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HistóriaConversões: histórias de fé12 de 81

Catherine Booth: a certeza da salvação num verso de hinário

A Conversão de Catherine Booth: Uma Certeza Que Veio de Um Verso no Hinário

Diego Gonçalves3 min de leitura671 palavras

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Neste texto

Catherine Booth, nascida Mumford, ficou conhecida como a “Mãe do Exército de Salvação”. Casada com William Booth, pregou diante de milhares, escreveu em defesa da pregação feminina e criou oito filhos. Só que a história dela começa com uma moça que cumpria tudo o que a igreja pedia, não tinha nada de grave na consciência e, mesmo assim, não conseguia dizer que sabia ser salva.

Uma moça de saúde frágil

Catherine nasceu em 1829, em Ashbourne, na Inglaterra, filha de pais metodistas. Em 1843, uma doença na coluna a tirou da escola e a deixou a maior parte do tempo deitada. Ela não parou. Costurava, tricotava e lia, e foi nesses anos de recolhimento que adquiriu o conhecimento de teologia e de história da igreja que usaria depois.

Seis semanas de luta

Aos dezesseis anos, em 1845, ela se pôs diante de uma pergunta que não deixava em paz. Segundo ela mesma contou, tinha se entregado a Deus desde pequena e gostava de orar, mas não tinha a certeza de que os pecados estavam perdoados. Pra ela, não fazia sentido alguém ser salvo e não saber.

Resolveu resolver o assunto, custasse o que custasse. Por seis semanas orou e lutou sem achar resposta. Andava pelo quarto até as duas da manhã e, quando deitava, esgotada, punha a Bíblia e o hinário debaixo do travesseiro, pedindo pra acordar com a certeza da salvação.

O hinário aberto

Numa manhã, ao abrir o hinário, os olhos dela caíram nestes versos, que ela já tinha lido e cantado dezenas de vezes:

“Meu Deus, sou Teu! Que conforto divino, que bênção saber que o meu Jesus é meu!” (em tradução livre)

Dessa vez, as palavras entraram nela com uma força que nunca tinham tido. Catherine descreveu a mudança assim:

“Eu não só esperava estar salva: eu tinha certeza disso.” (em tradução livre)

Pulou da cama e, sem esperar pra se vestir, correu ao quarto da mãe pra contar. Nos seis meses seguintes, escreveu, ficou tão feliz que parecia andar no ar. Pouco depois, entrou como membro na igreja metodista wesleyana de Brixton, em Londres, onde a mãe já era membro.

A promessa que ela tinha esquecido

Catherine casou com William Booth em 1855. Em 1859 publicou um panfleto defendendo o direito de a mulher pregar o Evangelho. Só que defender é uma coisa e subir ao púlpito é outra, e ela era tímida a ponto de recusar até uma reunião de uns vinte trabalhadores numa casa.

Segundo o relato que ela fez, vinte anos depois, uma doença depois do parto fez ela se prostrar no quarto e prometer a Deus que obedeceria, mesmo que morresse tentando. Passados uns três meses, num domingo na capela Bethesda, em Gateshead, a lembrança da promessa voltou no meio dos testemunhos. Ela percebeu que nunca tinha aceitado passar por tola por causa de Cristo. Levantou, andou pelo corredor e disse ao marido, que ia encerrar o culto, que queria falar. Contou à congregação que tinha desobedecido a Deus, e que a partir dali obedeceria. À noite, no mesmo dia, pregou sobre ser cheia do Espírito. A biografia escrita pelo genro dela situa o episódio no domingo de Pentecostes de 1860.

Dali em diante, os pedidos pra ela pregar chegaram de toda parte. Em 1865 os Booth começaram, em Londres, a Missão Cristã, que em 1878 virou o Exército de Salvação. Catherine morreu em 4 de outubro de 1890, aos 61 anos, de câncer de mama.

Quantas vezes a gente repete um verso antes de ele finalmente chegar?


Fontes consultadas: F. de L. Booth-Tucker, The Life of Catherine Booth, the Mother of the Salvation Army, vol. 1 (1892) [https://archive.org/details/lifeofcatherineb01boot]; Victorian Web, “Catherine Mumford Booth” [https://victorianweb.org/religion/sa4.html]; Wikipedia, “Catherine Booth” [https://en.wikipedia.org/wiki/Catherine_Booth].

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