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EstudosEstudos em Gênesis35 de 35

Gênesis 21O riso de Sara e o choro de Agar

Estudo indutivo de Gênesis 21: o filho da promessa, a festa que azedou, a mãe no deserto e o poço do juramento

Diego Gonçalves16 min de leitura3.269 palavras

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Neste estudo

Quem já esperou por uma resposta (a aprovação no concurso, o resultado do exame) conhece o riso que vem antes do alívio: um riso curto, seco, de quem já não acredita. Quando a resposta finalmente chega, nasce outro riso, o de quem não se aguenta de gratidão. Os dois não se parecem.

Sara tinha dado o primeiro riso na porta da tenda, ouvindo a promessa de um filho (Gênesis 18:12). Gênesis 21 abre com o segundo. Já se haviam passado vinte e cinco anos desde que Abraão saiu de Harã aos setenta e cinco (Gênesis 12:4), e agora ele tem cem. O capítulo vai do nascimento de Isaque até o poço de Berseba, passando por uma festa estragada e uma mãe chorando no deserto. A pergunta que o atravessa é como Deus cuida do plano e das pessoas, inclusive das que ficam de fora da linha da promessa.

O estudo segue o esboço do texto: o filho nasce (vv. 1-7), Ismael é mandado embora (vv. 8-21) e Abraão firma um acordo com Abimeleque (vv. 22-34).

Deus cumpre a palavra, e Sara ri de outro jeito (vv. 1-7)

E o SENHOR visitou Sara, como disse, e o SENHOR fez com Sara como havia falado. E concebeu e deu à luz Sara a Abraão um filho em sua velhice, no tempo que Deus lhe havia dito. E chamou Abraão o nome de seu filho que lhe nasceu, que lhe deu à luz Sara, Isaque. E circuncidou Abraão a seu filho Isaque de oito dias, como Deus lhe havia mandado. E era Abraão de cem anos, quando lhe nasceu Isaque seu filho. Então disse Sara: Deus me fez rir, e qualquer um que o ouvir, se rirá comigo. E acrescentou: Quem diria a Abraão que Sara havia de dar de mamar a filhos? pois que lhe dei um filho em sua velhice.

(Gênesis 21:1-7, Bíblia Livre)

Observação. Os três primeiros versículos repetem a mesma ideia com palavras diferentes: Deus agiu “como disse”, “como havia falado” e “no tempo que Deus lhe havia dito”. Abraão obedece em duas frentes: dá ao menino o nome que Deus escolheu e o circuncida no oitavo dia. Sara responde com um riso e com uma pergunta que ninguém teria feito.

Interpretação. O verbo traduzido por “visitou” é paqad, e significa voltar a atenção para alguém, cuidar, intervir. Pode ser visita de juízo ou visita de graça, e aqui é graça: Deus faz o que prometeu. O mesmo verbo aparece quando Ana recebe os filhos depois de anos de esterilidade (1 Samuel 2:21) e quando José, morrendo, diz aos irmãos que “Deus certamente vos visitará” (Gênesis 50:24). Em ambos os casos Deus olhou primeiro para a mãe.

O nome Isaque, Yitschaq, quer dizer “ele ri”. Esse riso tem história. Primeiro Abraão riu, incrédulo, com o rosto no chão (Gênesis 17:17). Depois riu Sara, por dentro, e o SENHOR a flagrou: “Há para Deus alguma coisa difícil?” (Gênesis 18:12-14). Agora o riso de Sara é de espanto alegre: Deus lhe deu o que ela já não esperava. Quando a Bíblia diz que o próprio Deus ri, quase sempre é zombaria diante do malvado (Salmos 37:13). O riso bom, de alívio e de louvor, é o de Salmos 126:2: “nossa boca se encheu de riso, e nossa língua de alegria”. É a esse que Sara chega.

O Novo Testamento lê a cena pela fé. Hebreus diz que Sara concebeu “pela fé”, porque “considerou fiel aquele que havia prometido” (Hebreus 11:11). E Paulo diz de Abraão que ele “teve plena certeza de que aquele que havia prometido também era poderoso para cumprir” (Romanos 4:21).

