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SermõesSermões em Romanos6 de 8

Rm 8.18-27Nossa Esperança e Glória

Diego Gonçalvesatualizado 20 min de leitura3.959 palavras

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Neste texto

RESUMO: Mesmo em meio ao sofrimento, a glória futura que nos espera em Cristo é incomparavelmente maior. Este sermão em Romanos 8:18-27 destaca três esperanças: a nova criação, a redenção de nossos corpos e a ajuda presente do Espírito Santo. Somos convidados a olhar além das aflições do momento presente e a fixar nossos olhos na promessa da ressurreição e da restauração de todas as coisas. Com gemidos que expressam nossa fragilidade, o Espírito intercede por nós, fortalecendo nossa confiança na glória que será revelada.

Para outros sermões desta série, clique:

  1. Livres do Pecado e da Culpa (Romanos 8:1-4)
  2. Vivendo no Espírito (Romanos 8:5-11)
  3. Adotados como Filhos de Deus (Romanos 8:12-17)
  4. Nossa Esperança e Glória (Romanos 8:18-27)
  5. Tudo Coopera para o Nosso Bem (Romanos 8:28-30)
  6. Mais que Vencedores (Romanos 8:31-39)

ABERTURA: Abra a sua Bíblia em Romanos 8. Hoje vamos trabalhar os versículos 18 a 27. Antes de começarmos, gostaria de recapitular dois pontos e incluir um novo.

Uma das razões pelas quais considero Romanos 8 um dos principais capítulos da Bíblia é que ele apresenta em detalhes as três grandes doutrinas da vida cristã:

  • nos versículos 1-4, apresenta a justificação;
  • nos versículos 5-17, apresenta a santificação; e
  • nos versículos 18-27 e 28-30, apresenta a glorificação.

Essas três doutrinas reunidas (justificação, santificação e glorificação) representam as diferentes etapas da nossa salvação. A justificação lida com o nosso passado. A santificação lida com o nosso presente. A glorificação tem a ver com o nosso futuro.

Pintura de Adão e Eva saindo, em desolação, do jardim do Éden, por um portal de rochas, diante de uma paisagem selvagem e tempestuosa
Thomas Cole, Expulsão do Jardim do Éden, 1828. Museu de Belas Artes, Boston. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Mas há também outra maneira de olhar para esse texto: pela lente da adoção. Na justificação, somos adotados como filhos de Deus.

Na santificação, como filhos adotivos de Deus, temos o destino, estabelecido pelo Criador, de crescer até chegar “à maturidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo” (Efésios 4:13), ou seja, à semelhança de Cristo.

E como crescemos? Pela comunhão com Jesus, que cultivamos por meio da leitura bíblica e do estudo dela, da oração, do louvor, da adoração e do jejum. São os meios de graça: por eles o Espírito nos faz crescer como “herdeiros de Deus, e coerdeiros de Cristo” (Romanos 8:17).

E na glorificação, a nossa adoção chega à sua completude. É o estágio final da redenção, quando o nosso último inimigo, a morte, será destruído para sempre, o nosso corpo ficará inteiramente livre dos efeitos da queda e será levado ao estado original de perfeição para o qual Deus o criou.

Quando chegar esse dia, passaremos do ministério atual do Espírito Santo para a glória futura dos filhos de Deus; ou seja, da santificação para a glorificação ou, se preferir, para a esperança de uma glória futura.

Você já deve ter reparado numa coisa: o cristianismo trata sempre de esperança, nunca de desespero. Por isso a nossa atitude como cristãos deve ser sempre de esperança, e nunca de desespero.

Com base nessa premissa, vamos ver três esperanças que encontramos no texto:

  1. nossa esperança por uma nova criação,
  2. nossa esperança pela ressurreição do corpo e
  3. nossa esperança pela ajuda de Deus no tempo presente.

