AssineApoie
MembrosOs fascículos de cada episódio do canal Crer Para Compreender

Sermões52 Histórias da Bíblia14 de 32

Davi e Golias: a batalha é do Senhor em 1 Samuel 17

Onde colocamos a nossa confiança

Diego Gonçalves17 min de leitura3.443 palavras

Leitura automática pelo seu navegador; pode haver erros de pronúncia.

Áudio em preparo — assine para ser avisado

Neste texto

Texto-base: 1 Samuel 17

Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado.

(1Sm 17:45, ARA)

Introdução

Na semana passada, vimos Israel pedir um rei para ser como as outras nações. Deus deu ao povo o rei que ele pediu: Saul, alto, bonito, com a aparência certa. Porém, o coração de Saul não acompanhou a aparência. Ele desobedeceu a Deus mais de uma vez, e o Senhor procurou para si “um homem que lhe agrada” (1Sm 13:14). Pouco antes da história de hoje, Samuel foi a Belém e ungiu, em segredo, o filho mais novo de Jessé, um pastor de ovelhas chamado Davi. Ali Deus disse a Samuel: “o homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração” (1Sm 16:7).

Quem já teve de usar uma roupa emprestada num dia importante sabe como é. O terno do pai no casamento do primo, com as mangas cobrindo os dedos. O sapato do irmão mais velho, dois números maior, que escapa do calcanhar a cada passo. A roupa é boa, mas não é sua. Você passa a festa inteira preocupado com ela, e não com a festa.

Em 1 Samuel 17, um rei tenta vestir um pastor com a armadura dele, e o pastor devolve a armadura. A história de Davi e Golias costuma ser contada como prova de que o pequeno pode vencer o grande. Ela diz muito mais do que isso. Ela mostra onde colocamos a nossa confiança, e põe lado a lado dois jeitos de enfrentar o perigo: o de Saul, feito de medo e de recursos humanos, e o de Davi, feito de fé no Deus vivo.

Leitura: 1Sm 17:45-47

Davi, porém, disse ao filisteu: Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. […] Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.

(1Sm 17:45-47, ARA)

Para entender o texto

Ideia central. O povo de Deus vence os gigantes quando confia no nome do Senhor, e não nas armas dos homens. Davi enfrenta Golias pela honra de Deus, e a vitória dele aponta para Cristo, o Filho de Davi, que desceu ao vale e venceu por nós o inimigo que não podíamos vencer.

O texto em contexto

O capítulo 17 vem logo depois da unção de Davi (1Sm 16:1-13) e da chegada dele à corte de Saul como músico, para acalmar o rei atormentado (1Sm 16:14-23). O Espírito do Senhor tinha saído de Saul e vindo sobre Davi (1Sm 16:13-14). Ou seja, quando Golias aparece, Israel tem dois reis: um no trono, que já foi rejeitado, e outro no pasto, que ainda ninguém conhece.

O cenário é o vale de Elá, um corredor que sobe da planície do litoral, onde ficavam as cidades dos filisteus, para a região montanhosa de Judá. Os filisteus estavam acampados entre Socó e Azeca, cidades de Judá (1Sm 17:1). Ou seja, o inimigo já estava dentro da terra de Israel.

O texto também prepara o que vem depois. Por causa dessa vitória, as mulheres cantam “Saul feriu os seus milhares, porém Davi, os seus dez milhares” (1Sm 18:7), e começa a inveja de Saul, que vai perseguir Davi pelos capítulos seguintes.

Considerações interpretativas

O combate de representantes. Golias propõe que um homem de cada lado lute pelo seu povo: “Se ele puder pelejar comigo e me ferir, seremos vossos servos; porém, se eu o vencer e o ferir, então, sereis nossos servos” (1Sm 17:9). O resultado de um decide o destino de todos. Essa regra é a chave para ler o capítulo à luz do evangelho: um só homem desce ao vale, e a vitória dele vale para o povo inteiro (Rm 5:19).

As medidas. O texto hebraico tradicional dá a Golias “seis côvados e um palmo”, perto de 2,90 metros. A tradução grega antiga (Septuaginta) e um manuscrito de Qumran dão “quatro côvados e um palmo”, perto de 2 metros. Nas duas leituras, ele era muito mais alto que um soldado comum. A couraça pesava cinco mil siclos, uns 57 quilos, e a ponta da lança, seiscentos siclos, uns 7 quilos (1Sm 17:5-7).

