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O lamento não precisa fingir
Vem Andar Comigo, Semana 18 · Terça-feira: Ore o que realmente existe
Vem Andar Comigo, Semana 18 · Terça-feira: Ore o que realmente existe. Continua o encontro de domingo, Jó: fé quando nenhuma resposta basta.
Depois disto Jó abriu sua boca, e amaldiçoou seu dia.
Pois Jó respondeu, e disse:
Pereça o dia em que nasci, e a noite em que se disse: Um homem foi concebido.
Torne-se aquele dia em trevas; Deus não lhe dê atenção desde acima, nem claridade brilhe sobre ele.
Reivindiquem-no para si trevas e sombra de morte; nuvens habitem sobre ele; a escuridão do dia o espante.
Tome a escuridão aquela noite; não seja contada entre os dias do ano, nem faça parte do número dos meses.
Ah se aquela noite fosse solitária, e música de alegria não viesse a ela!
Amaldiçoem-na os que amaldiçoam o dia, os que se preparam para levantar seu pranto.
Escureçam-se as estrelas de sua manhã; espere a luz, e não venha, e as pálpebras não vejam o amanhecer;
Pois não fechou as portas do ventre onde eu estava, nem escondeu de meus olhos o sofrimento.
Por que eu não morri desde a madre, ou perdi a vida ao sair do ventre?
Por que joelhos me receberam? E por que seios me amamentaram?
Pois agora eu jazeria e repousaria; dormiria, e então haveria repouso para mim;
Com os reis e os conselheiros da terra, que edificavam para si os desertos;
Ou com os príncipes que tinham ouro, que enchiam suas casas de prata.
Ou por que não fui como um aborto oculto, como as crianças que nunca viram a luz?
Ali os maus deixam de perturbar, e ali repousam os cansados de forças.
Ali os prisioneiros juntamente repousam; e não ouvem a voz do opressor.
Ali estão o pequeno e o grande; e o servo livre está de seu senhor.
Por que se dá luz ao sofredor, e vida aos amargos de alma,
Que esperam a morte, e ela não chega, e que a buscam mais que tesouros;
Que saltam de alegria e ficam contentes quando acham a sepultura?
E também ao homem cujo caminho é oculto, e a quem Deus o encobriu?
Pois antes do meu pão vem meu suspiro; e meus gemidos correm como águas.
Pois aquilo que eu temia tanto veio a mim, e aquilo que tinha medo me aconteceu.
Não tenho tido descanso, nem tranquilidade, nem repouso; mas perturbação veio sobre mim.
(Jó 3:1-26, Bíblia Livre)
Até quando, SENHOR, te esquecerás de mim? Para sempre? Até quando tu esconderás de mim o teu rosto?
Até quando refletirei em minha alma, tendo tristeza em meu coração o dia todo? Até quando o meu inimigo se levantará contra mim?
Olha para mim, e ouve-me, SENHOR meu Deus; ilumina os meus olhos, para que eu não adormeça na morte.
Para que meu inimigo não diga: Eu o venci; e meus inimigos se alegrem, se eu vier a cair.
Mas eu confio em tua bondade; em tua salvação meu coração se alegrará;
Cantarei ao SENHOR, porque ele tem me feito muito bem.
(Salmos 13:1-6, Bíblia Livre)
Jó dá nome ao desespero. O salmista pergunta: “Até quando tu esconderás de mim o teu rosto?” (Salmo 13:1, Bíblia Livre). A Bíblia guarda essas palavras para que o sofrimento não nos expulse da oração.
Deus já conhece o que sentimos. A linguagem piedosa usada para esconder raiva, medo ou vazio pode nos afastar da relação que ela pretende proteger.
Lamentar não exige ficar sozinho. Algumas orações precisam ser acompanhadas por amigos, pastores responsáveis e profissionais de saúde.
Prática de lamento
Escreva quatro frases: “Isto dói”; “Eu não entendo”; “Eu preciso”; “Ainda me dirijo a ti”. Não force uma conclusão alegre.
Oração
Senhor, recebe a minha verdade e mantém-me voltado para ti, mesmo quando não encontro palavras de esperança. Amém.
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