Aplicação. A lentidão de Deus não é esquecimento. Quem passou anos orando por um filho, por um casamento restaurado, por uma conversão na família, precisa guardar esta frase: “como havia falado”. E a alegria de ver Deus agir pede companhia: Sara chama os outros para rir junto.

Perguntas para discussão

  1. Que expressões do texto mostram que Deus cumpriu a promessa ao pé da letra?
  2. O que o verbo paqad acrescenta ao que entendemos por “visitar”?
  3. Como o riso de Sara aqui se compara ao de Gênesis 18:12?
  4. Que promessa de Deus você já se pegou “rindo” por não acreditar? O que aconteceu depois?

A festa do desmame e o riso que virou desprezo (vv. 8-11)

E cresceu o menino, e foi desmamado; e fez Abraão grande banquete no dia que foi desmamado Isaque. E viu Sara ao filho de Agar a egípcia, o qual havia esta dado a Abraão, que o ridicularizava. Portanto disse a Abraão: Expulsa a esta serva e a seu filho; que o filho desta serva não herdará com meu filho, com Isaque. Este dito pareceu grave em grande maneira a Abraão por causa de seu filho.

(Gênesis 21:8-11, Bíblia Livre)

Observação. Isaque cresceu, foi desmamado, e Abraão fez um banquete. No meio da comemoração, Sara vê o filho de Agar e reage com uma ordem: “Expulsa”. O motivo declarado é a herança, e o versículo 11 registra o que o pai sentiu: angústia.

Interpretação. No mundo antigo, antes dos antibióticos e das vacinas, muita criança não passava dos primeiros anos. O desmame, aos dois ou três anos, era uma conquista: o menino ia chegar à idade adulta e herdar. Para quem esperou cem anos, o banquete era o mínimo.

O verbo “ridicularizava” vem de tsachaq, a mesma raiz do nome Isaque, “ele ri”. Houve ali uma troça cruel: no dia em que o menino do riso foi festejado, outro riso, de desprezo, estragou a festa. Ismael era catorze anos mais velho que Isaque (Gênesis 16:16; 21:5), e por isso tinha então uns dezesseis ou dezessete anos. Não era brincadeira de criança. Paulo, falando pelo Espírito, chama isso de perseguição: “o que nasceu segundo a carne perseguia o que nasceu segundo o Espírito” (Gálatas 4:29).

A palavra “expulsa” (garash) é a mesma de quando Adão foi lançado fora do jardim (Gênesis 3:24) e de quando Caim se queixou de ser expulso da terra (Gênesis 4:14). Para a lei da época, expulsar o filho da serva equivalia a deserdá-lo. Textos do Antigo Oriente Próximo, como o código de Lipit-Ishtar, dizem que o filho de uma escrava que o pai libertasse perdia a parte na herança, e a história de Jefté mostra a mesma exclusão em Israel (Juízes 11:1-3). Por isso o pedido de Sara era grave. Abraão ficou aflito também por amor, pois já tinha pedido a Deus por Ismael (Gênesis 17:18).

Aplicação. Famílias de fé também têm ciúme, comparação e filhos que se machucam. A festa da bênção pode virar palco de uma briga antiga. Convém notar o que se diz e do que se ri dentro de casa. Confesso que já ri de coisa que não tinha graça para o outro.

Perguntas para discussão

  1. Por que o desmame de Isaque era motivo de banquete?
  2. O que significa o verbo “ridicularizava” no contexto da raiz de Isaque?
  3. Por que Abraão ficou tão aflito com o pedido de Sara?
  4. Em que situação o seu riso pode estar machucando alguém da família?

Deus manda ouvir Sara e promete cuidar de Ismael (vv. 12-14)

Então disse Deus a Abraão: Não te pareça grave por causa do jovem e de tua serva; em tudo o que te disser Sara, ouve sua voz, porque em Isaque será chamada tua descendência. E também do filho da serva farei nação, porque é descendência tua. Então Abraão se levantou manhã muito cedo, e tomou pão, e um odre de água, e deu-o a Agar, pondo-o sobre seu ombro, e entregou-lhe o jovem, e despediu-a. E ela partiu, e andava errante pelo deserto de Berseba.