Antes de olharmos cada uma, leiamos a passagem inteira:

“Pois considero que as aflições deste tempo presente nem se comparam com a glória que nos será revelada. Pois a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus; porque a criação ficou sujeita à futilidade (não por vontade própria, mas sim por causa daquele que a sujeitou), na esperança de que também a mesma criação seja liberta da escravidão da degradação para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre dores como as de parto até agora. E não somente isso, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos em nós mesmos, esperando a adoção, isto é, a redenção do nosso corpo. Pois fomos salvos na esperança. Ora, a esperança que se vê não é esperança; afinal, por que alguém ainda espera o que já vê? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência esperamos. E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois ele intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus.”

(Romanos 8:18-27, Bíblia Livre)

I. Nossa esperança de uma nova criação

A. A criação espera que a glória de Deus seja revelada em nós

Em primeiro lugar, vamos ler os versículos 18-19:

“Pois considero que as aflições deste tempo presente nem se comparam com a glória que nos será revelada. Pois a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus.”

(Romanos 8:18-19, Bíblia Livre)

Na semana passada, quando olhamos para o versículo 17, terminamos falando sobre sofrer com Cristo e por Cristo, no sentido de zombarias e perseguições.

Mas agora, a partir do versículo 18, Paulo fala sobre outros tipos de sofrimentos: os sofrimentos que experimentamos nesta vida. Tristeza, doença, problemas, morte, luto e dor. Sofrer por essas coisas é muito ruim, não é mesmo?

O mais intrigante, porém, é que Paulo diz que esses sofrimentos não são nada se comparados com a glória futura que nos será revelada.

Ele diz algo semelhante em 2 Coríntios 4:17. Vamos lê-lo para ampliar nosso entendimento:

“Porque nossa leve e momentânea aflição nos produz um peso eterno de excelentíssima glória.”

(2 Coríntios 4:17, Bíblia Livre)

Ao ler esse texto, percebi que as palavras de Paulo que acabamos de ouvir podem ser ilustradas da seguinte forma.

ILUSTRAÇÃO: Imagine uma balança Filizola antiga, daquelas com um prato em cada extremidade. Imaginou? Agora, pegue todo o seu sofrimento e coloque no prato do lado esquerdo. Colocou? O que aconteceu? O prato do lado esquerdo, contendo seus sofrimentos, desceu. Correto?

Agora, peça ao Espírito Santo que coloque o peso da glória futura, do outro lado da balança, no prato direito. Pediu? O que você acha que aconteceu? É como se a balança não suportasse o peso da glória: o prato direito desceria tão bruscamente que o outro, com todo o seu sofrimento, subiria de uma vez. Conseguiu imaginar a cena? É esse tipo de glória que Paulo compara às nossas aflições. Ou seja, não há comparação!

Voltando a Romanos 8, repare em outra coisa: Paulo diz que essa glória será revelada em nós e que a criação está esperando ansiosamente ver isso acontecer.

Vamos ler o versículo 19:

“Pois a criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus.”

(Romanos 8:19, Bíblia Livre)

A expressão “espera ansiosamente” traz a ideia de alguém que “estica a cabeça para ver alguma coisa”. Consultando alguns livros sobre Romanos, uma citação me chamou muito a atenção. É uma paráfrase de um biblista inglês chamado J. B. Phillips. Ele traduziu o versículo 19 assim:

“Toda a criação está na ponta dos pés para ver a visão maravilhosa dos filhos de Deus assumindo seus lugares!”

Romanos 8:19; Tradução Phillips

Achei isso muito bonito e fiquei tentando imaginar a cena: “ansiosa, toda a criação de pé, na pontinha dos pés, esticando o pescoço para frente, esforçando-se por inteira, dando o máximo de si, para ver a manifestação dos filhos de Deus”.

E então me peguei perguntando: “Por que toda a criação aguarda com tanta ansiedade por esse dia?” Foi aí que percebi melhor o que Paulo está dizendo: a criação só será restaurada quando a glória de Deus for plenamente revelada em nós, como seus filhos e filhas.

Pense comigo: a criação não foi corrompida por causa de algum erro que ela mesma cometeu. Pelo contrário, ela foi arrastada para as consequências do erro fatal de Adão. A maldição sobre a natureza, que teve início no pecado humano, foi decretada pelo próprio Criador. E como a criação está sob o controle soberano de Deus, essa maldição não poderia ter sido imposta sem que houvesse uma promessa de esperança.

