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EstudosConversões: histórias de fé53 de 65

Conversão de Robert Matheson: o nome na lápide de Lanark

A Conversão de Robert Matheson: De Encontro com a Eternidade

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura607 palavras

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Neste estudo

Robert Matheson fez uma carreira pública sólida na Irlanda do final do século XIX e chegou ao cargo de Registrador-Geral do país. Como jurista e administrador, lidava todo dia com registros civis, estatísticas da população, certidões de nascimento e atestados de óbito. Só que a certidão que realmente mudou a visão dele não saiu de nenhum cartório público. Saiu de uma lápide esquecida num cemitério escocês.

O tropeço nas ruínas de Lanark

Foi no verão de 1873. Matheson viajava de férias com a família pela Escócia e queria visitar as famosas quedas do rio Clyde. Como o tempo era curto, o grupo resolveu fazer uma parada rápida pra conhecer as ruínas da antiga igreja de Lanark.

A esposa e o pai de Matheson se sentaram no gramado pra desenhar as ruínas. Ele e o irmão saíram andando entre os túmulos antigos, procurando as sepulturas dos mártires presbiterianos que tinham morrido nas perseguições religiosas do século XVII. Cansado de procurar sem achar nada, Matheson deu meia-volta e começou a atravessar o pátio da igreja pra se juntar à esposa.

No caminho, deu um passo em falso, tropeçou numa pedra escondida pelo capim alto e caiu.

Quando se levantou, curioso pra ver no que tinha batido o pé, afastou o mato e limpou o musgo da pequena pedra de túmulo. O susto foi na hora: gravado na pedra gasta pelo tempo estava o nome dele, Robert Mathison.

Matheson não era homem de crendice nem de superstição. Mas olhar pra terra e ler o próprio nome numa lápide abalou a consciência dele. Ele percebeu que a morte era real e que, se a vida dele terminasse naquele instante, não estaria pronto pra comparecer diante de Deus. Toda a respeitabilidade social e a religiosidade de fachada não valiam nada.

A luz de 1 João

De volta à Irlanda, aquele tropeço continuou incomodando os pensamentos dele. Dias depois, sozinho na sala de jantar de casa, à noite, Matheson pegou uma Bíblia e começou a folhear as páginas, procurando uma resposta pra angústia que sentia por dentro.

Ao abrir a primeira carta de João, o primeiro versículo do capítulo 5 chamou a atenção dele:

“Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus.”(1 João 5:1)

A frase era simples, quase desconcertante. A teologia humana costuma montar labirintos de exigências morais, ritos e sentimentos pra dizer quem pertence a Deus. O apóstolo colocava o assunto nos termos mais diretos possíveis: crer que Jesus é o Cristo prometido, descansando nele a salvação, é o que define o novo nascimento.

Naquele instante, Matheson entendeu. A dúvida ainda soprou que os colegas do funcionalismo público e dos círculos jurídicos iam ridicularizar ele, se tomasse uma posição aberta como crente em Cristo. Só que a resposta veio no mesmo capítulo, três versículos adiante:

“Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.”(1 João 5:4)

Firmeza até o fim

Ali mesmo, na solidão da sala, Robert Matheson dobrou os joelhos e entregou a vida a Jesus Cristo, pro tempo e pra eternidade.

A decisão de 1873 moldou o resto dos dias dele. Por décadas, no serviço público respeitado, enfrentando os desafios políticos e sociais da Irlanda, Matheson viveu como testemunha fiel do Evangelho, até morrer em 1926. O tropeço numa lápide de Lanark tirou as ilusões da juventude, e as palavras de 1 João deram a ele a certeza de que a morte física não é o fim pra quem está firmado em Cristo.