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SermõesSermões em Romanos7 de 8

Rm 8.28-30Tudo coopera para o nosso bem

Diego Gonçalvesatualizado 17 min de leitura3.315 palavras

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Neste texto

RESUMO: Em uma das passagens mais reconfortantes das Escrituras, Romanos 8:28-30 revela que Deus trabalha todas as coisas para o bem daqueles que O amam. Este sermão explora a “cadeia de ouro” da salvação (presciência, predestinação, chamado, justificação e glorificação), mostrando como Deus age soberanamente para nos conformar à imagem de Cristo. É uma mensagem de esperança e segurança, que nos lembra que nada em nossas vidas acontece fora do propósito de Deus e que, em Cristo, temos um destino glorioso garantido.

Para outros sermões desta série, clique:

  1. Livres do Pecado e da Culpa (Romanos 8:1-4)
  2. Vivendo no Espírito (Romanos 8:5-11)
  3. Adotados como Filhos de Deus (Romanos 8:12-17)
  4. Nossa Esperança e Glória (Romanos 8:18-27)
  5. Tudo Coopera para o Nosso Bem (Romanos 8:28-30)
  6. Mais que Vencedores (Romanos 8:31-39)

INTRODUÇÃO

Abra a sua Bíblia em Romanos 8. Vamos ler os versículos 28 a 30.

“E sabemos que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito. Pois aos que desde antes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

(Romanos 8:28-30, Bíblia Livre)

Ao longo dessa série, tenho dito que Romanos 8 é “o maior capítulo da Bíblia”. O que você acha? Alguns acham que esse título pertence ao Salmo 23, outros ao Salmo 91, alguns acham que é Hebreus 11 e outros ainda, 1 Coríntios 13.

O apóstolo Paulo sentado à mesa, com pena na mão e um livro aberto, escrevendo suas cartas
Valentin de Boulogne (atribuído), São Paulo escrevendo suas epístolas, c. 1618-1620. Museu de Belas Artes de Houston. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Todos eles são muito especiais. Mas, digamos que, se pudesse levar apenas um livro comigo para uma ilha deserta, seria a Bíblia. Se pudesse escolher apenas um livro da Bíblia, seria Romanos. E se pudesse escolher apenas um capítulo, seria Romanos 8. E, talvez mais impressionante, se pudesse escolher apenas um versículo desse capítulo, escolheria Romanos 8:28.

Agora, embora Romanos 8:28 seja muito querido e conhecido, os versículos 29 e 30 frequentemente permanecem nas sombras. Nem por isso a leitura deles deixa de nos desafiar. A ideia de predestinação, por exemplo, causa desconforto para muitos. Mas longe de ser um conceito opressor, predestinação, quando entendida corretamente, é uma fonte de consolo e segurança.

Acredito que a passagem de hoje não fala sobre Deus ditar os detalhes de nossas vidas de maneira arbitrária, mas sobre seu plano soberano que busca transformar nossa existência de acordo com sua imagem.

Por isso, ao nos voltarmos para Romanos 8:28-30, não os veremos isoladamente, mas como partes interligadas de uma mensagem maior: o bom propósito de Deus em nossa salvação. Começaremos com o versículo 28, para então compreender como ele se conecta com o restante dessa “cadeia de ouro” que revela o amor e o plano de Deus.

I. Tudo coopera para o bem de quem?

Romanos 8:28 nos apresenta uma das verdades mais reconfortantes da Bíblia:

“E sabemos que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito.”

(Romanos 8:28, Bíblia Livre)

Essa promessa nos convida a enxergar Deus agindo em todas as circunstâncias, não como fruto do acaso, mas como resultado direto de sua soberania e bondade.

O puritano Thomas Brooks ensinava que Deus, sendo bom, só pode dar e fazer o que é bom.

Mas é importante entender que isso não significa que todas as coisas em si são boas.

A Bíblia é clara em Isaías 5:20: não devemos chamar o mal de bem.

“Ai dos que chamam o mal de bem, e o bem de mal; que trocam as trevas pela luz, e a luz pelas trevas; e trocam o amargo pelo doce, e o doce pelo amargo!”

