AssineApoie
MembrosOs fascículos de cada episódio do canal Crer Para Compreender

DevocionaisVem Andar Comigo44 de 175

Orações sem vocabulário perfeito

Vem Andar Comigo, Semana 7 · Segunda-feira: Clame

Diego Gonçalves2 min de leitura398 palavras

Leitura automática pelo seu navegador; pode haver erros de pronúncia.

Áudio em preparo — assine para ser avisado

Vem Andar Comigo, Semana 7 · Segunda-feira: Clame. Continua o encontro de domingo, Moisés: o Deus que ouve o clamor.

Leitura: Êxodo 2:23–25; Romanos 8:26–27

E aconteceu que depois de muitos dias morreu o rei do Egito, e os filhos de Israel suspiraram por causa da servidão, e clamaram: e subiu a Deus o clamor deles com motivo de sua servidão.

E ouviu Deus o gemido deles, e lembrou-se de seu pacto com Abraão, Isaque e Jacó.

Deus olhou os filhos de Israel, e Deus os reconheceu.

(Êxodo 2:23-25, Bíblia Livre)

E da mesma maneira também o Espírito ajuda em nossas fraquezas. Pois não sabemos orar como se deve, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis.

E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito, pois ele intercede pelos santos, segundo a vontade de Deus.

(Romanos 8:26-27, Bíblia Livre)

Israel geme. O texto não registra uma oração cuidadosamente formulada. Ele registra um sofrimento que sobe até Deus.

Há momentos em que a dor desorganiza a linguagem. Pessoas feridas podem não conseguir explicar o que sentem, defender uma doutrina ou manter uma rotina devocional. O Deus do êxodo não exige elegância antes de ouvir. Diante do mar, Moisés também orou sem que o texto registre uma só palavra dele, e Adam Clarke comentou que “a linguagem dos suspiros, das lágrimas e dos desejos é tão inteligível para Deus quanto a das palavras”.

Paulo diz que o Espírito ajuda na nossa fraqueza: “o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Romanos 8:26, Bíblia Livre). A oração cristã pode começar como suspiro, lágrima ou frase interrompida. Deus conhece aquilo que ainda não conseguimos nomear.

Clamar também não substitui a procura de ajuda. Israel geme dentro de uma opressão concreta, e Deus envia alguém. Uma oração pode conduzir a uma denúncia segura, ao cuidado profissional, ao apoio da comunidade e a uma ação responsável.

Prática do dia

Leve a Deus uma dor sem tentar corrigi-la antes. Depois pergunte se existe alguém seguro a quem você precisa pedir ajuda, ou alguém cujo clamor você precisa ouvir.

Oração

Deus que ouves, recebe até aquilo que não sei dizer. Envia auxílio, dá-me coragem para recebê-lo e torna-me atento ao gemido do próximo. Amém.


← Domingo: Moisés: o Deus que ouve o clamor · Terça-feira: O nome que não podemos controlar →

140pal/min