AssineApoie
MembrosOs fascículos de cada episódio do canal Crer Para Compreender

TeologiaArminianismo10 de 22

Arminianismo: A Segurança da Salvação

Diego Gonçalvesatualizado 17 min de leitura3.495 palavras

Leitura automática pelo seu navegador; pode haver erros de pronúncia.

Áudio em preparo — assine para ser avisado

Neste texto

Podemos perder a salvação?

Um verdadeiro crente nascido de novo pode perder sua salvação? Ou ele persistirá na fé? Os arminianos concordam sobre a depravação total da humanidade e nossa incapacidade de fazer escolhas espirituais por conta própria. Concordamos que a obra expiatória de Cristo na cruz foi para todos no mundo. Concordamos que a graça de Deus é resistível e que podemos recusar sua oferta de salvação. E concordamos que a eleição de Deus é condicional à nossa resposta à sua graça preveniente com fé. Mas os arminianos estão divididos quanto à segurança da salvação; a salvação pode ser perdida, ou os verdadeiros crentes sempre persistirão na fé?

Uma questão carregada de emoção

Essa questão sobre a segurança da salvação, ou segurança eterna, é carregada de emoção. É especialmente assim para aqueles com familiares que fizeram uma profissão pública de fé e depois a abandonaram. Acreditar que seus entes queridos estarão com você no céu, em vez de sofrer destruição, é reconfortante. E pode oferecer segurança ao crente morno. É aquele que acredita que, embora não esteja caminhando com Cristo agora, fez um compromisso com ele no passado e, por isso, ainda está salvo. Mas, por mais atraente que a ideia seja, se ela contradiz o que a Bíblia ensina, é uma falsa esperança.

O que a Bíblia ensina sobre a segurança da salvação? Infelizmente, em nenhum lugar ela diz explicitamente que a salvação pode ou não ser perdida. Se dissesse, não haveria debate sobre isso. Em vez disso, devemos examinar as Escrituras cuidadosamente para ver o que dizem sobre isso.

Ícone bizantino de Cristo, a videira verdadeira, com os apóstolos como ramos
Ícone Cristo, a videira, século XVI, tipo iconográfico criado em Creta por Ângelo Akotantos. Museu Bizantino e Cristão, Atenas. Foto de Tilemahos Efthimiadis, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Vale a pena apontar logo minha compreensão deste assunto: creio, com Wesley, na perseverança condicional; o crente está seguro enquanto permanece em Cristo pela fé, e pode abandonar a fé. Mas, desde o início, os arminianos discordaram entre si neste ponto, o que não deve ser surpresa. Este artigo analisará os argumentos de ambos os lados deste debate. No final, porém, a minha própria compreensão é a que ficará em destaque.

O argumento a favor da segurança da salvação

Várias passagens são usadas para apoiar a crença de que a salvação não pode ser perdida. Judas 1:24, “Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e apresentar-vos irrepreensíveis diante da sua glória com grande alegria”, é uma delas. Este versículo afirma que Deus pode me guardar de cair e é capaz de me apresentar irrepreensível diante da sua glória. Aqueles que defendem a segurança na salvação veem nele o ensino de que Deus faz o necessário para nos manter seguros, e não nossos próprios esforços.

O suporte bíblico

Em João 10:28-29, Jesus diz das suas ovelhas:

“E eu lhes dou a vida eterna, e para sempre não perecerão, e ninguém as arrancará de minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior que todos; e ninguém pode arrancá-las da mão de meu Pai.”

(João 10:28-29, Bíblia Livre)

Quem, ou o que, poderia nos arrebatar das mãos tanto do Filho quanto do Pai? Deus é maior do que todos e capaz de nos proteger de qualquer um que busque nossa destruição.

Em Efésios 4:30, Paulo nos diz para não “entristecer o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da libertação” (Efésios 4:30, Bíblia Livre). O selo era uma forma de garantir segurança e prevenir adulterações. Se somos selados até o dia da redenção, então não há chance de apostasia; nossa segurança eterna está garantida.