(Isaías 5:20, Bíblia Livre)

Ou seja, os sofrimentos, enfermidades e até mesmo o pecado são realidades ruins, mas Deus é capaz de usá-los para um propósito maior e bom.

A Bíblia exemplifica isso várias vezes. José foi traído pelos próprios irmãos e vendido como escravo, mas Deus transformou esse mal em um meio de preservar muitas vidas.

Jó enfrentou perdas extremas e enfermidades, mas Deus foi fiel e restaurou sua vida.

A crucificação de Jesus, o maior mal cometido, tornou-se o maior bem, trazendo salvação ao mundo.

Essas histórias nos mostram que Deus pode transformar qualquer situação para o bem, sejam erros do passado, provações do presente ou incertezas do futuro. Ele tem o poder de redimir até os momentos mais sombrios.

Contudo, essa promessa não é universal.

Romanos 8:28 é dirigida exclusivamente aos crentes, aqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu propósito.

Amar a Deus é a marca de todo verdadeiro cristão, como Jesus declarou ao identificar esse como o maior mandamento. Mas esse amor não é apenas uma emoção ou ideia; é um compromisso ativo e diário.

Do ponto de vista de Deus, os crentes são aqueles que foram chamados segundo seu plano soberano e eterno, não por mérito próprio, mas porque Ele os escolheu para cumprir seu propósito.

Essa palavra, “propósito“, nos lembra que Deus age intencionalmente, e nada escapa ao seu controle.

Romanos 8:28 nos chama a descansar nessa verdade: Deus está no controle, mesmo quando não conseguimos enxergar.

Em Cristo, temos segurança de que nada, absolutamente nada, pode nos prejudicar de forma última, porque Deus está operando até o pior para o nosso bem eterno. Ele molda cada detalhe de nossas vidas com o propósito maior de nos transformar à imagem de Cristo.

É essa certeza que nos permite confiar, mesmo quando os caminhos parecem incertos, porque Deus é fiel e está sempre trabalhando para o nosso bem.

II. Deus realiza seu bom propósito em nossa salvação.

Romanos 8:28 nos apresenta um princípio geral: Deus trabalha todas as coisas para o bem daqueles que o amam. E nos versículos 29 e 30, Paulo aplica esse princípio especificamente ao processo de salvação, descrevendo como Deus realiza o seu bom propósito na vida do crente.

Ele apresenta cinco ações, conhecidas como a “cadeia de ouro da salvação”, que revelam o plano soberano e gracioso de Deus.

Essas ações têm algumas características importantes. Primeiro, Deus é o agente de todas elas, mostrando que a salvação é obra exclusiva de Deus, e o ser humano, alcançado e capacitado pela graça, se arrepende e crê no evangelho. Segundo, as ações se aplicam ao mesmo grupo de pessoas: todos os que Deus conhece de antemão, Ele predestina, chama, justifica e glorifica. Essa sequência mostra a ordem do propósito de Deus para os que O amam. Paulo não diz aqui que quem foi chamado já não pode abandonar a fé; ele descreve o caminho que Deus garante a quem permanece em Cristo (Romanos 11:20-22; Colossenses 1:23).

A. PRESCIÊNCIA

A primeira etapa dessa cadeia é que Deus nos conheceu de antemão. Isso vai além de simplesmente saber quem seríamos. Na Bíblia, conhecer é amar com intimidade (Amós 3:2): Deus nos conheceu de antemão em amor, sabendo também quem responderia com fé à sua graça (1 Pedro 1:1-2).

Vemos um exemplo da presciência em Atos 2:23 que diz:

“Este, sendo entregue pelo determinado conselho e conhecimento prévio de Deus, sendo tomado, pelas mãos de injustos o crucificastes e matastes;”

(Atos 2:23, Bíblia Livre)

Assim, como Atos 2:23 explica sobre Jesus, o pré-conhecimento de Deus anda junto com o seu propósito soberano: a cruz não o pegou de surpresa.

Efésios 1:4 nos lembra que Deus nos escolheu antes da criação do mundo.

“Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor.”

(Efésios 1:4, Bíblia Livre)

Essa escolha é em Cristo (Efésios 1:4): Deus nos escolheu nele, e não por algum mérito nosso. Os eleitos são os que estão nele, e nele estão os que ouviram o evangelho e creram (Efésios 1:13).

