
Oseias 1O casamento do profeta e os três nomes
Estudo indutivo de Oseias 1: a ordem difícil, os filhos com nome de sentença e a promessa que vem depois
Neste estudo
- A palavra do SENHOR chega num tempo de fartura (v. 1)
- Deus manda o profeta casar com uma mulher infiel (vv. 2-3)
- Jezreel: Deus não esqueceu o sangue derramado (vv. 4-5)
- Não-Amada: a compaixão que Israel recusou (vv. 6-7)
- Não-Meu-Povo: a aliança desfeita (vv. 8-9)
- Filhos do Deus vivo: a promessa depois do julgamento (vv. 10-11)
- Os nomes que Deus troca
Escolher o nome de um filho dá trabalho. Tem casal que passa a gravidez inteira com uma lista no celular, testando o nome com o sobrenome e negociando com a avó que queria uma homenagem. O nome é a primeira coisa que os pais dizem sobre o filho, e quase sempre é uma palavra de esperança.
Oseias não escolheu o nome de nenhum dos três filhos. Deus escolheu, e os três soavam como sentença: Jezreel, Não-Amada, Não-Meu-Povo. Antes disso, Deus já tinha dito com quem o profeta ia casar.
Oseias pregou no Reino do Norte, Israel, nas últimas décadas antes de a Assíria acabar com ele, em 722 a.C. Nos capítulos 1 a 3 do livro, a casa do profeta vira parábola; nos capítulos 4 a 14, vêm as mensagens contra a infidelidade do povo. O capítulo 1 lança a pergunta que atravessa o livro inteiro: o que Deus faz com um povo que ele ama e que vive se entregando a outros?
A numeração segue a Bíblia Livre, que é a mesma da ARA: o capítulo 1 termina no versículo 11. A Bíblia hebraica e algumas traduções terminam no versículo 9 e contam os nossos versículos 10 e 11 como 2:1-2.
A palavra do SENHOR chega num tempo de fartura (v. 1)
A palavra do SENHOR que veio a Oseias, filho de Beeri, nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, e Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Joeroboão, filho de Joás, rei de Israel.
(Oseias 1:1, Bíblia Livre)
Observação. O versículo diz de onde vem a mensagem, quem a recebe e quando. A origem vem antes de tudo: “A palavra do SENHOR”. A data vem por reis, quatro de Judá e um só de Israel, embora Oseias tenha pregado no Norte.
Interpretação. Joel, Miqueias e Sofonias começam do mesmo jeito (Joel 1:1; Miqueias 1:1; Sofonias 1:1). A fórmula avisa que o livro não guarda as opiniões de um homem religioso sobre a crise do país. Oseias escreve o que recebeu, e por isso fala com autoridade. Até o nome dele aponta para o assunto: Oseias quer dizer “salvação”, da mesma raiz hebraica de Josué e de Jesus.
Jeroboão II reinou quarenta e um anos e morreu por volta de 753 a.C. (2 Reis 14:23). Ou seja, Oseias começou a pregar no fim desse reinado e continuou até os dias de Ezequias, mais ou menos entre 755 e 715 a.C. Os reis de Judá contam uma história: Uzias terminou leproso por queimar incenso no templo, coisa de sacerdote (2 Crônicas 26:16-21); Jotão foi fiel, mas o povo continuou se corrompendo (2 Crônicas 27:2); Acaz chegou a passar o filho pelo fogo (2 Reis 16:3); Ezequias confiou no SENHOR como nenhum outro rei de Judá (2 Reis 18:5). No Norte, Jeroboão alargou as fronteiras e encheu o país de comércio, só que “fez o que era mau aos olhos do SENHOR” (2 Reis 14:24). Depois dele vieram seis reis em pouco mais de trinta anos, quatro deles assassinados (2 Reis 15:8-30). Oseias não cita nenhum, e ele mesmo dá a pista: “Eles fizeram reis, mas não de mim” (Oseias 8:4).
Aplicação. O tempo de Oseias parecia bom: dinheiro circulando, festa religiosa cheia. Só que a fartura escondia uma fé podre, como a manga bonita na fruteira que já está preta quando a faca entra. Prosperidade nunca foi prova de que estamos bem com Deus.