(Gênesis 21:12-14, Bíblia Livre)

Observação. Deus responde em duas partes na mesma fala: manda Abraão atender o pedido e promete cuidar de Ismael. Abraão não discute: levanta-se de manhã muito cedo e entrega a Agar pão e um odre de água. O trecho termina com Agar andando sem rumo.

Interpretação. A ordem de Deus não prova que o motivo de Sara era bom. Deus age em favor do plano que traçou: a descendência prometida vem por Isaque, e Gênesis 17:19-21 já o afirmara antes de Isaque nascer. Ali mesmo Deus respondeu ao pedido de Abraão por Ismael: “quanto a Ismael, também te ouvi; eis que o abençoarei” (Gênesis 17:20).

A obediência de Abraão é rápida e dolorosa. Ele sai “manhã muito cedo”, como fará de novo no monte Moriá (Gênesis 22:3). A despedida foi modesta, pão e água para dois num deserto, e o relato não esconde como foi dura. Restava a Abraão pôr esse peso nas mãos de Deus.

Aplicação. Às vezes obedecer a Deus custa a separação de alguém que amamos, ou a decisão de um limite que fere. Abraão não foi frio: ficou aflito. Mas entregou a Deus o que não conseguia sustentar, e o plano de Deus para um filho não depende da nossa presença. Se tivermos que deixar alguém ir, que seja com oração, e não com indiferença.

Perguntas para discussão

  1. Que duas coisas Deus diz a Abraão no versículo 12 e no versículo 13?
  2. Como Gênesis 17:20 ajuda a entender a promessa feita a Ismael?
  3. O que o texto mostra sobre os sentimentos de Abraão ao despedir Agar?
  4. Que decisão difícil você precisa entregar nas mãos de Deus?

O Deus que ouve no deserto (vv. 15-21)

E faltou a água do odre, e deitou ao jovem debaixo de uma árvore; e foi-se e sentou-se em frente, afastando-se como um tiro de arco; porque dizia: Não verei quando o jovem morrer: e sentou-se em frente, e levantou sua voz e chorou. E ouviu Deus a voz do jovem; e o anjo de Deus chamou a Agar desde o céu, e lhe disse: Que tens, Agar? Não temas; porque Deus ouviu a voz do jovem onde está. Levanta-te, ergue ao jovem, e pegue-o por tua mão, porque farei dele uma grande nação. Então abriu Deus os olhos dela, e ela viu uma fonte de água; e foi, e encheu o odre de água, e deu de beber ao jovem. E foi Deus com o jovem; e cresceu, e habitou no deserto, e foi atirador de arco. E habitou no deserto de Parã; e sua mãe lhe tomou mulher da terra do Egito.

(Gênesis 21:15-21, Bíblia Livre)

Observação. A água acaba. Agar deita o filho debaixo de uma árvore, afasta-se à distância de um tiro de arco para não vê-lo morrer e chora. Quem fala em seguida é o anjo de Deus, e ele fala do menino: “Deus ouviu a voz do jovem”. A ordem à mãe é simples: levanta-te, ergue-o, pega-o pela mão. Então Deus lhe abre os olhos, e ela vê a fonte. O resto da vida de Ismael cabe numa frase: “foi Deus com o jovem”.

Interpretação. O texto fala da voz do menino, não da de Agar, embora seja ela quem chora. O nome Ismael quer dizer “Deus ouve”, dado quando o anjo do SENHOR encontrou Agar fugida na fonte, anos antes (Gênesis 16:11). A história confirma o nome. O mesmo Deus que ouviu o gemido de Israel no Egito (Êxodo 2:24) ouve aqui o choro de um adolescente no deserto, fora da linha da promessa.

O texto não diz que a fonte surgiu naquele instante. Diz que Deus abriu os olhos de Agar, e ela viu o que estava ali. Muita pessoa chora ao lado de uma água que ainda não enxergou. O anjo de Deus fala em primeira pessoa: “farei dele uma grande nação”. Muitos cristãos veem aqui o Filho de Deus antes da encarnação, como em Gênesis 16, porque o texto apresenta alguém enviado por Deus que fala como Deus.

