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Conversão de James Simpson, o descobridor do clorofórmio
A conversão de James Y. Simpson: O descobridor do clorofórmio
Sir James Young Simpson foi uma das mentes mais brilhantes da medicina britânica no século XIX. Era professor da Universidade de Edimburgo e médico da Rainha Vitória na Escócia. Entrou para a história quando descobriu, em 1847, que o clorofórmio servia de anestesia. Isso mudou para sempre as cirurgias e aliviou a dor de milhões de mulheres em trabalho de parto e de pacientes operados.
Apesar da fama no mundo todo e das honrarias acadêmicas, Simpson dizia que o acontecimento mais importante da sua vida não tinha sido um experimento de laboratório, mas a entrega pessoal a Cristo.
A Severidade da Lei e a Visão da Culpa
Simpson costumava explicar como entendeu a redenção lembrando três cenas que marcaram a sua formação moral.
A primeira foi na infância, quando viu um criminoso amarrado na traseira de uma carroça e açoitado sem piedade pelas ruas da cidade, com as costas em carne viva, por um único delito. A segunda foi nos anos de estudante universitário em Edimburgo, quando viu um homem ser levado à forca por ter roubado um malote de dinheiro de uma carruagem postal. Uma execução sem apelação, por uma única ofensa grave à lei civil.
A terceira cena não foi de fora, mas de dentro: Simpson se viu à luz da santidade de Deus. Entendeu que, se os tribunais dos homens exigiam castigo severo por faltas pontuais, ele mesmo merecia a condenação eterna. E não por uma falha isolada, mas por uma vida inteira de rebeldia e indiferença aos mandamentos de Deus.
Nesse desespero da alma, o médico olhou para o Evangelho. Viu que Jesus Cristo tinha ocupado o lugar de Substituto e recebido na cruz o golpe e a condenação que a justiça de Deus exigia do pecador. Simpson creu, descansou no perdão completo, recebido pela graça, mediante a fé, e passou a ter paz.
A Simplicidade da Fé
Simpson gostava de reforçar como a mensagem da salvação é direta e está ao alcance de qualquer pessoa. Contava o caso de um cocheiro inglês que tinha conhecido em Paris. O homem, gravemente doente e com medo da morte, achou paz quando ouviu a leitura da profecia de Isaías 53:5: “Ele foi ferido por nossas transgressões”. O cocheiro deu um salto na cama e exclamou: “Agora eu entendi! Ele foi ferido pelas minhas transgressões!”.
Para Simpson, essa descoberta valia muito mais que o famoso “Eureka!” de Arquimedes no banho. Descobrir um princípio da física podia render aplauso na academia, mas encontrar um Salvador eterno para a alma garantia a imortalidade.
A resposta mais conhecida de Simpson sobre o assunto veio perto do fim da carreira. Um jornalista perguntou a Sir James Simpson qual tinha sido, na sua opinião, a maior descoberta de toda a sua vida científica. O homem que revolucionou a anestesia moderna respondeu sem hesitar:
“A maior descoberta de toda a minha vida foi saber que sou um grande pecador, e que Jesus Cristo é um Salvador ainda maior.”
Fontes:
- Biografia
- Blog
- Conversões
- Personagens
- Salvação
- História da Igreja