Assim, a esperança da criação está diretamente ligada à redenção da humanidade. Quando a glória de Deus se manifestar em nós, toda a criação será libertada da corrupção. E essa conexão entre a redenção da humanidade e a renovação da criação é íntima e inseparável. Uma não acontece sem a outra, pois ambas estão entrelaçadas no grande plano de Deus para restaurar todas as coisas.

No dia da ressurreição, Deus dará ao homem um corpo glorificado e fará também um novo cosmos: a criação renovada, que corresponde aos “novos céus e nova terra”.

B. A criação foi submetida à futilidade

Entretanto, no tempo presente, toda a criação está sofrendo! Paulo nos diz que ela sofre porque foi submetida à futilidade com a queda.

Vamos ler o versículo 20:

“Porque a criação ficou sujeita à futilidade (não por vontade própria, mas sim por causa daquele que a sujeitou).”

(Romanos 8:20, Bíblia Livre)

Por que a criação espera ansiosamente pela nossa redenção? Porque a criação também precisa ser redimida. Lembra do que Deus disse a Adão em Gênesis 3:17? “Maldita será a terra por causa de ti”.

Pois bem, foi o próprio Deus quem submeteu a criação à futilidade, como parte da maldição pelo nosso pecado.

A queda não foi culpa da criação e, no entanto, ela aguarda ansiosa e esperançosamente pela redenção, embora ainda sofra os efeitos do pecado.

Se a criação se porta assim, nós também devemos, sobretudo porque fomos nós que arrastamos a criação para a queda; por isso devemos olhar para o futuro com esperança.

C. A criação será libertada de sua atual escravidão à decadência

A criação foi sujeita à futilidade, é verdade! Mas virá o dia em que a criação ficará livre de sua atual escravidão e decadência.

Vamos ler o versículo 21. Paulo diz:

“Na esperança de que também a mesma criação seja liberta da escravidão da degradação para a liberdade da glória dos filhos de Deus.”

(Romanos 8:21, Bíblia Livre)

A criação atual está em um estado de morte e decadência por causa do pecado. Mas nem sempre será assim. Um dia, a criação ficará livre da sua escravidão e decadência e será trazida para a mesma liberdade que compartilharemos como filhos de Deus.

Lemos sobre essa nova criação no livro de Isaías, no Antigo Testamento. Deus diz assim:

“Porque eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá mais lembrança das coisas passadas, nem mais virão à mente. Porém vós ficai contentes e alegrai-vos para sempre naquilo que eu crio; porque eis que crio a Jerusalém uma alegria, e a seu povo um contentamento. E me alegrarei de Jerusalém, e estarei muito contente com meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro, nem voz de clamor.”

(Isaías 65:17-19, Bíblia Livre)

Também lemos em 2 Pedro 3:13:

“Porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que a justiça habita.”

(2 Pedro 3:13, Bíblia Livre)

Repare que a criação aguarda o dia em que a glória de Deus será revelada em nós, porque a nossa liberdade também significa a liberdade da criação.

Essa é a primeira esperança esta manhã. Temos a esperança por uma nova criação.

II. Nossa esperança pela ressurreição do corpo (22-25)

Em seguida, Paulo fala sobre a nossa esperança pela ressurreição do corpo. E diz três coisas sobre ela nos versículos seguintes.

A. Nós, que temos o Espírito, gememos junto com a criação

Em primeiro lugar, Paulo diz que nós, que temos o Espírito, gememos junto com a criação. Vamos ler o versículo 22:

“Pois sabemos que toda a criação geme e sofre dores como as de parto até agora.”

(Romanos 8:22, Bíblia Livre)

Já vimos que a criação foi submetida à futilidade. Agora Paulo acrescenta a agonia, e não é qualquer agonia: ele tem em mente um tipo muito específico, expresso em “dores como as de parto”. Toda mãe diz que o parto normal é muito doloroso, mas acredito que há duas coisas nas dores do parto que as diferenciam de qualquer outro sofrimento.

