
SermõesSermões em Mateus13 de 28
Mt 1:18-25A Anunciação: O nascimento de Jesus
Neste texto
- INTRODUÇÃO:
- O texto bíblico
- I. O dilema de José (18-19)
- A. Uma promessa de casamento.
- B. Maria conceberá a criança através do Espírito Santo (Lucas 1:35)
- C. José tinha em mente divorciar-se dela em silêncio (Deuteronômio 22:23-24)
- II. O sonho de José (20-23)
- A. Concebido pelo Espírito Santo
- B. Um filho chamado Jesus que salvará do pecado (Salmo 130:8)
- C. Emanuel: “Deus conosco” (Isaías 7:14; João 1:1,14)
- III. A decisão de José (24-25)
- A. Levou Maria para casa como sua esposa
- B. Não teve união com ela até que ela deu à luz (Mateus 13:55-56)
- C. Deu-lhe o nome de Jesus
- CONCLUSÃO:
SÉRIE DE ESTUDOS NO EVANGELHO DE MATEUS #002
INTRODUÇÃO:
Estamos seguindo a história do nascimento de Jesus através dos capítulos iniciais do evangelho de Mateus. Na semana passada, olhamos para a genealogia de Jesus, e hoje falaremos do nascimento de Jesus. O texto que vamos estudar se encontra em Mateus 1.18-25. Pegue a sua Bíblia e venha comigo!
João Pedro, meu filho primogênito, nasceu numa terça-feira, 16 de julho de 2002, às 2 da tarde. E isso aconteceu nos primórdios da internet, ou seja, muito antes do Instagram, bem antes do Facebook e, pasmem, até mesmo antes do Orkut. Naquela ocasião, me lembro de dar a notícia do nascimento do meu filho à moda antiga da internet: por e-mail! Eu tinha uma grande lista de amigos e colegas que utilizavam exclusivamente o e-mail para se comunicarem.
Deixe-me abrir um parêntese aqui. Infelizmente, não consegui recuperar esse e-mail, porque ele pertencia à empresa em que eu trabalhava na época, e que hoje nem existe mais. Mas me lembrei de uma amiga chamada Denise, que trabalha numa empresa de cadeados desde aquela época. Vivíamos trocando e-mails. Talvez ela tenha guardado esse. Acho muito improvável, pois já se passaram quase 21 anos desde o ocorrido. Pronto, fecho o parêntese.
A informação que eu realmente gostaria que você soubesse é que naquela tarde de terça-feira, por volta das 14h do dia 16 de julho de 2002, todos os meus amigos e colegas estavam lendo o e-mail que anunciava que o João havia nascido naquele dia. Eu estava tão animado com a chegada do meu filho ao mundo que eu queria de todo modo anunciar o seu nascimento a todos os meus amigos o mais rápido possível. A verdade é que, se houvesse uma competição do tipo “e o e-mail do ano de 2002 vai para…”, tenho certeza de que teria ganhado, porque continha o incrível anúncio do nascimento do meu filho.
No texto de Mateus desta noite, nós também encontramos o anúncio de um nascimento, mas ele não concorria ao prêmio de “e o nascimento do ano vai para…”. Esse anúncio coroava “o nascimento de um Salvador para todos os anos, de todas as eras”.
Na primeira parte do versículo 18, Mateus diz:
“E o nascimento de Jesus Cristo foi assim:”
(Mateus 1:18, Bíblia Livre)
A palavra “Cristo” significa Messias. Você deve se lembrar que na semana passada comentamos que o evangelho de Mateus apresenta Jesus especialmente como Messias e Rei. Portanto, o que Mateus está querendo nos dizer é que o nascimento de Jesus, que é o Messias prometido por Deus, aconteceu.
Uma das coisas que você precisa perceber é que o nascimento de Jesus não foi um nascimento comum: foi um milagre do começo ao fim, e nós o chamamos de milagre da encarnação.
Ou seja, é o milagre do amor de Deus por nós. Porque Deus milagrosamente veio à terra através de Jesus para nos salvar dos nossos pecados.