Uma das passagens mais conhecidas é João 3:16. Aqui, Jesus diz: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito; para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16, Bíblia Livre). Deus deu vida eterna a todos que creem em Jesus. Esta vida é eterna; como algo que é eterno pode ser tirado?

E a passagem talvez mais usada para apoiar a segurança eterna é Romanos 8:38-39:

“Pois tenho certeza que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem o presente, nem o futuro, nem poderes, nem altura, nem profundeza, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.”

(Romanos 8:38-39, Bíblia Livre)

Nada em toda a criação pode nos separar do amor de Deus.

Deus nos manterá seguros

Juntas, essas passagens expressam segurança em nosso relacionamento com Deus. Deus é forte o suficiente para que ninguém possa nos separar dele. Fomos conhecidos por Deus, redimidos por Cristo e selados pelo Espírito, adotados na família de Deus. Não há possibilidade de cair da graça de Deus. E se alguém parecer ter feito isso, é mais provável que nunca tenha sido salvo em primeiro lugar.

Outro argumento a favor da segurança eterna vem do Calvinismo. Aqui se ensina que Deus nos escolheu incondicionalmente e nos chamou irresistivelmente para si. Segue-se então que não há possibilidade de queda. Não foi realmente minha escolha vir a Cristo. E não seria minha escolha me remover de sua graça. Mas, claro, essa lógica não funciona da perspectiva arminiana, pois não aceitamos nem a eleição incondicional nem a graça irresistível.

Os argumentos contra a segurança da salvação

A Bíblia está repleta de passagens que expressam nossa necessidade de perseverar até o fim, não nos afastar e permanecer fiéis. Vejamos as passagens da lista abaixo (Bíblia Livre, exceto Hebreus 6:4-6); todas expressam um aviso contra o afastamento.

  • E sereis odiados por todos por causa de meu nome; mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo. (Mateus 10:22; Marcos 13:13)
  • Porém qualquer um que me negar diante das pessoas, também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus. (Mateus 10:33)
  • E, por se multiplicar a injustiça, o amor de muitos se esfriará. Mas o que perseverar até o fim, esse será salvo. (Mateus 24:12-13)
  • E os que estão sobre a pedra são os que, quando ouvem, recebem a palavra com alegria, mas esses não têm raiz, pois creem por algum tempo, mas no tempo da tentação se desviam. (Lucas 8:13)
  • E Jesus lhe disse: “Ninguém que colocar a sua mão no arado e olhar para trás é apto para o reino de Deus”. (Lucas 9:62)
  • Todo ramo que em mim não dá fruto, ele o tira. (João 15:2)
  • Se alguém não estiver em mim, é lançado fora, como o ramo, e seca-se; e os colhem, e os lançam no fogo, e ardem. (João 15:6)
  • É verdade. Por causa da incredulidade eles foram quebrados, e tu, por causa da fé estás firme. Não tenhas orgulho, mas sim temor, pois, se Deus não poupou os ramos naturais, ele poderá não poupar a ti também. Olha, pois, a bondade e severidade de Deus; a severidade sobre os que caíram, mas a bondade de Deus sobre ti, se continuares na bondade; de outra maneira, também tu serás cortado fora. (Romanos 11:20-22)
  • Pelo qual também sois salvos, se retiverdes a palavra naquela maneira, em que eu vos tenho anunciado; a não ser se tenhais crido em vão. (1 Coríntios 15:2)
  • Admiro-me de que tão rapidamente desviastes daquele que vos chamou na graça de Cristo, em troca de outro evangelho. (Gálatas 1:6)
  • Mantendo a fé e a boa consciência, que alguns rejeitaram, e naufragaram na fé. Dentre esses foram Himeneu e Alexandre. Eu os entreguei a Satanás, para aprenderem a não blasfemar. (1 Timóteo 1:19-20)
  • Mas o Espírito diz expressamente que nos últimos tempos alguns se afastarão da fé, dando atenção a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios. (1 Timóteo 4:1)
  • Se sofrermos, também com ele reinaremos; se o negarmos, também ele nos negará. (2 Timóteo 2:12)
  • Cuidado, irmãos, para que nunca haja em algum de vós coração mau e infiel, que se afaste do Deus vivo. (Hebreus 3:12)
  • Pois nós temos nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, mantivermos firme a confiança do princípio até o fim. (Hebreus 3:14)
  • Pois é impossível, para aqueles que uma vez foram iluminados, que provaram o dom celestial, que se tornaram participantes do Espírito Santo, que provaram a boa palavra de Deus e os poderes da era vindoura, e depois caíram, serem renovados para arrependimento, visto que, para seu próprio dano, estão crucificando de novo o Filho de Deus e o expondo ao opróbrio. (Hebreus 6:4-6)
  • Mas desejamos que cada um de vós mostre o mesmo empenho até o fim, para que a vossa esperança seja completa. (Hebreus 6:11)
  • Mas nós não somos dos que retrocedem para a perdição, mas sim dos que creem para a conservação da alma. (Hebreus 10:39)
  • Porque se, por causa do conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, tiverem escapado das imundícies do mundo, e novamente se envolverem nelas, e forem vencidos, o fim será pior que o começo. Porque melhor teria lhes sido se não tivessem conhecido o caminho da justiça do que, depois de conhecerem, terem se desviado do santo mandamento que havia lhes sido entregue. Mas isto lhes sobreveio conforme um verdadeiro provérbio, que diz: O cão voltou ao seu próprio vômito; e a porca lavada voltou ao chiqueiro da lama. (2 Pedro 2:20-22)

