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Entendendo o que tudo isso significa | #09
Bem-vindo ao nosso curso online “Fundamentos do Evangelho”! Este é o último estudo da nossa série.
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Esta série busca responder às grandes questões da vida e explorar as maravilhas da existência humana, desde a complexidade do corpo até as realidades eternas.
Quem sou eu? Por que estou aqui? Para onde vou? Qual é a base da moralidade? Qual é a realidade última? Essas não são apenas perguntas, mas o começo da busca pela verdade sobre nós mesmos e sobre o universo que nos rodeia.
Neste curso, você foi conduzido por uma série de estudos e discussões que querem desafiar, firmar e preparar você para viver com um propósito maior. Olhamos para a estrutura fascinante do DNA humano, para o funcionamento complexo do cérebro e para o papel vital do sangue.
Este curso foi pensado para todos os que buscam respostas, sejam novos na fé, sejam aqueles que desejam rever e firmar o que já creem.
Entendendo o que Deus fez
É muito precioso quando alguém aceita o presente de Deus: receber Jesus como único e suficiente Salvador. Ao fazer isso, o novo convertido recebe o perdão de Deus e passa a fazer parte da grande família que é a comunidade de Deus. A partir desse ponto começa um caminho de aprendizado e crescimento, em que passamos a conhecer e viver os benefícios do evangelho. Também a partir daí o novo convertido se une a outros seguidores de Jesus, integrando-se à família de Deus.
Ser discípulo de Jesus é seguir uma trilha de descobertas e respostas. Como dissemos nos estudos passados, a fé, segundo a Bíblia, não é uma crença vaga nem um “salto no escuro”. Ao contrário, é uma resposta ao que descobrimos ser verdade sobre Jesus, sua morte e ressurreição, eventos historicamente bem fundamentados.
E no instante em que respondemos com fé, somos perdoados. A Bíblia tem uma palavra que descreve o que o perdão de Deus significa: “justificados”.
Ser justificado quer dizer que Deus tirou de nós as consequências do pecado, porque a dívida (já que o salário do pecado é a morte, conforme Romanos 6:23) foi quitada por meio de Jesus. A justificação é um termo jurídico: declara que não somos mais condenados pelos nossos pecados. O julgamento recaiu inteiramente sobre Jesus, para que fôssemos livres, como se nunca tivéssemos pecado.
Ser declarado justificado é muito mais do que ser absolvido; é uma declaração de total aceitação de Deus em sua família, aqui na terra e no céu. De fato, Deus agora nos chama de filhos.
Afirmando a base do nosso perdão
À primeira vista, pode parecer complicado entender o quanto somos perdoados e como Deus nos vê como justos. Muitas pessoas, especialmente as que já tiveram alguma experiência com igrejas, podem ter a impressão de que, para sermos queridos e aceitos por Deus, precisamos cumprir uma lista enorme de exigências: confessar nossos erros, contribuir financeiramente com a igreja, praticar certos atos de louvor e adoração. No estudo de hoje, quero que pensemos de uma forma um pouco diferente.
Consideremos isto: somos perdoados e nos voltamos para Deus em arrependimento não para ganhar o Seu perdão, mas como resposta ao amor e ao perdão que Cristo já nos ofereceu.
Qual é, então, a verdadeira base desse perdão e dessa aceitação por parte de Deus? A Palavra de Deus é clara ao dizer que tudo se deve ao que Cristo fez por nós. Seu sacrifício na cruz foi completo e suficiente, um ato de amor definitivo que pagou por todos os nossos pecados de uma vez por todas (conforme Hebreus 10:12).
Não é o nosso arrependimento ou a nossa fé que cumprem as exigências para sermos perdoados, embora sejam passos importantes na vida espiritual. São, na verdade, a maneira como recebemos o presente que Jesus já nos deu por meio da Sua graça.
Como seguidores de Cristo, estamos permanentemente sob a graça de Deus. Desde o momento da nossa conversão, não há nada que possa nos fazer mais ou menos filhos de Deus. Estamos completamente perdoados, não apenas pelos pecados do passado, mas por todos que ainda virão (Romanos 5:2).
Esse perdão e essa nova relação com Deus refletem o Seu caráter. Ele é um Deus de amor infinito e misericórdia sem medida. As riquezas de Sua graça são um presente para nós, uma demonstração da Sua bondade, que flui de quem Ele é.