O texto bíblico
“E o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando sua mãe Maria desposada com José, antes que se ajuntassem, ela foi achada grávida do Espírito Santo. Então José, seu marido, sendo justo, e não querendo a expor à infâmia, pensou em deixá-la secretamente. E ele, pretendendo isto, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está concebido é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e tu chamarás seu nome Jesus; porque ele salvará seu povo de seus pecados. E tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamarão seu nome Emanuel, que traduzido é: Deus conosco. E despertando José do sonho, fez como o anjo do Senhor tinha lhe mandado, e recebeu sua mulher. E ele não a conheceu intimamente, até que ela deu à luz um filho, e lhe pôs por nome JESUS.”
(Mateus 1:18-25, Bíblia Livre)
I. O dilema de José (18-19)
A pergunta mais cabível desta hora é: como aconteceu o nascimento de Jesus?
A. Uma promessa de casamento.
O nascimento de Jesus começa, apropriadamente, com uma história de amor. Vamos ler todo o versículo 18:
“E o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando sua mãe Maria desposada com José, antes que se ajuntassem, ela foi achada grávida do Espírito Santo.”
(Mateus 1:18, Bíblia Livre)
Maria foi prometida para se casar com José. E naquela época havia três passos para um casamento judaico acontecer.
Primeiro, havia o período de preparação para o noivado, que muitas vezes começava com os pais organizando o casamento enquanto os cônjuges ainda eram crianças.
Em seguida, vinha o noivado. Durante esse período, o casal já era considerado marido e mulher perante a lei, mas não podia, de jeito nenhum, viver junto como marido e mulher, ou seja, não podia ter relações sexuais até que estivesse realmente casado.
Interessante é que o noivado era visto como uma relação pública, jurídica, contratual e vinculativa, com duração de 1 ano, e só poderia ser quebrada pelo divórcio.
Por fim, após o ano de noivado, os noivos se casariam e começariam a viver juntos como marido e mulher.
Aqui temos José e Maria, um jovem casal nos dias de noivado. Provavelmente já estavam prometidos um ao outro havia muito tempo, e agora tinham oficializado o noivado. Mesmo sem estarem casados de fato, já eram considerados marido e mulher.
B. Maria conceberá a criança através do Espírito Santo (Lucas 1:35)
Como na maioria dos noivados, José e Maria estavam desfrutando de um momento feliz de preparativos e planejamento da cerimônia. Mas, de repente, José foi jogado para fora do campo.
Mateus nos diz que, “antes que se ajuntassem, ela foi achada grávida do Espírito Santo”.
Você deve se lembrar de nosso estudo da genealogia na semana passada que cada uma das mulheres representadas na genealogia tinha um histórico questionável.
E agora, de repente, todos os anos do relacionamento de José com Maria são colocados em xeque. Quem é o pai desse bebê? Afinal, sabemos que não é José, e isso muito provavelmente é o que todo mundo pensaria.
Mateus nos diz que a gravidez aconteceu “antes que se ajuntassem”, ou seja, antes de terem relações sexuais como marido e mulher. Mas se José não é o pai, então quem é?
O que foi sugerido na semana passada na genealogia torna-se claro aqui. Jesus não tem pai humano. Maria é a virgem que ficou grávida de Jesus, que foi concebido pelo Espírito Santo. (Ver Lucas 1:35)
Por isso é correto dizer que o nascimento de Jesus é um milagre. E esse milagre é apenas o primeiro da lista. Jesus foi gerado de forma milagrosa. Deus milagrosamente veio à terra através de Jesus para nos salvar de nossos pecados.
C. José tinha em mente divorciar-se dela em silêncio (Deuteronômio 22:23-24)
No entanto, está claro que até esse momento, José não sabe de nada disso. Atordoado, José se perguntava o que deveria fazer. Em seus pensamentos só havia uma conclusão: Maria havia sido infiel a ele. Agora, o Antigo Testamento considerava isso como adultério e uma terrível ofensa que era punível com a morte da infiel, caso o marido escolhesse apresentar acusações.
Esse era o dilema em que José se encontrava. E ainda que ele não tivesse todas as respostas em mãos, tomou sua decisão inicial. Olhe para o versículo 19:
“Então José, seu marido, sendo justo, e não querendo a expor à infâmia, pensou em deixá-la secretamente.”
(Mateus 1:19, Bíblia Livre)
José era um homem justo, o que significa que ele seguiu a lei de Deus. Se Maria tivesse sido infiel a ele antes do casamento, então ele tinha todo o direito de apresentar queixa. Mas ele não era apenas um homem justo; ele também era um bom homem. Ele defendeu a lei, mas também mostrou misericórdia para com Maria. Ele poderia ter exigido que a lei fosse cumprida com todo o rigor, mas não queria “a expor à infâmia”.