Saul, o “gigante” de Israel. Quando foi escolhido, Saul “desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (1Sm 9:2). Se alguém em Israel tinha tamanho para enfrentar Golias, era o rei. O texto registra que ele “espantou-se e temeu muito” (1Sm 17:11).

Os quarenta dias. Golias desafiou Israel de manhã e à tarde durante quarenta dias (1Sm 17:16). Na Bíblia, o número costuma marcar um tempo de prova, como os quarenta anos no deserto (Nm 14:33-34).

A funda. A funda era uma arma de guerra de verdade, e não um brinquedo de menino. Os soldados de Benjamim atiravam com ela “numa linha de cabelo, e não erravam” (Jz 20:16). Davi não foi ingênuo para o vale. Ele levou a habilidade que Deus treinou nele no pasto, contra o leão e o urso (1Sm 17:34-37). Mesmo assim, o próprio Davi diz que a vitória vem do Senhor, e não da funda (1Sm 17:47).

“Incircunciso.” A circuncisão era o sinal da aliança de Deus com Abraão (Gn 17:10-11). Ao chamar Golias de “incircunciso filisteu”, Davi o descreve como alguém de fora da aliança, que afronta o Deus da aliança (1Sm 17:26).

Davi e Cristo. O Novo Testamento chama Jesus de Filho de Davi (Mt 1:1) e apresenta a cruz como a vitória sobre o diabo e a morte (Cl 2:15; Hb 2:14-15). A leitura cristã do capítulo vê em Davi uma figura de Cristo, o campeão que luta no lugar do povo. Ela não apaga a lição de fé que o texto dá ao povo de Deus, mas a coloca no lugar certo: confiamos como Davi porque Cristo já venceu.

O cenário: um exército paralisado pelo medo (1Sm 17:1-11)

Os filisteus estão acampados num monte, e os israelitas, no monte do outro lado. Entre eles fica o vale de Elá. Todos os dias, um homem desce do acampamento filisteu e para no meio do vale. É Golias, de Gate, o campeão dos filisteus.

O texto gasta tempo descrevendo esse homem. Ele tinha quase três metros de altura. Usava capacete de bronze e uma couraça de escamas que pesava uns 57 quilos. Tinha caneleiras de bronze, um dardo de bronze às costas e uma lança cuja ponta de ferro pesava uns 7 quilos. Um escudeiro ia na frente dele. Era uma máquina de guerra.

E ele faz um desafio. Um homem contra um homem. Quem vencer leva tudo. Se o israelita vencer, os filisteus serão servos de Israel. Se Golias vencer, Israel será servo dos filisteus. Depois ele grita: “Hoje, afronto as tropas de Israel. Dai-me um homem, para que ambos pelejemos” (1Sm 17:10).

A resposta de Israel vem no versículo 11: “Ouvindo Saul e todo o Israel estas palavras do filisteu, espantaram-se e temeram muito.”

Agora repare em um detalhe. Quando Saul foi escolhido rei, a Bíblia diz que ele era o homem mais alto de Israel. “Desde os ombros para cima, sobressaía a todo o povo” (1Sm 9:2). Se havia alguém em Israel com tamanho para descer ao vale, era Saul. O povo pediu um rei que saísse “adiante de nós” e fizesse “as nossas guerras” (1Sm 8:20). Esta era a guerra. E o rei ficou na barraca.

O rei que confiava na carne ficou paralisado diante de uma carne maior que a dele. Quando a nossa segurança está no nosso tamanho, na nossa força ou no nosso dinheiro, sempre vai aparecer alguém ou alguma coisa maior. E então o medo toma conta.

Durante quarenta dias, de manhã e à tarde, Golias desceu ao vale e repetiu o desafio (1Sm 17:16). Durante quarenta dias, o exército de Deus ouviu o gigante e não saiu do lugar. Quantos de nós vivemos assim? O mesmo medo, a mesma voz, todos os dias, de manhã e à tarde, e nós parados no mesmo lugar.