Essa escolha é baseada apenas no amor eterno de Deus, como vemos em Jeremias 31:3 e Deuteronômio 7:7-8.

“O SENHOR apareceu a mim já há muito tempo, dizendo: Com amor eterno eu tenho te amado; por isso com bondade te sustento.”

(Jeremias 31:3, Bíblia Livre)

“Não por ser vós mais que todos os povos vos quis o SENHOR, e vos escolheu; porque vós éreis os menores de todos os povos: Mas sim porque o SENHOR vos amou, e quis guardar o juramento que jurou a vossos pais, vos tirou o SENHOR com mão forte, e vos resgatou de casa de servos, da mão de Faraó, rei do Egito.”

(Deuteronômio 7:7-8, Bíblia Livre)

Então, em linhas gerais, Deus me conhece. Ele me conhecia antes mesmo de eu nascer. E, por mais difícil que seja para a nossa mente entender, ele me conhecia antes mesmo de criar o universo. Tudo o que fiz, tudo o que sou e tudo o que serei, Deus sempre soube. E isso é verdade para todos que habitarão este planeta.

Mas, novamente, esta passagem não é dirigida a todos. Em vez disso, Paulo está se referindo àqueles que também são predestinados, chamados, justificados e glorificados, isto é, àqueles que são o povo de Deus, seus escolhidos. Antes de Deus me criar, ele sabia que eu seria dele e agiu para me preparar para viver com Ele por toda a eternidade.

B. PREDESTINAÇÃO

A segunda etapa é a predestinação.

“Pois aos que desde antes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem do seu Filho, para que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.”

(Romanos 8:29, Bíblia Livre)

Romanos 8:29 nos diz que Deus nos predestinou para sermos conformados à imagem de Cristo. Essa predestinação não é um controle arbitrário, mas uma garantia do destino final que Deus planejou para nós: sermos transformados para refletir plenamente a glória de Cristo. Essa transformação não é apenas individual, mas acontece no contexto de uma família espiritual, onde Jesus é o “primogênito entre muitos irmãos”, o modelo perfeito que Deus está restaurando em nós.

Com base nisso, podemos afirmar com segurança: Deus predestinou todos aqueles que Ele conheceu de antemão. No entanto, predestinação é uma palavra que muitas vezes causa desconforto, pois evoca a ideia de sermos fantoches nas mãos de um manipulador, como se nossas ações fossem completamente dirigidas sem nossa participação. Mas não é a isso que Paulo está se referindo. Aqui, predestinação diz respeito ao resultado final, ao objetivo divino de nos tornar como Cristo.

Essa ideia remonta ao relato da criação em Gênesis 1, onde os seres humanos foram criados à imagem de Deus. Embora o pecado tenha distorcido essa imagem, Deus está trabalhando ativamente para restaurá-la em seus escolhidos. Ele não apenas nos salva, mas nos molda de maneira contínua para refletirmos o caráter de seu Filho.

Independentemente do que aconteça nesta vida, podemos ter certeza de que Deus usará tudo para nos conformar à imagem de Cristo. Essa promessa não significa que nossa vida será fácil ou isenta de sofrimento. A Bíblia não promete conforto temporal, mas assegura que Deus utiliza todas as circunstâncias, boas e ruins, para nos preparar para algo infinitamente melhor. Ele está formando em nós o reflexo de Cristo, para que um dia, plenamente restaurados, possamos desfrutar da glória eterna em sua presença.

C. CHAMADO

A terceira etapa na “cadeia de ouro” é o chamado. Romanos 8:30 diz:

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

(Romanos 8:30, Bíblia Livre)

Esse chamado não é apenas um convite, mas o momento em que Deus age para trazer o crente a Ele.

A Bíblia apresenta dois tipos de chamado. O chamado externo é a proclamação geral do evangelho, como em Mateus 22:14: “Pois muitos são chamados, porém poucos escolhidos.” (Bíblia Livre) Esse chamado vai a todos, mas nem todos respondem. Já o chamado interno é o trabalho do Espírito Santo, que convence, ilumina e liberta a vontade para que o pecador possa crer. Esse chamado pode ser resistido (Atos 7:51); quem o atende é justificado e nasce de novo pela fé. Esse é o chamado que Paulo descreve em Romanos 8:30, o que leva à justificação e, por fim, à glorificação.

