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Abd-El-Maseeh: a conversão de um xeique marroquino a Cristo

A Conversão do Sheikh Abd-El-Maseeh: da Tradição Islâmica à Fé em Cristo

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura489 palavras

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Neste texto

O xeique Abd-El-Maseeh nasceu em Fez, no Marrocos, no ano 1293 da Hégira (1876). Era filho de um respeitado mestre islâmico e teve uma formação religiosa sólida e tradicional: estudou na conceituada universidade da mesquita Al-Qarawiyyin e foi discípulo direto do jurista Said Mohammed Ibn Jafer. Em 1902, fez a peregrinação obrigatória a Meca, o Hajj. Aquela viagem foi o começo de uma reviravolta completa nas convicções dele.

A Placa em Suez

Na volta da Arábia, enquanto esperava a conexão no porto de Suez, no Egito, Abd-El-Maseeh reparou numa placa na entrada de uma sala pequena: “Alimento para a alma dos homens”. Logo abaixo, um cartaz trazia as palavras de Jesus em Mateus 11:28: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.

O texto intrigou muito o teólogo muçulmano. Ele comentou com o companheiro de viagem que achava espantoso ver um homem fazer uma promessa de descanso e de perdão tão absoluta, coisa que, na teologia islâmica, pertence só a Deus.

Os Livros Sagrados

Curioso, resolveu entrar na sala, mesmo com o companheiro pedindo pra ele seguir viagem. Lá dentro, perguntou que tipo de livros eram distribuídos ali. Imaginava encontrar cópias do Alcorão ou comentários jurídicos. Os atendentes explicaram que vendiam e liam as Escrituras dos profetas: a Taurat (a Lei de Moisés), os Zabur (os Salmos de Davi) e o Injil (o Evangelho de Jesus).

Abd-El-Maseeh começou a folhear o Novo Testamento e a conversar com os atendentes cristãos sobre a pessoa de Jesus. A conversa foi até o entardecer, quando o amigo dele, já irritado com a demora, interrompeu e exigiu que saíssem pras orações rituais islâmicas.

O Encontro de Madrugada

Naquela noite, na hospedaria, Abd-El-Maseeh não conseguiu comer nem dormir. As palavras que tinha lido no Evangelho não saíam da cabeça dele. Sem avisar ninguém, saiu sozinho no meio da noite e bateu de novo na porta da sala de leitura, pra continuar a conversa. Os missionários receberam ele e conversaram até tarde sobre por que Jesus é chamado de Filho de Deus e o que a morte dele na cruz significa pro perdão dos pecados. Combinaram de se encontrar na manhã seguinte, às oito horas.

A angústia não deixava ele sossegar, e o viajante marroquino não esperou a hora marcada. Às seis da manhã já estava sentado diante da porta, esperando que abrissem. Ali, orando e lendo com os irmãos, reconheceu o peso da própria culpa e descansou na promessa de Jesus em João 6:37: “Aquele que vem a mim, de maneira nenhuma o lançarei fora”.

Quando abraçou a fé cristã em público, adotou o nome Abd-El-Maseeh, que quer dizer, em árabe, “Servo do Messias”. Largou o prestígio acadêmico que tinha no norte da África pra viver como testemunha do Evangelho no mundo árabe.