Levando a sério os avisos sobre cair

Repetidamente, somos avisados sobre cair, incentivados a perseverar até o fim. Por que isso aconteceria se não houvesse possibilidade de cair? Todas essas passagens são direcionadas aos crentes, às pessoas que estavam seguindo Cristo e acreditavam ser salvas. Aqueles que afirmam que a salvação não pode ser perdida reconhecem que esses são avisos verdadeiros, mas dizem que eles são eficazes: os verdadeiros crentes os atenderão e, assim, não se perderão. Isso, porém, pareceria deixar em aberto a possibilidade de que, se os avisos não tivessem sido dados, os crentes poderiam ter caído e se perdido novamente. Nem explica 1 Timóteo 1:19-20, onde Himeneu e Alexandre rejeitaram a fé e naufragaram; os avisos pareceram ineficazes pelo menos no caso deles.

A necessidade da fé persistente

Agora, se fosse verdade que a eleição fosse incondicional e a graça irresistível, então um crente deveria ser incapaz de se remover da graça de Deus. Mas o arminianismo não aceita nenhuma dessas doutrinas, defendendo em vez disso uma eleição condicional e uma graça resistível. Isso não quer dizer que Deus faça uma parte e nós outra: a graça opera e capacita, e a pessoa, liberta por ela, se rende e crê. A fé não acrescenta nada à salvação; ela recebe. Mas nossa fé é um requisito para a salvação.

Mas a fé persistente não é um requisito para persistir na salvação? Hebreus 3:14 diz: “Pois nós temos nos tornado participantes de Cristo, se, de fato, mantivermos firme a confiança do princípio até o fim” (Bíblia Livre). Só participaremos de Cristo se perseverarmos até o fim. A mesma graça que nos leva a crer nos chama a permanecer crendo, não só no início, mas ao longo de toda a caminhada com Cristo. Deus não permitirá que ninguém ou nada nos tire dele. Mas essas passagens não dizem nada sobre eu me remover de seus cuidados. Estou protegido enquanto persistir na fé. Se eu não o fizer, então estou pior do que no começo (2 Ped 2:20-22).

Três fases da salvação

Com muita frequência, quando falamos sobre salvação, referimo-nos a algo em nosso passado; fomos salvos. Embora eu não me lembre do dia específico, lembro muito bem da ocasião da minha salvação, à qual eu volto periodicamente. Mas a salvação é mais do que isso. As Escrituras também falam sobre salvação no tempo presente e futuro; estou sendo salvo e serei salvo.

Santificação

Filipenses 2:12-13 dá a referência mais clara ao tempo presente para a salvação, quando Paulo diz aos crentes em Filipos:

“Portanto, meus amados, assim como sempre obedecestes, não somente na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim exercei a vossa salvação com temor e tremor; pois é Deus quem opera em vós tanto o querer como o agir, conforme a sua boa vontade.”