Perguntas para discussão
- Por que importa que o livro comece com “a palavra do SENHOR”?
- O que a lista de reis diz sobre a situação espiritual de Judá e de Israel?
- Em que momento a prosperidade já fez você achar que estava tudo certo com Deus?
Deus manda o profeta casar com uma mulher infiel (vv. 2-3)
O princípio da palavra do SENHOR por Oseias. Disse, pois, o SENHOR a Oseias: Vai, toma para ti uma mulher de prostituição, e filhos de prostituições; porque a terra se prostitui muito, afastando-se do SENHOR. Então ele foi, e tomou a Gômer, filha de Diblaim, a qual concebeu, e lhe deu à luz um filho.
(Oseias 1:2-3, Bíblia Livre)
Observação. A primeira coisa que Deus diz a Oseias é uma ordem: vai e toma. A mesma raiz aparece três vezes no versículo 2: “prostituição”, “prostituições”, “se prostitui”. O motivo vem no fim: a terra se afastou do SENHOR. Oseias obedece, e o texto não registra uma palavra dele. E um detalhe pequeno: Gômer “lhe deu à luz um filho”, ou seja, deu um filho ao marido. Nos versículos 6 e 8, esse “lhe” some.
Interpretação. O hebraico diz “mulher de prostituições” (eshet zenunim). A palavra zenunim descreve um caráter inclinado à infidelidade, e não uma profissão; para “prostituta”, o hebraico tinha outra palavra, zonah.
Mesmo assim, a ordem incomoda. A Lei proibia o sacerdote de casar com mulher prostituta (Levítico 21:7, 14), e Provérbios avisa contra a adúltera (Provérbios 6:24-26). Como o Deus santo manda o profeta fazer isso? Há três leituras. Em primeiro lugar, Gômer já vivia na infidelidade, e Deus mandou Oseias assumir essa mulher como sinal vivo. Em segundo lugar, Gômer foi fiel no começo e só depois se perdeu, e o versículo 2 chama Gômer pelo que ela viria a ser. A Bíblia faz isso em outros lugares: na lista dos doze, Mateus já escreve “Judas Iscariotes, o mesmo que o traiu” (Mateus 10:4). Por fim, há quem leia tudo como visão, sem casamento de verdade; só que o texto dá nome à mulher e ao pai dela e conta gravidez e desmame. A segunda leitura resolve melhor a dificuldade moral e combina com o capítulo 3, em que Oseias vai buscar de volta a esposa que tinha ido embora.
Em qualquer leitura, a casa de Oseias vira sala de aula. Gômer representa Israel, e Oseias representa Deus. No Sinai, Deus fez aliança com um povo que ele já sabia que ia “se prostituir atrás dos deuses alheios” (Deuteronômio 31:16), e se uniu a ele assim mesmo. Os profetas falam da aliança como casamento e da idolatria como adultério (Jeremias 3:1-14; Ezequiel 16). A lição só funciona se Oseias amar como Deus amou, e é o que o capítulo 3 mostra: “ama a mulher amada por seu companheiro, apesar de ser adúltera, assim como o SENHOR ama os filhos de Israel” (Oseias 3:1).
Aplicação. Aparecemos nos dois papéis desta história. Como Gômer, fomos amados antes de merecer: “Nós amamos, porque ele nos amou primeiro” (1 João 4:19). Confesso que me reconheço mais em Gômer do que em Oseias, com um coração que corre atrás do que promete mais do que Deus. Como Oseias, somos chamados a amar quem nos fere. Cônjuge, filho, amigo e irmão de igreja vão falhar conosco, e nós com eles, e Paulo manda perdoar “como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4:32). Ninguém chega lá por força de vontade. A mesma graça que nos alcançou é a que nos ensina a perdoar.
Perguntas para discussão
- Como a ordem do versículo 2 combina com a santidade de Deus? Qual das três leituras parece mais fiel ao texto?
- Se o casamento é retrato da aliança, quem Oseias representa? E Gômer?
- O versículo 3 diz que Gômer deu um filho ao marido, e os versículos 6 e 8 não repetem isso. O que essa diferença pode sugerir?
- Existe alguém a quem você ainda não perdoou? O que impede você de dar esse passo esta semana?
