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Conversão de James Simpson, o descobridor do clorofórmio

A conversão de James Y. Simpson: O descobridor do clorofórmio

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura642 palavras

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Neste texto

Sir James Young Simpson foi uma das mentes mais brilhantes da medicina britânica no século XIX. Era professor da Universidade de Edimburgo e médico da Rainha Vitória na Escócia. Entrou para a história quando descobriu, em 1847, que o clorofórmio servia de anestesia. Isso mudou para sempre as cirurgias e aliviou a dor de milhões de mulheres em trabalho de parto e de pacientes operados.

Apesar da fama no mundo todo e das honrarias acadêmicas, Simpson dizia que o acontecimento mais importante da sua vida não tinha sido um experimento de laboratório, mas a entrega pessoal a Cristo.

Fotografia antiga de Sir James Young Simpson sentado ao lado de outro homem, em traje do século XIX
David Octavius Hill e Robert Adamson, Sir James Young Simpson e Wainhouse (ou Muirhouse), calótipo, 1843-1847. The Metropolitan Museum of Art, Nova York. CC0, via Wikimedia Commons.

A Severidade da Lei e a Visão da Culpa

Simpson costumava explicar como entendeu a redenção lembrando três cenas que marcaram a sua formação moral.

A primeira foi na infância, quando viu um criminoso amarrado na traseira de uma carroça e açoitado sem piedade pelas ruas da cidade, com as costas em carne viva, por um único delito. A segunda foi nos anos de estudante universitário em Edimburgo, quando viu um homem ser levado à forca por ter roubado um malote de dinheiro de uma carruagem postal. Uma execução sem apelação, por uma única ofensa grave à lei civil.

A terceira cena não foi de fora, mas de dentro: Simpson se viu à luz da santidade de Deus. Entendeu que, se os tribunais dos homens exigiam castigo severo por faltas pontuais, ele mesmo merecia a condenação eterna. E não por uma falha isolada, mas por uma vida inteira de rebeldia e indiferença aos mandamentos de Deus.

Nesse desespero da alma, o médico olhou para o Evangelho. Viu que Jesus Cristo tinha ocupado o lugar de Substituto e recebido na cruz o golpe e a condenação que a justiça de Deus exigia do pecador. Simpson creu, descansou no perdão completo, recebido pela graça, mediante a fé, e passou a ter paz.

A Simplicidade da Fé

Simpson gostava de reforçar como a mensagem da salvação é direta e está ao alcance de qualquer pessoa. Contava o caso de um cocheiro inglês que tinha conhecido em Paris. O homem, gravemente doente e com medo da morte, achou paz quando ouviu a leitura da profecia de Isaías 53:5: “Ele foi ferido por nossas transgressões”. O cocheiro deu um salto na cama e exclamou: “Agora eu entendi! Ele foi ferido pelas minhas transgressões!”.

Para Simpson, essa descoberta valia muito mais que o famoso “Eureka!” de Arquimedes no banho. Descobrir um princípio da física podia render aplauso na academia, mas encontrar um Salvador eterno para a alma garantia a imortalidade.

A resposta mais conhecida de Simpson sobre o assunto veio perto do fim da carreira. Um jornalista perguntou a Sir James Simpson qual tinha sido, na sua opinião, a maior descoberta de toda a sua vida científica. O homem que revolucionou a anestesia moderna respondeu sem hesitar:

“A maior descoberta de toda a minha vida foi saber que sou um grande pecador, e que Jesus Cristo é um Salvador ainda maior.”

Fontes:

  1. Wikipedia – James Young Simpson
  2. Christian Biography – James Young Simpson
  3. Biography – James Young Simpson

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