(Filipenses 2:12-13, Bíblia Livre)

Este texto mostra como a graça opera na nossa salvação contínua: porque Deus opera em nós, podemos e devemos operar, como dizia Wesley (Sermão 85); Deus está operando em nós para realizar sua vontade, mas também somos instruídos a exercer nossa salvação. Não podemos fazer nada além da obra de Deus, mas somos chamados a cooperar com Ele.

A obra do Espírito Santo

Esta fase da salvação é mais comumente chamada de santificação ou crescimento na semelhança de Cristo. A santificação é obra do Espírito Santo em nossas vidas, recebida pela fé, moldando e nos transformando em pessoas que serão úteis no serviço de Deus. Mas, como a passagem anterior expressa, o Espírito Santo trabalha conosco, não contra nós. Minha vontade livre não é removida quando venho a Cristo; preciso continuar escolhendo a rendição em vez da resistência. Há várias passagens que expressam as consequências de iniciar a jornada com Cristo, mas não concluí-la.

Lucas 9:62 é tão claro quanto qualquer outro: “E Jesus lhe disse: ‘Ninguém que colocar a sua mão no arado e olhar para trás é apto para o reino de Deus’” (Bíblia Livre). Se começarmos a arar, mas em algum momento nos desviarmos da tarefa em questão, então Jesus nos diz que não somos aptos para seu serviço. Somente se continuarmos, permanecendo em Cristo (João 15:1-6), seremos frutíferos; o resultado da falta de frutos é ser cortado da videira e lançado no fogo.

Glorificação

A terceira fase da salvação é o que acontece no final desta vida, frequentemente chamada de glorificação. 1 Pedro 1:5 expressa isso da melhor forma para mim, quando Pedro diz dos crentes: “que pela fé estais guardados no poder de Deus para a salvação, pronta para se revelar no último tempo” (Bíblia Livre). Estamos esperando uma salvação que está prestes a ser revelada. É reminiscente da revelação de uma obra de arte; sabemos que está lá, mas como ela é ainda é um mistério.

Assim é com nossa salvação; sabemos que está nos aguardando, mas o que realmente envolve está além do nosso conhecimento. Em vez disso, aguardamos ansiosamente. Mais adiante neste capítulo, em 1 Pedro 1:9, Pedro diz que estamos “alcançando o resultado da fé: a salvação das vossas almas” (Bíblia Livre). A salvação de nossas almas ainda está no futuro e é algo que aguardamos.

Paulo expressa um pensamento semelhante em Romanos 13:11, dizendo que “já é hora de despertardes do sono, porque a salvação está agora mais perto de nós do que quando começamos a crer” (Romanos 13:11, Bíblia Livre). Nossa salvação está cada vez mais próxima. Embora tenhamos sido e estamos sendo salvos, também esperamos ser salvos. O provérbio “não acabou até que a gorda cante” é bastante apropriado aqui. A salvação não está completa enquanto vivermos neste mundo.

Perseverando até o fim

Quando você olha para as passagens na seção “Argumentos Contra a Segurança da Salvação”, encontrará várias que expressam a necessidade de perseverar até o fim, manter firme, ou de outra forma expressar a importância de não abandonar sua fé. Isso não quer dizer que ainda não sejamos salvos: quem crê já tem a vida eterna (João 5:24; Efésios 2:8), e o Espírito testemunha que somos filhos de Deus (Romanos 8:16). Mas a salvação final ainda está por vir, e a ela chega quem permanece na fé. Mais importante do que como você começa a vida cristã é como você a termina.

Segurança da salvação

Arminius parecia ser vago sobre o assunto da segurança na salvação. Mas parece que ele aceitava a possibilidade de que uma pessoa pudesse se afastar da fé e se perder. Os primeiros Remonstrantes expressaram que era um assunto que precisava de mais estudo e, pelo menos inicialmente, recusaram-se a tomar uma posição. John Wesley, o arminiano mais proeminente depois do próprio Arminius, acreditava que a salvação poderia ser perdida. Geralmente, aqueles que defendem o arminianismo clássico aceitam que é possível para uma pessoa se afastar da fé. Eles seriam geralmente chamados de arminianos de 5 pontos. Aqueles que argumentam que a salvação não pode ser perdida são considerados arminianos de 4 pontos.