Jezreel: Deus não esqueceu o sangue derramado (vv. 4-5)
E o SENHOR lhe disse: Chama o nome dele de Jezreel; porque daqui a pouco farei punição pelo sangue de Jezreel sobre a casa de Jeú, e farei cessar o reino da casa de Israel. E será que naquele dia quebrarei o arco de Israel no vale de Jezreel.
(Oseias 1:4-5, Bíblia Livre)
Observação. Deus dá o nome e o motivo na mesma frase. Jezreel aparece três vezes: nome do menino, lugar de sangue derramado e vale de derrota. O castigo tem dois alvos, a família de Jeú e o reino de Israel, e um prazo curto: “daqui a pouco”.
Interpretação. Jezreel quer dizer “Deus semeia”. Era uma cidade num vale fértil, e ali tinha corrido muito sangue. Quase cem anos antes, Deus tinha mandado Jeú acabar com a casa de Acabe para vingar os profetas mortos por Jezabel (2 Reis 9:7). Jeú foi além da ordem: matou também Acazias, rei de Judá, mandou trazer em cestos as cabeças dos setenta filhos de Acabe e não deixou vivo nenhum dos amigos e sacerdotes da casa real (2 Reis 9:27; 10:1-11). Deus prometeu o trono aos filhos dele até a quarta geração, e o mesmo texto registra o que faltou: “Jeú não cuidou de andar na lei do SENHOR Deus de Israel com todo seu coração” (2 Reis 10:30-31).
Se Deus mandou, por que agora castiga? Há três respostas, e elas não se excluem. A primeira olha para a medida: Jeú matou muito mais gente do que Deus mandou. A segunda olha para o coração: ele fez a coisa certa sem amar a Deus, e o SENHOR “olha o coração” (1 Samuel 16:7). A terceira olha para a coerência: Jeú derrubou Baal e manteve os bezerros de ouro de Betel e Dã (2 Reis 10:28-29), castigando nos outros a idolatria em que ele mesmo continuou (veja Romanos 2:1).
O “daqui a pouco” se cumpriu. Zacarias, filho de Jeroboão II e quarta geração de Jeú, reinou seis meses, até Salum matar o rei “em presença do seu povo”, e o texto fecha: “E assim foi” (2 Reis 15:10-12). Uns trinta anos depois, a Assíria tomou Samaria (2 Reis 17:6).
Aplicação. Deus não esquece o sangue derramado, nem quando quem derramou usava o nome dele. Também dá para fazer a coisa certa pelo motivo errado, e dá para pregar contra o pecado dos outros guardando o nosso em casa, como Jeú guardou os bezerros. Eu conheço essa tentação.
Perguntas para discussão
- O que o nome Jezreel lembrava a qualquer israelita daquele tempo?
- Qual das três explicações sobre Jeú tem mais apoio em 2 Reis 9 e 10?
- Existe algum “bezerro de ouro” que você condena nos outros e tolera em você?
Não-Amada: a compaixão que Israel recusou (vv. 6-7)
E ela voltou a conceber, e deu à luz uma filha. Então o SENHOR lhe disse: Chama o nome dela de Não-Amada, porque não mais amarei a casa de Israel para os perdoar. Mas a casa de Judá amarei, e os salvarei pelo SENHOR seu Deus; e não os salvarei por arco, nem por espada, nem por batalha, nem por cavalos, nem por cavaleiros.
(Oseias 1:6-7, Bíblia Livre)
Observação. Nasce uma menina, e o nome vem com a explicação: Deus não vai mais perdoar a casa de Israel. O versículo 7 abre com “Mas” e muda de reino. A salvação de Judá tem autor, “o SENHOR seu Deus”, e uma lista de cinco meios que Deus não vai usar.
Interpretação. O nome hebraico é Lo-Ruhamah. O verbo racham fala da compaixão de mãe e é parente de rechem, “útero”. Qualquer israelita ouvia aí o avesso do que Deus disse de si mesmo a Moisés: “SENHOR, SENHOR, forte, misericordioso, e piedoso; tardio para a ira” (Êxodo 34:6). Só que a mesma proclamação termina dizendo que ele “de nenhum modo justificará ao malvado” (Êxodo 34:7). Tardio para a ira não quer dizer sem ira. Israel teve quase dois séculos de avisos desde a divisão do reino: Elias, Eliseu, Amós e agora Oseias. Deus ofereceu compaixão muitas vezes, e o povo recusou todas elas.
