AssineApoie
MembrosOs fascículos de cada episódio do canal Crer Para Compreender

SermõesSermões em Mateus15 de 28

Mt 2:13-18Quando fugir é a única solução

Diego Gonçalvesatualizado 17 min de leitura3.321 palavras

Leitura automática pelo seu navegador; pode haver erros de pronúncia.

Áudio em preparo — assine para ser avisado

Neste texto

Nós estamos estudando a história do nascimento de Cristo nos capítulos iniciais do evangelho de Mateus. Até agora, a história tem sido só alegria. Um jovem casal de noivos se casa, um filho nasce, os Magos trazem presentes e a profecia é cumprida. Mas nem tudo são flores, e na passagem de hoje a história fica azeda. Vamos ler Mateus 2:13-18:

13 E tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito; e fica lá até que eu te diga, porque Herodes buscará o menino para o matar. 14 Então ele se despertou, tomou o menino e sua mãe de noite, e foi para o Egito; 15 e esteve lá até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Do Egito chamei o meu Filho. 16 Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, irou-se muito, e mandou matar todos os meninos em Belém e em todos os limites de sua região, da idade de dois anos e abaixo, conforme o tempo que tinha perguntado com precisão dos magos. 17 Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que disse: 18 Uma voz se ouviu em Ramá, choro, e grande pranto; Raquel chorava por seus filhos, e não quis ser consolada, pois já não existem.

(Mateus 2:13-18, Bíblia Livre)

Há pouco mais de um mês, estávamos celebrando o Natal. Talvez seja a época mais bonita do ano, e com razão. É uma época alegre, e é para ser, pois a alegria faz parte da história.

Gravura noturna de Rembrandt: José conduz um jumento em que Maria leva o menino Jesus, à luz de uma lanterna, durante a fuga para o Egito
Rembrandt, A fuga para o Egito: peça noturna, 1651, água-forte. National Gallery of Art, Washington. Domínio público (CC0), via Wikimedia Commons.

O anjo disse aos pastores:

“E o anjo lhes disse: Não temais; pois eis que vos dou notícias de grande alegria, que será para todo o povo: que hoje na cidade de Davi vos nasceu o Salvador, que é Cristo, o Senhor.”

(Lucas 2:10-11, Bíblia Livre)

Entretanto, a história do nascimento de Jesus não fala apenas de alegria e admiração. Há elementos de tristeza nela também. Na passagem de hoje, é de partir o coração ler sobre o massacre dos inocentes em Belém. Se você não sabe, o calendário litúrgico da igreja recorda esse episódio tradicionalmente no dia 28 de dezembro. Essa memória da igreja nos traz um lembrete forte de que, embora o Natal seja um momento de alegria e paz, para muitos também é um momento de tristeza e lágrimas.

Lembro-me de que um dos meus padrinhos de casamento presenciou a morte súbita de seu avô na mesa de Natal. Ele contava que, em toda véspera de Natal, entrava no quarto e só saía de lá no dia 26 de dezembro. A verdade por trás dessa experiência triste é que vivemos em um mundo quebrado, e algumas datas festivas, o Natal entre elas, podem ampliar essa dor em algumas pessoas.

I. Uma crise repentina (13)

– Isaías 53:3; Apocalipse 12:1-6; João 10:18

Penso que experimentamos tristeza e angústia em datas comemorativas por causa de uma crise repentina na alma. Pode ser um acidente, uma doença, uma briga, a perda do emprego, a morte de um ente querido… Quando essas coisas acontecem perto de datas que são especiais para nós, a dor parece só aumentar.

José e Maria também experimentaram uma crise repentina no Natal. Ela veio logo depois que os Magos partiram de volta para a sua terra. Veja o versículo 13:

“E tendo eles partido, eis que um anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito; e fica lá até que eu te diga, porque Herodes buscará o menino para o matar.”

