
EstudosEstudos em 1 Coríntios4 de 25
1 Coríntios 2
Estudo bíblico indutivo
Neste estudo
- Esboço
- Referências cruzadas
- Comentário versículo por versículo
- Cristo crucificado, e não a eloquência (vv. 1-5)
- O que Paulo leva a Corinto (vv. 1-2)
- Fraqueza, temor e tremor (v. 3)
- Demonstração do Espírito e de poder (vv. 4-5)
- A sabedoria oculta, revelada pelo Espírito (vv. 6-10)
- Uma sabedoria para os maduros (v. 6)
- Um mistério agora revelado (v. 7)
- Os líderes que crucificaram o Senhor da glória (v. 8)
- O que Deus preparou (v. 9)
- Deus revela pelo Espírito (v. 10)
- O Espírito conhece a mente de Deus (vv. 11-13)
- A mente de Cristo (vv. 14-16)
- Perguntas para reflexão
- Mais Estudos Bíblicos de 1 Coríntios
- Perguntas para discussão (6)
Neste estudo bíblico indutivo sobre 1 Coríntios 2, vamos explorar a mensagem central da cruz e a sabedoria espiritual que Deus nos oferece. Paulo nos ensina que a verdadeira sabedoria não vem de nós mesmos, mas da revelação divina. Ao longo do texto, veremos como podemos conhecer a mente de Deus e por que importa compartilhar essa sabedoria com os outros. O estudo traz perguntas para discussão.
Esboço
- A Mensagem Simples e Direta: Cristo Crucificado
- Paulo não usou palavras complicadas ou sabedoria exagerada (1).
- Ele focou no essencial: Cristo crucificado (2).
- O poder não vinha dele (3).
- Era o poder de Deus (4).
- Assim, a fé dele era somente em Deus (5).
- Sabedoria Espiritual
- Existe uma sabedoria mais profunda que deve ser ensinada aos crentes (6).
- A sabedoria de Deus, que antes era um mistério, agora foi revelada (7-10).
- Essa sabedoria não era entendida antes (8).
- A sabedoria de Deus não pode ser compreendida sem a ajuda especial de Deus (9).
- Deus nos mostrou essa sabedoria através do Seu Espírito (10).
- O Espírito de Deus conhece tudo sobre Ele (11).
- O Espírito de Deus veio até nós para que possamos conhecer a Deus também (12).
- Quando conhecemos as coisas de Deus, devemos falar sobre elas, mas com sabedoria espiritual, não humana (13).
- Quem não conhece a Deus acha as coisas de Deus uma loucura (14).
- A pessoa espiritual consegue entender a verdade, mas a pessoa comum não consegue entender as coisas espirituais (15).
- Podemos conhecer os pensamentos de Cristo (16).
Referências cruzadas
Versículo 1
- Êxodo 4:10, Jeremias 1:6-7: Moisés e Jeremias não sabiam o que dizer e não eram bons de fala, mas Deus os usou de qualquer jeito.
- Romanos 16:18: Devemos ter cuidado com pessoas que usam palavras doces e elogios. Muitas vezes, isso esconde que elas não têm muito valor.
- 1 João 5:11: O que Deus nos diz? Que Ele nos deu a vida eterna através de Seu Filho.
Versículo 3
- 2 Coríntios 10:10: Paulo não era muito impressionante ao vivo. O importante não é a pessoa, mas a mensagem que ela traz.
Versículo 4
- Colossenses 2:4: Paulo não queria que as pessoas fossem enganadas por argumentos bonitos.
- João 16:8-15: O Espírito Santo é quem convence as pessoas e revela a mensagem de Deus.
- 1 Coríntios 4:19-20: O reino de Deus não é conversa mole, mas é poder.
- 1 Tessalonicenses 1:5: A mensagem veio com poder e com o Espírito Santo.
Versículo 6
- 1 Coríntios 3:3: Há diferentes níveis de sabedoria, como leite e comida sólida exemplificados aqui. Devemos compartilhar o que é apropriado para cada pessoa e situação.
Versículo 9
- Isaías 64:4: Parte citada daqui.
Versículo 10
- Mateus 13:11, 16:17: É Deus quem nos revela essas coisas. Não conseguimos conhecê-lo sozinhos.
Versículo 12
- Colossenses 1:9, Tiago 1:5: É Deus quem nos dá sabedoria, e devemos sempre pedir a Ele por isso.
