horrível impiedade que estavam cometendo.

  52. 52 Os sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que tinham morrido foram ressuscitados.

    Wesley

    Alguns dos sepulcros foram despedaçados e abertos pelo terremoto; e, enquanto continuaram abertos (e devem ter ficado abertos durante todo o sábado, visto que a lei não permitia nenhuma tentativa de fechá-los), muitos corpos de homens santos foram ressuscitados (talvez Simeão, Zacarias, João Batista e outros que haviam crido em Cristo e eram conhecidos de muitos em Jerusalém). E, saindo dos sepulcros depois da ressurreição dele, foram à cidade santa (Jerusalém).

    e apareceram a muitos. Que provavelmente os haviam conhecido antes: Deus com isso dava a entender que Cristo havia vencido a morte e ressuscitaria todos os seus santos no devido tempo.

  53. 53 E, depois de ressuscitarem, saíram dos sepulcros, vieram à santa cidade, e apareceram a muitos.

  54. 54 E o centurião, e os que com ele vigiavam Jesus, ao verem o terremoto e as coisas que haviam sucedido, tiveram muito medo, e disseram: Verdadeiramente ele era Filho de Deus.

    Wesley

    E o centurião. O oficial que comandava a guarda.

    e os que com ele vigiavam Jesus ... tiveram muito medo, e disseram: Verdadeiramente ele era Filho de Deus. Referindo-se às palavras dos chefes dos sacerdotes e dos escribas em Mateus 27:43: “pois disse: Sou Filho de Deus”.

  55. 55 Muitas mulheres, que desde a Galileia haviam seguido Jesus, e o serviam, estavam ali, olhando de longe.

  56. 56 Entre elas estavam Maria Madalena, e Maria mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

    Wesley

    Tiago. O menor. Era chamado assim para distingui-lo do outro Tiago, irmão de João; provavelmente porque era de menor estatura.

  57. 57 E chegado o entardecer, veio um homem rico de Arimateia, por nome José, que também era discípulo de Jesus.

    Wesley

    E chegado o entardecer. Isto é, depois das três horas; o tempo das três às seis eles chamavam de tarde. Marcos 15:42; Lucas 23:50; João 19:38.

  58. 58 Ele chegou a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. Então Pilatos mandou que lhe fosse entregue.

  59. 59 José tomou o corpo, e o envolveu em um lençol limpo, de linho fino,

  60. 60 e o pôs em seu sepulcro novo, que tinha escavado numa rocha; em seguida rolou uma grande pedra à porta do sepulcro, e foi embora.

  61. 61 E ali estavam Maria Madalena e a outra Maria, sentadas de frente ao sepulcro.

  62. 62 No dia seguinte, que é o depois da preparação, os chefes dos sacerdotes, e os fariseus se reuniram com Pilatos,

    Wesley

    No dia seguinte, que é o depois da preparação. O dia da preparação era o dia antes do sábado, no qual deviam preparar-se para celebrá-lo. O dia seguinte era, então, o sábado segundo os judeus. Mas o evangelista parece expressá-lo por este rodeio para mostrar que o sábado judaico estava então abolido.

  63. 63 e disseram: Senhor, nos lembramos que aquele enganador, enquanto ainda vivia, disse: “Depois de três dias serei ressuscitado”.

    Wesley

    aquele enganador, enquanto ainda vivia, disse: “Depois de três dias serei ressuscitado”. Não consta que ele lhes tenha dito isso alguma vez, a não ser quando falou do templo do seu corpo (João 2:19; João 2:21). E, se aqui se referem ao que ele disse então, que perversa e iníqua foi a interpretação que deram a essas palavras quando ele estava em julgamento diante do conselho (Mateus 26:61)! Então pareciam não entendê-las!

  64. 64 Portanto, manda que o sepulcro esteja em segurança até o terceiro dia, para que não aconteça dos os discípulos virem, e o furtem, e digam ao povo que ele ressuscitou dos mortos; e assim o último engano será pior que o primeiro.

  65. 65 Pilatos lhes disse: Vós tendes uma guarda. Ide fazer segurança como o entendeis.

    Wesley

    Vós tendes uma guarda. Uma guarda vossa, na torre Antônia, que estava ali estacionada para o serviço do templo.

  66. 66 E eles se foram, e fizeram segurança no sepulcro com a guarda, selando a pedra.

    Wesley

    e fizeram segurança no sepulcro com a guarda, selando a pedra. Puseram o sinete de Pilatos, ou o selo público do sinédrio, sobre uma trava que haviam colocado na pedra. E toda essa cautela incomum foi dirigida pela providência de Deus para dar as provas mais fortes da ressurreição de Cristo que se seguiria; pois não poderia haver lugar para a menor suspeita de fraude, quando se descobrisse que o seu corpo fora ressuscitado de um sepulcro novo, onde não havia outro cadáver, e esse sepulcro escavado na rocha, cuja entrada estava fechada por uma grande pedra, sob um selo e uma guarda de soldados.