O capítulo mostra que o cuidado de Deus não se esgota na linha da promessa. Ismael é filho de Abraão e foi objeto de uma palavra de Deus, e a graça alcança também quem não está do lado favorecido da história.

Em Gálatas 4:22-31, Paulo usa o episódio como alegoria: Isaque e Ismael representam duas formas de ser filho, a do Espírito e a da carne. A conclusão dele é que “não somos filhos da escrava, mas sim da livre” (Gálatas 4:31). Isso fala de herança, e herança só se recebe pela fé em Cristo, e não por nascimento, esforço ou tradição.

Aplicação. Deus ouve o choro de quem foi mandado embora, e o choro de quem está fora da nossa história também chega a ele. Pense em quem vive no deserto agora: o filho afastado da igreja, o irmão ferido por um grupo, a mãe sozinha sem forças para pedir. Podemos orar por eles com a certeza de que Deus ouve. E, como Agar, podemos pedir que ele nos abra os olhos, porque muitas vezes o socorro já estava ali.

Perguntas para discussão

  1. Por que o texto diz que Deus ouviu a voz do jovem, e não a de Agar?
  2. O que significa o nome Ismael, e como a história confirma isso?
  3. Que diferença há entre Deus criar uma fonte e Deus abrir os olhos de Agar para ver a fonte?
  4. Em que situação você chorou ao lado de uma água que ainda não tinha visto?

O rei pede um juramento, e Abraão aceita (vv. 22-24)

E aconteceu naquele mesmo tempo que falou Abimeleque, e Ficol, príncipe de seu exército, a Abraão dizendo: Deus é contigo em tudo quanto fazes. Agora, pois, jura-me aqui por Deus, que não tratarás com falsidade a mim, nem a meu filho, nem a meu neto; mas sim que conforme a bondade que eu fiz contigo, farás tu comigo e com a terra onde peregrinaste. E respondeu Abraão: Eu jurarei.

(Gênesis 21:22-24, Bíblia Livre)

Observação. O rei de Gerar volta, agora com o chefe do exército. Ele começa com um reconhecimento (“Deus é contigo em tudo quanto fazes”) e termina com um pedido de segurança: nenhuma falsidade contra ele, contra o filho nem contra o neto. Abraão responde em duas palavras.

Interpretação. O mesmo rei de Gênesis 20 reaparece. Ali Abraão o enganou com uma meia-verdade, e Abimeleque o repreendeu: “o que não devias fazer fizeste comigo” (Gênesis 20:9). Agora o rei tem boas razões para querer um juramento firme, e Abraão, que já tinha mentido a esse rei, tem boas razões para aceitar. O texto não lê o coração de ninguém, e por isso não convém afirmar que Abraão jurou por culpa ou por interesse.

Chama a atenção o testemunho: um homem que tinha mentido ao rei ouve dele que “Deus é contigo”.

Aplicação. O mundo vê o nosso trabalho e as nossas dívidas antes de ouvir o nosso sermão. O nosso nome vale o que valem as promessas que cumprimos. Jesus manda que o nosso falar seja “sim”, “sim”, “não”, “não” (Mateus 5:37).

Perguntas para discussão

  1. O que o rei reconhece em Abraão no versículo 22?
  2. Que ligação existe entre este juramento e o que aconteceu em Gênesis 20?
  3. Que motivos Abraão e Abimeleque podem ter tido para firmar essa aliança?
  4. O seu nome tem peso de palavra cumprida entre vizinhos e colegas?

Berseba: o poço, as sete cordeiras e o Deus eterno (vv. 25-34)

E Abraão reclamou com Abimeleque por causa de um poço de água, que os servos de Abimeleque lhe haviam tirado. E respondeu Abimeleque: Não sei quem tenha feito isto, nem tampouco tu me fizeste saber, nem eu o ouvi até hoje. E tomou Abraão ovelhas e vacas, e deu a Abimeleque; e fizeram ambos aliança. E pôs Abraão sete cordeiras do rebanho à parte. E disse Abimeleque a Abraão: Que significam essas sete cordeiras que puseste à parte? E ele respondeu: Que estas sete cordeiras tomarás de minha mão, para que me sejam em testemunho de que eu cavei este poço. Por isto chamou a aquele lugar Berseba; porque ali ambos juraram. Assim fizeram aliança em Berseba: e levantaram-se Abimeleque e Ficol, príncipe de seu exército, e se voltaram à terra dos filisteus. E plantou Abraão um bosque em Berseba, e invocou ali o nome do SENHOR Deus eterno. E morou Abraão na terra dos filisteus por muitos dias.