Judá recebe outra palavra, cumprida nos dias de Ezequias. Em 701 a.C., Senaqueribe cercou Jerusalém, e numa noite “saiu o anjo do SENHOR, e feriu no campo dos assírios cento oitenta e cinco mil” (2 Reis 19:35). Judá não disparou uma flecha (veja Zacarias 4:6). Isso não fez de Judá um povo de estimação: quando Judá também endureceu, Jerusalém caiu diante da Babilônia (2 Reis 25).
Aplicação. A paciência de Deus tem um propósito: “é a bondade de Deus que te conduz ao arrependimento” (Romanos 2:4). Quem usa a misericórdia como licença para continuar no pecado estica a mesma corda que Israel esticou até arrebentar. E a salvação é obra de Deus do começo ao fim. Os nossos cavalos e cavaleiros hoje se chamam salário, contatos, plano de saúde. Nada disso salva.
Perguntas para discussão
- Como Êxodo 34:6-7 ajuda a entender o nome “Não-Amada”?
- Por que Deus faz questão de dizer como não vai salvar Judá?
- Em que você costuma confiar quando a situação aperta, antes de confiar em Deus?
Não-Meu-Povo: a aliança desfeita (vv. 8-9)
E depois de haver desmamado a Não-Amada, ela concebeu e deu à luz um filho. E o SENHOR disse: Chama o nome dele de Não-Meu-Povo; porque vós não sois meu povo, por isso eu não serei vosso Deus.
(Oseias 1:8-9, Bíblia Livre)
Observação. Entre a menina e o terceiro filho passa o tempo do desmame, uns dois ou três anos naquela cultura. Na explicação do nome, Deus deixa de falar de Israel e passa a falar com Israel: “vós não sois meu povo”. A frase tem duas metades que se espelham.
Interpretação. O nome hebraico, Lo-Ammi, desmonta o resumo da aliança: “eu serei vosso Deus, e vós sereis meu povo” (Levítico 26:12). No hebraico, a segunda metade do versículo 9 diz literalmente “eu não sou EU SOU para vós”, o nome revelado a Moisés na sarça (Êxodo 3:14). É linguagem de divórcio, a mesma de Oseias 2:2: “ela não é minha mulher, nem eu seu marido”.
Os nomes sobem de tom: Jezreel anuncia o fim de uma dinastia, Não-Amada o fim da compaixão, Não-Meu-Povo o fim da aliança. Mesmo assim, Deus levou anos para chegar aí, e cada criança andava pelas ruas de Samaria como um aviso com pernas. Deus também não rompeu por capricho: Israel tinha ido atrás de outros deuses primeiro, e a sentença confirma a escolha que o povo já tinha feito.
Aplicação. Israel tinha circuncisão, templo, festas e a história do Êxodo, e ouviu “vós não sois meu povo”. Pertencer a Deus não vem de herança nem de ficha de membro. Hebreus faz o mesmo alerta a cristãos, para que ninguém tenha “coração mau e infiel, que se afaste do Deus vivo”, e indica o remédio: encorajar uns aos outros “a cada dia” (Hebreus 3:12-13). O coração esfria aos poucos, e por isso precisamos uns dos outros.
Perguntas para discussão
- Que frase da aliança o nome “Não-Meu-Povo” desfaz?
- O que os anos entre um nascimento e outro dizem sobre a paciência de Deus?
- Em que você se apoia para ter certeza de que pertence a Deus?
Filhos do Deus vivo: a promessa depois do julgamento (vv. 10-11)
Todavia o número dos filhos de Israel será como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. E acontecerá que, onde foi-lhes dito: Vós não sois meu povo, lhes será dito: Vós sois filhos do Deus vivo. E os filhos de Judá e de Israel serão reunidos em um, e levantarão para si uma única cabeça, e subirão da terra; pois o dia de Jezreel será grande.
