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HistóriaReforma Protestante23 de 128

Conversão de Martinho Lutero: da escadaria de Roma à fé

A conversão de Martinho Lutero

Diego Gonçalvesatualizado 2 min de leitura388 palavras

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Martinho Lutero nasceu em Eisleben, em 1483, filho de um mineiro. Quando entrou para a vida monástica, tentou tudo o que a religião da época oferecia para alcançar a paz com Deus. Segundo a tradição, chegou a subir de joelhos uma longa escadaria de pedra em Roma, a escadaria de Pilatos, porque a Igreja prometia indulgência (o perdão das penas do pecado) a quem fizesse aquela penitência. Lutero jejuava até quase desmaiar de fraqueza, passava noites em oração e confessava cada pensamento, mas nada tirava o peso da culpa. A subida daquela escada foi o último esforço de um homem desesperado, que já não sabia o que fazer para ser aceito por Deus.

Gravura de Martinho Lutero com o hábito de monge agostiniano, de perfil, com o capuz sobre a cabeça
Lucas Cranach, o Velho, Martinho Lutero como monge agostiniano, 1520. Metropolitan Museum of Art, Nova York. CC0, via Wikimedia Commons.

Dizem que foi no meio dessa penitência que uma frase da Bíblia passou pela cabeça dele: “O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17). Ele já sabia aquele texto de cor, mas só ali o texto fez sentido. Lutero se levantou espantado e aliviado. Nos próprios escritos, porém, ele situou a descoberta completa dessa verdade um pouco depois, quando estudava a carta aos Romanos em Wittenberg. A justiça que ele tanto tentava fabricar com dor e esforço não vinha das mãos dele. Era dom de Deus, recebido pela fé, e estava na obra de Cristo na cruz.

A fé que transformou a vida de Lutero não era mérito humano, mas descanso naquilo que Jesus já tinha feito. Ele procurou essa paz em si mesmo e não achou. Só achou quando olhou para o Cordeiro de Deus. Aquele monge que subiu os degraus de Roma tentando comprar o perdão acabou livre, pronto para anunciar ao mundo a verdade que mudaria a história: nós não somos aceitos por Deus pelas próprias forças, mas unicamente pela fé em Cristo Jesus, pela graça.

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