O olhar de Davi: zelo pela honra de Deus (1Sm 17:20-30)

Davi nem era soldado. Ele estava em Belém cuidando das ovelhas do pai. Os três irmãos mais velhos estavam na guerra, e Jessé mandou o caçula levar comida para eles e queijos para o comandante (1Sm 17:17-18). Davi chega ao acampamento justamente na hora em que Golias desce para o desafio. Ele ouve tudo e vê os homens de Israel fugindo de medo.

E logo aparece a diferença. Os soldados comentam o tamanho de Golias e a recompensa que o rei prometeu a quem o matasse. Davi pergunta outra coisa:

“Quem é esse incircunciso filisteu, para afrontar os exércitos do Deus vivo?” (1Sm 17:26).

Em primeiro lugar, Davi vê uma ofensa a Deus

Para Saul e os soldados, Golias era uma ameaça à vida deles. Para Davi, Golias era uma ofensa à honra de Deus. Os soldados falavam do gigante. Davi falava do “Deus vivo”. Ele não chamou Israel de “exército de Saul”, mas de “exércitos do Deus vivo”. Para Davi, quem estava sendo afrontado no vale era o Senhor.

Em segundo lugar, Davi mede o gigante pelo tamanho de Deus

Muitos anos antes, os espias que Moisés mandou a Canaã voltaram dizendo: “éramos, aos nossos próprios olhos, como gafanhotos” (Nm 13:33). O exército de Saul estava com os mesmos olhos. Comparavam Golias consigo mesmos, e ele parecia enorme. Davi comparou Golias com Deus, e ele ficou pequeno.

O problema não diminuiu. Golias continuava com quase três metros. O que mudou foi a régua. Quem mede os problemas pela própria força vive com medo. Quem mede os problemas pelo tamanho de Deus aprende a ter coragem.

Em terceiro lugar, Davi não para na primeira voz contrária

Eliabe, o irmão mais velho, ouve Davi e fica irado: “Bem conheço a tua presunção e a tua maldade” (1Sm 17:28). Era o mesmo Eliabe que Samuel achou que seria o rei, por causa da aparência, e que Deus rejeitou (1Sm 16:6-7). Davi não discute muito. Responde com uma pergunta, vira as costas e continua falando com outros (1Sm 17:29-30).

Quando alguém resolve confiar em Deus, quase sempre aparece uma voz de dentro de casa dizendo que aquilo é orgulho. Davi não deixou essa voz decidir por ele.

A armadura de Saul e o nome do Senhor (1Sm 17:31-40)

As palavras de Davi chegam a Saul, e Davi é levado ao rei. Ele diz: “Não desfaleça o coração de ninguém por causa dele; teu servo irá e pelejará contra o filisteu” (1Sm 17:32).

Saul responde com o raciocínio de qualquer pessoa sensata: “Contra o filisteu não poderás ir para pelejar com ele; pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade” (1Sm 17:33).

Davi então conta a sua história. Quando um leão ou um urso levava uma ovelha do rebanho, ele ia atrás, tirava a ovelha da boca do animal e, se o animal o atacava, ele o matava. E conclui: “O Senhor me livrou das garras do leão e das do urso; ele me livrará das mãos deste filisteu” (1Sm 17:37). A coragem de Davi tinha história. Ele tinha visto Deus agir no pasto, longe de todo mundo, antes de ver Deus agir no vale, diante de dois exércitos.

Saul aceita, mas faz questão de vestir Davi com a armadura dele. Põe nele o capacete de bronze, a couraça e a espada do rei. A armadura de Saul representa a confiança nos recursos humanos: a melhor tecnologia militar de Israel, a proteção convencional, o jeito do mundo de vencer uma guerra.

Davi experimenta andar e diz: “Não posso andar com isto, pois nunca o usei” (1Sm 17:39). E tira tudo.

É a roupa emprestada. A armadura era boa, era do rei, mas não era de Davi. Com ela, ele não conseguia nem andar. Então pega o cajado de pastor, escolhe cinco pedras lisas no ribeiro, põe na bolsa e desce ao vale com a funda na mão (1Sm 17:40).

Para quem olhava de fora, aquilo parecia suicídio. Mas Davi sabia algo que ninguém mais ali sabia: aquela batalha não era só militar.