(Oseias 1:10-11, Bíblia Livre)
Observação. O “Todavia” vira o capítulo de ponta-cabeça. No mesmo lugar onde se ouviu “Vós não sois meu povo”, vai se ouvir “Vós sois filhos do Deus vivo”. Os dois reinos voltam a ser um, debaixo de uma só cabeça, e Jezreel termina ligado a um dia “grande”.
Interpretação. A areia do mar é a promessa feita a Abraão (Gênesis 22:17), que o julgamento não anulou. E o povo não volta a ser só “meu povo”: passa a ser chamado de “filhos”. A reunião desfaz a divisão que começou depois de Salomão (1 Reis 12), e a “única cabeça” é o rei da linhagem de Davi: “os filhos de Israel voltarão e buscarão ao SENHOR seu Deus, e a Davi seu rei” (Oseias 3:5). Até Jezreel volta ao sentido de “Deus semeia”: “E eu a semearei para mim na terra; amarei a Não-Amada” (Oseias 2:23).
Os apóstolos leram essa promessa à luz de Cristo. Paulo cita Oseias 2:23 e 1:10 para mostrar que Deus chamou um povo “não somente dentre os judeus, mas também dentre os gentios” (Romanos 9:24-26). Pedro escreve a igrejas com muitos gentios e usa os nomes dos filhos de Oseias:
Antes, vós não éreis povo, mas agora sois povo de Deus. Antes, não havíeis recebido misericórdia, mas agora recebestes misericórdia.
(1 Pedro 2:10, Bíblia Livre)
Jesus morreu “para que juntasse em um aos filhos de Deus, que estavam dispersos” (João 11:52), e “dos dois povos ele fez um” (Efésios 2:14). Por isso lemos a “única cabeça” como Cristo, o Filho de Davi, e a reunião prometida como a igreja de judeus e gentios. Há irmãos que esperam o cumprimento principal desses versículos numa restauração nacional de Israel durante um reino de mil anos, porque querem levar a sério a promessa feita a Israel como nação. Seguimos aqui a leitura dos apóstolos, sem fechar a porta aos israelitas que ainda vão crer: Deus “é poderoso para enxertá-los de volta” (Romanos 11:23).
Aplicação. A última palavra de Deus neste capítulo é de promessa. A maior parte de nós vem dos gentios: éramos Não-Meu-Povo, e Deus, pela misericórdia dele em Cristo, nos chamou de filhos. A graça veio antes, chamou e deu a fé com que respondemos. E quem se sente como Gômer, longe de casa e com vergonha de voltar, precisa ouvir que o Deus da sentença também prometeu chamar de “Amada”.
Perguntas para discussão
- O que muda quando Deus passa de “meu povo” para “filhos do Deus vivo”?
- Quem é a “única cabeça” do versículo 11? Como Oseias 3:5 ajuda a responder?
- Como Paulo e Pedro usam Oseias? O que isso diz sobre a igreja?
- Como você responde à fidelidade de Deus mostrada nesta promessa?
Os nomes que Deus troca
Cartório nenhum no Brasil registraria uma criança como Não-Amada, porque a lei não deixa dar nome que exponha alguém ao ridículo. Deus deu esses nomes de propósito, para que Samaria ouvisse a sentença toda vez que Gômer chamasse os filhos para dentro de casa. Só que o mesmo Deus prometeu trocar os nomes. Logo no começo do capítulo seguinte, ele manda: “Dizei a vossos irmãos: Meu Povo, e vossas irmãs: Amada” (Oseias 2:1).
Oseias 1 mostra um Deus que leva a sério a infidelidade do seu povo e que, mesmo assim, ama antes, espera anos entre um aviso e outro e guarda uma promessa maior do que o castigo. Diante dele cabem gratidão, cuidado para não endurecer o coração e disposição para perdoar quem nos fere.
Senhor, nós também já fomos Não-Meu-Povo e Não-Amada. Obrigado porque a tua misericórdia nos alcançou em Cristo e nos deu um nome novo. Guarda o nosso coração da infidelidade, ensina-nos a perdoar como fomos perdoados e não nos deixes desprezar a tua paciência. Amém.
Este estudo foi escrito a partir do roteiro indutivo de Study and Obey, usado como fonte de pesquisa.
- Estudos
- Oseias
- Estudo Indutivo
- Aliança