(Mateus 2:13, Bíblia Livre)

Quando José e Maria foram dormir naquela noite, tudo estava bem. Eles já tinham conseguido se instalar em uma casinha em Belém. Já tinham um lindo bebê. Os Magos, que vieram de longe, tinham acabado de adorar a criança, oferecendo presentes luxuosos e caros, dignos de um rei. Imagino que, naquela noite, José e Maria foram para a cama dizendo: “Sem dúvida, este foi um dos melhores dias da nossa vida!” E adormeceram com o sorriso estampado no rosto. Até que o anjo do Senhor aparece a José em sonho:

“José! José! Levanta agora! Pegue a criança e sua mãe e fuja correndo para o Egito! Herodes está vindo para matar o seu filho!”

O homem que dormia sorrindo acorda em estado de choque. Em questão de minutos, uma crise se apodera daquela família feliz. José acordou Maria, embrulhou a criança no seu cobertorzinho de lã e, no meio da noite, saíram apressados, fugindo para o Egito.

Uma das coisas mais preciosas no estilo literário de Mateus é que, nesses versos, ele ressalta a humanidade de Jesus e, em especial, o seu desamparo e a sua vulnerabilidade de bebezinho indefeso. Jesus dependia por completo dos pais terrenos. Isso fazia parte dos sofrimentos de Cristo. Em Isaías 53:3, lemos que ele era “homem de dores”, e Mateus nos mostra que Jesus foi um refugiado desde o nascimento.

O livro do Apocalipse retrata essa cena em termos gráficos. Em Apocalipse 12, uma mulher está grávida e prestes a dar à luz. Um dragão está diante dela, pronto para devorar o filho assim que ele nascer. Ela dá à luz um filho homem, que é então arrebatado do dragão e salvo. Essa cena é uma imagem da batalha espiritual que vem ocorrendo desde o início dos tempos. Vemos Caim matando Abel no livro de Gênesis. Vemos Faraó matando os meninos hebreus no livro de Êxodo. No evangelho de Mateus, vemos Herodes procurando tirar a vida de Jesus a todo custo. Satanás tentaria tirar a vida de Jesus repetidamente nos anos seguintes, mas Jesus não morreria até que a hora estivesse certa. O próprio Jesus disse em João 10:18:

“Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar, e tenho poder para tomá-la de volta. Este mandamento recebi de meu Pai.”

(João 10:18, Bíblia Livre)

O anjo veio a José em sonho e o avisou sobre Herodes, e de repente toda a família foi jogada em crise. Eles se levantaram no meio da noite e fugiram para o Egito. N. T. Wright comenta: “A sombra da cruz cai sobre a história a partir deste momento. Jesus nasce com um preço na cabeça.” Às vezes experimentamos tristeza no Natal por causa de uma crise repentina. Mas precisamos lembrar que Deus trabalha mesmo nas crises da nossa vida. Deus enviou Jesus ao Egito para protegê-lo, assim como enviou Jacó e sua família para lá, muitos anos antes, para protegê-los. Os nossos tempos estão nas mãos de Deus (Salmo 31:15). Você pode confiar nele nas crises da vida.

II. Longe de casa (14-15)

– Oséias 11:1; Mateus 8:20

Outra maneira de experimentarmos tristeza em datas festivas é estar longe de casa. Se você é estudante, ou se o seu trabalho e outras circunstâncias o levaram para longe da família e do lar, algumas datas comemorativas podem se tornar um momento difícil. O nosso texto mostra que José e Maria também conheciam a dor de estar longe de casa. Olhe para os versículos 14-15:

“Então ele se despertou, tomou o menino e sua mãe de noite, e foi para o Egito; e esteve lá até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito pelo Senhor por meio do profeta, que disse: Do Egito chamei o meu Filho.”

(Mateus 2:14-15, Bíblia Livre)

De São Paulo até Vargem Grande Paulista são mais ou menos 50 km. Uma pergunta: você iria a pé até lá, se fosse necessário? Pois de Nazaré até a cidade do Cairo, no Egito (onde a tradição diz que Jesus viveu a sua infância), são mais ou menos 717 km a pé. E isso é só a viagem de ida. Se precisassem voltar para casa, em Nazaré, teriam de andar mais 717 km, no sentido oposto. Isso significa percorrer a pé 1.434 km e gastar, mais ou menos, 290 horas. Mas o problema não é só esse. José e a sua família deveriam ficar no Egito por um período indeterminado. Não deveriam sair de lá até que Herodes morresse e o anjo lhes desse novas ordens de viagem. Eles não faziam ideia de quanto tempo isso levaria.