Quantas vezes nós tentamos enfrentar as nossas lutas com a armadura de Saul? Com manipulação, com força de vontade, com dinheiro, com influência. Às vezes essas coisas até parecem funcionar por um tempo, mas não foram feitas para nós. Paulo escreveu que “as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas” (2Co 10:4). O povo de Deus luta com outras armas: a Palavra, a oração, a fé, a verdade (Ef 6:10-18).

O confronto: a teologia da vitória (1Sm 17:41-54)

Golias vem chegando, com o escudeiro na frente. Quando vê Davi, despreza o rapaz. Vê só um menino ruivo e bonito com um cajado na mão: “Sou eu algum cão, para vires a mim com paus?” (1Sm 17:43). E o texto acrescenta: “pelos seus deuses, amaldiçoou o filisteu a Davi” (1Sm 17:43). A batalha era espiritual, e Golias sabia disso também.

Então Davi responde com uma das declarações de fé mais ousadas da Bíblia:

Tu vens contra mim com espada, e com lança, e com escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens afrontado. Hoje mesmo, o Senhor te entregará nas minhas mãos; ferir-te-ei, tirar-te-ei a cabeça e os cadáveres do arraial dos filisteus darei, hoje mesmo, às aves dos céus e às bestas-feras da terra; e toda a terra saberá que há Deus em Israel. Saberá toda esta multidão que o Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra, e ele vos entregará nas nossas mãos.

(1Sm 17:45-47, ARA)

Nessas palavras há três coisas.

A arma. “Eu vou contra ti em nome do Senhor.” Golias tinha espada, lança e escudo. Davi tinha o nome do Senhor. Na Bíblia, o nome de Deus é o próprio Deus que se revela e age a favor do seu povo. “Torre forte é o nome do Senhor, à qual o justo se acolhe e está seguro” (Pv 18:10).

O propósito. “Toda a terra saberá que há Deus em Israel.” Davi não estava lutando para provar que era corajoso, nem para ganhar a filha do rei e a isenção de impostos que Saul tinha prometido (1Sm 17:25). Ele queria que o mundo inteiro soubesse quem é o Deus de Israel. A vitória era para a glória de Deus e para que as nações o conhecessem.

A lição. “O Senhor salva, não com espada, nem com lança; porque do Senhor é a guerra.” Essa frase resume o capítulo inteiro, e resume também a história de Israel, desde o mar Vermelho até as muralhas de Jericó.

Davi corre em direção ao filisteu. Põe a mão na bolsa, tira uma pedra, atira com a funda. A pedra entra na testa de Golias, e o gigante cai com o rosto em terra. Davi não tinha espada. Então corre, pega a espada do próprio Golias e corta a cabeça dele com ela (1Sm 17:49-51). Os filisteus fogem, e Israel os persegue. A vitória é completa.

Aplicação: enfrentando os nossos gigantes

Muitas vezes essa história é pregada assim: “Você é Davi, e os seus problemas são Golias.” Há verdade nisso, porque o Deus de Davi é o nosso Deus. Mas o texto nos leva mais fundo.

Em primeiro lugar, Cristo é o verdadeiro Davi

Pense de novo no combate de representantes. Um homem desce ao vale, e o resultado dele vale para o povo inteiro. Se formos honestos, nós não somos Davi nessa história. Somos os soldados de Israel, escondidos nas trincheiras, ouvindo o inimigo todos os dias e sem coragem de descer.

Jesus, o Filho de Davi, é o campeão que desce ao vale por nós. Ele enfrentou o inimigo que nós não podíamos vencer: o pecado, o diabo e a morte. E venceu do jeito mais inesperado. Davi derrubou Golias e cortou a cabeça dele com a espada do próprio gigante. Jesus venceu a morte morrendo. A carta aos Hebreus diz que ele se fez homem “para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida” (Hb 2:14-15). E Paulo diz que, na cruz, Cristo despojou os principados e as potestades, “triunfando deles” (Cl 2:15).

A nossa vitória vem pela vitória dele. Quando Golias caiu, os soldados que estavam paralisados se levantaram e perseguiram os filisteus. Eles não venceram o gigante, mas entraram na vitória de Davi. É isso que acontece conosco quando cremos em Cristo: entramos na vitória que ele conquistou. “Graças a Deus, que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Co 15:57).