Aqueles que Deus conheceu e predestinou são também chamados. Isso levanta uma pergunta: o chamado de Deus pode ser rejeitado? Eu não sou calvinista, mas este versículo parece indicar que todos os que recebem esse chamado também são justificados. Paulo, porém, fala aqui dos que atenderam ao chamado: os “chamados de acordo com seu propósito” (v. 28) são os que amam a Deus. O chamado pode ser rejeitado (Mateus 23:37; Atos 7:51), e quem o atende é justificado.

Mas Deus só chama quem Ele sabe que responderá? Se Deus me conhecia antes da criação, então ele sabia como eu responderia a ele se fosse chamado. Ele sabia quem responderia ao chamado do evangelho.

“E sabemos que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito.”

(Romanos 8:28, Bíblia Livre)

Isso mostra que os “chamados de acordo com seu propósito” são os que atenderam ao chamado: Deus chama todos pelo evangelho e pela graça que vem antes (Tito 2:11; João 12:32), e sabia de antemão quem, alcançado por essa graça, responderia com fé e amor.

O chamado atendido é mais do que um convite. É o momento em que Deus transforma a vida do pecador, levando-o à conversão e salvação. É uma obra de Deus que continua o processo de redenção, movendo o crente em direção à justificação e, finalmente, à glorificação.

D. JUSTIFICAÇÃO

A quarta etapa é a justificação. Paulo afirma que

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

(Romanos 8:30, Bíblia Livre)

Isso significa que Deus declara o pecador justo por meio da fé, como descrito em Romanos 5:1.

“Portanto, agora que somos justificados pela fé, tenhamos paz com Deus por meio do nosso Senhor Jesus Cristo.”

(Romanos 5:1, Bíblia Livre)

A justificação é o ato em que Deus perdoa os nossos pecados, nos declara justos e nos dá paz com Ele por meio de Cristo. É simples: Deus chama, nós cremos, e Ele nos justifica.

Deus fez por nós o que jamais poderíamos fazer sozinhos. Como juiz, Ele nos declarou justos diante d’Ele, algo que seria impossível alcançar por nossos próprios méritos.

E mais, Deus não espera que façamos algo para merecer a justificação. Ele não a oferece como recompensa por nossos esforços. Ele simplesmente a concede. Se Deus chamou, Ele também justificou. É uma obra completa, parte do plano perfeito de salvação que Ele já realizou.

E. GLORIFICAÇÃO:

A última etapa é a glorificação.

“E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou.”

(Romanos 8:30, Bíblia Livre)

A glorificação é o estágio final, onde seremos completamente transformados à semelhança de Cristo. Receberemos corpos glorificados, estaremos livres da natureza pecaminosa e desfrutaremos de comunhão eterna com Deus.

Note que Paulo fala no passado (“lhes deu sua glória”) para destacar que, do ponto de vista de Deus, essa promessa já está garantida.

Filipenses 1:6 reafirma:

“E disto tenho certeza: aquele que começou a boa obra em vós irá completá-la até o dia de Cristo Jesus.”

(Filipenses 1:6, Bíblia Livre)

Além disso, uma expressão que Paulo usou repetidamente é “em Cristo”; Eu estou em Cristo. Se Cristo foi glorificado, e eu acredito que ele foi, então eu também tenho sido, já que estou nele. Eu ainda não experimento isso em meu corpo mortal, mas aguardo o dia em que a plenitude do que me foi dado será revelada.

Portanto, essas cinco etapas (presciência, predestinação, chamado, justificação e glorificação) formam uma sequência que revela o propósito de Deus para os que estão em Cristo. Esse processo revela que Deus começou a obra da salvação na eternidade passada e a concluirá na eternidade futura. Ele é o autor e consumador da nossa fé, e podemos descansar na certeza de que nada escapará de suas mãos.