Mesmo assim, eles se estabeleceram no Egito, na terra da escravidão e do opróbrio, longe da família e do lar. Isso, porém, fazia parte do plano de Deus. Mateus diz que isso cumpria a Palavra que o Senhor havia dito por meio do profeta:

“Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho.”

(Oséias 11:1, Bíblia Livre)

Mateus estava citando Oséias 11:1, que era uma menção histórica de Deus chamando Israel para fora do Egito, lá no livro de Êxodo. Agora, por meio de Mateus, aprendemos que Oséias 11:1 é, ao mesmo tempo, menção histórica e palavra profética. Ao longo do seu evangelho, Mateus traça paralelos fascinantes entre Israel e Jesus. Ambos foram chamados de filho de Deus, ambos foram enviados ao Egito para proteção, ambos foram chamados do Egito no tempo de Deus. Mais uma vez, o plano de Deus é maior do que imaginamos. Deus poderia ter enviado Jesus para qualquer lugar, mas o enviou para o Egito para que a profecia de Oséias 11:1 se cumprisse. A propósito, esta é a primeira vez que, no evangelho de Mateus, o próprio Deus chama Jesus de seu Filho.

Até aqui, no evangelho de Mateus, Jesus foi chamado de filho de Davi, filho de Abraão, Cristo, Salvador e Emanuel. Daqui em diante, podemos acrescentar o mais sublime de todos esses títulos: “Jesus, o Filho de Deus”. Essa é a jogada de mestre de Mateus.

Jesus foi ao Egito para que se cumprisse a profecia de Oséias 11:1, “do Egito chamei a meu filho”, e assim fosse apresentado como o Filho de Deus. E não apenas isso. Observe o que Mateus faz.

Ele apresenta uma nova “Gênesis” (uma nova criação em Cristo) na genealogia do capítulo 1 do seu evangelho, e apresenta também um novo “Êxodo” no capítulo 2 (uma nova libertação para o povo de Deus na pessoa de Jesus Cristo). A aplicação disso é a seguinte.

Você está longe da sua casa? Longe da sua família? Ou talvez esteja experimentando solidão neste exato momento? Então saiba que Jesus se identifica com você e sabe como você se sente. Ele mesmo disse uma vez:

“As raposas têm covis, e as aves do céu ninhos; mas o Filho do homem não tem onde recostar a cabeça.”

(Mateus 8:20, Bíblia Livre)

Jesus sabia como era estar longe da sua casa terrena e das coisas boas que se podem fazer por lá. Mais ainda, sabia como era estar longe do seu lar celestial. Por isso a história do nascimento de Jesus é a história de Jesus deixando a sua casa no céu e vindo ao nosso mundo como um bebê. Jesus deixou o Pai no céu para vir até nós. Portanto, Jesus sabe como é estar longe de casa. Mas Deus cuidou dele o tempo todo. O Pai o protegeu do genocídio de Herodes. O Senhor enviou aquela família para o Egito. Os presentes dos Magos provavelmente ajudaram a financiar as despesas. Ou seja, Deus proveu recursos antes mesmo da viagem. E o Senhor disse que eles deveriam ficar lá até a morte de Herodes. O que significa que Herodes morrerá, mas Jesus viverá.

A palavra traduzida por “morte” (teleutē, no grego) carrega a ideia de fim, de “game over”. Herodes chegou ao fim, ficou para trás, passou, mas Jesus está apenas começando! Jesus sabe como é estar longe de casa. Deus cuidou de Jesus, e também cuidará de você.

