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O Deus que vê a vítima

Vem Andar Comigo, Semana 4 · Segunda-feira: Contemple

Diego Gonçalves3 min de leitura549 palavras

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Vem Andar Comigo, Semana 4 · Segunda-feira: Contemple. Continua o encontro de domingo, O Deus que se entristece com a violência e preserva a vida.

Leitura: Gênesis 6:11–13; Salmo 10:12–18

Porém a terra se corrompeu diante de Deus, e a terra encheu-se de violência.

E Deus olhou a terra, e eis que estava corrompida; porque toda carne havia corrompido seu caminho sobre a terra.

E disse Deus a Noé: O fim de toda carne veio diante de mim; porque a terra está cheia de violência por causa deles; e eis que eu os destruirei com a terra.

(Gênesis 6:11-13, Bíblia Livre)

Levanta-te, SENHOR Deus, ergue tua mão; não te esqueças dos miseráveis.

Por que o perverso blasfema de Deus? Ele diz em seu coração que tu nada lhe exigirás.

Tu estás o vendo; porque tu olhas para o trabalho e o cansaço, para o entregar em tuas mãos; em ti o pobre põe confiança; tu és o que ajuda ao órfão.

Quebra tu o braço do perverso e do maligno; faz cobrança da maldade dele, até que tu aches nada mais dela.

O SENHOR é Rei eterno e para todo o sempre; as nações perecerão de sua terra.

SENHOR, tu ouviste o desejo dos humildes; tu fortalecerás os seus corações, e teus ouvidos os ouvirão;

Para fazer justiça ao órfão e ao afligido; para que o homem não mais continue a praticar o terror.

(Salmos 10:12-18, Bíblia Livre)

Quando a violência enche a terra, Deus vê. Essa frase é consolo para quem foi ignorado e advertência para quem imagina que o poder torna o mal invisível. O salmista confessa: “Tu estás o vendo; porque tu olhas para o trabalho e o cansaço, para o entregar em tuas mãos; em ti o pobre põe confiança; tu és o que ajuda ao órfão” (Salmo 10:14, Bíblia Livre).

Crer no juízo divino não nos autoriza a buscar vingança. Ao contrário, essa fé nos liberta para dizer a verdade, proteger os vulneráveis, procurar justiça por meios responsáveis e recusar a lógica do agressor.

O salmista pede que Deus se levante porque sabe que o fraco nem sempre tem força para enfrentar o opressor. Levar esse clamor a sério exige mais que uma frase de consolo. A comunidade cristã precisa de práticas que acolham denúncias, evitem conflitos de interesse e ponham a segurança da pessoa ferida acima da reputação da instituição.

Deus também vê as violências distantes que chegam até nós como números. A oração devolve rosto às estatísticas, mas precisa também educar a nossa atenção: que vozes estamos ouvindo, que interesses estão sendo protegidos e que recursos podemos repartir?

Se você vive uma situação de violência, buscar segurança, as autoridades competentes e apoio pastoral ou profissional não é falta de fé. O silêncio que protege o agressor não deve ser chamado de perdão.

Prática do dia

Ore por uma situação concreta de violência e escolha uma ação segura: ouvir, encaminhar, apoiar uma instituição confiável ou rever uma prática da sua comunidade.

Oração

Deus que vês, aproxima-te dos feridos. Dá-nos coragem, prudência e perseverança para trabalhar pela verdade e pela proteção da vida. Amém.


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