III. A Sua Certeza Como Crente em Cristo

Por isso, você pode ter grande confiança e segurança em sua salvação. A segurança da salvação muitas vezes é vista como algo que depende apenas da nossa fé em Cristo. De fato, é aí que ela começa para nós. Mas Paulo, em Romanos 8:29-30, nos apresenta uma base mais firme e preciosa: nossa certeza não está ancorada no que fazemos, mas na obra de Deus.

A. Passado

Nossa certeza começa com a escolha de Deus antes da fundação do mundo. Ele nos amou e nos escolheu, não por mérito ou superioridade, mas por sua graça e amor eternos. Como Romanos 8:29 explica, Deus nos predestinou para sermos conformados à imagem de Cristo.

Ele nos escolheu para sermos parte de sua família, moldados à semelhança de seu Filho. Essa escolha divina nos dá confiança porque não depende de nós, mas do amor imutável de Deus.

B. Presente

A segurança continua no presente por meio do chamado de Deus. O evangelho é proclamado a todos, e o Espírito Santo chama a todos; a nossa fé em Cristo é a evidência de que atendemos a esse chamado.

Como vimos, Deus não apenas convida; pela graça, Ele vai adiante, desperta e capacita o pecador para que ele responda. Saber que nossa fé só existe porque a graça de Deus veio primeiro fortalece nossa segurança e confiança na salvação.

C. Futuro

Por fim, nossa certeza é confirmada pela promessa de Deus para o futuro. Romanos 8:30 diz que aqueles que Deus justificou, Ele também glorificou. Embora a glorificação ainda seja futura para nós, do ponto de vista de Deus, ela já está concluída. Deus é fiel para cumprir sua promessa. Se permanecemos em Cristo, nossa glorificação é tão certa quanto se já tivesse acontecido.

Assim, enquanto Deus trabalha de maneira linear, da eleição à glorificação, nós experimentamos a salvação a partir do presente. Começamos com a fé, que nos leva a reconhecer a eleição no passado e a confiar na glorificação no futuro. O resultado é uma certeza plena, não baseada em nossos esforços, mas na obra soberana de Deus.

Como crentes, podemos descansar nessa segurança. Deus nos escolheu no passado, nos chamou no presente e garantiu nossa glorificação no futuro. Essa verdade nos dá paz e confiança, pois sabemos que nada pode frustrar os planos de Deus para aqueles que estão em Cristo.

CONCLUSÃO:

Hoje, vimos que Romanos 8:28-30 nos revela a grandiosidade do plano de Deus para a nossa salvação. Este é, sem dúvida, um dos trechos mais preciosos das Escrituras, porque nos lembra que Deus trabalha em todas as coisas para o bem dos que o amam. Ele transforma até as piores circunstâncias para o bem maior de nos conformar à imagem de Cristo e garantir a segurança da nossa salvação eterna.

Portanto, se você está em Cristo, sua segurança é real e firme: nada pode separá-lo do amor de Deus enquanto você permanece nele pela fé (Romanos 8:38-39; João 15:4-6). Não importa o que você enfrente, Deus está no controle. Ele é fiel para cumprir o que começou em sua vida. Não há razão para temer, porque aquele que te amou, predestinou, chamou, justificou e glorificou jamais deixará de agir em seu favor. A promessa permanece:

“E sabemos que todas as coisas juntamente contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, dos que são chamados segundo o seu propósito.”

(Romanos 8:28, Bíblia Livre)

Vamos agora orar juntos!

Por Diego Gonçalves

Publicado em 3 de julho de 2022 · Atualizado em 29 de outubro de 2026

Nesta série

Sermões em Romanos

7 de 8 · 88%

Ver a série completa (8 textos)

Todos os textos
  1. Quando Cristo Morreu Por Nós?
  2. Do jeito que você é (Romanos 8:28-29)
  3. Romanos 8:1-4 Livres do Pecado e da Culpa
  4. Romanos 8:5-11 Vivendo no Espírito
  5. Romanos 8:12-17 Adotados como Filhos de Deus
  6. Romanos 8:18-27 Nossa Esperança e Glória
  7. Romanos 8:28-30 Tudo coopera para o nosso bem
  8. Romanos 8:31-39 Mais que Vencedores

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