III. Perda indescritível (16-18)

– Jeremias 31:15-17; Mateus 5:4; Romanos 12:15

Existe uma terceira maneira de experimentarmos tristeza em datas comemorativas, provavelmente a mais difícil: perder um ente querido. O Dia das Mães, o Dia dos Pais, os aniversários e, em especial, o Natal são datas que guardam memórias dos nossos entes queridos, e talvez por isso a saudade doa tanto nessas épocas. A própria história do Natal contém uma perda indescritível, a dos inocentes de Belém. Leia o versículo 16 comigo:

“Então Herodes, ao ver que tinha sido enganado pelos magos, irou-se muito, e mandou matar todos os meninos em Belém e em todos os limites de sua região, da idade de dois anos e abaixo, conforme o tempo que tinha perguntado com precisão dos magos.”

(Mateus 2:16, Bíblia Livre)

Lemos isso e nos perguntamos como um homem poderia ser tão cruel. Como vimos na mensagem anterior, Herodes tinha reputação de crueldade e paranoia. Hoje quero contar um pouco da loucura e da covardia desse homem. Quando chegou ao poder, ele aboliu o Sinédrio (que era o tribunal e o conselho legislativo da época) e depois mandou matar trezentos oficiais da própria corte. Mas não só isso. Ele assassinou a sua esposa, a sua sogra e os seus dois cunhados.

Terrível? Mas não acaba aqui. O rei Herodes mandou matar três dos seus próprios filhos, o que levou o imperador César Augusto a dizer que era mais seguro ser porco de Herodes do que filho de Herodes. O historiador Flávio Josefo diz que Herodes “era um homem de grande barbárie para com todos os homens igualmente”. Em outras palavras, ele tratava todos como escória. Houve uma ocasião em que ele determinou que, no dia da sua morte, uma pessoa de cada família de Jerusalém fosse executada pelos próprios parentes, de modo que toda a nação ficasse de luto. Felizmente, essa ordem nunca foi cumprida.

Por isso não devemos nos surpreender com a reação de Herodes ao ver que os Magos não voltaram para informá-lo sobre a criança. Ele usa a informação que obteve dos Magos e dá ordens para matar todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades. Isso não significa que Jesus tivesse dois anos. Na verdade, considerando a paranoia de Herodes, isso é muito improvável. O que podemos dizer é que Herodes não gostava de deixar nenhuma margem para erro.

Observe que ele manda matar não apenas os meninos de Belém, mas também os das redondezas. Se Jesus tivesse dois anos, Herodes provavelmente teria matado todos os meninos de três anos para baixo! Isso indica que Jesus ainda era um bebê, talvez com menos de um ano, o que explicaria por que ainda estavam em Belém e não haviam retornado a Nazaré.

Belém era uma cidade pequena. Hoje tem cerca de 28.000 habitantes, mas na época de Jesus provavelmente viviam lá apenas quatrocentas ou quinhentas pessoas. Isso significa que haveria cerca de vinte meninos em Belém, além dos meninos das áreas ao redor. Ainda assim, vinte meninos significam quarenta pais enlutados, além de irmãos e irmãs, avós, tias e tios, todos de luto juntos. Foi uma perda indescritível.

Uma das tristes verdades por trás da história do nascimento de Jesus é que, neste mundo, somos confrontados o tempo todo pela batalha contra o mal. O massacre dos inocentes promovido por Herodes em Belém fazia parte dessa batalha. Warren Wiersbe escreve: “A vinda de Jesus a este mundo foi uma declaração de guerra.” A oposição de Satanás ao Senhor Jesus Cristo e à sua Igreja continua na perseguição aos cristãos em todo o mundo. Como Wiersbe também nos lembra, “As pessoas ainda morrem hoje por causa de Jesus.” E, no entanto, nada disso pega Deus desprevenido. Nada disso significa que Deus está derrotado. Longe disso. Mateus escreve nos versículos 17 e 18:

“Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que disse: Uma voz se ouviu em Ramá, choro, e grande pranto; Raquel chorava por seus filhos, e não quis ser consolada, pois já não existem.”