Em outras palavras, José não queria apresentar acusações contra Maria em uma audiência pública no tribunal. Ele não queria que ela sofresse nenhum dano. Então, em vez disso, ele tinha em mente se divorciar dela em silêncio. Isso significa que José se divorciaria dela diante do número mínimo de testemunhas, que seriam duas, e não apresentaria nenhuma acusação. Ele simplesmente lhe daria uma certidão escrita de divórcio e a enviaria em seu caminho.
II. O sonho de José (20-23)
Mas foi aí que Deus interveio pela segunda vez nesta história. Olhe para os versículos 20 e 21:
“E ele, pretendendo isto, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está concebido é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e tu chamarás seu nome Jesus; porque ele salvará seu povo de seus pecados.”
(Mateus 1:20-21, Bíblia Livre)
Observe que o anjo se dirige a José como “José, filho de Davi”. E essa informação que Mateus nos dá é fundamental. José é filho de Davi, isto é, descendente direto de Davi e está na linhagem real de reis, como vimos na genealogia da semana passada. Lembre-se que Mateus começou a genealogia chamando Jesus de “o filho de Davi”. E como veremos, Jesus recebeu o direito legal a esse título por causa de seu relacionamento com José, filho de Davi.
E esse é o segundo milagre em torno do nascimento de Cristo: o milagre do anúncio angelical. Deus milagrosamente veio à terra através de Jesus para nos salvar de nossos pecados.
A. Concebido pelo Espírito Santo
O anjo tem dois mandamentos para José. Em primeiro lugar, no versículo 20:
“E ele, pretendendo isto, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela está concebido é do Espírito Santo.”
(Mateus 1:20, Bíblia Livre)
O anjo diz a José o que já sabemos do início da passagem. Maria ainda é virgem. Mas Deus operou um milagre em sua vida. O que é concebido nela é do Espírito Santo. Ora, Maria já sabia disso. O anjo disse a ela com antecedência. E agora o anjo está dizendo a José o que já aconteceu. Este é um nascimento milagroso, muito maior que o nascimento milagroso de Isaque, Samuel ou qualquer um dos outros nascimentos miraculosos no Antigo Testamento. Pois Maria concebeu uma criança sem a ajuda de um pai humano.
Como já sabemos, José é descendente de Davi. No entanto, não podemos esquecer que o próprio Deus havia dito a Davi que um descendente dele reinaria em seu trono para sempre. E Deus cumpriu sua promessa. Mas cumpriu de um jeito que trouxe Jesus ao mundo sem a ajuda de um pai humano.
Mas por que Deus fez assim? Eu acredito que, do começo ao fim, Deus fez do jeito Dele para mostrar que a salvação vem toda e exclusivamente Dele. Nesse sentido, podemos afirmar que essa gravidez, gerada pelo Espírito Santo, foi uma concepção santa em todos os sentidos.
B. Um filho chamado Jesus que salvará do pecado (Salmo 130:8)
Vamos continuar. O segundo mandamento para José é encontrado no versículo 21:
“E ela dará à luz um filho, e tu chamarás seu nome Jesus; porque ele salvará seu povo de seus pecados.”
(Mateus 1:21, Bíblia Livre)
Jesus era um nome bastante popular na época, hoje em dia é semelhante ao nome João ou Enzo. Tal como Diego equivale a Diogo, Tiago e Jacó. O nome Jesus equivale ao nome hebraico “Josué”, que significa “Deus salva”. Curiosamente, eu tenho um tio que se chama Josué. E eu também tenho um amigo de Suzano que deu ao seu filho, o nome Josué.
Até hoje, Josué é um nome que é facilmente encontrado por aí. Isso me faz pensar que muitos pequenos Josués corriam nas ruas de Israel no tempo de José e Maria, lembrando-os como Deus havia libertado o seu povo lá no passado.
No entanto, agora, na virada do calendário, o nome de Jesus carregaria um novo significado. Por isso José deve dar ao bebê o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. E assim, o nome de Jesus carrega um significado enorme: Ele mesmo cumprirá, na cruz, a promessa desse nome, com sua morte pelos nossos pecados.
