
Crescer na graça: seguir a nuvem e o relógio de Deus
Cresçam, porém, na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A ele seja a glória, agora e para sempre! Amém.
(2Pe 3:18, NVI)
“Crescer na graça e no conhecimento.” Hoje eu gostaria de chamar a sua atenção para essa palavrinha: crescer. Ela talvez seja o ponto mais alto da nossa vida espiritual, porque você continua respondendo a Deus na medida em que cresce. A novidade de vida que Jesus propõe pra nós está muito ligada à nossa capacidade de crescer pra viver o novo de Deus, que nos espera nessa nova medida. Quando crescemos, vivemos coisas novas.
É como estar na escola: cada ano que passa, você aprende algo novo e adquire um novo aprofundamento no conhecimento. Com Deus, acredito que seja assim também. Quando paramos de crescer, as coisas vão ficando sem sabor, com gosto de insatisfação.
O maná que enjoa e o chiclete que endurece
A Bíblia conta que os nossos antepassados precisaram mastigar o mesmo maná. Depois de um tempo comendo aquilo, começaram a se sentir enjoados e insatisfeitos, desejando outras coisas (Nm 11:4-6). O maná, que era muito bom, passou a ser rejeitado. Não por mera rebeldia, mas porque já não satisfazia da mesma forma que antes.
Quando a gente não cresce na fé, fica mastigando o mesmo chiclete espiritual. O açúcar vai embora, o chiclete vai ficando duro e logo cansamos de mastigar. O passo seguinte é cuspir fora. Chega uma hora em que a agonia é tão grande que dá vontade de colar o chiclete debaixo do banco, porque não conseguimos mais mantê-lo na boca. Da mesma forma, as coisas de Deus perdem o toque de novidade quando paramos de crescer.
Acompanhar Deus quando ele se move
Quando olhamos para as Escrituras, vemos um Deus em movimento o tempo todo, um Deus que cria novos movimentos. Talvez esse seja o nosso maior desafio: acompanhar Deus quando ele se move. Não basta perceber que Deus se moveu, é preciso ter a disposição de ir e seguir com ele.
Uma das coisas que mais me chama atenção é como Deus se movia com o seu povo no Antigo Testamento. E algo que me impressiona ainda mais é ver o povo de Deus no deserto seguindo a nuvem. Imagine só: em cima tem a nuvem, você olha pra trás e não tem nada, olha pra frente e não tem nada, olha pros lados e também não tem nada. Aí Deus diz que, se a nuvem parar e baixar, é pra montar o acampamento, porque ali vão ficar (Nm 9:17-18).
Todos os dias, de manhã, você sai da tenda e vê se a nuvem subiu. Se subiu, tem que arrumar as barracas, porque o povo vai seguir adiante. Num dia a nuvem para, no outro ela sobe. A nuvem para e aquele povo todo arma as barracas, instala todo mundo, crianças, idosos, ajeita tudo, dorme, e no dia seguinte a nuvem subiu. É hora de partir.
Entre outros ensinamentos, uma das coisas que vejo aqui é que há mudanças que Deus faz na nossa vida que são apenas deslocamentos. Agora pensa comigo: e quando Deus ficava três meses, um ano, dois anos, quem sabe, no mesmo lugar? Dois anos depois, a nuvem sobe e o povo precisa desmontar o acampamento.
Se aquele povo só tivesse que olhar uns poucos dias pra trás, não haveria problema: você não teria comprado nada de novo, e tudo o que tinha era o que levava consigo. Mas imagine depois de três, quatro, cinco anos acampado. Você já construiu uma tenda melhor, colocou uma porta na entrada, cavou um poço, conquistou algumas coisas. Com tudo isso adquirido, vai ficando mais difícil deixar pra trás.