Comentário versículo por versículo
Este trecho está muito ligado ao que vimos na passagem anterior. Ele continua a falar de sabedoria, especialmente da mensagem simples da cruz, que não precisa de discursos complicados nem de palavras persuasivas. Aqui, vamos explorar mais a fundo a sabedoria espiritual e como podemos alcançá-la.
Todos queremos ser sábios, mas existem diferentes tipos de sabedoria. Algumas pessoas são muito boas em estudar. Elas se saem bem em provas e aprendem com facilidade sobre vários assuntos. Conseguem recitar muitos fatos, mas, na prática, podem ter dificuldade em aplicar esse conhecimento no dia a dia. Por exemplo, sabem como consertar algo ou administrar um negócio, mas, quando chega a hora de agir, não conseguem fazer isso direito.
Outras pessoas são espertas com dinheiro. Sabem investir, ganhar dinheiro e encontrar boas oportunidades. No entanto, podem não ter habilidades sociais ou estar tão focadas no trabalho que não têm tempo para mais nada.
Depois, temos as pessoas que são espertas na vida, as que conhecem bem o mundo. Entendem como as coisas funcionam e conhecem os lados mais sombrios da natureza humana. Conseguem se virar e se dar bem em qualquer situação. Mas, para isso, muitas vezes precisam fazer concessões e podem ser menosprezadas por aqueles que são mais inclinados ao intelecto. O status delas pode não ser tão alto.
Essa sabedoria do mundo, seja qual for, não basta. Pode ajudar em algumas áreas, mas deixa vazia a parte mais profunda e significativa da vida. Existe, porém, outro tipo de sabedoria, que se aplica a todas as áreas da nossa vida e alcança tanto o presente quanto o que vem depois da morte. Começamos a explorá-la no versículo 1.
Cristo crucificado, e não a eloquência (vv. 1-5)
“1 E eu, irmãos, quando vim até vós, não vim vos anunciar o testemunho de Deus com excelência de palavras, ou sabedoria. 2 Porque não quis saber coisa alguma entre vós, a não ser Jesus Cristo, e ele crucificado. 3 E eu estive convosco em fraqueza, em temor, e em grande tremor. 4 E a minha palavra e a minha pregação não foram em palavras persuasivas de sabedoria, mas sim, em demonstração do Espírito e de poder; 5 para que a vossa fé não fosse em sabedoria humana, mas sim, no poder de Deus.”
(1 Coríntios 2:1-5, Bíblia Livre)
O que Paulo leva a Corinto (vv. 1-2)
Essa sabedoria não depende de palavras suaves nem de argumentos inteligentes. No mundo dos negócios, é comum precisar de uma conversa persuasiva: é preciso usar as palavras certas para agradar às pessoas e fechar negócios. Existem diferentes tipos de conversa, a de negócios, a acadêmica e a da rua. Aqui, porém, a habilidade de falar bem não é o que importa. Olhemos os versículos a seguir.
Êxodo 4:10 e Jeremias 1:6-7 mostram que Moisés e Jeremias não sabiam o que dizer e não eram bons de fala, mas Deus os usou do mesmo jeito. Em Romanos 16:18, aprendemos que devemos ter cuidado com quem usa palavras doces e elogios, porque muitas vezes isso esconde falta de valor e de substância. E 1 João 5:11 diz que o testemunho de Deus é que Ele nos deu a vida eterna por meio de Seu Filho.
O que realmente importa? Em que Paulo se concentrou quando foi à igreja de Corinto? A base de toda sabedoria espiritual é a cruz, o evangelho. Esse é o alicerce, e foi nele que Paulo se concentrou ao chegar a Corinto. Ele começou pelo básico, construindo sobre uma boa fundação.
Como isso se relaciona com o que compartilhamos com quem não crê? Adianta dizer a alguém que não crê que ele precisa ser puro, esforçado e desapegado? Se essa pessoa não aceitar o evangelho, as mudanças morais que fizer na vida farão alguma diferença diante de Deus?
Esse é o ponto de partida que devemos ter também. Quando falamos com pessoas que não creem, precisamos começar pela cruz e repetir a mensagem do evangelho várias vezes. Não adianta falar de reforma moral se elas não receberem primeiro o evangelho. Ninguém serve a Deus sem antes crer Nele, e qualquer mudança feita antes disso será incompleta, insustentável e motivada por razões erradas. Por isso, não importa o quanto a pessoa saiba ou quantas lições você compartilhe com ela: volte sempre ao evangelho. Não basta passar alguns princípios bíblicos a amigos ou familiares e transformá-los em “boas pessoas”. Devemos decidir não conhecer nada entre eles, exceto Cristo crucificado. Essa é a essência da questão. Quem é Jesus? Ele é verdadeiro? Jesus é o único caminho para o Pai (João 14:6).
