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EstudosEstudos em Gênesis28 de 28

Gênesis 12 e 13: Abrão no Egito e a escolha de Ló

Estudo indutivo de Gênesis 12:10 a 13:18: a meia-verdade no Egito, a briga dos pastores e a promessa renovada

Diego Gonçalves15 min de leitura3.067 palavras

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Neste estudo

Em muita roça do Brasil, a briga mais antiga não é por dinheiro, e sim por cerca. Dois irmãos herdam o mesmo sítio, o gado de um começa a passar para o pasto do outro, e de repente a cerca é assunto de todo almoço de domingo. Quem já viu isso de perto sabe que o problema raramente é o arame.

Gênesis 13 conta uma briga dessa natureza, mas antes dela vem um episódio que explica muita coisa. Abrão acabou de ouvir a promessa mais bonita da vida dele (Gênesis 12:1-3), edificou altares e obedeceu. Poucos versículos depois, ele mente para salvar a pele. O estudo cobre Gênesis 12:10 a 13:18 e responde a uma pergunta: o que acontece com a fé de um homem escolhido por Deus quando o medo bate e a prosperidade chega?

Neste trecho o patriarca ainda se chama Abrão. Só no capítulo 17 Deus muda o nome dele para Abraão.

A fome e o plano de Abrão (12:10-13)

E houve fome na terra, e desceu Abrão ao Egito para peregrinar ali; porque era grande a fome na terra. E aconteceu que quando estava para entrar no Egito, disse a Sarai sua mulher: Eis que, agora conheço que és mulher bela à vista; E será que quando te houverem visto os egípcios, dirão: Sua mulher é: e matarão a mim, e a ti te preservarão a vida. Agora, pois, dize que és minha irmã, para que eu vá bem por tua causa, e viva minha alma por causa de ti.

(Gênesis 12:10-13, Bíblia Livre)

Observação. A fome vem logo depois de Abrão chegar à terra prometida. Ele “desceu” ao Egito por conta própria, e o texto não diz que Deus mandou. Em Canaã ele tinha construído altares (12:7-8), e no Egito não se fala de altar nenhum. O plano sai da boca de Abrão em três tempos: o que ele vê (a beleza de Sara), o que ele teme (ser morto) e o que ele quer (viver “por tua causa”).

Interpretação. “Peregrinar” é viver como estrangeiro, sem os direitos de quem nasceu no lugar. Descer não era pecado em si. O problema começou quando Abrão resolveu a crise sozinho, sem pedir direção. Sara tinha uns 65 anos, pois Abrão saiu de Harã com 75 (12:4) e ela era dez anos mais nova (17:17).

A meia-verdade tinha uma base: Sara era de fato filha do pai de Abrão, só que de outra mãe (Gênesis 20:12). O que torna a frase mentira é a intenção de enganar, e por isso a Lei, mais tarde, proibiu “falso testemunho” (Êxodo 20:16). O plano ainda faz algo pior: Abrão põe a mulher no risco para proteger o próprio pescoço. O provérbio descreve a cena: “O temor do homem arma ciladas” (Provérbios 29:25). E a queda veio logo depois de um momento alto. Pedro também foi elogiado por Jesus e, em seguida, repreendido com dureza (Mateus 16:23). O tombo costuma vir depois da subida.

Aplicação. Nós também sabemos montar versões convenientes da verdade: o currículo caprichado, a desculpa “foi sem querer”, o silêncio que deixa a pessoa entender errado. Paulo pede o contrário, que sigamos “a verdade em amor” (Efésios 4:15). Confesso que reconheço o plano de Abrão em muitas decisões minhas, tomadas com medo e chamadas de prudência.

Perguntas para discussão

  1. O que o texto diz e o que ele não diz sobre a descida ao Egito? Por que isso importa?
  2. Por que uma frase tecnicamente verdadeira (“é minha irmã”) pode ser mentira?
  3. Em que situação você já resolveu um aperto sozinho, sem consultar a Deus?