O papel especial do Espírito Santo
Quando recebemos a nova vida que Deus oferece, a nossa relação com Ele se transforma. Temos acesso à Sua presença sempre que desejarmos, por meio da oração e da adoração, como membros da Sua própria família.
E mais: tornamo-nos seguidores de Jesus. Um dos maiores presentes dessa nova vida é a presença do Espírito Santo, que vem habitar em nós. Já falamos sobre isso antes, mas vale reforçar: o Espírito Santo é como um selo divino em nossas vidas, conforme Paulo ensina em Efésios 1:13-14.
“E também vós, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e nele crestes, nele fostes selados com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança, até a libertação da propriedade de Deus, para louvor da sua glória.”
(Efésios 1:13-14, Bíblia Livre)
Confesso que levei um tempo para entender e sentir essa presença em minha vida. Depois que me converti, enfrentei várias dificuldades, como palavrões e outras palavras impróprias, mas principalmente a irritação fácil e uma raiva que, de vez em quando, aparecia do nada.
Eu sabia que essas coisas não combinavam com a minha nova vida em Deus. Lembro-me de uma ocasião em que, depois de um acesso de raiva, pensei: “Ser cristão é complicado demais para mim. Nunca vou mudar, não importa o quanto eu tente!” E parecia que, quanto mais eu tentava mudar, pior as coisas ficavam.
Se você conversar sobre essas dificuldades com um cristão maduro e mais experiente, ele provavelmente dirá algo assim: “Parabéns! Você acabou de fazer uma grande descoberta! Você percebeu que, por si só, não é capaz de viver a vida cristã. E digo mais: Deus nunca esperou que você pudesse vivê-la sozinho! Lembra que Jesus mesmo disse: ‘Sem mim, nada podeis fazer’ (João 15:5)?”
Se essa pessoa perceber algum desânimo no seu olhar, com certeza, de forma amável, o cristão mais experiente dirá: “Não fique triste, meu querido! Valorize o que você tem: você é alguém muito importante para Deus. Não fique sofrendo angústia e dor, dizendo às vezes que não é ninguém. Deus te deu um presente incrível: o Espírito Santo, que habita em você e vive em você, para ajudá-lo a ser exatamente quem Ele sonhou quando o criou.”
Pode ser que esse cristão compartilhe também a promessa de Jesus em João 16:7 e 13:
“Mas vos digo a verdade, que vos convém que eu vá; porque se eu não for, o Consolador não virá a vós; porém se eu for, eu o enviarei a vós. […] Porém quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda verdade.”
(João 16:7,13, Bíblia Livre)
O cristão mais experiente entende que tudo isso é muita novidade para o novo convertido, embora ele esteja se esforçando para compreender.
Em outras palavras, o cristão que está discipulando o menos experiente diz algo assim: “Mesmo sem você perceber, o Espírito Santo está trabalhando na sua vida desde o momento em que você ouviu falar de Jesus e da salvação que Ele oferece. Agora, Ele o ajuda a crescer e a entender mais do que Deus tem para você.”
Foi nesse sentido que Paulo disse aos Efésios que, na caminhada com Deus, somos fortalecidos pelo Seu Espírito para crescer no entendimento Dele e de Sua palavra. Pedro também encorajou os novos cristãos a desejarem o puro leite espiritual da palavra, como bebês que anseiam pelo leite, para que cresçam (1 Pedro 2:2). Ele dizia que a Palavra de Deus é o nosso alimento espiritual e que, como novos seguidores de Cristo, devemos buscar compreender suas verdades fundamentais, iluminados pelo Espírito Santo.
Paulo falou em “conhecer” para descrever o seu crescimento espiritual, um conhecimento que vai além do intelecto e implica vivência e prática. Ou seja, significa estudar as Escrituras e viver de acordo com o que elas ensinam.
Vale lembrar que, depois da conversão, Paulo se retirou para a Arábia e voltou a Damasco (Gálatas 1:17), e esse tempo recolhido foi dedicado, ao que tudo indica, a estudar as Escrituras do Antigo Testamento e as profecias sobre o Messias que ele acabara de conhecer. Foi nesse tempo que ele percebeu que manter um relacionamento vivo com Cristo ressuscitado é a chave para se tornar tudo o que Deus deseja para nós.
O privilégio de pertencer ao reino de Deus
Quero lembrar algo que muitos de nós já sabem, mas que sempre é bom retomar. Existe uma batalha espiritual ao nosso redor, com dois reinos em jogo. Você lembra do que Paulo disse aos Colossenses? Ele falou que Deus, com amor imenso, nos tirou das garras do mal, de um lugar escuro que ele chamou de “domínio das trevas”, e nos trouxe para o reino do Seu Filho amado (Colossenses 1:13-14). Nesse novo lar, encontramos redenção e o perdão dos pecados.