Às vezes penso em Noé. Ele trabalhou dedicado durante 100 anos naquela arca, e Deus usou a arca por 40 dias e depois, por assim dizer, falou: “Obrigado, Noé, pode desapegar da arca agora, porque ela já serviu aos meus propósitos.” Se Noé tivesse um pouquinho de apego, teria tido sérios problemas pra desapegar. E, por certo, muita gente no deserto teve dificuldade de acompanhar a nuvem e preferiu ficar sozinha no sol quente a largar o que tinha conquistado naquele período.
Uma das coisas mais difíceis, e que nos faz perder a novidade de vida, é não crescer com Deus, é permanecer no nível em que já nos acostumamos.
Aprendemos a largar o trauma, mas não o que foi bom
Como igreja, estamos bem resolvidos em algumas áreas. Nos sermões e nos estudos bíblicos, por exemplo, sempre buscamos aplicar as lições que aprendemos pra combater aqueles registros negativos e traumáticos que travam a nossa vida. A igreja trabalha constantemente nisso: em arrancar você dos traumas, frustrações, abusos, perdas, tudo aquilo que cria um limitador na sua vida. Hoje temos até pós-graduação em teologia e seminários de aconselhamento pastoral e terapêutico, e damos graças a Deus por isso, porque de fato é uma coisa boa.
Agora, somos pouco trabalhados pra largar aquilo que é bom, aquilo do passado que nos deixou pontos positivos, que nos deu estima, senso de valor e utilidade. Só que às vezes aquilo já venceu o prazo de validade e não faz mais sentido continuar.
Dias atrás eu estive pensando em como as coisas de Deus, quando morrem, não são percebidas de imediato. Sabe por quê? Porque elas continuam de pé, continuam produzindo resultados.
Adão, por exemplo, morreu, mas não foi enterrado no dia seguinte. Ele andou morto por um tempão, porque a vida de Deus já não estava mais nele. Continuou vivendo como se nada tivesse acontecido, ainda produzia, ainda fazia, mas, pra Deus, já estava morto. No dia em que Deus saiu dele, houve um desligamento espiritual, e Adão continuou produzindo até o dia em que de fato morreu. Só que todos perceberam que ele já estava morto havia muito tempo.
Isso nos alerta: podemos ter coisas de Deus na nossa vida que continuam existindo mesmo depois que a vida de Deus saiu delas. O Deus da vida ainda conversava com Adão, mas a vida de Deus não estava mais nele. O problema é que, como Adão, muita gente demora a perceber que a vida de Deus já não está presente.
E como saber? Às vezes nem é nas coisas em que estamos envolvidos, mas na nossa própria vida. Em Êxodo 33, o Senhor disse a Moisés que enviaria um anjo com ele, e que teria grandes conquistas. E Moisés respondeu que não queria o anjo se o Senhor não fosse junto. Deus então disse: “A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso” (Êx 33:2, 14-15). Essa passagem revela que um anjo de Deus pode te dar vitórias e trazer conquistas, mas não traz descanso. Às vezes Deus saiu de cena e os anjos continuam trabalhando por um tempo. A ausência do descanso e a presença da fadiga começam a dar sinais de que a presença de Deus já não está conosco, ou naquilo que estamos fazendo.
Por isso um dos maiores desafios é continuar conectados com Deus, em renovação de mente, em oração e vigilância, e assim nos mantermos no calendário de Deus, na vida de Deus. Isso, às vezes, implica cortar até coisas boas. É difícil cortar coisas boas, especialmente quando vieram de Deus, quando Deus esteve nelas. Nosso desafio é continuar online com Deus. Pra lidar com traumas, perdas e marcas negativas, parece que temos muitas ferramentas boas. Mas pra largar o que é bom e já venceu o prazo de validade, parece que nos faltam ferramentas.
Sansão e Saul: Deus saiu e eles não perceberam
Pense em Sansão. Numa série que fizemos sobre ele, vimos que, em determinado momento, ele arranca os portões de uma cidade, carrega-os nas costas (Jz 16:3), mata filisteus, mas depois morre de sede (Jz 15:18). Quando teve o cabelo cortado, houve um ponto de ruptura que ele não recuperou. A Bíblia diz que Sansão não sabia que o Senhor o tinha deixado, porque até aquele momento ele ainda tinha a força (Jz 16:20).