(Gênesis 21:25-34, Bíblia Livre)

Observação. Depois do juramento, Abraão traz um problema concreto: servos do rei tomaram um poço dele. Abimeleque diz que não sabia, e que Abraão também nunca avisou. Os dois fazem aliança, e Abraão separa sete cordeiras como prova de que o poço é dele. O lugar ganha nome, Abraão planta um bosque e invoca o SENHOR, e ele fica ali muito tempo.

Interpretação. Num deserto, poço vale tanto quanto uma escritura. Sem cartório, a prova era um ato visível: as sete cordeiras testemunham que Abraão cavou o poço. O nome Berseba junta duas ideias, “poço dos sete” e “poço do juramento”, porque o hebraico para “sete” e para “jurar” soam muito parecidos. O nome atravessa a Bíblia: Isaque reabre os poços do pai, que os filisteus tinham entupido, e repete o nome (Gênesis 26:15, 32-33), e “de Dã a Berseba” passou a designar Israel inteiro.

Dois detalhes merecem atenção. Primeiro, o conflito do poço acaba em conversa: o rei não sabia, e o patriarca não tinha dito. Muita briga de vizinho terminaria assim. Segundo, Abraão planta um bosque (algumas traduções falam de uma tamargueira) e invoca o SENHOR como “Deus eterno” (El Olam), nome que aparece aqui pela primeira vez. Quem acaba de ver Deus cumprir a promessa, depois de vinte e cinco anos, adora o Deus que dura mais do que qualquer prazo humano. O patriarca continua estrangeiro, “por muitos dias” na terra dos filisteus, e mesmo assim planta um bosque que só dará sombra com o tempo. É um gesto de fé.

Aplicação. A vida cristã inclui poço, cerca e escritura. Deus se importa com o muro dividido e com o contrato de aluguel, e resolver essas questões na conversa, com honestidade, é uma forma de adorar. A fé também planta árvore para uma geração que ainda não nasceu.

Perguntas para discussão

  1. O que Abraão fez primeiro ao descobrir que lhe tiraram o poço?
  2. O que significa o nome Berseba, e onde ele volta a aparecer na Bíblia?
  3. Por que importa que Abraão invoque “o Deus eterno” justamente nesse momento?
  4. Que questão prática da sua vida precisa de uma conversa honesta antes de virar briga?

O riso que continua e a água que não falta

O capítulo começa com um riso e termina com um poço. No meio, há uma festa que virou ferida, uma mãe sentada de costas para o filho, um anjo que chama pelo nome e um rei que pede segurança. Deus cumpre o que disse a Sara, mantém a promessa a Abraão, ouve Ismael e é invocado em Berseba como Deus eterno. A fidelidade dele guarda o plano e as pessoas ao mesmo tempo.

Daí saem três exercícios. O primeiro é guardar a promessa de Deus no tempo dele, e não no nosso, lembrando que “suas misericórdias não têm fim. Elas são novas a cada manhã; grande é a tua fidelidade” (Lamentações 3:22-23). O segundo é cuidar da casa e das palavras, para que a alegria de um não vire desprezo para outro. O terceiro é confiar a Deus quem está no deserto, sabendo que ele ouve a voz do jovem.

Senhor, obrigado porque cumpres o que prometes e porque nenhuma espera é esquecimento diante de ti. Perdoa-nos pelo riso que humilha e por quem mandamos embora sem pensar no deserto. Abre os nossos olhos para a água que já está perto, ensina-nos a falar a verdade, a cumprir a palavra e a plantar para quem vem depois de nós. Que a nossa casa tenha o riso de gratidão de Sara e nenhum riso que humilhe. Em nome de Jesus, amém.

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