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TeologiaFundamentos da fé3 de 9

A Bíblia é Confiável? | #03

Diego Gonçalvesatualizado 15 min de leitura3.078 palavras

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Neste texto

INTRODUÇÃO: Bem-vindo ao nosso curso online “Fundamentos do Evangelho”! Este é o terceiro estudo da nossa série.

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Miniatura do vídeo: A BÍBLIA É CONFIÁVEL? - Estudo 03 da Série: Fundamentos do EvangelhoAssistir no YouTube

Esta série busca responder às grandes questões da vida e explorar as maravilhas da existência humana, desde a complexidade do corpo humano até as realidades eternas.

Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde vou? Qual é a base da moralidade? Qual é a realidade última? Essas perguntas são o começo de uma caminhada para descobrir a verdade sobre nós mesmos e sobre o universo que nos rodeia.

Neste curso, você será guiado por uma série de estudos e discussões que vão desafiar, inspirar e equipar para viver com um propósito maior. Passaremos por temas como a estrutura fascinante do DNA humano, o funcionamento complexo do cérebro e o papel vital do sangue.

O curso foi pensado para todos os que buscam respostas, sejam novos na fé ou queiram aprofundar o que já creem. Junte-se a nós para descobrir a majestade de Deus e a maravilha da Sua criação.

A singularidade da Bíblia

Num jantar universitário, organizado por um grupo cristão com o objetivo de apoiar comunidades no exterior, dois indivíduos, um professor de história e um convidado especial, encontraram-se sentados lado a lado. O professor, sem saber a verdadeira identidade do vizinho de mesa, expressou seu ceticismo sobre a importância de participar de tais eventos, criticando-os por considerá-los meramente um exercício de correção política. Contudo, a conversa tomou um rumo inesperado quando o tema se voltou para a literatura antiga, uma paixão que ambos compartilhavam.

Ao ser questionado sobre qual livro antigo considerava mais preciso, o professor citou “A Ilíada”, de Homero, além das obras de Júlio César e do historiador Josefo, explicando seus motivos para confiar na autenticidade desses textos. Sua postura, porém, tornou-se defensiva quando a Bíblia foi mencionada. Ele a descartou de pronto, alegando que “não competia” com as outras obras em precisão histórica.

O convidado especial, então, apresentou um argumento convincente: se os critérios usados para avaliar as outras obras fossem aplicados à Bíblia, ela se mostraria ainda mais autêntica. A resposta surpreendeu o professor, que admitiu nunca ter considerado a Bíblia sob essa perspectiva e sentiu-se um tanto envergonhado por sua rápida desconsideração.

Quando o convidado especial foi chamado para discursar, pediu e obteve permissão do professor para usar a conversa como exemplo em sua fala, mantendo o anonimato dele.

Mais tarde, o pastor que discursou naquele dia soube que um professor cristão compartilhou o evangelho com o professor de história, e ele se tornou um seguidor de Jesus.

Como cristãos, nossa fé é em Deus, não em algo misterioso ou numa força distante do universo. Deus é um ser que pensa, tem sentimentos e faz planos. Ele cria tudo com uma intenção e está sempre agindo no mundo. Ele deseja que nos relacionemos com Ele e nos capacitou para isso. Como já vimos no estudo passado, Deus não pode ser definido em termos físicos, como nós, humanos. Ele é Espírito, invisível, infinito e sabe de tudo. Mas a Bíblia também nos mostra que Ele é um Deus de amor e santidade, justiça e misericórdia, equidade e graça. Ele nos fez com um objetivo muito claro: para que possamos conhecê-lo e refletir a Sua imagem.

A Bíblia é a revelação especial de Deus

No último estudo, vimos que Deus se revelou por meio das belezas da criação, mas isso não nos deixa saber quem Ele realmente é nem por que Ele se empenhou tanto em criar o mundo. Se você fosse Deus e quisesse se conectar com as pessoas que criou, como faria isso? Deus decidiu se revelar de várias maneiras, e uma delas é a Bíblia. Ele usou a linguagem e os escritores humanos para se revelar e mostrar Seus planos para nós. Por isso as Escrituras são a autoridade suprema para a fé e a vida (sola Scriptura), e todas elas apontam para Cristo (João 5:39).

A Bíblia é um livro único

A Bíblia é um conjunto de 66 livros (39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento), escritos durante quase 1600 anos por cerca de 40 autores diferentes, em três idiomas: hebraico, grego e aramaico. Seus autores variam de agricultores a pescadores, de reis a sacerdotes. Mesmo assim, ela é singular na sua mensagem e no seu propósito, e nos mostra por que podemos ser tão ruins e destrutivos, tão autocentrados. Mostra também como podemos ser diferentes, capazes de nos conectar com Deus e de fazer a diferença na vida dos outros.

