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Conversão de George Williams, o fundador da ACM em Londres

A Conversão de George Williams: Um Grande Comerciante de Londres

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura568 palavras

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Neste texto

Sir George Williams fez uma carreira de muito sucesso no comércio de Londres. Era sócio da Hitchcock, Williams & Co., uma das maiores empresas de tecidos da Inglaterra, ao lado da Catedral de São Paulo. Mas o nome dele ficou conhecido no mundo inteiro por outra iniciativa: foi ele quem fundou, em 1844, a Associação Cristã de Moços (ACM / YMCA), criada pra acolher e orientar jovens trabalhadores que chegavam sem apoio nas cidades industriais.

Antes de virar um filantropo respeitado e receber da Rainha Vitória o título de cavaleiro, George Williams passou por uma virada profunda por dentro, quando ainda era um rapaz do interior.

O Aprendiz Desbocado

Em 1836, aos quinze anos, Williams foi pra cidade de Bridgwater, em Somerset, trabalhar como aprendiz de balconista numa loja de tecidos. Anos depois, ele mesmo descreveu o próprio comportamento com toda a franqueza:

“Entrei em Bridgwater como um jovem descuidado, desrespeitoso, sem Deus e que vivia soltando palavrões.”

No dormitório dos aprendizes da loja havia dois rapazes de jeito tranquilo que chamaram a atenção de Williams. Eram crentes fiéis, liam as Escrituras à noite e se tratavam com gentileza. O contraste começou a incomodar a consciência do novato:

“Percebi rapidamente que aqueles dois eram diferentes de mim. Eu era acostumado a praguejar a todo instante e comecei a ver com clareza cada vez maior que eles estavam no caminho que leva ao Céu, enquanto eu descia a ladeira rumo ao inferno. Tentei começar a orar, mas minha boca era tão viciada que até de joelhos os palavrões vinham à minha língua.”

A Escolha na Igreja Congregacional

O testemunho silencioso dos colegas continuou pesando no coração de Williams. Aos dezesseis anos, ele aceitou o convite pra assistir a um culto na Igreja Congregacional de Bridgwater. Naquela noite, a pregação falou com clareza do perigo da condenação e da oferta gratuita de perdão em Cristo.

Décadas depois, num discurso na inauguração do prédio da ACM em Bridgwater, o comerciante lembrou aquela noite decisiva:

“A gente nunca esquece o primeiro amor. Foi nesta cidade que aprendi a amar o meu Salvador pelo que Ele fez por mim na cruz. Eu olhei para a minha vida e vi dois caminhos: um descendente e outro ascendente. Raciocinei comigo mesmo: se eu continuar descendo por essa estrada de pecado, onde vou parar? Qual será o meu fim? Eu sabia que aquela rota me levaria à perdição eterna. Perguntei aflito: não existe saída? Não há escape? Foi aqui nesta cidade que me disseram como escapar: confesse seus pecados, confie em Cristo e entregue o seu coração a Ele. Deus teve misericórdia de mim e me deu forças para me render.”

A Paz da Justificação

A certeza do perdão mudou na hora o que o rapaz sentia:

“Não há palavras para descrever a alegria e a paz que inundaram a minha alma quando compreendi que o Senhor Jesus havia morrido pelos meus pecados e que todos eles haviam sido apagados.”

Em 1841, Williams foi pra Londres trabalhar no comércio de tecidos. Ficou chocado com a vida de bebedeira, prostituição e desespero que os jovens balconistas levavam na capital. Então reuniu onze colegas num quarto em cima da loja pra orar e ler a Bíblia. Aquele pequeno encontro deu origem à ACM, um movimento que se espalhou pelos cinco continentes e alcançou milhões de vidas.