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Dor não é prova de pecado oculto

Vem Andar Comigo, Semana 18 · Quarta-feira: Recuse a matemática da culpa

Diego Gonçalves2 min de leitura413 palavras

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Vem Andar Comigo, Semana 18 · Quarta-feira: Recuse a matemática da culpa. Continua o encontro de domingo, Jó: fé quando nenhuma resposta basta.

Leitura: Jó 4:7–8; 8:1–7; João 9:1–5

Lembra-te agora, qual foi o inocente que pereceu? E onde os corretos foram destruídos?

Como eu tenho visto, os que lavram injustiça e semeiam opressão colhem o mesmo.

(Jó 4:7-8, Bíblia Livre)

Então Bildade, o suíta, respondeu, dizendo:

Até quando falarás tais coisas, e as palavras de tua boca serão como um vento impetuoso?

Por acaso Deus perverteria o direito, ou o Todo-Poderoso perverteria a justiça?

Se teus filhos pecaram contra ele, ele também os entregou ao castigo por sua transgressão.

Se tu buscares a Deus com empenho, e pedires misericórdia ao Todo-Poderoso;

Se fores puro e correto, certamente logo ele se levantará em teu favor, e restaurará a morada de tua justiça.

Ainda que teu princípio seja pequeno, o teu fim será muito grandioso.

(Jó 8:1-7, Bíblia Livre)

E indo Jesus passando, viu a um homem cego desde o nascimento.

E seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou? Este, ou seus pais, para que nascesse cego?

Respondeu Jesus: Nem este pecou, nem seus pais; mas sim para que as obras de Deus nele se manifestem.

A mim me convém trabalhar as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Enquanto estiver no mundo, eu sou a luz do mundo.

(João 9:1-5, Bíblia Livre)

Os amigos calculam a culpa a partir da intensidade do sofrimento. Os discípulos fazem uma pergunta parecida diante do homem cego: “Rabi, quem pecou? Este, ou seus pais, para que nascesse cego?” (João 9:2, Bíblia Livre). Jesus recusa as opções oferecidas: “Nem este pecou, nem seus pais” (João 9:3, Bíblia Livre).

Há situações em que as escolhas produzem danos reconhecíveis e precisam ser confessadas. Porém, não podemos investigar o caráter de todo doente ou enlutado como se a dor fosse prova num tribunal.

Antes de perguntar “o que essa pessoa fez?”, pergunte “como posso amar e agir com verdade?”.

Exame pastoral

Recorde uma explicação que você ofereceu para o sofrimento de outra pessoa. Ela nasceu do texto e da escuta ou da necessidade de sentir controle? Corrija essa explicação, se for preciso.

Oração

Juiz justo e misericordioso, livra-me de acusações presunçosas e faz-me presença segura para quem sofre. Amém.


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