A Bíblia contém fatos científicos surpreendentes

“Porque a vida da carne no sangue está” (Levítico 17:11, Bíblia Livre). Esse conceito seria totalmente desconhecido até a era moderna. Antigamente, sem entender o papel restaurador do sangue, as pessoas acreditavam que sangrar um doente poderia ajudar na recuperação.

Hoje sabemos que Levítico estava certo. Um adulto médio tem de 4,5 a 5,5 litros de sangue circulando no corpo. No sangue adulto, temos cerca de 3 litros de plasma, além de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas. Vitaminas, eletrólitos e outros nutrientes são carregados pelo sangue e distribuídos para as células do corpo, ajudando a manter a saúde. Muitas enfermidades podem ser descobertas com simples exames de sangue. Então vem a pergunta: como Moisés sabia o quanto o sangue é importante para o corpo?

Quero sugerir que isso foi revelado a ele como parte do plano de Deus para confirmar a autenticidade das Escrituras. Durante séculos, as pessoas debateram sobre a forma da Terra, e circulou a ideia popular de que ela era plana.

Em Isaías 40:22, porém, lemos que Deus é “o que está sentado sobre o globo da terra” (Bíblia Livre). No mesmo capítulo, o profeta pergunta e responde:

“Quem mediu com seu punho as águas, e tomou a medida dos céus aos palmos? E quem recolheu numa caixa de medida o pó da terra, e pesou os montes com pesos, e os morros com balanças?”

(Isaías 40:12, Bíblia Livre)

“Levantai vossos olhos ao alto, e vede quem criou estas coisas, que faz sair numerado seu exército; e chama a todos eles pelos nomes, pela grandeza de suas forças, e por ser forte em poder, nenhuma delas faltará.”

(Isaías 40:26, Bíblia Livre)

Hoje descobrimos que existem incontáveis estrelas no céu.

Certa vez, as pessoas ridicularizaram a promessa feita a Abraão em Gênesis 22:

“[…] certamente te abençoarei, e multiplicarei tua descendência como as estrelas do céu, e como a areia que está na beira do mar; […] Em tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porquanto obedeceste à minha voz.”

(Gênesis 22:17-18, Bíblia Livre)

Hoje entendemos que a promessa era maior do que Abraão podia ver: Deus conduziria, pela linhagem dele, “o Cristo”, que veio para nos reconciliar com Deus (Gálatas 3:16). De fato, se lermos a linhagem do Messias prometido em Mateus 1, vemos que Jacó era o pai de José, que era marido de Maria, e Maria era a mãe de Jesus, o Messias. Sabemos agora algo que Abraão nunca poderia ter entendido: Deus já tinha tudo isso planejado desde o início.

A Bíblia é inspirada por Deus

Os cristãos acreditam que a Bíblia é um livro sobrenatural que chegou até nós vindo de Deus, por meio daqueles que Ele separou para transmitir a Sua revelação. Conseguimos entender a história real da humanidade e como podemos conhecer a Deus porque o plano Dele está claro na Bíblia, especialmente na história do evangelho. O apóstolo Paulo, na segunda carta a Timóteo, escreveu isso de maneira bem clara:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para mostrar erros, para corrigir, e para instruir na justiça; para que o homem de Deus seja completo, plenamente instruído para toda boa obra.”

(2 Timóteo 3:16-17, Bíblia Livre)

E na segunda carta de Pedro lemos:

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de interpretação particular. Porque a profecia jamais foi produzida pela vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus conduzidos pelo Espírito Santo.”

(2 Pedro 1:20-21, Bíblia Livre)

É crucial entender que a Bíblia não está aqui para nos ensinar a sermos religiosos. Ela foi escrita para nos conduzir a um relacionamento íntimo com Deus por meio de Jesus. Não é só um livro com um monte de regras, mas um guia que nos mostra o sentido e o objetivo da vida, o melhor plano que existe para a humanidade.

A Bíblia é confiável? Alguns dizem que ela mudou muito com várias traduções e acréscimos, a ponto de não sabermos mais o que estava nos manuscritos originais.

Na verdade, é o contrário. Os responsáveis por copiar os manuscritos foram cuidadosamente escolhidos e trabalhavam com uma equipe que conferia e reconferia as cópias. Qualquer erro era imediatamente notado e resultava na eliminação da cópia. Em diferentes momentos da história bíblica, houve especialistas treinados e dedicados à tarefa de fazer cópias. De 500 a.C. até 100 d.C., um grupo de estudiosos chamado Soferim se dedicou a isso. Depois, até a invenção da imprensa, outros grupos, incluindo os massoretas, que tinham grande respeito pelos escritos sagrados, estiveram totalmente comprometidos com a precisão (isso é mencionado na Enciclopédia Britânica).