O sofrimento do parto é temporário e tem um propósito. As dores são reais, mas logo são esquecidas quando o bebê nasce.

Vamos ler o que Jesus disse aos seus discípulos em João 16:

“A mulher quando está no parto tem tristeza, porque sua hora é vinda; mas havendo nascido a criança, já não se lembra da aflição, pela alegria de um homem ter nascido no mundo.”

(João 16:21, Bíblia Livre)

Mais adiante, no mesmo capítulo, Jesus diz:

“Estas coisas tenho vos dito para que tenhais paz em mim; no mundo tereis aflição; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.”

(João 16:33, Bíblia Livre)

Agora, repare em mais uma coisa. A criação geme como em dores de parto. Mas Paulo também diz que nós, que temos o Espírito, gememos junto com a criação.

Vamos ler o versículo 23:

“E não somente isso, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos em nós mesmos, esperando a adoção, isto é, a redenção do nosso corpo.”

(Romanos 8:23, Bíblia Livre)

O que Paulo diz aqui é que, assim como as dores do parto, nossos sofrimentos como cristãos são temporários e têm propósito. O parto é doloroso, mas o resultado é maravilhoso: uma criança nasce.

Da mesma forma, nossos sofrimentos têm significado e propósito. Os sofrimentos que você vive nesta vida não são dores de morte, mas dores de parto! Deus sempre tira algo de bom dos seus sofrimentos. Veremos mais sobre isso na próxima semana, mas já posso adiantar que o sofrimento que você vive nesta vida não é o fim: ele aponta para a nova criação e para a ressurreição de nossos corpos.

B. Esperamos ansiosamente pela redenção de nossos corpos

É sobre isso que Paulo fala nos próximos versículos.

Vamos reler o versículo 23:

“E não somente isso, mas também nós, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos em nós mesmos, esperando a adoção, isto é, a redenção do nosso corpo.”

(Romanos 8:23, Bíblia Livre)

Pode parecer estranho ouvir Paulo falar mais uma vez em “esperarmos” a adoção como filhos. Afinal, não fomos adotados na família de Deus quando confiamos em Cristo pela primeira vez?

Sim, fomos, com toda certeza. Mas, embora já tenhamos sido adotados, a plenitude de tudo o que significa adoção ainda está no futuro. Fomos adotados na família de Deus, mas ainda aguardamos a redenção dos nossos corpos.

Você se lembra do que aprendemos sobre nossos corpos em Romanos 8:10?

“E se Cristo está em vós, apesar do corpo estar morto por causa do pecado, o Espírito é vida por causa da justiça.”

(Romanos 8:10, Bíblia Livre)

Lá aprendemos que, embora você tenha se tornado uma nova pessoa quando confiou em Cristo, seu corpo ainda está “morto por causa do pecado”. Em outras palavras, quando você se torna cristão, você se torna novo por dentro, mas seu corpo não muda.

Seu corpo ainda é mortal. Assim como a criação está atualmente sujeita à futilidade, seu corpo está sujeito à doença, ao pecado e à morte. Do mesmo modo que a criação espera ansiosamente que a glória de Deus seja revelada em nós, nós esperamos ansiosamente pela redenção de nossos corpos.

Se a criação aguarda ansiosa por esse dia, nós, os filhos de Deus que serão revelados, devemos fazer o mesmo!

Como serão esses novos corpos ressurretos? Não sabemos exatamente, mas as Escrituras apontam que nossos novos corpos ressurretos serão como o corpo ressuscitado de Jesus.

Por exemplo, lemos em Filipenses 3:

“Mas nós somos cidadãos dos céus, de onde também esperamos um Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará o nosso degradante corpo, para que seja conforme o seu corpo glorioso, segundo a operação do seu poder de sujeitar para si todas as coisas.”

(Filipenses 3:20-21, Bíblia Livre)

Já fomos adotados na família de Deus.

Mas nossos corpos atuais ainda estão sujeitos a doenças, pecado e morte. Por isso, aguardamos ansiosamente a redenção de nossos corpos.