Faraó leva Sara, e Abrão sai ganhando (vv. 14-16)

E aconteceu que, quando entrou Abrão no Egito, os egípcios viram a mulher que era bela em grande maneira. Viram-na também os príncipes de Faraó, e a elogiaram; e foi levada a mulher a casa de Faraó: E fez bem a Abrão por causa dela; e teve ovelhas, e vacas, e asnos, e servos, e criadas, e asnas e camelos.

(Gênesis 12:14-16, Bíblia Livre)

Observação. O que Abrão temia aconteceu pela metade. Ninguém o matou, mas levaram Sara para a casa de Faraó. Em troca, Faraó “fez bem” a Abrão, e a lista de presentes é longa: rebanhos, servos, jumentos e camelos.

Interpretação. Alguns estudiosos estranham os camelos aqui, mas há ossos de camelo em sítios muito antigos, e a lista só quer mostrar que Abrão recebeu bens raros e valiosos.

A ironia pesa mais do que o detalhe arqueológico: Faraó pagou bem por Sara, e Abrão aceitou. É razoável supor que a serva egípcia Agar, mencionada em 16:1, tenha entrado na casa dele por esse caminho. Se for isso, o ganho do Egito deu fruto amargo anos depois, quando Sara usou Agar para tentar cumprir a promessa a seu modo. A riqueza que veio do pecado costuma custar mais do que valeu.

Aplicação. Nem todo lucro vem de Deus. Existe dinheiro, cargo e reconhecimento que chegam depois de uma mentira, e a abundância não prova que a decisão foi certa.

Perguntas para discussão

  1. Que sinais mostram que Abrão ganhou riqueza e perdeu algo mais importante?
  2. Você já aceitou algo vantajoso sem se perguntar como ele foi conseguido?

Deus defende Sara e repreende Faraó (vv. 17-20)

Mas o SENHOR feriu a Faraó e à sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai mulher de Abrão. Então Faraó chamou a Abrão e lhe disse: Que é isto que fizeste comigo? Por que não me declaraste que era tua mulher? Por que disseste: “É minha irmã”, pondo-me em risco de tomá-la para mim por mulher? Agora, pois, eis aqui tua mulher, toma-a e vai-te. Então Faraó deu ordem a seus homens acerca de Abrão; e lhe acompanharam, e à sua mulher com tudo o que tinha.

(Gênesis 12:17-20, Bíblia Livre)

Observação. Quem age agora é o SENHOR, e o faz sem que Abrão peça. Faraó descobre a verdade, chama Abrão e faz três perguntas, nenhuma com resposta. Em seguida devolve Sara, manda Abrão embora e ainda providencia escolta, com todos os bens.

Interpretação. A promessa de Deus passava por Sara: dela viria o filho (Gênesis 17:19). Por isso Deus não podia deixar que ela ficasse no harém, e o plano de Abrão, que punha em risco justamente o cumprimento da promessa, foi desfeito pelo próprio Deus. O salmista leu a cena assim: “Ele não permitiu a ninguém que os oprimisse; e por causa deles repreendeu a reis” (Salmos 105:14).

A cena é humilhante para Abrão. O rei pagão tem mais senso moral do que o homem da promessa, e a pergunta “Que é isto que fizeste comigo?” ressoa como a de Deus a Eva em Gênesis 3:13. Ao mesmo tempo, o cenário prefigura o futuro. Séculos depois, os filhos de Abrão desceriam ao Egito e sairiam de lá com ouro e prata (Gênesis 15:13-14; Êxodo 12:35-36). O Deus que guarda o povo é o mesmo que guardou Sara.

Aplicação. Se a promessa dependesse da firmeza de Abrão, ela teria caído ali. Do mesmo modo, a nossa salvação também não começa nem se sustenta por mérito nosso: nós a recebemos pela fé, e é Deus quem nos guarda enquanto permanecemos nele. Isso não é licença para pecar.

