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Gênesis 21O riso de Sara e o choro de Agar
Estudo indutivo de Gênesis 21: o filho da promessa, a festa que azedou, a mãe no deserto e o poço do juramento
Neste estudo
- Deus cumpre a palavra, e Sara ri de outro jeito (vv. 1-7)
- A festa do desmame e o riso que virou desprezo (vv. 8-11)
- Deus manda ouvir Sara e promete cuidar de Ismael (vv. 12-14)
- O Deus que ouve no deserto (vv. 15-21)
- O rei pede um juramento, e Abraão aceita (vv. 22-24)
- Berseba: o poço, as sete cordeiras e o Deus eterno (vv. 25-34)
- O riso que continua e a água que não falta
Quem já esperou por uma resposta (a aprovação no concurso, o resultado do exame) conhece o riso que vem antes do alívio: um riso curto, seco, de quem já não acredita. Quando a resposta finalmente chega, nasce outro riso, o de quem não se aguenta de gratidão. Os dois não se parecem.
Sara tinha dado o primeiro riso na porta da tenda, ouvindo a promessa de um filho (Gênesis 18:12). Gênesis 21 abre com o segundo. Já se haviam passado vinte e cinco anos desde que Abraão saiu de Harã aos setenta e cinco (Gênesis 12:4), e agora ele tem cem. O capítulo vai do nascimento de Isaque até o poço de Berseba, passando por uma festa estragada e uma mãe chorando no deserto. A pergunta que o atravessa é como Deus cuida do plano e das pessoas, inclusive das que ficam de fora da linha da promessa.
O estudo segue o esboço do texto: o filho nasce (vv. 1-7), Ismael é mandado embora (vv. 8-21) e Abraão firma um acordo com Abimeleque (vv. 22-34).
Deus cumpre a palavra, e Sara ri de outro jeito (vv. 1-7)
E o SENHOR visitou Sara, como disse, e o SENHOR fez com Sara como havia falado. E concebeu e deu à luz Sara a Abraão um filho em sua velhice, no tempo que Deus lhe havia dito. E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nasceu, que lhe deu à luz Sara, Isaque. E circuncidou Abraão a seu filho Isaque de oito dias, como Deus lhe havia mandado. E era Abraão de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. Então disse Sara: Deus me fez rir, e qualquer um que o ouvir, se rirá comigo. E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de dar de mamar a filhos? pois que lhe dei um filho em sua velhice.
(Gênesis 21:1-7, Bíblia Livre)
Observação. Os três primeiros versículos repetem a mesma ideia com palavras diferentes: Deus agiu “como disse”, “como havia falado” e “no tempo que Deus lhe havia dito”. Abraão obedece em duas frentes: dá ao menino o nome que Deus escolheu e o circuncida no oitavo dia. Sara responde com um riso e com uma pergunta que ninguém teria feito.
Interpretação. O verbo traduzido por “visitou” é paqad, e significa voltar a atenção para alguém, cuidar, intervir. Pode ser visita de juízo ou visita de graça, e aqui é graça: Deus faz o que prometeu. O mesmo verbo aparece quando Ana recebe os filhos depois de anos de esterilidade (1 Samuel 2:21) e quando José, morrendo, diz aos irmãos que “Deus certamente vos visitará” (Gênesis 50:24). Em ambos os casos Deus olhou primeiro para a mãe.
O nome Isaque, Yitschaq, quer dizer “ele ri”. Esse riso tem história. Primeiro Abraão riu, incrédulo, com o rosto no chão (Gênesis 17:17). Depois riu Sara, por dentro, e o SENHOR a flagrou: “Há para Deus alguma coisa difícil?” (Gênesis 18:12-14). Agora o riso de Sara é de espanto alegre: Deus lhe deu o que ela já não esperava. Quando a Bíblia diz que o próprio Deus ri, quase sempre é zombaria diante do malvado (Salmos 37:13). O riso bom, de alívio e de louvor, é o de Salmos 126:2: “nossa boca se encheu de riso, e nossa língua de alegria”. É a esse que Sara chega.