Em segundo lugar, porque Cristo venceu, podemos enfrentar os gigantes menores

Jesus venceu o gigante final. Por isso, agora podemos enfrentar os gigantes menores, como o medo, o pecado que insiste em voltar, a perseguição, com a mesma confiança de Davi. Não porque somos fortes, mas porque o Senhor está conosco.

Qual Golias está desafiando você hoje? Pode ser uma dívida que parece impagável, um diagnóstico médico, um vício, um conflito na família. Ele aparece de manhã e à tarde, e a voz dele não para. Quando você olha para ele, o que você vê: o tamanho do problema ou o tamanho do seu Deus?

E há uma pergunta que incomoda mais. Davi se indignou porque o nome de Deus estava sendo zombado diante de todos. E nós? Ainda nos incomodamos quando o nome de Deus é desprezado, ou já nos acostumamos? Confesso que, às vezes, eu me preocupo mais com o meu nome do que com o nome de Deus. O zelo de Davi corrige as nossas prioridades.

Conclusão

Lembra-se da roupa emprestada? O terno grande demais, o sapato que escapa do pé. Davi devolveu a armadura de Saul porque não conseguia andar com ela. E desceu ao vale com o que Deus já tinha posto nas mãos dele e com a única coisa que Golias não tinha: o nome do Senhor.

Nós também não precisamos de armadura emprestada. Não precisamos vencer as nossas lutas com as armas do mundo. Paulo nos manda vestir outra armadura, “toda a armadura de Deus” (Ef 6:11), e essa armadura serve em qualquer um que confia em Cristo, porque foi ele quem a fez.

Então, onde está a sua confiança hoje?

Se está na sua força, ela vai parecer pequena diante do próximo gigante.

Se está no seu dinheiro, na sua experiência ou na sua influência, ela vai pesar como a armadura de Saul.

Se está no nome do Senhor, você pode descer ao vale.

Se você ainda vive escondido na trincheira, olhando para o gigante todos os dias, hoje é dia de olhar para o Filho de Davi, que já desceu ao vale por você. Entre na vitória dele. Confesse o seu medo, entregue a sua luta e diga com Davi: “o Senhor me livrou […] ele me livrará” (1Sm 17:37).

O exército de Saul mediu o gigante pelo próprio tamanho. Davi mediu o gigante pelo tamanho de Deus.

Oro para que, diante do próximo Golias, nós lembremos que a batalha é do Senhor.

Perguntas para reflexão

  1. Qual é a diferença fundamental entre o jeito como Saul via Golias e o jeito como Davi via Golias? Como a visão que Davi tinha de Deus mudou a visão que ele tinha do problema?
  2. Por que Davi recusou a armadura de Saul? O que isso nos ensina sobre tentar lutar as batalhas de Deus com métodos puramente humanos?
  3. Qual foi o propósito que Davi declarou para vencer Golias (1Sm 17:46)? Era provar que ele era corajoso, ou algo maior?
  4. Qual Golias está provocando você hoje? Quando você olha para ele, vê o tamanho do problema ou o tamanho do seu Deus?
  5. Você se sente ofendido quando o nome de Deus é zombado, como Davi se sentiu, ou já se acostumou? O que o zelo de Davi ensina sobre as nossas prioridades?
  6. Nas lutas do dia a dia, você tem vestido a “armadura de Saul” (manipulação, força de vontade, dinheiro) ou tem confiado no nome do Senhor?

Oração

Senhor dos Exércitos, perdoa-nos porque frequentemente agimos como o exército de Saul, paralisados pelo medo diante dos gigantes da vida. Olhamos para o tamanho dos nossos problemas e esquecemos o tamanho do nosso Deus. Tentamos lutar com as armaduras da carne, com manipulação, força e astúcia, em vez de confiar no teu nome. Dá-nos a fé de Davi para crer que a batalha é tua e que a vitória já foi conquistada por Jesus, o Filho de Davi. Em nome dele, amém.


Citações bíblicas: Almeida Revista e Atualizada (ARA), © Sociedade Bíblica do Brasil. Todos os direitos reservados.

140pal/min