Na minha opinião, esse é um dos finais mais tristes da vida dele. Cego e amarrado numa moenda, pediu a Deus que restaurasse suas forças, e Deus restaurou (Jz 16:21-30). Ele matou seus inimigos, mas morreu junto. Se tivesse pedido a Deus que restaurasse a visão, em vez da força, talvez não tivesse morrido e ainda derrotasse os inimigos. Quando começamos a perder a vida e a visão, o que mais nos incomoda é perder a força. Queremos a todo custo a força ministerial de volta, e não os olhos pra ver o que Deus está fazendo e onde ele está.
Deus tinha deixado Sansão, e Sansão não sabia. Em algum momento, o Espírito do Senhor também se retirou de Saul (1Sm 16:14), e ele não percebeu. Ainda bem que nosso modelo não é Sansão nem Saul. Nosso modelo está na cruz. No único momento em que Deus se separou de Jesus, ele clamou: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (Mt 27:46). Jesus sentiu na hora a separação, e o cálice mais terrível não era morrer na cruz, mas ser separado de Deus. Jesus carregava o pecado de toda a humanidade, e Deus, que é totalmente santo, não podia estar ali com seu Filho.
Esse é o desafio pra nós. Como saber que Deus saiu, principalmente quando as coisas estão boas? Como saber, se tudo ainda parece estar funcionando? Só há um jeito de Deus nos mostrar que saiu: algo precisa dar errado. Se ele deixa tudo bem, a gente não enxerga.
Em Lc 5:4-7, Pedro chamou outro barco pra ajudá-lo com a pesca, não porque quisesse dividir sua prosperidade, mas porque o barco dele estava afundando de tão cheio. Ele precisava salvar o que tinha. O nosso desafio, então, é sermos sensíveis pra perceber quando Deus não está mais presente, mesmo que as coisas ainda pareçam boas.
Falta e fartura
Aí começamos a entender quando Paulo diz que aprendeu a viver com falta, mas também teve que aprender a viver com fartura (Fp 4:11-12). Sendo bem sincero, não sei qual das duas situações é a mais perigosa. De uma coisa eu sei: a escola da falta e da escassez não exige tanta santidade pra sobreviver, mas a escola da fartura exige. Paulo diz que teve que aprender uma coisa e a outra.
O desafio é manter o mesmo clamor, a mesma devoção, a mesma dependência do Espírito Santo na falta e também na fartura. É manter a mesma compaixão e misericórdia que temos quando estamos na parte mais fraca da corda também quando estamos na parte mais forte. Eu já fui muito duro com algumas pessoas quando estava na parte mais forte da corda. Até que chegou a minha vez de estar na parte mais fraca, e percebi o quanto tinha sido severo. Quando estamos na parte mais fraca, é mais fácil aprender compaixão e misericórdia, já que, naquele momento, se Deus não estende a mão, você morre. Quando estamos na parte mais forte, a percepção não é a mesma.
Quando não temos nada, nos voltamos para o casamento. Não porque valorizamos o casamento, mas porque não temos mais nada. Quando a igreja está em crise com a gente, quando o ministério não vai bem, ou quando o mundo vai mal, como na pandemia, nos voltamos para a família. Não porque amávamos a família ou orávamos mais, mas porque não havia mais nada pra fazer. Até orar a gente orou. Só que isso era Deus criando uma facilidade do lado de fora pra recuperar as coisas perdidas do lado de dentro.
Uma das coisas mais difíceis é continuar online com Deus quando as coisas ficam boas. E só existe um jeito de perceber isso: quando as coisas ficam ruins.
Correção e açoite
Acho interessante o que está escrito em Hb 12:6-8: Deus corrige e açoita todo aquele a quem considera filho. Corrigir e açoitar é uma pedagogia de Deus pra ensinar os filhos, uma pedagogia do amor, porque ele faz isso com todo aquele que tem por filho.
