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Abraham Lincoln: fé, oração e conversão na Guerra Civil

A Conversão de Abraham Lincoln: Um Líder com Fé Inabalável

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura493 palavras

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Neste texto

Abraham Lincoln, o 16º presidente dos Estados Unidos, conduziu o país no período mais sangrento da história dele: a Guerra Civil Americana. Desde o dia em que saiu de casa, em Springfield, Illinois, em 1861, até o assassinato, em abril de 1865, a postura pública de Lincoln chamou atenção não só pela habilidade política, mas por uma profunda evolução espiritual.

A Partida de Springfield

Na plataforma da estação, em 1861, ao se despedir dos vizinhos de Springfield, Lincoln já mostrava que sabia o peso enorme que ia cair sobre ele em Washington:

“Meus amigos, ninguém que não esteja na minha posição pode avaliar a tristeza desta despedida. Aqui vivi por um quarto de século, aqui meus filhos nasceram e aqui um deles está enterrado. Uma responsabilidade recai sobre mim que é talvez maior do que a que recaiu sobre qualquer outro homem desde os dias de George Washington. Ele nunca teria triunfado sem a ajuda da Providência divina, na qual sempre confiou. Sinto que não posso ter sucesso sem o mesmo auxílio divino, e no mesmo Deus Todo-Poderoso coloco a minha confiança. Despeço-me de todos vocês com um afetuoso adeus.”

A Virada em Gettysburg

Lincoln tinha reverência pelo Criador, mas não se considerava cristão convertido quando chegou à Casa Branca. A virada interior veio debaixo do peso de tragédias seguidas: a morte do filho Willie, aos onze anos, e o horror das dezenas de milhares de soldados mortos nos campos de batalha.

Segundo um relato que circulou ainda durante a guerra, um pastor amigo perguntou a Lincoln, numa conversa particular, se ele amava mesmo a Jesus. O presidente abaixou a cabeça, cobriu o rosto com o lenço e chorou em silêncio por alguns instantes. Depois respondeu:

“Quando saí de casa para assumir a presidência, eu ainda não era cristão. Quando meu filho morreu — o golpe mais doloroso da minha vida —, eu ainda não era cristão. Mas quando estive em Gettysburg e caminhei por entre as sepulturas dos milhares de rapazes que tombaram na defesa da nação, naquele momento, ali mesmo, entreguei meu coração a Cristo. Sim, eu posso dizer: amo a Jesus.”

A Devoção no Meio da Crise

Com o avanço da guerra, a oração e a leitura da Bíblia viraram o apoio de todos os dias de Lincoln. Um comerciante tinha audiência marcada com o presidente pras cinco da manhã e chegou quinze minutos adiantado à Casa Branca. Enquanto esperava na antessala, ouviu uma voz grave vinda do gabinete. Perguntou ao assessor quem estava com o presidente àquela hora:

— Ninguém, senhor — respondeu o funcionário. — Ele está lendo a Bíblia.

— Ele costuma fazer isso tão cedo?

— Todas as manhãs, das quatro às cinco, ele passa esse tempo sozinho em oração e lendo as Escrituras.

Lincoln governou uma nação dividida sabendo que a história humana não está nas mãos dos governantes, mas sob a soberania de Deus.