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HistóriaConversões: histórias de fé60 de 65

John Pearce: o empresário cristão da rede Pearce & Plenty

A Conversão de John Pearce: Da pobreza à prosperidade e fé.

Diego Gonçalvesatualizado 3 min de leitura646 palavras

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Neste texto

John Pearce, que mais tarde ficaria conhecido em Londres pelas marcas “Pearce & Plenty” e “J. P. Restaurants”, foi um dos empresários mais populares da capital britânica no fim do século XIX. Veio de uma infância de extrema miséria, construiu um império comercial honesto e deixou uma herança de 51 mil libras. Sempre ligou o sucesso nos negócios à fé cristã que abraçou na juventude.

Primeiros Anos e Influências Espirituais

Ainda rapaz, Pearce conseguiu trabalho numa mercearia onde o dono tinha o costume de reunir os funcionários pra uma oração de manhã, antes de abrir as portas. Esse hábito chamou a atenção do jovem e despertou nele o interesse pelas coisas de Deus. Ele começou a frequentar a famosa Capela de Wesley, na City Road.

Um dia, um cartaz na vitrine da loja anunciou uma reunião evangelística com três testemunhos improváveis: falariam um ladrão convertido, um vendedor ambulante convertido e um ateu convertido. Pearce ficou curioso e caminhou quase cinco quilômetros até Southwark pra assistir à reunião, conduzida por William Carter, conhecido na cidade como o “pregador limpa-chaminés”. Carter era um homem humilde que limpava chaminés em Londres durante o dia e pregava à noite pra operários e gente marginalizada.

Naquela noite, com a pregação direta de Carter, Pearce entendeu a mensagem do Evangelho e entregou a vida a Cristo. Anos mais tarde, ele ainda dizia que aquela noite foi “uma coisa maravilhosa da qual nunca me arrependi”.

Negócios a Serviço dos Trabalhadores

Depois de se converter, Pearce procurou aplicar os princípios cristãos no trabalho de todo dia. Começou vendendo café e chá numa barraca simples, na esquina da East Road com a City Road. O diferencial dele era simples: as tavernas ofereciam bebida alcoólica e um ambiente pesado, e Pearce oferecia comida quente, barata e que sustentava, pros trabalhadores pobres de Londres: jornaleiros, pedreiros, impressores, carregadores e cocheiros.

O negócio cresceu rápido. Em 1879, ele abriu uma loja fixa em Aldersgate e, em 1882, se mudou pra Farringdon Street. Na década de 1890, a rede Pearce & Plenty tinha 46 restaurantes espalhados pela capital, servindo todo dia milhares de refeições populares, como o famoso pudim de carne. Com o sucesso firme, criou ainda a rede British Tea Table, voltada pros comerciários e escriturários do centro financeiro.

Reflexões de Vida

Já na velhice, com a vida financeira resolvida e muitos anos de caminhada com Deus, Pearce olhava com certa tristeza pro esfriamento espiritual que via na sociedade ao redor. Ele achava que a respeitabilidade burguesa tinha apagado o ardor missionário da época em que se converteu:

“Como jovem, sentia o perigo do homem não salvo sentado ao meu lado. Hoje em dia, você não é responsável pelo seu vizinho. Ele rejeitaria que você falasse com ele sobre a Eternidade. Somos todos muito respeitáveis. Não estou culpando os outros. Eu mesmo mudei. É o espírito dos tempos. Costumávamos lutar por nossa religião. Precisava de coragem. Agora, ninguém te persegue; ninguém se preocupa em te criticar; ninguém se importa. Costumávamos falar sobre o temor de Deus e a convicção de pecado. Um homem tinha que escolher entre o Céu e o Inferno. Aqueles primeiros pregadores que conheci não eram intelectuais, mas conheciam suas Bíblias.”

A história de Pearce mostrou na prática que a integridade cristã e a compaixão pelos trabalhadores mais simples podiam andar junto com a iniciativa comercial. Ele deixou uma marca duradoura na cidade e na memória de quem foi abençoado por ele.


Sobre William Carter: conhecido popularmente como o “pregador limpa-chaminés”, Carter combinava o ofício de limpador de chaminés com a pregação nas áreas mais pobres de Londres, organizando missões como a de Southwark, que alcançou milhares de operários e desamparados.


Escrito por Diego Gonçalves, inspirado na leitura da seguinte fonte: Homens que nasceram duas vezes, de Hy Pickering.