O Novo Testamento lê a cena pela fé. Hebreus diz que Sara concebeu “pela fé”, porque “considerou fiel aquele que havia prometido” (Hebreus 11:11). E Paulo diz de Abraão que ele “teve plena certeza de que aquele que havia prometido também era poderoso para cumprir” (Romanos 4:21).
Aplicação. A lentidão de Deus não é esquecimento. Quem passou anos orando por um filho, por um casamento restaurado, por uma conversão na família, precisa guardar esta frase: “como havia falado”. E a alegria de ver Deus agir pede companhia: Sara chama os outros para rir junto.
Perguntas para discussão
- Que expressões do texto mostram que Deus cumpriu a promessa ao pé da letra?
- O que o verbo paqad acrescenta ao que entendemos por “visitar”?
- Como o riso de Sara aqui se compara ao de Gênesis 18:12?
- Que promessa de Deus você já se pegou “rindo” por não acreditar? O que aconteceu depois?
A festa do desmame e o riso que virou desprezo (vv. 8-11)
E cresceu o menino, e foi desmamado; e fez Abraão grande banquete no dia que foi desmamado Isaque. E viu Sara ao filho de Agar a egípcia, o qual havia esta dado a Abraão, que o ridicularizava. Portanto disse a Abraão: Expulsa a esta serva e a seu filho; que o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque. Este dito pareceu grave em grande maneira a Abraão por causa de seu filho.
(Gênesis 21:8-11, Bíblia Livre)
Observação. Isaque cresceu, foi desmamado, e Abraão fez um banquete. No meio da comemoração, Sara vê o filho de Agar e reage com uma ordem: “Expulsa”. O motivo declarado é a herança, e o versículo 11 registra o que o pai sentiu: angústia.
Interpretação. No mundo antigo, antes dos antibióticos e das vacinas, muita criança não passava dos primeiros anos. O desmame, aos dois ou três anos, era uma conquista: o menino ia chegar à idade adulta e herdar. Para quem esperou cem anos, o banquete era o mínimo.
O verbo “ridicularizava” vem de tsachaq, a mesma raiz do nome Isaque, “ele ri”. Houve ali uma troça cruel: no dia em que o menino do riso foi festejado, outro riso, de desprezo, estragou a festa. Ismael era catorze anos mais velho que Isaque (Gênesis 16:16; 21:5), e por isso tinha então uns dezesseis ou dezessete anos. Não era brincadeira de criança. Paulo, falando pelo Espírito, chama isso de perseguição: “o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito” (Gálatas 4:29).
A palavra “expulsa” (garash) é a mesma de quando Adão foi lançado fora do jardim (Gênesis 3:24) e de quando Caim se queixou de ser expulso da terra (Gênesis 4:14). Para a lei da época, expulsar o filho da serva equivalia a deserdá-lo. Textos do Antigo Oriente Próximo, como o código de Lipit-Ishtar, dizem que o filho de uma escrava que o pai libertasse perdia a parte na herança, e a história de Jefté mostra a mesma exclusão em Israel (Juízes 11:1-3). Por isso o pedido de Sara era grave. Abraão ficou aflito também por amor, pois já tinha pedido a Deus por Ismael (Gênesis 17:18).
Aplicação. Famílias de fé também têm ciúme, comparação e filhos que se machucam. A festa da bênção pode virar palco de uma briga antiga. Convém notar o que se diz e do que se ri dentro de casa. Confesso que já ri de coisa que não tinha graça para o outro.
Perguntas para discussão
- Por que o desmame de Isaque era motivo de banquete?
- O que significa o verbo “ridicularizava” no contexto da raiz de Isaque?
- Por que Abraão ficou tão aflito com o pedido de Sara?
- Em que situação o seu riso pode estar machucando alguém da família?
Deus manda ouvir Sara e promete cuidar de Ismael (vv. 12-14)
Então disse Deus a Abraão: Não te pareça grave por causa do jovem e de tua serva; em tudo o que te disser Sara, ouve sua voz, porque em Isaque será chamada tua descendência. E também do filho da serva farei nação, porque é descendência tua. Então Abraão se levantou manhã muito cedo, e tomou pão, e um odre de água, e deu-o a Agar, pondo-o sobre seu ombro, e entregou-lhe o jovem, e despediu-a. E ela partiu, e andava errante pelo deserto de Berseba.