(Mateus 2:17-18, Bíblia Livre)

Mateus cita aqui Jeremias 31, que falava do povo de Israel levado cativo de Jerusalém para o exílio na Babilônia. Raquel, a esposa de Jacó, foi sepultada no caminho de Efrata, que é Belém, perto de Ramá, na fronteira entre os dois reinos (Gênesis 35:16-20; 1 Samuel 10:2). Quando o povo de Israel foi exilado para a Babilônia, passou por Ramá. Assim, em Jeremias 31, encontramos Raquel chorando, em sentido figurado, por seus filhos que estavam sendo arrastados para o exílio. Mateus, porém, quer dizer algo mais. Ele nos mostra que Jeremias não só falou poeticamente sobre Raquel chorando no exílio, mas também falou profeticamente sobre as mães de Belém chorando por seus filhos bebês.

Raquel representa simbolicamente todas as mães de Israel, e por isso Mateus a vê chorando pelos filhos perdidos de Belém. Observe, no versículo 18, que Raquel se recusa a ser consolada. Com que frequência, quando estamos de luto, nos recusamos a ser consolados? Jesus disse:

“Benditos são os que choram, porque eles serão consolados.”

(Mateus 5:4, Bíblia Livre)

Há conforto disponível. Há bálsamo em Gileade (Jeremias 8:22) para todos os que precisam do consolo do Senhor. A verdade é que Deus nos consola em todas as nossas tristezas, e faz isso para que, mais adiante, possamos confortar outras pessoas que estarão atravessando seus tempos de angústia. Por isso devemos receber o consolo do Senhor. A passagem de Jeremias que Mateus cita continua falando de esperança. Leiamos Jeremias 31:16-17:

“Assim diz o SENHOR: Reprime tua voz de choro, e teus olhos de lágrimas; pois há recompensa para teu trabalho, diz o SENHOR, pois voltarão da terra do inimigo. E há esperança para o teu futuro, diz o SENHOR, pois os teus filhos voltarão a suas próprias fronteiras.”

(Jeremias 31:16-17, Bíblia Livre)

Talvez você esteja passando por um vale de lágrimas e dor. Se é o seu caso, preciso lembrá-lo do que o Senhor disse: “Há esperança para o teu futuro”. Há consolo no Senhor por meio do Espírito Santo, e há a esperança da ressurreição para os que estão em Cristo. Jesus conhece o que você está passando. Ele não o abandonou.

Lembre-se do que temos aprendido aqui: Jesus é o Emanuel, Deus conosco, e isso significa que ele está conosco em todos os momentos, inclusive nos de sofrimento e dor. O Salmo 30:5 diz: “o choro fica pela noite, mas a alegria vem pela manhã” (Salmo 30:5b, Bíblia Livre). Pode ser difícil enxergar isso agora, mas há vida além da dor, há conforto e consolo de Deus para você, e também há esperança para o seu futuro em Cristo.

CONCLUSÃO:

Esta passagem de Mateus é um bom lembrete de que até mesmo datas festivas podem ser um momento de tristeza para muitas pessoas. Uma crise repentina, estar longe de casa ou a perda de entes queridos pode tornar esses dias difíceis. Que possamos estar sensíveis às necessidades dos outros e encaminhá-los a Deus, que nos oferece verdadeiro consolo e esperança. Romanos 12:15 nos diz: “Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram” (Romanos 12:15, Bíblia Livre). Eu o encorajo a procurar maneiras práticas de alcançar as pessoas que estão sentindo tristeza nestes dias. Convide-as para a sua casa. Convide-as para a igreja. Envie a elas um cartão que mostre o seu cuidado. Deixe-as saber que você está orando por elas.

Que Deus o console nos seus momentos de tristeza. E que Deus o use para confortar os outros em suas tristezas, enquanto você olha para o Senhor.

Por Diego Gonçalves


Gostou deste post? Então compartilhe com seus amigos e familiares para que eles também possam aprender mais sobre o assunto. E não se esqueça de se inscrever em nossa newsletter para receber mais conteúdo como este. Até a próxima!


© Todos os direitos reservados à BibliadeEstudos.com.br

140pal/min