Paulo não falava de algo distante quando mencionou o “domínio das trevas”. Ele se referia ao território sob controle do inimigo, onde o mal tenta nos manter sob o seu poder. Recordamos o que aprendemos sobre o impacto do pecado de Adão, que trouxe morte espiritual e perda, algo que passou a todos nós. Contudo, a boa nova do evangelho, por meio do sacrifício e do amor de Jesus, rompe essas correntes, nos liberta e nos acolhe no reino de Deus.
Paulo vivenciou isso profundamente. Ele conta que Deus o chamou para uma relação única e o colocou em uma missão: ser mensageiro da reconciliação, levando a todos a oportunidade de abrir os olhos, passar da escuridão para a luz, deixar o poder do mal e abraçar a Deus, recebendo perdão e um lugar entre os santificados pela fé (Atos 26:18).
Essa conversão é como um resgate militar. Deus nos liberta da prisão do pecado e nos traz para o Seu reino glorioso. É uma mensagem de esperança e liberdade que todos nós devemos levar no coração e compartilhar com o mundo.
Crescer em nossa compreensão de Deus e ser discípulos de Jesus
Quando a nossa visão de Deus está alinhada com o que a Bíblia ensina, e quando o Senhor está no centro dos nossos pensamentos, passamos a viver segundo os princípios cristãos. Entender quem Deus é, a Sua natureza e o Seu caráter, é muito importante, porque isso nos mostra como Ele se relaciona conosco e qual é o propósito da nossa criação.
Você deve se lembrar de que, nos primeiros estudos, ao observarmos a criação, percebemos o quanto Deus é criativo. Mas é no estudo da Bíblia que descobrimos ainda mais sobre Ele. Por meio da vida, morte e ressurreição de Cristo, entendemos que tipo de Deus temos. E isso não vem só de saber sobre Deus, mas também do que Ele mesmo nos diz nas Escrituras.
O apóstolo Paulo falava da importância de crescermos no conhecimento de Deus. Lembro-me de que, quando comecei a caminhar com Deus, o meu entendimento sobre Ele era bem limitado. Mas, lendo a Bíblia e contando com o apoio dos irmãos que compartilhavam comigo o seu testemunho, o seu conhecimento e a sua experiência com Deus, o meu entendimento do Senhor só cresceu.
Por isso a Bíblia não é apenas um livro de regras e moral. Ela é um guia que mostra o propósito de Deus para as nossas vidas e nos encoraja a crescer espiritualmente.
Uma vez ouvi que a vida cristã é como descascar uma cebola: sempre há uma camada sobre a outra. E é verdade que quanto mais aprendemos sobre seguir Jesus, mais nos alegramos nessa descoberta. Isso é bom porque é crescer no conhecimento e na experiência com Deus, e esse é o tipo de atitude que muda tudo.
Uma das coisas mais belas da vida é ver novos cristãos descobrindo o que Deus fez por eles e começando a viver essa mudança. Eles querem entender mais sobre Deus e crescer na fé. O apóstolo Pedro chamava os novos cristãos de “bebês espirituais” porque, primeiro, eles começaram uma nova vida e, agora, precisavam crescer. Então Pedro os incentivava a buscar o alimento espiritual para fortalecer essa nova vida em Cristo. Paulo também encorajava os novos cristãos a se aprofundarem no privilégio de conhecer a Deus por meio de Jesus, lendo a Bíblia e ouvindo aqueles que ensinam a verdade de Deus.
Paulo também falava sobre a renovação da mente (Romanos 12:2). Isso quer dizer que, antes, quando eu não conhecia Deus, Ele não tinha espaço nos meus pensamentos. Agora que a minha mente foi renovada, Deus é o centro de tudo. Ou seja, a renovação da mente é deixar a mentalidade do mundo e ter a mente de Cristo. É enxergar a vida com valores bíblicos, que influenciam as nossas decisões e a maneira como reagimos às situações.
Sobre este assunto, recomendo um livro muito bom: A mente cristã, de Harry Blamires.
Acima de todos os livros que eu poderia recomendar, porém, a Bíblia sempre ocupará o lugar de destaque, pois é a forma de Deus se revelar a nós e nos mostrar o Seu plano. É um livro único, que nos ajuda a entender como o Espírito Santo opera em nós e nos faz compreender, de modo mais intenso, o amor e o compromisso de Deus.