O Antigo Testamento fala desse tempo em que o próprio Deus viria e salvaria seu povo do pecado. Lemos no Salmo 130:8: “E ele resgatará Israel de todas as suas perversidades.” (Salmos 130:8, Bíblia Livre) Mas o povo de Deus não se limita a Israel: agora ele inclui todos os que depositam sua confiança em Jesus, judeus e gentios, juntos. Lembra que a genealogia da semana passada incluía judeus e gentios. Pois bem, Jesus é o Salvador para todo aquele que nele crer.
C. Emanuel: “Deus conosco” (Isaías 7:14; João 1:1,14)
E então Mateus nos atrai de volta à profecia do Antigo Testamento para nos mostrar que esse era o plano de Deus o tempo todo. Olhe para os versículos 22-23:
“E tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamarão seu nome Emanuel, que traduzido é: Deus conosco.”
(Mateus 1:22-23, Bíblia Livre)
Aqui temos outro nome que é profetizado para Cristo, mas ao contrário do nome Jesus, este não é um nome comum. Ele será chamado de Emanuel, que significa “Deus conosco”. Somente Deus pode salvar dos pecados, e Mateus nos mostra que essa criança que nascerá da Virgem é de fato plenamente Deus e plenamente homem.
Na verdade, nessa parte do texto Mateus está citando Isaías 7:14, que é uma profecia que foi feita mais de setecentos anos antes do nascimento de Jesus. A profecia original foi feita ao rei Acaz, de Judá, sobre a libertação que ocorreria no seu devido tempo, e mais, essa profecia instruía o Rei Acaz a não olhar para a ajuda terrena, mas olhar somente para Deus para que pudessem ser libertos.
Agora, de volta ao texto de Mateus, o conceito é que Jesus trará uma libertação muito maior e muito mais grandiosa. A profecia do Emanuel diz mais do que “Deus nos ajudará por meio do Seu Espírito”: Mateus afirma que o “Deus conosco” está encarnado na pessoa de Jesus Cristo.
Em outro lugar, o evangelho de João nos diz que Jesus é o eterno Filho de Deus, que estava com Deus no princípio e era Deus. (João 1:1)
Treze versículos depois, lemos que “aquela Palavra se fez carne, e habitou entre nós”. (João 1:14, Bíblia Livre) Em outras palavras, o Filho que estava com Deus é o Deus que agora está conosco.
Se você conhece a minha história, provavelmente sabe como o João Pedro foi concebido. Escolhi o nome João porque ele significa “Deus é gracioso” ou “Deus é misericordioso”.
E se hoje você conhece o João, sabe que o nome dele é João Pedro. João Pedro, por sinal, quer dizer “abençoado, protegido por Deus e forte como uma rocha”. Se você não conhece essa história ainda, depois me mande uma mensagem, que eu conto com mais detalhes.
De tudo o que acabei de dizer, guarde o que eu realmente quero lhe dizer: Cristo recebeu dois nomes em seu nascimento: Emanuel e Jesus. E esses dois nomes descrevem perfeitamente a pessoa e a obra de Cristo. Uma pergunta: Quem é a pessoa de Cristo? A pessoa de Cristo é Emanuel, Deus conosco, plenamente Deus e plenamente homem.
Agora outra pergunta: qual é a obra de Cristo? A obra de Cristo é que Ele é o Jesus que morrerá na cruz para salvar seu povo de seus pecados.
Este é o terceiro milagre em relação ao nascimento de Jesus: o milagre da profecia cumprida. Mais uma vez, Deus milagrosamente veio à terra através de Jesus para nos salvar de nossos pecados.
III. A decisão de José (24-25)
Recapitulando: José tinha um dilema, e o dilema era este: o que fazer a respeito de Maria? Ele teve a resposta por meio de um sonho em que Deus lhe dava dois mandamentos: 1º) levar Maria para casa como sua esposa e 2º) dar ao menino o nome de Jesus.
Agora ele tinha essa grande decisão a tomar, e não era nada fácil, porque, se José levasse Maria para casa como sua esposa, ele estaria se abrindo para uma vida inteira de suspeitas, ofensas e ridicularização.
A. Levou Maria para casa como sua esposa
Então, o que ele fez? Alguém se arrisca a responder?
Vamos ler os versículos 24-25:
“E despertando José do sonho, fez como o anjo do Senhor tinha lhe mandado, e recebeu sua mulher. E ele não a conheceu intimamente, até que ela deu à luz um filho, e lhe pôs por nome JESUS.”