(Gênesis 21:12-14, Bíblia Livre)
Observação. Deus responde em duas partes na mesma fala: manda Abraão atender o pedido e promete cuidar de Ismael. Abraão não discute: levanta-se de manhã muito cedo e entrega a Agar pão e um odre de água. O trecho termina com Agar andando sem rumo.
Interpretação. A ordem de Deus não prova que o motivo de Sara era bom. Deus age em favor do plano que traçou: a descendência prometida vem por Isaque, e Gênesis 17:19-21 já o afirmara antes de Isaque nascer. Ali mesmo Deus respondeu ao pedido de Abraão por Ismael: “quanto a Ismael, também te ouvi; eis que o abençoarei” (Gênesis 17:20).
A obediência de Abraão é rápida e dolorosa. Ele sai “manhã muito cedo”, como fará de novo no monte Moriá (Gênesis 22:3). A despedida foi modesta, pão e água para dois num deserto, e o relato não esconde como foi dura. Restava a Abraão pôr esse peso nas mãos de Deus.
Aplicação. Às vezes obedecer a Deus custa a separação de alguém que amamos, ou a decisão de um limite que fere. Abraão não foi frio: ficou aflito. Mas entregou a Deus o que não conseguia sustentar, e o plano de Deus para um filho não depende da nossa presença. Se tivermos que deixar alguém ir, que seja com oração, e não com indiferença.
Perguntas para discussão
- Que duas coisas Deus diz a Abraão no versículo 12 e no versículo 13?
- Como Gênesis 17:20 ajuda a entender a promessa feita a Ismael?
- O que o texto mostra sobre os sentimentos de Abraão ao despedir Agar?
- Que decisão difícil você precisa entregar nas mãos de Deus?
O Deus que ouve no deserto (vv. 15-21)
E faltou a água do odre, e deitou ao jovem debaixo de uma árvore; e foi-se e sentou-se em frente, afastando-se como um tiro de arco; porque dizia: Não verei quando o jovem morrer: e sentou-se em frente, e levantou sua voz e chorou. E ouviu Deus a voz do jovem; e o anjo de Deus chamou a Agar desde o céu, e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas; porque Deus ouviu a voz do jovem onde está. Levanta-te, ergue ao jovem, e pegue-o por tua mão, porque farei dele uma grande nação. Então abriu Deus os olhos dela, e ela viu uma fonte de água; e foi, e encheu o odre de água, e deu de beber ao jovem. E foi Deus com o jovem; e cresceu, e habitou no deserto, e foi atirador de arco. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe lhe tomou mulher da terra do Egito.
(Gênesis 21:15-21, Bíblia Livre)
Observação. A água acaba. Agar deita o filho debaixo de uma árvore, afasta-se à distância de um tiro de arco para não vê-lo morrer e chora. Quem fala em seguida é o anjo de Deus, e ele fala do menino: “Deus ouviu a voz do jovem”. A ordem à mãe é simples: levanta-te, ergue-o, pega-o pela mão. Então Deus lhe abre os olhos, e ela vê a fonte. O resto da vida de Ismael cabe numa frase: “foi Deus com o jovem”.
Interpretação. O texto fala da voz do menino, não da de Agar, embora seja ela quem chora. O nome Ismael quer dizer “Deus ouve”, dado quando o anjo do SENHOR encontrou Agar fugida na fonte, anos antes (Gênesis 16:11). A história confirma o nome. O mesmo Deus que ouviu o gemido de Israel no Egito (Êxodo 2:24) ouve aqui o choro de um adolescente no deserto, fora da linha da promessa.
O texto não diz que a fonte surgiu naquele instante. Diz que Deus abriu os olhos de Agar, e ela viu o que estava ali. Muita pessoa chora ao lado de uma água que ainda não enxergou. O anjo de Deus fala em primeira pessoa: “farei dele uma grande nação”. Muitos cristãos veem aqui o Filho de Deus antes da encarnação, como em Gênesis 16, porque o texto apresenta alguém enviado por Deus que fala como Deus.