Em 1947, pastores de cabras perto do Mar Morto encontraram uma caverna cheia de jarros de barro contendo centenas de pergaminhos antigos. Ao longo da década seguinte, mais dez cavernas foram descobertas, todas repletas de fragmentos de cópias do Antigo Testamento. Esses pergaminhos, conhecidos como Manuscritos do Mar Morto, confirmaram a precisão e a consistência histórica do Antigo Testamento.

Trecho do Grande Rolo de Isaías, em hebraico, escrito em pergaminho e encontrado em Qumran, perto do Mar Morto
Trecho do Grande Rolo de Isaías (1QIsaa), c. séc. II a.C., encontrado em Qumran. Museu de Israel, Jerusalém. Fotografia de Ardon Bar Hama. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Até algum tempo atrás, muita gente duvidava da confiabilidade do Antigo Testamento, porque as cópias mais antigas que se conheciam tinham sido feitas mais de mil anos depois dos originais. Os pergaminhos de Qumran são cerca de mil anos mais antigos do que essas cópias, e entre eles está o rolo completo de Isaías. Ficou claro que o texto era fiel ao que se transmitia. Não houve alteração, ao contrário do que alguns afirmavam, e a integridade do Antigo Testamento foi confirmada. É um argumento forte. Por isso, vale a pena conferir o que F. F. Bruce, respeitado estudioso da Bíblia, diz no livro “Merece confiança o Novo Testamento?”:

“A evidência de nossos escritos do Novo Testamento é sempre muito maior do que a evidência de muitos escritos de autores clássicos, cuja autenticidade ninguém sonha em questionar. E se o Novo Testamento fosse uma coleção de escritos seculares, sua autenticidade seria geralmente considerada como além de qualquer dúvida.”

“Merece confiança o Novo Testamento”, de F. F. Bruce

Ele continua dizendo:

“Não há, imagino, nenhum corpo de literatura no mundo que tenha sido exposto ao estudo analítico rigoroso que os quatro Evangelhos sustentaram nos últimos 200 anos. Isso não é algo a ser lamentado: é algo a ser aceito com satisfação. Os estudiosos de hoje que tratam os Evangelhos como documentos históricos credíveis fazem-no à luz deste estudo analítico, não fechando as suas mentes a ele.”

“Merece confiança o Novo Testamento”, de F. F. Bruce

Ninguém coloca em dúvida a precisão da Ilíada, de Homero, escrita por volta de 720 a.C., que conta a história das guerras de Troia. O exemplar completo mais antigo que temos hoje é uma cópia feita no século 10 d.C., ou seja, mais de 1700 anos depois do original. Os números variam conforme o critério de contagem: costuma-se falar em algumas centenas de cópias (a cifra de 643 é a mais repetida, mas as listas atuais são maiores). Mesmo assim, os estudiosos a consideram confiável, e a estimativa popular de que o texto seria 95% preciso é uma conta aproximada, sem fonte da época.

O documento mais antigo que temos das obras de César, escritas entre 100 e 44 a.C., é de cerca de 900 d.C., e só temos umas dez cópias. Ainda assim, os estudiosos o consideram basicamente correto. As obras de Aristóteles, que viveu entre 384 e 322 a.C., não são questionadas, embora só tenhamos cerca de 49 cópias e a mais antiga tenha sido feita por volta de 1400 anos depois do original, segundo as contagens mais usadas.

E as obras de Platão, que viveu entre 427 e 347 a.C.? As cópias mais antigas que temos foram feitas cerca de 1200 anos depois que ele escreveu, e só temos umas sete delas. Mesmo assim, ninguém questiona que são autênticas.

Se compararmos com a Bíblia, veremos que as evidências da credibilidade dela são muito mais fortes. A maioria dos documentos do Novo Testamento pode ser rastreada até os séculos II e III.

É impressionante que ainda existam mais de 5.800 manuscritos gregos do Novo Testamento. Somando as traduções antigas (latim, siríaco, copta e outras), passam de 24 mil, e o número muda conforme o critério de contagem. Um dos mais antigos é um fragmento do evangelho de João, datado por volta de 130 d.C. Quando falamos da precisão e da autenticidade da Bíblia, não olhamos só para os manuscritos do Antigo Testamento, mas também para os do Novo. Isso é muito importante.