Perguntas para discussão

  1. Por que Deus interveio a favor de Abrão, mesmo ele estando errado?
  2. O que significa o rei pagão repreender o patriarca?
  3. Você lembra de uma ocasião em que Deus o livrou das consequências de uma decisão errada?

De volta ao altar (13:1-4)

Subiu, pois, Abrão do Egito até o Sul de Canaã, ele e sua mulher, com tudo o que tinha, e com ele Ló. E Abrão era riquíssimo em gado, em prata e ouro. E voltou por suas jornadas da parte do Sul até Betel, até o lugar onde havia estado antes sua tenda entre Betel e Ai; Ao lugar do altar que havia feito ali antes: e invocou ali Abrão o nome do SENHOR.

(Gênesis 13:1-4, Bíblia Livre)

Observação. O capítulo abre com um verbo que desfaz o anterior: antes Abrão “desceu”, agora “subiu”. O versículo 2 resume a vida dele numa palavra: “riquíssimo”. Depois vem o caminho de volta, etapa por etapa, até o lugar do altar “que havia feito ali antes”. Lá, ele invoca o nome do SENHOR.

Interpretação. O texto não registra palavras de arrependimento, e o gesto fala por ele: Abrão refaz o caminho até o ponto em que parou de procurar a Deus e recomeça dali. Voltar ao altar é voltar à dependência que o Egito tinha apagado. As riquezas, em si, não são o mal: a bênção do SENHOR “enriquece” e “ele não lhe acrescenta dores” (Provérbios 10:22). Contudo Jesus avisa que não se pode servir a Deus e ao dinheiro (Mateus 6:24), e que é difícil aos ricos entrar no Reino (Marcos 10:23-25).

Aplicação. Quando percebemos que nos afastamos, o caminho mais curto é o de volta ao lugar onde paramos de orar, de ler a Palavra, de nos reunir com os irmãos. E, na prosperidade, o teste é perguntar se a riqueza serve a Deus e aos outros ou se ela já virou dona da casa.

Perguntas para discussão

  1. Que diferença o texto sugere entre “descer” ao Egito e “subir” de volta?
  2. Qual é o seu “lugar do altar”, o ponto em que você deixou de buscar a Deus?
  3. Como saber se a riqueza está sendo bênção ou armadilha para o coração?

A terra não sustenta os dois (13:5-7)

E também Ló, que andava com Abrão, tinha ovelhas, e vacas, e tendas. E a terra não os podia sustentar para que habitassem juntos; porque a riqueza deles era muita, e não podiam morar num mesmo lugar. E houve briga entre os pastores do gado de Abrão e os pastores do gado de Ló: e os cananeus e os ferezeus habitavam então na terra.

(Gênesis 13:5-7, Bíblia Livre)

Observação. A causa da briga é a abundância: os dois tinham tanto gado que a terra não comportava os rebanhos. Quem briga são os pastores, e a menção aos cananeus e aos ferezeus, que “habitavam então na terra”, avisa que há gente de fora olhando.

Interpretação. A bênção sozinha não garante paz. Enquanto Abrão e Ló eram pobres, nenhum dos dois disputava pasto, e o que os dividiu foi a prosperidade. Abrão tinha ainda um motivo para evitar a briga: o testemunho. Quem devia ser bênção para as nações (12:3) não podia brigar diante dos vizinhos incrédulos. Paulo pede paz com todos, “no que for possível” (Romanos 12:18).

Aplicação. As famílias e as igrejas costumam brigar menos nas crises do que na fartura.

Perguntas para discussão

  1. Por que a prosperidade foi o que dividiu Abrão e Ló?
  2. Que conflito na sua família ou na sua igreja está sendo visto por quem está de fora?

