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Conversão de Michael Faraday: a fé simples de um cientista
A conversão de Michael Faraday: um cientista de renome mundial
Michael Faraday é um dos gigantes da história da ciência. Quando acendemos uma lâmpada, ligamos um motor elétrico ou usamos qualquer aparelho moderno que dependa de geradores e circuitos, estamos em dívida direta com as pesquisas dele. No laboratório da Royal Institution, em Londres, Faraday era o modelo do investigador rigoroso: não aceitava nada por simples suposição, questionava cada premissa e exigia prova experimental para qualquer hipótese.
Havia, porém, outro lado na vida de Faraday, e ele deixava os colegas perplexos. Na fé cristã, o mesmo homem que revolucionou a física experimental deixava de lado qualquer orgulho intelectual e se ajoelhava com a humildade de uma criança.
A divisão que intrigava os contemporâneos
O biógrafo de Faraday ficou desconcertado com a simplicidade com que o cientista tratava a relação dele com Deus. Chegou a sugerir que Faraday mantinha uma divisória no cérebro: de um lado ficavam a análise empírica e as pesquisas científicas, do outro, intocadas, as convicções bíblicas.
Faraday, no entanto, não via conflito nenhum, nem achava que aquilo fosse incoerência. Para ele, tratava-se de reconhecer os limites de cada área do saber humano. Quando o assunto é salvação e destino da alma, a razão humana, por mais brilhante que seja, não tem onde se apoiar sozinha.
Ele mesmo explicou essa postura:
“São infinitas as maneiras pelas quais o homem ocupa seus pensamentos sobre os medos, esperanças ou expectativas de uma vida futura. Eu acredito que a verdade desse futuro não pode ser trazida ao seu conhecimento por qualquer esforço de suas capacidades mentais, por mais exaltadas que sejam; ela é conhecida através de outro ensinamento que não o seu próprio, e é recebida pela simples crença no testemunho dado.”
Podemos examinar a natureza com microscópios, ímãs e correntes elétricas, mas a graça de Deus só a conhecemos porque o próprio Deus Se revelou nas Escrituras, e a fé que a recebe é dom do Espírito, não conquista da inteligência.
Uma fé sem mérito humano
Faraday congregava numa pequena comunidade cristã, os sandemanianos, e chegou a servir ali como presbítero. Não havia espaço para pompa clerical nem para exibicionismo acadêmico. Ele participava das reuniões, visitava doentes e muitas vezes pregava aos irmãos com a Bíblia aberta nas mãos.
O centro da convicção dele era a graça imerecida. Faraday se alegrava com a mensagem de que a morte de Jesus Cristo na cruz, sem acréscimo nenhum de esforço, rito ou sentimento humano, basta para justificar o pecador diante de Deus. No laboratório, era um pioneiro brilhante. Diante da cruz, era apenas um devedor perdoado: justificado pela graça, mediante a fé, somente em Cristo (Efésios 2:8-9).
Sem especulações diante da morte
Conta-se que, em 1867, quando a vida terrena chegava ao fim, Faraday recebeu a visita de conhecidos que perguntaram quais eram as “especulações” dele sobre o além-túmulo.
A resposta do velho cientista encerrou o assunto:
“Especulações? Eu não tenho nenhuma. Eu me apoio em certezas. ‘Eu sei em quem tenho crido e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia’.”
Faraday aludiu a 2 Timóteo 1:12 com a tranquilidade de quem já estava em paz com a eternidade. O homem que descobriu os segredos do eletromagnetismo nunca achou que a inteligência humana bastasse para salvar alguém da própria ruína. A verdadeira sabedoria é saber onde a investigação científica termina e onde precisa começar a confiança de filho no Redentor.
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