Então, se é possível para alguém perder sua salvação, cair da graça, é possível ter a certeza de sua salvação? Sim. A certeza não vem do nosso desempenho, mas de Cristo e do testemunho do Espírito com o nosso espírito (Romanos 8:16), como Wesley ensinava. A pergunta seguinte é o que poderia nos fazer perder a salvação.

Um exemplo

Conheci um jovem casal piedoso há muitos anos, e o jovem marido me disse algo que me deixou atônito na época e que nunca esqueci. Ele disse que, se ele olhasse para uma mulher com luxúria em seu coração, saísse para a estrada, fosse atropelado por um caminhão e morresse, iria para o inferno. Sua salvação dependia de buscar perdão para cada pecado à medida que o cometia.

Por mais que eu admirasse e respeitasse esse jovem casal, não encontro isso ensinado nas Escrituras em lugar algum, exceto por um mal-entendido de 1 João 5:18, “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não pratica o pecado” (Bíblia Livre), e passagens semelhantes nessa carta.

Existe um pecado imperdoável?

Se eu não perco minha salvação com cada pecado, há algum pecado específico que pode me remover da graça de Deus? 1 João 5:16 diz: “Há pecado para a morte, pelo qual não digo que ore” (Bíblia Livre). Qual é esse pecado que leva à morte, pecado pelo qual não devemos nem orar? João parece definir duas categorias de pecado, alguns que são perdoáveis e outros que não são.

Mas o que é o pecado imperdoável? A igreja católica romana distingue pecados mortais, que rompem a graça e precisam de confissão, mas não são imperdoáveis, de pecados veniais. Outros veem esse pecado imperdoável como a blasfêmia contra o Espírito Santo mencionada por Jesus em Mateus 12:32. E outros veem esse pecado imperdoável como a rejeição do evangelho.

Virando as costas para o evangelho

A rejeição do evangelho parece ser o que Paulo está lidando em Gálatas 5:4, quando diz: “Desligados estais de Cristo, vós que quereis ser justos pela Lei; da graça caístes” (Bíblia Livre). Estas são pessoas que devem ter estado conectadas com Cristo em algum momento; caso contrário, como poderiam ser desligadas dele? O que fizeram para serem desligados dele? Trocaram o evangelho, e a graça de Deus, pela justificação pela lei, um evangelho diferente. Como resultado, caíram da graça.

E isso parece ser a chave para a questão de perder a salvação. Você abandonou sua fé e a graça de Deus, seja por um evangelho diferente ou apenas para retornar ao mundo? Se sim, então você não perseverou até o fim e não está salvo.

Resumo da ópera

A segurança da salvação não é uma doutrina que separa quem é arminiano de quem não é. Este site, com Wesley, crê na perseverança condicional, mas muitos arminianos acreditam na doutrina da Perseverança dos Santos. Muitos outros, que de outra forma se considerariam arminianos, escolhem não se identificar como tais por acreditarem, erroneamente, que a possibilidade de perder a salvação é uma doutrina central do arminianismo. Muitos chegam ao ponto de se identificarem como calvinistas, e isso é lamentável, pois são arminianos de fato.

O que vem a seguir?

Este artigo foi o sexto estudo de uma série de posts que descrevem a soteriologia arminiana conforme ensinada por Jacob Arminius e John Wesley. O foco está em seis ensinamentos específicos do arminianismo:

Sobre as fontes

Sou grato à Sociedade dos Arminianos Evangélicos por este esboço e utilizo muitos de seus recursos. Também uso “Teologia Arminiana: Mitos e Realidades” de Roger Olson e “Cristianismo Clássico: Uma Teologia Sistemática” de Thomas Oden, os “Cinco Artigos da Remonstrância”, alguns “sermões de John Wesley, e obviamente, “As Obras de Jacó Armínio” como recursos para este estudo.

140pal/min