Abrão abre mão do direito de escolher (vv. 8-9)

Então Abrão disse a Ló: Não haja agora briga entre mim e ti, entre meus pastores e os teus, porque somos irmãos. Não está toda a terra diante de ti? Eu te rogo que te separes de mim. Se fores à esquerda, eu irei à direita: e se tu à direita, eu irei à esquerda.

(Gênesis 13:8-9, Bíblia Livre)

Observação. Abrão toma a iniciativa e fala diretamente com Ló. Ele dá o motivo (“somos irmãos”) e faz uma proposta: separar-se. A oferta é generosa: Ló escolhe primeiro, e Abrão fica com o que sobrar.

Interpretação. Abrão tinha todo o direito de escolher. Era o mais velho, era o tio, e a promessa de Deus tinha sido feita a ele (12:7). O texto não explica por quê. Podem ter pesado o cuidado com o sobrinho, a vontade de recuperar o nome depois do Egito e o trabalho de Deus no coração dele. O que o episódio mostra é um homem que confia no Deus que prometeu a terra e por isso não precisa agarrá-la. Quem sabe que Deus dá não precisa tomar. Paulo ensina o mesmo mais tarde: cada um “considere o outro superior a si mesmo”, e não cuide só “do que é seu” (Filipenses 2:3-4).

Aplicação. Muitas brigas só acabam quando alguém decide abrir mão do que tem direito. Perder um pedaço de terra custa menos do que perder um irmão, e quem confia na provisão de Deus consegue ceder sem sentir que está perdendo.

Perguntas para discussão

  1. Que direitos Abrão tinha, e por que ele não os usou?
  2. Quais motivos podem explicar a generosidade dele?
  3. Em que briga atual você poderia abrir mão de um direito para preservar um relacionamento?

Ló escolhe com os olhos (vv. 10-13)

E levantou Ló seus olhos, e viu toda a planície do Jordão, que toda ela era bem regada, antes que destruísse o SENHOR a Sodoma e a Gomorra, como o jardim do SENHOR, como a terra do Egito entrando em Zoar. Então Ló escolheu para si toda a planície do Jordão: e partiu-se Ló ao Oriente, e separaram-se um do outro. Abrão assentou na terra de Canaã, e Ló assentou nas cidades da planície, e foi pondo suas tendas até Sodoma. Mas os homens de Sodoma eram maus e pecadores para com o SENHOR em grande maneira.

(Gênesis 13:10-13, Bíblia Livre)

Observação. Os verbos de Ló são uma escada: levantou os olhos, viu, escolheu, partiu, assentou, foi pondo as tendas até Sodoma. A planície é descrita com duas comparações: o “jardim do SENHOR” e “a terra do Egito”. No fim, o narrador interrompe a cena com um aviso: os homens de Sodoma eram maus.

Interpretação. Ló escolheu pelo que os olhos viam, e o texto lembra o caminho de Eva: “viu que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos” (Gênesis 3:6). A comparação com o Egito mostra o que ele procurava: uma terra sempre regada, como o vale do Nilo que tinha visto havia pouco. Ele saiu do Egito, mas o Egito não saiu dele. Ló não se mudou de uma vez para uma cidade perversa, e isso é o mais assustador: escolheu a planície, armou as tendas perto, passou a morar dentro. Pedro o chama de homem “justo” (2 Pedro 2:7-8) e diz que ele se afligia com o que via, só que o custo da escolha foi alto: ele perdeu os bens e a mulher (Gênesis 19).

Aplicação. Onde armamos a tenda importa: a escola dos filhos, o emprego, o círculo de amigos, as telas que ficam abertas em casa. Ninguém se muda para Sodoma de uma vez, e o caminho costuma vir com boas razões, como salário e oportunidade. Paulo manda fugir das paixões da juventude (2 Timóteo 2:22), e não flertar com elas.

Perguntas para discussão

  1. O que o caminho de Ló diz sobre decisões tomadas só pelo que os olhos veem?
  2. Que “tenda” você anda armando perto demais de um lugar perigoso?