O capítulo mostra que o cuidado de Deus não se esgota na linha da promessa. Ismael é filho de Abraão e foi objeto de uma palavra de Deus, e a graça alcança também quem não está do lado favorecido da história.
Em Gálatas 4:22-31, Paulo usa o episódio como alegoria: Isaque e Ismael representam duas formas de ser filho, a do Espírito e a da carne. A conclusão dele é que “não somos filhos da escrava, mas sim da livre” (Gálatas 4:31). Isso fala de herança, e herança só se recebe pela fé em Cristo, e não por nascimento, esforço ou tradição.
Aplicação. Deus ouve o choro de quem foi mandado embora, e o choro de quem está fora da nossa história também chega a ele. Pense em quem vive no deserto agora: o filho afastado da igreja, o irmão ferido por um grupo, a mãe sozinha sem forças para pedir. Podemos orar por eles com a certeza de que Deus ouve. E, como Agar, podemos pedir que ele nos abra os olhos, porque muitas vezes o socorro já estava ali.
Perguntas para discussão
- Por que o texto diz que Deus ouviu a voz do jovem, e não a de Agar?
- O que significa o nome Ismael, e como a história confirma isso?
- Que diferença há entre Deus criar uma fonte e Deus abrir os olhos de Agar para ver a fonte?
- Em que situação você chorou ao lado de uma água que ainda não tinha visto?
O rei pede um juramento, e Abraão aceita (vv. 22-24)
E aconteceu naquele mesmo tempo que falou Abimeleque, e Ficol, príncipe de seu exército, a Abraão dizendo: Deus é contigo em tudo quanto fazes. Agora, pois, jura-me aqui por Deus, que não tratarás com falsidade a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; mas sim que conforme a bondade que eu fiz contigo, farás tu comigo e com a terra onde peregrinaste. E respondeu Abraão: Eu jurarei.
(Gênesis 21:22-24, Bíblia Livre)
Observação. O rei de Gerar volta, agora com o chefe do exército. Ele começa com um reconhecimento (“Deus é contigo em tudo quanto fazes”) e termina com um pedido de segurança: nenhuma falsidade contra ele, contra o filho nem contra o neto. Abraão responde em duas palavras.
Interpretação. O mesmo rei de Gênesis 20 reaparece. Ali Abraão o enganou com uma meia-verdade, e Abimeleque o repreendeu: “o que não devias fazer fizeste comigo” (Gênesis 20:9). Agora o rei tem boas razões para querer um juramento firme, e Abraão, que já tinha mentido a esse rei, tem boas razões para aceitar. O texto não lê o coração de ninguém, e por isso não convém afirmar que Abraão jurou por culpa ou por interesse.
Chama a atenção o testemunho: um homem que tinha mentido ao rei ouve dele que “Deus é contigo”.
Aplicação. O mundo vê o nosso trabalho e as nossas dívidas antes de ouvir o nosso sermão. O nosso nome vale o que valem as promessas que cumprimos. Jesus manda que o nosso falar seja “sim”, “sim”, “não”, “não” (Mateus 5:37).
Perguntas para discussão
- O que o rei reconhece em Abraão no versículo 22?
- Que ligação existe entre este juramento e o que aconteceu em Gênesis 20?
- Que motivos Abraão e Abimeleque podem ter tido para firmar essa aliança?
- O seu nome tem peso de palavra cumprida entre vizinhos e colegas?
Berseba: o poço, as sete cordeiras e o Deus eterno (vv. 25-34)
E Abraão reclamou com Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque lhe haviam tirado. E respondeu Abimeleque: Não sei quem tenha feito isto, nem tampouco tu me fizeste saber, nem eu o ouvi até hoje. E tomou Abraão ovelhas e vacas, e deu a Abimeleque; e fizeram ambos aliança. E pôs Abraão sete cordeiras do rebanho à parte. E disse Abimeleque a Abraão: Que significam essas sete cordeiras que puseste à parte? E ele respondeu: Que estas sete cordeiras tomarás de minha mão, para que me sejam em testemunho de que eu cavei este poço. Por isto chamou a aquele lugar Berseba; porque ali ambos juraram. Assim fizeram aliança em Berseba: e levantaram-se Abimeleque e Ficol, príncipe de seu exército, e se voltaram à terra dos filisteus. E plantou Abraão um bosque em Berseba, e invocou ali o nome do SENHOR Deus eterno. E morou Abraão na terra dos filisteus por muitos dias.