Isso significa que pastores e professores devem ensinar sempre apenas sobre a cruz e o evangelho? Por que sim ou por que não? Não necessariamente. Essa abordagem é adequada se a congregação for composta só de pessoas que não creem. Quando Paulo disse que só queria conhecer Cristo crucificado, ele se referia à sua pregação aos incrédulos, não aos crentes. Já estive em igrejas onde a mensagem do evangelho se repete em todos os cultos. Isso não é o ideal, porque pastores e professores também precisam preparar a comunidade para servir ao Senhor. Repetir só o evangelho é dar leite a uma congregação que já deveria comer alimento sólido. Aos incrédulos, convém começar pela mensagem da cruz e continuar nela. Aos crentes, devemos começar por ela e depois construir algo mais profundo, sem nunca sair do evangelho.
Fraqueza, temor e tremor (v. 3)
Em 2 Coríntios 10:10, Paulo diz que não era muito impressionante pessoalmente. O que importa não é quem ele era, mas a mensagem que trazia.
O que Paulo quer dizer no versículo 3? Para ser sincero, não tenho certeza dos detalhes. Pode ter sido por causa de uma doença, de perseguição, de falta de confiança ou até da gravidade da mensagem que ele trazia. O que importa é que não eram as palavras nem a força dele que contavam (v. 4). O foco não está em quão bom ou forte Paulo era. Ele estava fraco, mas o poder de Deus se mostra em nossas fraquezas (2 Coríntios 12:9). A mensagem é o que importa, e ela é poderosa, mesmo que Paulo não se sentisse assim.
Demonstração do Espírito e de poder (vv. 4-5)
Por que Paulo não usou palavras persuasivas nem discursos inteligentes? Em Colossenses 2:4, Paulo diz que não queria que as pessoas fossem enganadas por argumentos bonitos. Em João 16:8-15, aprendemos que é o Espírito Santo quem convence e revela a mensagem de Deus. Em 1 Coríntios 4:19-20, vemos que o reino de Deus não consiste em conversa, mas em poder. E em 1 Tessalonicenses 1:5, Paulo fala de como a mensagem veio com poder e com o Espírito Santo.
Paulo não tentou persuadir as pessoas por duas razões. Primeiro, a persuasão humana não funciona de verdade. Somente Deus pode mudar o coração de alguém e levá-lo a receber a sabedoria divina, como já vimos antes. A segunda razão está no versículo 5. Mesmo que funcionasse, não seria eficaz. O que isso quer dizer? Se Paulo ou nós conseguíssemos convencer alguém a crer com palavras ou argumentos inteligentes, isso não bastaria. A fé dessa pessoa estaria baseada em nossa lógica e em nossas evidências, e não na Palavra e no poder de Deus. Qual é o problema? Nossa lógica e nossos argumentos podem falhar. Se alguém mais inteligente aparecer e “provar” que nossas evidências não fazem sentido, o que acontece? Essa pessoa pode deixar de crer. Se tentarmos convencer alguém com discursos inteligentes, estamos preparando essa pessoa para o fracasso.
Muitos já confiaram em certos pregadores ou líderes cristãos, e às vezes esses líderes falham e nos decepcionam. Quando um líder cai, muitos em sua congregação podem desanimar e desistir também. Isso acontece porque as pessoas colocam fé e respeito demais nas pessoas. Por mais inspiradores que sejam os sermões de Hernandes, Nicodemos, Vailatti e Sayão, eles às vezes erram, cometem falhas e até pecam. Por isso, nossa fé deve estar em Deus e somente Nele. Quando ensinarmos, devemos mostrar aos alunos que a fé está em Deus e não em homens, apontando sempre para a simples mensagem da cruz e não confiando em palavras suaves ou persuasivas. Se alguém pode ser convencido a entrar em algo, também pode ser convencido a sair.
