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George Müller: a conversão do jovem de Halle em 1825
A Conversão de George Müller: O Amigo do Órfão
George Müller ficou na história cristã como um dos maiores exemplos de quem depende da oração e da providência de Deus. Ele fundou os orfanatos de Ashley Down, em Bristol, na Inglaterra, e cuidou e educou mais de dez mil crianças sem mãe e sem pai. Nunca fez apelo público por dinheiro, nunca fez dívida. Sustentou cada obra de joelhos diante do Senhor.
Na juventude, porém, Müller caminhava pro lado oposto. Nasceu na Prússia em 1805 e era um rapaz desonesto. Mentia pros pais, dava golpe financeiro, vivia em noitadas desregradas. Chegou a ser preso por tentar sair de um hotel sem pagar a conta. Mesmo nesse estado, entrou na Faculdade de Teologia da Universidade de Halle, e por interesse puro: queria ser clérigo da igreja estatal pra garantir um bom salário e prestígio, sem precisar trabalhar duro.
O Encontro em Halle
Aos vinte anos, Müller continuava mergulhado nas farras com os outros estudantes. Em novembro de 1825, um amigo de taverna convidou ele pra uma reunião de oração na casa de um cristão devoto da cidade. Müller foi por curiosidade.
Ao entrar naquela sala simples, ele encontrou uma coisa que nunca tinha imaginado: homens e mulheres ajoelhados no chão, orando a Deus com naturalidade, alegria sincera e amor reverente. Perto do formalismo frio das igrejas que ele conhecia, aquilo abalou tudo.
Mais tarde, na autobiografia, ele resumiu a cegueira espiritual em que vivia:
“Eu não tinha Bíblia e não lia uma havia anos. Raramente ia ao templo; apenas tomava a Ceia por mero costume social duas vezes ao ano. Eu nunca tinha ouvido a pregação viva do Evangelho até o início de novembro de 1825 — o mês da minha conversão. Nunca havia encontrado alguém que dissesse que pretendia, com o auxílio de Deus, pautar a vida pelas Escrituras. Em resumo, eu não tinha a menor ideia de que existiam pessoas verdadeiramente transformadas por Deus; achava que todos eram como eu, mudando apenas de grau.”
A Cruz e o Novo Rumo
Müller voltou àquela casa de oração várias vezes nas semanas seguintes. Foi lendo as Escrituras com o coração aberto e entendeu, enfim, o centro do Evangelho: Jesus Cristo levou na cruz a condenação que Müller merecia, e abriu o caminho pro perdão gratuito, pela fé.
A certeza do perdão mudou os desejos do jovem prussiano na hora. Ele largou os antigos companheiros de jogatina, rompeu com as mentiras e passou a falar com coragem pros colegas de faculdade sobre a graça que o tinha resgatado.
Poucos anos depois, deixou os privilégios acadêmicos na Alemanha e foi morar na Inglaterra. Ali, ao longo de seis décadas, mostrou que o Deus vivo continua fiel pra responder à oração de quem confia nas promessas dele.
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