É com base nessa convicção que me comprometo a ler a Palavra de Deus todos os dias e peço a Deus sabedoria e revelação para conhecê-Lo melhor.
Lembremos o que Paulo diz aos Filipenses sobre considerar tudo como perda diante do valor inestimável de conhecer a Cristo (Filipenses 3:8). Conforme crescemos nesse conhecimento, Deus nos transforma para sermos mais parecidos com Jesus.
A Bíblia também é a ferramenta mais essencial para compartilhar com quem ainda não conhece Jesus. Já vi muitas pessoas chegarem à fé lendo a Bíblia. Conheci a história de um jovem que conheceu Jesus depois de pegar sem permissão uma Bíblia no quarto de um hotel.
Devemos, portanto, encorajar quem está se esforçando para ler a Bíblia pela primeira vez a pedir a Deus que abra os seus olhos espirituais e revele verdades que nunca havia percebido.
Sugerir que comecem pelo Evangelho de João é uma ótima dica para os novos cristãos e para desenvolver o hábito da leitura bíblica.
Entendendo o nosso novo chamado em Cristo
É muito bom saber que Deus fez algo em nossos corações, não é mesmo? Ele nos encontrou, nos chamou e nos deu uma nova vida espiritual. Mas isso não para por aqui: Deus nos convida a fazer parte do Seu grande projeto de amor pelo mundo.
E tudo isso é possível porque, quando Deus entra na nossa vida, Ele muda tudo. Em 2 Coríntios 5:15-21, Paulo fala dessa mudança profunda. Ele diz que, por causa do amor de Jesus, recebemos uma nova missão: não viver mais buscando apenas o nosso bem, mas viver para agradar a Deus por meio do ministério da reconciliação.
O que Paulo diz aqui é que essa transformação, que acontece no lugar mais profundo do coração, torna-se algo visível que as pessoas podem perceber em nossa vida. De certo modo, isso se torna um convite para conversas sobre o amor de Deus e nos dá oportunidades de falar dessa mudança.
Isso é essencial para entendermos o significado de tudo o que acontece na nossa caminhada como seguidores de Jesus e cidadãos do céu. Há um hino antigo que diz:
Da linda pátria estou bem longe
Cansado estou
Eu tenho de Jesus saudade
Oh, quando é que eu vou?
Já pararam para pensar nisso? A nossa vida aqui é só uma parte da história. O que realmente importa é o reino de Deus, que é eterno.
Ao escrever aos coríntios, Paulo nos encoraja a nos vermos como embaixadores de Cristo. Essa ideia sempre foi central em suas mensagens. Ao nos chamar de embaixadores, ele falava do ministério da reconciliação. Em outras palavras, como filhos de Deus, é nosso dever refletir a verdade do nosso relacionamento com Ele na maneira de viver. Para isso, precisamos entender a fundo a nossa missão e, com amor e gentileza, compartilhá-la com quem cruzar o nosso caminho.
Que privilégio é ser representante de Jesus, como cidadãos dos céus! É nesse espírito que devemos viver o que Deus realizou em nós, sempre prontos para explicar a razão da nossa fé e o motivo dessa transformação, como Pedro nos incentiva (1 Pedro 3:15), vivendo de maneira exemplar, para que as pessoas ao nosso redor vejam e glorifiquem a Deus.
Crescer para ser como Jesus
Quero concluir o nosso curso sobre os Fundamentos do Evangelho reforçando alguns pontos-chave que vimos ao longo dos estudos.
Em primeiro lugar, Deus trabalha em nossas vidas tanto de forma imediata quanto de forma contínua. Isso nos lembra que, ao aceitarmos Jesus, não apenas recebemos uma nova vida, mas somos transformados.
Hoje, Deus nos vê como justificados, perdoados, cidadãos dos céus e parte da Sua família eterna. Este é um novo começo, mas também o início de uma caminhada que dura a vida toda. Como o apóstolo Paulo disse em 2 Coríntios 3:18, a cada passo, em cada novo dia, estamos sendo transformados para ficarmos mais parecidos com Jesus.