(Mateus 1:24-25, Bíblia Livre)
José enfrentou o desafio divino de uma forma admirável. Era o momento da decisão final, e José escolheu obedecer a Deus. Embora não encontremos nenhuma palavra de José no Novo Testamento, repetidamente o justo José responde com obediência aos mandamentos de Deus. A obediência é a marca registrada, simples, convicta e imediata do caráter de José. Uma das lições para nós é que, cedo ou tarde, Deus nos dará um mandamento, e também chegaremos ao momento da decisão.
Assim como José, você pode receber de Deus um pedido que não será nada fácil. Ainda assim, tenha sempre em mente que o caminho de Deus é sempre o melhor caminho, e que José é um exemplo maravilhoso de obediência para seguirmos.
B. Não teve união com ela até que ela deu à luz (Mateus 13:55-56)
Caminhando para o fim, vemos que José levou Maria para casa como sua esposa. Eles estavam oficialmente casados agora, o que significa que agora poderiam ter relações sexuais, mas Mateus nos diz que José não teve união com ela até que ela deu à luz Jesus.
Algumas tradições cristãs (como a tradição católica romana, por exemplo) ensinam que José e Maria nunca tiveram relações sexuais, no entanto, nós encontramos em Mateus capítulo 13 que Jesus tinha irmãos e irmãs.
“Não é este o filho do carpinteiro? E não se chama sua mãe Maria, e seus irmãos Tiago, José, Simão, e Judas? Não estão todas as suas irmãs conosco? Ora, de onde vem a este tudo isto?”
(Mateus 13:55-56, Bíblia Livre)
Mateus diz apenas que eles se abstiveram até que Jesus nascesse.
C. Deu-lhe o nome de Jesus
Então, depois que Jesus nasceu, José obedeceu ao segundo mandamento: Deu-lhe o nome de Jesus. Ao nomeá-lo, José tornou-se o pai legal de Jesus, transmitindo-lhe assim o direito legal dos reis através de sua linhagem davídica.
José era filho de Davi, e a partir de agora Jesus seria conhecido como o Filho de Davi, e tudo isso porque José obedeceu ao anjo e levou Maria para casa como sua esposa.
CONCLUSÃO:
Como se deu o nascimento de Jesus? Tudo foi um milagre! Foi milagroso em sua concepção, foi milagroso no anúncio do anjo, e foi milagroso na profecia que cumpriu.
Antes de encerrar este estudo, gostaria de compartilhar com você três aplicações para as nossas vidas.
Em primeiro lugar, fique admirado com o nosso Deus que opera milagres! Se Deus pôde gerar um filho de uma virgem, ele pode fazer qualquer coisa. Nada é impossível para Deus. Você pode confiar nele para todas as coisas.
Em segundo lugar, se você ainda não conhece Jesus como seu Salvador, você pode vir a Ele hoje mesmo! Jesus veio para salvar seu povo de seus pecados, o que significa que se você quer ser salvo de seus pecados, você precisa se tornar uma parte de seu povo. E como você pode fazer isso? Confiando na obra salvadora de Jesus para você na cruz. Lembre-se que Ele morreu por você para que seus pecados pudessem ser perdoados.
Em terceiro lugar, há uma boa notícia para compartilhar! Deus veio à terra como homem para morrer na cruz pelos nossos pecados. Não há maior ou melhor anúncio do que esse.
Pense nisto: com quem você pode compartilhar esse anúncio?
Quando o João nasceu, eu enviei o e-mail do ano, simplesmente para fazer um anúncio, porque eu queria que todos os meus amigos soubessem sobre o nascimento do meu filho. De fato, eu quis que todos eles soubessem que o “João estava conosco”.
Mas, quando olho para esse texto de Mateus, percebo que o nascimento de Jesus não foi um anúncio para uma lista de e-mails, e sim o anúncio para todas as pessoas, de todos os lugares, em todos os momentos.
Jesus é Emanuel. Jesus é o “Deus conosco!” Este Deus milagrosamente veio à terra através de seu Filho Jesus para nos salvar de nossos pecados.
por Diego Gonçalves.
RECURSOS UTILIZADOS:
Bíblia Sagrada. As Escrituras em português citadas são da Bíblia Livre (licença Creative Commons).
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