A sabedoria oculta, revelada pelo Espírito (vv. 6-10)
“6 Contudo, falamos sabedoria entre os maduros, porém uma sabedoria não deste mundo, nem dos líderes deste mundo, que perecem. 7 Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos tempos para a nossa glória; 8 a sabedoria que nenhum dos líderes deste mundo conheceu. Porque, se a tivessem conhecido, nunca teriam crucificado ao Senhor da glória. 9 Porém, assim como está escrito: ‘As coisas que o olho não viu, e não subiram ao coração humano, são as que Deus preparou para os que o amam’. 10 Mas Deus as revelou para nós pelo seu Espírito. Porque o Espírito investiga todas as coisas, até as profundezas de Deus.”
(1 Coríntios 2:6-10, Bíblia Livre)
Uma sabedoria para os maduros (v. 6)
Em 1 Coríntios 3:3, Paulo fala de níveis de sabedoria, como o leite e o alimento sólido. Isso mostra que devemos compartilhar ensinamentos diferentes com pessoas diferentes, conforme o ponto da caminhada de fé em que cada uma está.
O que o versículo 6 quer dizer com “sabedoria” para os maduros? Que tipo de sabedoria é essa? Por que é falada apenas aos maduros? Isso se relaciona com o que vimos no versículo 3. Quando as pessoas creem em Cristo e estão prontas para crescer, Paulo compartilha ensinamentos mais profundos com elas. No começo, ele falava só do evangelho aos que não criam, mas depois que creram e amadureceram, pôde construir sobre essa base e compartilhar mais. Ele deixa claro que essa sabedoria não é a do mundo. A sabedoria do mundo é passageira e não é útil. Os imaturos provavelmente não a entenderão e, mesmo que a entendam, ela não os ajudará até que recebam o evangelho.
Um mistério agora revelado (v. 7)
Essa sabedoria era um mistério, um segredo guardado por gerações.
O versículo 7 fala de algum segredo ou quebra-cabeça profundo? Isso significa que Deus não quer que conheçamos a Sua sabedoria? Vejamos:
- Mateus 13:35: Jesus usou parábolas e falou de coisas ocultas desde a fundação do mundo.
- Romanos 16:25-26: o evangelho ficou oculto por muitos séculos, mas foi revelado em Jesus.
- Colossenses 1:25-27: Paulo foi escolhido para anunciar a palavra de Deus em sua plenitude, que antes era um mistério para muitas gerações, mas agora foi revelada aos santos.
A revelação de Deus acontece de forma gradual ao longo da história. Ele não revelou tudo de uma vez, mas compartilhou apenas o que as pessoas precisavam saber em cada época. Deus revela o Seu plano passo a passo, no tempo certo. Muitas coisas que Jesus fez e boa parte do Novo Testamento eram mistérios antes. A igreja formada por judeus e gentios, em um só corpo, não era vista com clareza no Antigo Testamento. Essas verdades estavam escondidas, mas foram reveladas em Cristo e pelo ensino dos apóstolos.
O que significa a sabedoria ser “para a nossa glória”? Em 1 Pedro 5:1 e 10, aprendemos que podemos participar da glória de Deus. Isso não significa que recebemos o crédito, mas que experimentamos alegria, santificação, salvação e vida eterna, tudo por graça.
Os líderes que crucificaram o Senhor da glória (v. 8)
Que “sabedoria” é essa, que os governantes que crucificaram Jesus não entenderam? Esse mistério não foi compreendido pelos judeus nem pelos líderes. Eles não entendiam por que o Messias precisava sofrer e morrer. Esperavam um líder político. Se tivessem entendido de fato os planos de Deus, não teriam crucificado o Senhor da glória. Mas viam as coisas à sua maneira, e para eles aquilo não fazia sentido.
O que Deus preparou (v. 9)
Sobre o que fala o versículo 9? Isso significa que a sabedoria de Deus é impossível de entender? O versículo 9, que cita Isaías 64:4, costuma ser confundido com uma descrição do céu, mas isso o tira do contexto. Ele fala da sabedoria que Deus preparou para os que O amam. Essa sabedoria não é vista, ouvida nem compreendida com facilidade. Era um mistério.
Deus revela pelo Espírito (v. 10)
Como podemos conhecer a sabedoria de Deus? Meditando? Pensando racionalmente? Deixando as coisas acontecerem? Ou fazendo uma viagem especial? A sabedoria de Deus pode ser conhecida, mas não por nossas forças. Não adianta sentar e tentar entender Deus com a nossa lógica. Os filósofos tentam e não conseguem. A única maneira de conhecer a sabedoria de Deus é pela revelação que Ele nos dá. E como Deus nos revela isso? Por meio da Sua Palavra, mas precisamos da ajuda do Espírito Santo para entendê-la. A Palavra de Deus pode parecer tola para nós, a menos que o Espírito Santo trabalhe em nosso coração e nos transforme. A graça de Deus vem antes de nós e abre os olhos que sozinhos não veriam. A sabedoria que temos vem de Deus, e isso nos ensina algumas coisas importantes:
- Devemos ser humildes. Não temos essa sabedoria porque somos mais inteligentes ou mais iluminados que os outros, nem por mérito nosso.