C. Esperamos pacientemente pelo que ainda não temos

Repare que a palavra-chave aqui é “esperamos”. Ou seja, ainda não temos nossos novos corpos. Por isso, esperamos pacientemente pelo que ainda não temos.

Vamos ler os versículos 24 e 25:

“Pois fomos salvos na esperança. Ora, a esperança que se vê não é esperança; afinal, por que alguém ainda espera o que já vê? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência esperamos.”

(Romanos 8:24-25, Bíblia Livre)

A esperança olha para o futuro, não para o presente: a esperança que se vê não é esperança. Paulo diz algo parecido em 2 Coríntios 4:18:

“Por isso nós não prestamos atenção para as coisas visíveis, mas sim para as invisíveis; porque as coisas visíveis são temporárias, mas as invisíveis são eternas.”

(2 Coríntios 4:18, Bíblia Livre)

Primeiro vem a agonia, depois vem a glória. E assim, como cristãos, esperamos e esperamos. A nossa esperança não é uma esperança duvidosa e vacilante. Pelo contrário, é uma esperança segura e certa nas promessas de Deus.

Ainda não desfrutamos de todas as bênçãos da nova criação e do novo corpo ressuscitado. Mas sabemos que estão chegando, e por isso podemos esperar pacientemente. Podemos perseverar em meio ao sofrimento, porque a glória está chegando.

Esperamos pacientemente pelo que ainda não temos.

III. Nossa esperança pela ajuda de Deus no presente (26-27)

Paulo falou sobre a nossa esperança de uma nova criação. Falou sobre a nossa esperança pela ressurreição do corpo. Mas essas coisas estão todas no futuro.

Agora, por fim, Paulo fala sobre a nossa esperança na ajuda de Deus no presente. E ele nos diz duas coisas aqui.

O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. E o Espírito nos ajuda a orar.

A. O Espírito nos ajuda em nossa fraqueza

Primeiro, o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. Romanos 8:26 diz:

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

(Romanos 8:26, Bíblia Livre)

A palavra traduzida como “ajuda” aqui significa que o Espírito carrega os seus fardos junto com você. Todos nós carregamos muitos fardos nesta vida. E muitas vezes esses fardos são mais do que podemos suportar por conta própria.

Como é reconfortante saber que, por mais fraco que você se sinta, Deus está ali para ajudá-lo em sua fraqueza! Boa parte dessa ajuda vem pela oração. Como diz Tiago 5:13:

“Alguém entre vós está aflito? Ore. Alguém está contente? Cante louvores.”

(Tiago 5:13, Bíblia Livre)

Mas e se eu não souber o que devo orar? O que eu faço então?

B. O Espírito nos ajuda a orar

O Espírito também nos ajuda com isso. Ele não só nos ajuda em nossa fraqueza: ele nos ajuda a orar.

Volte a Romanos 8 e releia o versículo 26:

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

(Romanos 8:26, Bíblia Livre)

O problema é que, em nossa fraqueza, muitas vezes nem sabemos o que devemos orar. Não sabemos o futuro. Não sabemos o que é melhor para nós ou para os outros. Às vezes até oramos pelas coisas erradas.

Sabemos que, se orarmos de acordo com a vontade de Deus, ele nos ouve e responde, mas nem sempre conhecemos a vontade de Deus em uma situação particular.

Então, para que servem nossas orações? A boa notícia é que o Espírito Santo também nos ajuda aqui.

Você não sabe o que orar, mas o Espírito vem e carrega esse fardo de oração junto com você. O próprio Espírito intercede por nós.

1. O Espírito intercede por nós com gemidos que as palavras não podem expressar

Ele faz isso de duas maneiras. Primeiro, o versículo 26 nos diz que o Espírito intercede por nós “com gemidos inexprimíveis”.

“E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.”

(Romanos 8:26, Bíblia Livre)

Esta é a terceira vez que encontramos a palavra “gemido” nesses versículos. A criação geme enquanto aguarda sua restauração. Nós gememos enquanto aguardamos a ressurreição do corpo. Agora aprendemos que o Espírito Santo geme enquanto intercede por nós.