Mas há uma diferença entre correção e açoite. Provérbios diz que o açoite é para as costas do tolo (Pv 26:3). O açoite não ensina, ele é para quem não aprende com a correção. Quando vem o açoite, a gente para não porque aprendeu a lição, mas porque dói. Há áreas da nossa vida em que, se Deus tirar a dor, continuaremos na desobediência. Uma coisa é a correção, outra coisa é o açoite.
Veja bem: a gente faz dieta não por arrependimento da gula, mas porque quer cuidar da saúde ou, muitas vezes, porque quer ficar bonito. Mesmo o que é bom, como cuidar da saúde, muitas vezes é feito com a motivação errada. Não é arrependimento verdadeiro, é desejo de melhorar a própria imagem ou o próprio bem-estar, em vez de corrigir a vida pra sermos um templo disponível pro Espírito Santo fazer o que ele deseja. Na dor, acabamos fazendo o tratamento necessário.
O difícil, nos dias de hoje, é continuar no processo de andar online com Deus, desenvolver nosso crescimento com ele e avançar na vida com o Senhor. O desafio é continuar ativos na vontade de Deus, onde a novidade de vida segue operante. Pra nós, especialmente pastores e pastoras, o desafio é estarmos disponíveis pra essa renovação de mente. E ela passa por lidar com aquilo que se tornou velho.
Os tempos de Deus e o relógio de Deus
Quando a Nova Aliança foi chamada de “nova”, ela automaticamente tornou velha a aliança anterior (Hb 8:13). E eu gosto quando a Bíblia se refere a ela como “nova e eterna”, porque, se fosse só nova, poderia vir outra. Sendo eterna, ela continua se renovando ao longo do tempo.
Eu sou fraquinho em escatologia, então procuro ouvir alguns irmãos que entendem mais do assunto, porque realmente é um ponto cego pra mim. Tento ouvir os menos chatos, porque até hoje não encontrei nenhum que não seja um pouco chato. Uma das coisas que entendo é que há diferença entre o “tempo do fim” e os “finais dos tempos”. O tempo do fim parece se referir ao encerramento de todas as coisas, mas a Bíblia fala também de finais de tempos, no plural. Isso significa que há tempos de Deus que se findam sobre a Terra, tempos que se encerram. E podemos continuar vivendo num tempo que já se foi, desconectado da eternidade, enquanto o relógio da nossa vida continua.
Um exemplo é o rei Ezequias. A Bíblia diz que ele fez tudo conforme o seu pai Davi (2Rs 18:1-5), só que o pai biológico de Ezequias era Acaz. Davi, por assim dizer, era o relógio de Deus na terra. Em 2 Reis 20, o profeta vai até Ezequias e diz: “Você vai morrer. Ponha a sua casa em ordem.” Ezequias chorou e pediu mais tempo de vida. Deus lhe deu mais 15 anos, mas Ezequias pediu uma confirmação, um sinal. Só o fato de pedir sinal já atesta, a meu ver, que estava desconectado dele. Pediu que o sol retrocedesse, e Deus atendeu. O relógio de Acaz, o pai biológico, continuou contando o tempo, mas Ezequias saiu do relógio de Deus. E nesses 15 anos extras ele gerou Manassés (2Rs 21:1), um dos piores reis de Judá.
Esse é o perigo de sair do relógio de Deus sem perceber, porque as coisas continuam funcionando. Ou de querer sair do relógio de Deus porque as coisas não parecem estar funcionando como esperamos.
No tempo em que os reis saíam pra guerra, Davi decidiu ficar em casa (2Sm 11:1), e isso trouxe muitos problemas. Fora do tempo de Deus, ele se desconectou: olhou, tocou no que não devia, e o resultado foi desastroso. No entanto, se arrependeu e voltou ao relógio de Deus. Depois da morte do filho, Davi se levantou, tomou banho, vestiu-se e voltou a comer. Quando questionado, disse que chorou enquanto pôde, mas agora o filho tinha ido e não podia trazê-lo de volta: ele é que iria até ele, e não o contrário (2Sm 12:20-23). Davi começou então uma caminhada de recuperação espiritual, e um dos sinais mais claros dessa volta ao relógio de Deus é o Salmo 51. É como se ele dissesse: “Deus, queres o trono? Pega. Queres a coroa? Pega. Queres o cetro? Pega. Mas não retires de mim o teu Espírito. Devolve-me a alegria da tua salvação.” Davi entendeu que o essencial não eram as coisas, mas a presença de Deus em sua vida.