- Não podemos passar essa sabedoria aos outros apenas com persuasão ou discursos inteligentes. Ao compartilhá-la, precisamos confiar em Deus e orar para que o Seu Espírito toque o coração das pessoas.
- Devemos pedir a Deus essa sabedoria (Tiago 1:5). Ela vem Dele. Ao estudar a Bíblia, não devemos fazê-lo como mero exercício intelectual, mas orando e confiando no Senhor para que nos mostre o que ela significa.
O Espírito conhece a mente de Deus (vv. 11-13)
“11 Pois quem dentre os seres humanos sabe as coisas do ser humano, senão o espírito do ser humano que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 12 Nós, porém, não recebemos o espírito do mundo, mas sim, o Espírito que provém de Deus; para que saibamos as coisas que por Deus nos são dadas; 13 as quais também falamos, não com palavras que a sabedoria ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, interpretando coisas espirituais por meios espirituais.”
(1 Coríntios 2:11-13, Bíblia Livre)
Como alguém pode conhecer a Deus? Só cada pessoa sabe o que realmente pensa. Só eu sei o que está no meu coração. Só Paulo sabe o que estava em sua mente. O mesmo vale para Deus: somente Deus conhece os Seus próprios pensamentos. Isso mostra que o Espírito Santo é Deus. Portanto, não podemos conhecer a Deus a menos que Ele se revele a nós, e Ele o faz por meio do Espírito Santo. Deus quer ser conhecido por nós, mas não podemos chegar a Ele apenas com o intelecto. Precisamos conhecê-Lo por meio da Sua Palavra e da ação do Espírito em nosso coração. Em João 16:8-15, vemos que o Espírito Santo é quem convence e revela a mensagem de Deus.
O que devemos fazer com essa sabedoria? Não devemos guardá-la só para nós. Depois de recebê-la, devemos compartilhá-la com os outros. Nossas palavras devem ser cheias de graça e sabedoria (Colossenses 4:6). Quando temos pensamentos espirituais, nossas palavras devem refletir isso.
A mente de Cristo (vv. 14-16)
“14 Mas o ser humano natural não compreende as coisas que são do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não as pode entender, porque se compreendem espiritualmente. 15 Porém quem é espiritual compreende todas as coisas, mas não é compreendido por ninguém. 16 Pois quem conheceu a mente do Senhor, para que o possa instruir? Mas nós temos a mente de Cristo.”
(1 Coríntios 2:14-16, Bíblia Livre)
O que é o “ser humano natural”? Como já vimos várias vezes neste capítulo e no anterior, a pessoa natural não conhece a Deus e não tem a Sua sabedoria. Para ela, tudo isso parece loucura, e ela não consegue entender a verdade. Em 2 Coríntios 4:4, lemos que Satanás cega o entendimento dos que não creem, para que não vejam a luz do evangelho.
Contrastemos isso com o versículo 15. Nós, que temos a mente de Cristo, conseguimos discernir a verdade no mundo e na vida das outras pessoas. Já a pessoa natural não vê a verdade em nossa vida. Muitas vezes, as pessoas pensam que temos alguma motivação secreta para crer ou para compartilhar a nossa fé. Podem achar que temos um motivo oculto para dar o nosso dinheiro a Deus ou para fazer sacrifícios ao servi-Lo. Simplesmente não conseguem entender.
É incrível pensar que qualquer um de nós pode conhecer a mente de Deus. Mas, por Sua graça, Deus não só se revelou a nós como também nos deu a própria mente de Cristo. Louvado seja o Senhor por Sua grande misericórdia e graça em nossa vida!
Perguntas para reflexão
- O que o versículo 11 nos ensina sobre como podemos conhecer a sabedoria de Deus? ¶
- Depois de conhecermos a sabedoria de Deus, o que devemos fazer com ela? ¶
- O que significa “ser humano natural”? ¶
- Por que esse tipo de pessoa acha que a sabedoria de Deus é tolice? ¶
- Como podemos explicar o versículo 15? ¶
- O que significa que “temos a mente de Cristo”? ¶
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