(Gênesis 21:25-34, Bíblia Livre)
Observação. Depois do juramento, Abraão traz um problema concreto: servos do rei tomaram um poço dele. Abimeleque diz que não sabia, e que Abraão também nunca avisou. Os dois fazem aliança, e Abraão separa sete cordeiras como prova de que o poço é dele. O lugar ganha nome, Abraão planta um bosque e invoca o SENHOR, e ele fica ali muito tempo.
Interpretação. Num deserto, poço vale tanto quanto uma escritura. Sem cartório, a prova era um ato visível: as sete cordeiras testemunham que Abraão cavou o poço. O nome Berseba junta duas ideias, “poço dos sete” e “poço do juramento”, porque o hebraico para “sete” e para “jurar” soam muito parecidos. O nome atravessa a Bíblia: Isaque reabre os poços do pai, que os filisteus tinham entupido, e repete o nome (Gênesis 26:15, 32-33), e “de Dã a Berseba” passou a designar Israel inteiro.
Dois detalhes merecem atenção. Primeiro, o conflito do poço acaba em conversa: o rei não sabia, e o patriarca não tinha dito. Muita briga de vizinho terminaria assim. Segundo, Abraão planta um bosque (algumas traduções falam de uma tamargueira) e invoca o SENHOR como “Deus eterno” (El Olam), nome que aparece aqui pela primeira vez. Quem acaba de ver Deus cumprir a promessa, depois de vinte e cinco anos, adora o Deus que dura mais do que qualquer prazo humano. O patriarca continua estrangeiro, “por muitos dias” na terra dos filisteus, e mesmo assim planta um bosque que só dará sombra com o tempo. É um gesto de fé.
Aplicação. A vida cristã inclui poço, cerca e escritura. Deus se importa com o muro dividido e com o contrato de aluguel, e resolver essas questões na conversa, com honestidade, é uma forma de adorar. A fé também planta árvore para uma geração que ainda não nasceu.
Perguntas para discussão
- O que Abraão fez primeiro ao descobrir que lhe tiraram o poço?
- O que significa o nome Berseba, e onde ele volta a aparecer na Bíblia?
- Por que importa que Abraão invoque “o Deus eterno” justamente nesse momento?
- Que questão prática da sua vida precisa de uma conversa honesta antes de virar briga?
O riso que continua e a água que não falta
O capítulo começa com um riso e termina com um poço. No meio, há uma festa que virou ferida, uma mãe sentada de costas para o filho, um anjo que chama pelo nome e um rei que pede segurança. Deus cumpre o que disse a Sara, mantém a promessa a Abraão, ouve Ismael e é invocado em Berseba como Deus eterno. A fidelidade dele guarda o plano e as pessoas ao mesmo tempo.
Daí saem três exercícios. O primeiro é guardar a promessa de Deus no tempo dele, e não no nosso, lembrando que “suas misericórdias não têm fim. Elas são novas a cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23). O segundo é cuidar da casa e das palavras, para que a alegria de um não vire desprezo para outro. O terceiro é confiar a Deus quem está no deserto, sabendo que ele ouve a voz do jovem.
Senhor, obrigado porque cumpres o que prometes e porque nenhuma espera é esquecimento diante de ti. Perdoa-nos pelo riso que humilha e por quem mandamos embora sem pensar no deserto. Abre os nossos olhos para a água que já está perto, ensina-nos a falar a verdade, a cumprir a palavra e a plantar para quem vem depois de nós. Que a nossa casa tenha o riso de gratidão de Sara e nenhum riso que humilhe. Em nome de Jesus, amém.
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