A maioria dos livros do Novo Testamento que temos atualmente já era conhecida e usada pela igreja nos primeiros anos de sua existência, por volta do final do século I. Eles logo foram aceitos como parte fundamental e oficial das Escrituras.

  • Líderes influentes da igreja nos primeiros tempos, como Justino Mártir, Irineu, Clemente e Orígenes, mostraram total confiança nesses manuscritos. Eles acreditavam que esses textos eram a maneira de Deus revelar a Si mesmo e transmitir Sua mensagem às pessoas por meio da igreja.
  • A Biblioteca Chester Beatty, em Dublin, na Irlanda, guarda vários papiros muito antigos que contêm muitas partes do Novo Testamento, datados de cerca do ano 200 d.C.
  • O Museu Britânico, em Londres, tem muitas cópias de manuscritos do Novo Testamento (o Codex Sinaiticus, por exemplo, é de cerca de 350 d.C.; o Codex Vaticanus, também do século IV, fica na Biblioteca do Vaticano).

Segundo F. F. Bruce, há três perguntas importantes a fazer aqui:

a. A Bíblia que temos agora é basicamente a mesma que foi escrita originalmente?

b. O que foi escrito no começo é confiável em termos de história, ciência, teologia e realidade?

c. Não seria lógico pensar que um Deus que nos criou, se quisesse, poderia se comunicar conosco? E mais: Ele não poderia fazer isso por meio de textos inspirados?

A verdade bíblica impacta nossas vidas

Movimentos importantes de Deus estão fortemente ligados ao compromisso de entender e explicar claramente as Escrituras. A primeira igreja acreditava que todo crescimento espiritual vem diretamente do entendimento do evangelho, tal como é apresentado na Bíblia, e da resposta de fé a ele.

Paulo nos disse que a fé surge quando entendemos e cremos nas grandes verdades que a Bíblia registra sobre a morte e a ressurreição de Jesus. Ele afirma em Romanos 10:9:

“Pois, se com a tua boca declarares que Jesus é Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo.”

(Romanos 10:9, Bíblia Livre)

E, em 2 Timóteo 3:16, afirma que “toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa” (Bíblia Livre).

A alma tem uma sede profunda que só pode ser saciada por Deus, que nos criou para nunca estarmos completamente satisfeitos sem Ele. Como mencionamos no primeiro estudo, quer o reconheçamos ou não, existe dentro de todos nós um desejo intenso de nos conectar com o “supremo”. Essa conexão espiritual pode ser difícil de explicar, mas tem a capacidade de acalmar a insatisfação interna que muitos de nós sentimos.

Então, os cristãos acreditam que a Bíblia não é apenas legítima e confiável: ela nos mostra quem é Deus, um pouco do que Ele é, do Seu caráter e do Seu plano. Ela declara o motivo pelo qual Ele nos criou e como podemos conhecê-lo e experimentar essa realidade em nossas vidas. Ela nos orienta a sermos o que Ele planejou para nós. Ela atende às necessidades mais intensas do nosso coração.

Deus é a última e mais importante conexão que podemos fazer, e Ele a tornou incrivelmente possível por meio da Sua palavra inspirada.

Perguntas para discussão

  1. A Bíblia que temos hoje é original? Isto é, basicamente igual à que foi escrita no começo?
  2. O que foi escrito na Bíblia desde o começo é confiável? Isso vale para história, ciência, teologia e realidade?
  3. Não faz sentido pensar que, se Deus nos criou e quisesse se comunicar conosco, Ele poderia fazer isso por meio de textos inspirados?

Deus te abençoe. Até a próxima!

Série Fundamentos da fé

  1. Por que cremos em Deus?
  2. Como Deus é?
  3. A Bíblia é Confiável? (você está aqui)
  4. O que torna Jesus único?
  5. A Centralidade da Cruz de Cristo
  6. Por que cremos na ressurreição?
  7. Jesus realmente morreu?
  8. O Que Significa se Tornar um Cristão?
  9. Entendendo o que tudo isso significa

Próximo estudo: O que torna Jesus único?.

REFERÊNCIAS:

Publicado em 8 de fevereiro de 2024 · Atualizado em 28 de outubro de 2026

Nesta série

Fundamentos da fé

3 de 9 · 33%

Ver a série completa (9 textos)

Todos os textos
  1. Por que cremos em Deus? | #01
  2. Como Deus é? | #02
  3. A Bíblia é Confiável? | #03
  4. O que torna Jesus único? | #04
  5. A Centralidade da Cruz de Cristo | #05
  6. Por que cremos na ressurreição? | #06
  7. Jesus realmente morreu? | #07
  8. O Que Significa se Tornar um Cristão? | #08
  9. Entendendo o que tudo isso significa | #09

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