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E. Stanley Jones: a conversão do missionário da Índia
A Conversão de E. Stanley Jones: Do Rapaz de Maryland à Estrada da Índia
E. Stanley Jones nasceu em 1884, em Maryland, nos Estados Unidos, e foi missionário metodista na Índia a partir de 1907. Em 1938 a revista Time chamou ele de “o maior missionário cristão do mundo”. Mas ele começou como um adolescente que teve um encontro com Deus que não durou, e só aos dezessete anos disse sim de verdade.
A primeira vez que não pegou
Aos quinze anos, segundo a autobiografia dele, A Song of Ascents, Jones teve um primeiro encontro com Deus. Esse momento não durou. Uma das biografias diz que, na adolescência, ele andou em má companhia. Dois anos depois, em 1901, aos dezessete anos, respondeu ao convite de um culto evangelístico na igreja onde estava e saiu dali com uma frase que ficou conhecida: “Eu o tenho.” Quer dizer, agora Cristo era dele, e ele de Cristo.
O pregador de Baltimore
Pouco depois, Jones ouviu o evangelista Henry Clay Morrison pregar numa igreja metodista de Baltimore. Gostou tanto que decidiu aprender a pregar assim e foi estudar no Asbury College, em Wilmore, no Kentucky, onde Morrison viria a ser presidente. Pretendia ser advogado. Terminou ministro.
No Asbury, um grupo de estudantes, Jones entre eles, se reuniu pra orar, e a reunião virou um avivamento que tomou o campus (as fontes colocam isso entre 1903 e 1905). Jones disse mais tarde que aquilo abriu os ouvidos dele pro Espírito Santo. Passou a se considerar um pregador de santidade, como se dizia na tradição metodista.
“É a Índia”
Ele pensava em ir pra África. Mas quando a Junta de Missões metodista ofereceu a Índia, orou e, nas palavras dele, ouviu uma voz interior: “É a Índia.” Embarcou em novembro de 1907, aos 23 anos, sem curso de seminário, e foi pastorear uma igreja de língua inglesa em Lucknow.
O esgotamento
Em poucos anos, Jones trabalhava só com as próprias forças. Em 1914 teve um problema grave no apêndice, depois vieram os colapsos nervosos, e em certos sermões a mente dele simplesmente apagava. Ele escreveu, em tradução livre: “A queda do corpo trouxe a queda do espírito.” Segundo o relato, em 1917, na Igreja Metodista Central de Lucknow, entregou a Deus o peso que carregava e saiu restaurado.
O Cristo da estrada indiana
A partir dali, o trabalho dele mudou. Em vez de atacar as outras religiões, começou a explicar quem era Jesus a pessoas educadas da Índia, sem discussão. Ficou amigo do Mahatma Gandhi. Reuniu intelectuais indianos, mais da metade deles não cristãos, em conferências de mesa redonda, onde cada um contava o que a própria fé significava pra ele, sem ser interrompido; Jones falava por último. Em 1930 fundou o ashram cristão de Sat Tal, no Himalaia, onde o mestre era Jesus. Seu livro O Cristo da Estrada Indiana (1925) vendeu mais de um milhão de cópias. Declinou a eleição como bispo, em 1928.
Teve um derrame em 1971 e morreu na Índia em janeiro de 1973.
Uma observação: Jones fez parte do movimento wesleyano de santidade, que ensina que o Espírito Santo pode encher e purificar o crente, e no começo da carreira defendeu a santificação inteira. Mais tarde, na Índia, pregou menos essa doutrina fora desse meio e passou a insistir em que o cristão entregue tudo a Cristo. Cristãos de outras tradições entendem a obra do Espírito na vida do crente de outro jeito, e todos reconhecem a mesma gratidão pela graça que ele diz ter encontrado.
Na autobiografia, Jones se chamou de “cristão em formação”. E eu, ainda me deixo formar?
Fontes consultadas: Christian History Institute, “The greatest missionary you’ve never heard of?” [https://christianhistoryinstitute.org/magazine/article/the-greatest-missionary-you-never-heard-of]; Wikipedia, “E. Stanley Jones” [https://en.wikipedia.org/wiki/E._Stanley_Jones]; United Methodist Church, “E. Stanley Jones (1884-1973)” [https://www.umc.org/content/jones-e-stanley-1884-1973]; Dictionary of Asian Christian Biography, “Jones, Stanley E.” [https://dcbasia.org/biography/jones-stanley-e]; Kirk S. Sims, resumo em Asbury Journal, vol. 78 [https://place.asburyseminary.edu/asburyjournal/vol78/iss1/8]
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