O desafio é caminhar no relógio de Deus, continuar crescendo e nos desenvolvendo com ele. As maiores dificuldades não estão nas coisas que nos marcaram negativamente, porque pra isso temos muitas ferramentas e apoio. O verdadeiro desafio está em saber se desprender do que é bom, do que já funcionou um dia e parece estar funcionando ainda, quando na verdade já passou o tempo de Deus. Muitas das nossas dores vêm do fato de percebermos primeiro que Deus saiu de uma situação, de um lugar ou de um movimento, enquanto tudo parece continuar funcionando. Isso pode nos confundir, mas é um risco grande viver fora do relógio de Deus, ainda que as coisas estejam indo bem no plano humano.
Pedro e a entrega que a gente perdeu
Quero terminar olhando mais uma vez pra Pedro. Depois de tantos fracassos e decepções consigo mesmo, depois de cair nas coisas de que o próprio Jesus o tinha alertado (Lc 22:31-34), ele já não tinha mais a mesma confiança, a mesma entrega total. Tinha negado o Senhor. O Senhor tinha sido crucificado de forma cruel. Pedro se sentia muito culpado. Então, pra espairecer e esfriar a cabeça, decide voltar à velha vida: chama os amigos e vai pescar (Jo 21:3).
A pescaria foi um fiasco. Depois de tentar a noite inteira, sem pegar nenhum peixe, Pedro ouve a voz de um desconhecido gritando da praia: “Lancem as redes para o outro lado!” (Jo 21:6). De repente acontece um grande milagre, e Pedro reconhece que aquele desconhecido era Jesus. Depois Jesus pergunta três vezes: “Pedro, você me ama?” E Pedro responde: “Senhor, tu sabes que eu te amo” (Jo 21:15-17).
Imagino essa conversa com Jesus dizendo: “Eu não estou atrás da sua perfeição, Pedro. Estou atrás daquela entrega que você tinha, daquele desejo de ir até o fim, até a morte. Você não estava preparado pra ir onde achava que estava, e isso eu já sabia. Mas o que me fez te escolher foi justamente essa entrega. O que aconteceu? Quais foram as decepções que diminuíram essa entrega? Quantos por cento dela foram se perdendo? Eu preciso daquela entrega original, daquela paixão genuína que te consumia. Fica tranquilo, tudo isso, até as peneiras de Satanás, faz parte do seu aperfeiçoamento.”
Naquele dia, Pedro teve uma pesca muito mais gloriosa depois da negação do que antes. Por quê? Porque Jesus foi lá e reativou aquela entrega. Pedro já estava com uma entrega parcial, e não era mais o cem por cento de antes. Mas Jesus não estava atrás de um Pedro perfeito. Estava atrás da entrega genuína, daquela vontade, daquele desejo ardente.
Quantos de nós vimos nossa entrega diminuir? Não se trata de perfeição, mas daquela entrega profunda que você tinha. Jesus quer reavivar isso em nós.
Senhor, te damos graças. Renova o espírito da nossa entrega. Renova em nós aquela entrega profunda e genuína. Desfazemos nossas defesas, nos desprendemos das nossas acomodações, e queremos prosseguir com essa entrega louca, intensa e genuína. Esse fogo que nos consome, Senhor, e que só nos deixa em paz enquanto está em alta temperatura.
Nós nos devolvemos pra Ti, Senhor. Não nos deixes parar nas nossas limitações mentais, humanas ou emocionais. Queremos prosseguir com aquela entrega profunda e genuína, a entrega que só Tu podes fazer.
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