Deus renova a promessa, e Abrão volta ao altar (vv. 14-18)

E o SENHOR disse a Abrão, depois que Ló se separou dele: Levanta agora teus olhos, e olha desde o lugar onde estás até o norte, e ao sul, e ao oriente e ao ocidente; Porque toda a terra que vês, a darei a ti e à tua descendência para sempre. E farei tua descendência como o pó da terra: que se alguém puder contar o pó da terra, também tua descendência será contada. Levanta-te, vai pela terra ao longo dela e à sua largura; porque a ti a tenho de dar. Abrão, pois, removendo sua tenda, veio e morou nos carvalhos de Manre, que é em Hebrom, e edificou ali altar ao SENHOR.

(Gênesis 13:14-18, Bíblia Livre)

Observação. Deus fala “depois que Ló se separou”. A ordem repete o verbo de Ló, com outro resultado: “Levanta agora teus olhos”. A promessa traz a terra “para sempre” e uma descendência impossível de contar. Abrão obedece, muda a tenda para Hebrom e edifica mais um altar.

Interpretação. O contraste com Ló é proposital. Ló levantou os olhos e escolheu o que parecia o melhor, ao passo que Abrão levantou os olhos porque Deus mandou e recebeu a terra inteira, inclusive o que tinha deixado para o sobrinho. Agora Deus aumenta a promessa: antes dizia “à tua descendência darei esta terra” (12:7), e agora acrescenta “a ti” e “para sempre”.

Como entender essa terra? Josué registrou que Deus entregou a Israel toda a terra que tinha jurado (Josué 21:43-45). Mas o Novo Testamento amplia o alcance, dizendo que a promessa era de ser “herdeiro do mundo” (Romanos 4:13) e que a descendência a quem ela se dirige “é Cristo” (Gálatas 3:16). O próprio Abrão não se contentou com um território, pois “esperava a cidade que tem fundamentos firmes, da qual o arquiteto e construtor é Deus” (Hebreus 11:10). Há irmãos que esperam um cumprimento territorial ainda futuro para a nação de Israel. Seguimos aqui o caminho que os apóstolos apontam, em que a promessa se realiza em Cristo e na herança de todos os que creem. O último gesto do capítulo é um altar, o terceiro que Abrão edifica em Canaã (12:7-8; 13:18). Abrão responde à promessa adorando.

Aplicação. Deus fala a quem abre mão. O que parecia perda virou ganho, e a promessa de Deus vale mais do que a melhor planície. E a resposta certa à graça recebida é o altar: oração, gratidão e adoração, onde quer que a nossa tenda esteja armada.

Perguntas para discussão

  1. Por que Deus só renova a promessa depois que Ló se separa?
  2. Como Romanos 4:13 e Hebreus 11:10 ajudam a entender a “terra” prometida?
  3. Quais são os seus altares nesta fase da vida?

A cerca e o altar

Voltemos à cerca. Abrão e Ló tinham a mesma terra e a mesma família, e saíram em direções opostas. Um olhou para o que a planície prometia, e o outro olhou para o que Deus tinha prometido.

Gênesis 12 e 13 mostram um Deus que guarda a promessa mesmo quando seu povo falha, que recebe de volta quem retorna ao altar e que fala a quem confia nele o bastante para abrir mão. A pergunta que fica é onde estamos armando as nossas tendas e o que fazemos quando a promessa chega: reclamamos mais terra ou construímos um altar?

Senhor, nós também já descemos ao Egito por medo e já escolhemos pelo que os olhos viram. Obrigado porque a tua fidelidade não depende da nossa. Traze-nos de volta ao altar, ensina-nos a abrir mão do que for preciso para preservar a paz, guarda a nossa tenda longe de Sodoma e faz de nós gente que levanta os olhos para a tua promessa. Amém.

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