Em segundo lugar, para ilustrar este ponto, usemos a Guerra da Coreia como exemplo. Como muitos sabem, essa guerra dividiu a Coreia entre o norte comunista e o sul apoiado pelo Ocidente. Terminou em 1953, não com uma vitória clara, mas com um cessar-fogo. Ou seja, os dois povos continuam formalmente em guerra, contidos por uma trégua. O Norte e o Sul permanecem separados, cada um com o seu governo. Mesmo após o cessar-fogo, houve e ainda há tensões e confrontos ocasionais, mostrando que a paz e a unificação são processos contínuos, que exigem esforço constante para manter e promover a reconciliação.
Da mesma forma, quando nos entregamos ao Senhor, o Espírito Santo começa a trabalhar em nossas vidas, estabelecendo princípios de autoridade e santidade. No entanto, como as tensões na península coreana, os nossos corações também podem abrigar áreas de resistência. O Espírito Santo trabalha com paciência para trazer essas áreas à luz, buscando a nossa total submissão a Deus, de modo que viver sob o Seu controle e a Sua orientação se torne uma experiência diária. Assim, submissos ao Espírito Santo, poderemos dizer no fim, como Paulo, que completamos a nossa corrida, prontos para receber tudo o que Deus preparou para nós na eternidade.
Em terceiro lugar, quero enfatizar como é importante crescermos na fé dia após dia. Geralmente começamos a caminhada espiritual por meio de outros cristãos ou da igreja. É muito importante nos conectarmos com outros crentes e criarmos hábitos saudáveis de crescimento.
Em minha própria experiência, posso garantir que a minha caminhada foi enriquecida pelo exemplo de fé dos meus irmãos, que, mais experientes do que eu, me ensinaram sobre oração, louvor e a importância de nos aproximarmos de Deus não apenas com pedidos, mas com um coração grato.
Desde que aceitei o Senhor, continuo tendo um tempo devocional regular, embora agora, na posição de líder espiritual, eu dedique mais tempo a isso.
Em meus momentos de devocional, geralmente começo com expressões de gratidão, seguidas de adoração cantada (muitas vezes refletindo sobre os salmos ou sobre as características de Deus), e depois leio a Bíblia.
Enquanto leio a Palavra de Deus, a minha oração é: “Senhor, mostra-me algo hoje que eu nunca compreendi antes”, e leio até que algo se destaque. Depois, reflito sobre isso ou consulto outros versículos relacionados, seguindo com oração por pessoas específicas e suas situações. Declaro o meu amor a Deus e reflito sobre a Sua majestade e maravilha. Depois agradeço a Ele por todos os privilégios que me deu por meio de Jesus.
Sigo também o que Paulo ensinou aos efésios:
“orando em todo tempo com toda oração e súplica no Espírito, e vigiando nisso com toda perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; a fim de que, quando eu abrir a boca, me seja dada palavra com ousadia, para tornar conhecido o mistério do evangelho.”
(Efésios 6:18-19, Bíblia Livre)
Depois disso, termino o meu tempo devocional com ações de graças, entregando o meu dia ao meu Senhor.
Geralmente é bem simples, nada complicado.
Por fim, se você é novo na fé ou está apenas revendo este conteúdo, quero declarar sobre você que existe um caminho incrível à sua frente. Que você continue respondendo ao chamado do Espírito Santo e continue crescendo no conhecimento e na graça do Senhor, mantendo o foco e a perseverança, como os atletas de corrida com quem Paulo compara a vida cristã.
Quero encerrar com um convite para meditarmos em Hebreus 12:1-2:
“Portanto nós também, posto que estamos rodeados por uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos toda sobrecarga, e o pecado que facilmente nos envolve, e corramos com perseverança a corrida que nos está proposta, olhando para Jesus, Autor e aperfeiçoador da fé. Ele, pela alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, desprezando a humilhação, e assentou-se à direita do trono de Deus.”
(Hebreus 12:1-2, Bíblia Livre)
Um dia, no fim da nossa vida, tenho certeza de que, como Paulo, olharemos para trás e diremos que lutamos o bom combate, terminamos a corrida e guardamos a fé, e que estamos prontos para receber a coroa da justiça que Deus reserva a todos os que O amam (2 Timóteo 4:7-8).
Que Deus abençoe a sua vida.
Eu fico por aqui. E te vejo numa próxima oportunidade.
Série Fundamentos da fé
- Por que cremos em Deus?
- Como Deus é?
- A Bíblia é Confiável?
- O que torna Jesus único?
- A Centralidade da Cruz de Cristo
- Por que cremos na ressurreição?
- Jesus realmente morreu?
- O Que Significa se Tornar um Cristão?
- Entendendo o que tudo isso significa (você está aqui)
Este é o último estudo da série. Ver a série completa.
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