Sabe aqueles momentos em que você nem consegue colocar suas orações em palavras? Você não tem certeza do que orar ou até mesmo de como dizer isso? É nessas horas que o Espírito ouve seus suspiros e gemidos e clama junto com você.

Essa é a primeira maneira pela qual o Espírito intercede por nós: com gemidos que as palavras não podem expressar.

2. O Espírito intercede por nós de acordo com a vontade de Deus

Em segundo lugar, o Espírito intercede por nós de acordo com a vontade de Deus.

Olhe para o versículo 27:

“E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois ele intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus.”

(Romanos 8:27, Bíblia Livre)

Vejamos: assim como o Espírito geme junto com você, Deus conhece a mente do Espírito, e o Espírito conhece a vontade de Deus. Essa é uma combinação perfeita para uma oração eficaz!

João diz algo semelhante sobre a confiança na oração:

“E esta é a confiança que temos diante dele: que se pedirmos alguma coisa conforme a sua vontade, ele nos ouve. E se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as coisas que lhe pedimos.”

(1 João 5:14-15, Bíblia Livre)

O Espírito conhece perfeitamente a vontade de Deus, e ele intercede por nós de acordo com a vontade de Deus. E isso significa que Deus responderá sempre. Que encorajamento precioso à oração!

Mesmo quando não sabemos exatamente o que devemos orar, mesmo quando podemos orar errado, o Espírito nos ajuda a orar. O Espírito ora o que teríamos orado se soubéssemos a vontade de Deus para a nossa situação.

O próprio Espírito intercede por nós com gemidos que as palavras não podem expressar e em perfeita conformidade com a vontade de Deus.

CONCLUSÃO:

Vivemos em um mundo caído que está sob uma maldição por causa do pecado. Essa maldição traz muita dor e sofrimento. Mas a boa notícia de Romanos 8 é que podemos perseverar em meio à dor porque temos esperança.

Temos esperança de uma nova criação, toda a criação renovada em Cristo e restaurada à sua antiga glória. Você acha que a criação de Deus é linda agora? Espere até vê-la restaurada.

Temos esperança pela ressurreição do corpo. Esses nossos velhos corpos ainda estão sujeitos à doença, ao pecado e à morte. Não podemos confiar neles. Eles envelhecem, se machucam, quebram.

Mas seu novo corpo será perfeito em todos os sentidos. Pense nisso! Você terá um corpo perfeito e estará vivendo em um mundo perfeito.

E mesmo que a maioria dessas esperanças seja para o futuro, você também tem a esperança da ajuda de Deus no presente. O Espírito ajuda você em sua fraqueza e, mesmo quando você não sabe o que orar, ele intercede por você de acordo com a vontade de Deus.

Esperança significa que você ainda não tem aquilo que espera, porque ainda está no futuro. E isso significa esperar. E esperar é difícil. Mas o Espírito de Deus está com você enquanto você espera.

Sim, todos nós passamos por muita dor e tristeza neste mundo caído. Mas podemos perseverar no presente porque temos esperança para o futuro. Então, mesmo diante do sofrimento, coloque sua esperança em Deus e na sua promessa de glória futura.

Vamos orar!

Por Diego Gonçalves

Publicado em 26 de junho de 2022 · Atualizado em 26 de outubro de 2026

Nesta série

Sermões em Romanos

6 de 8 · 75%

Ver a série completa (8 textos)

Todos os textos
  1. Quando Cristo Morreu Por Nós?
  2. Do jeito que você é (Romanos 8:28-29)
  3. Romanos 8:1-4 Livres do Pecado e da Culpa
  4. Romanos 8:5-11 Vivendo no Espírito
  5. Romanos 8:12-17 Adotados como Filhos de Deus
  6. Romanos 8:18-27 Nossa Esperança e Glória
  7. Romanos 8:28-30 Tudo coopera para o nosso bem
  8. Romanos 8:31-39 Mais que Vencedores

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